Archive for the 'tv digital' Category

tv digital: a batalha da década

Tuesday, November 13th, 2007

o G1 aprontou um especial sobre tv digital com opiniões de todos os lados do problema [e da oportunidade], dos diretores até a técnica. o trabalho de juliana carpanez e ricardo bueno merece ser lido e usado como referência para a discussão do tema, que vai ser quente nos próximos meses.

minha contribuição ao debate começa dizendo queDois de dezembro é dia de TV digital. De alta definição. E sem interação. Para competir com a internet. De um lado, espectadores; do outro, usuários. É a batalha da década. é o que eu acho mesmo. vai ser a batalha da década. vá lá ver.

tv no celular? na europa, não tá rolando não…

Monday, September 24th, 2007

estudo da gartner research mostra que os europeus têm um interesse por tv digital no celular tão pequeno quanto as telas nas quais veriam tv no telemóvel. só 5% dos europeus demonstraram interesse em ter tv no telefone, contra 20% dos usuários asiáticos. a esperança das operadoras européias era de incluir, no curto prazo, 5 a 10 euros adicionais por mês na renda por usuário, mas o faturamento vindo de tv móvel e download de vídeos está no fundo do poço das celulares da europa.

segundo os analistas, lack of consensus on business models, variety of different technologies and shortage of airwaves has been hampering takeup of mobile TV. no brasil, TVD móvel vai ser diferente da europa. aliás, este foi o principal ponto da disputa; aqui, o sinal de TVD móvel não passa pela operadora, indo direto da TV pro celular. resta saber quem vai subsidiar a oferta de celulares que podem receber TVD, coisa que, fora do circuito, as operadoras móveis certamente não vão fazer. este, aliás, é o mesmo problema do japão, onde vigora um modelo de negócios e tecnológico similar ao que vai ser tentado no brasil. e que não está dando muito certo, por sinal. ou por falta de sinal.

aqui, é ver no que vai dar. meu chute: se os celulares com TV móvel forem mais caros do que os "normais", bye, bye, brazil.

lei mercadante dá mais um passo

Wednesday, May 16th, 2007

ontem foi dia digital no senado: o projeto de lei do senador aloizio mercadante que prevê o uso de 75% dos recursos do fust para inclusão digital das escolas foi aprovado na comissão de educação. segundo a proposta, qualquer empresa de telecom poderá usar os recursos, além das concessionárias. a legislação, que anda rápido na casa, prevê um computador com acesso à internet para cada 10 alunos por turno da escola e recursos para treinar os professores. próxima parada: câmara dos deputados, onde se espera passagem tranqüila. estimado em R$6 bilhões até 2010, será o maior projeto de inclusão digital de toda a américa latina. se sair do papel.

por outro lado, o senado também aprovou ontem o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para a TV Digital (PATVD), que zera um monte de impostos para fomentar a indústria de semicon e TVD. este vai direto a sanção presidencial.

isuppli avisa: TV móvel vai bombar

Saturday, April 7th, 2007

isuppli, uma consultoria internacional de análise e previsão [em mercados de tecnologia] avisa: Global mobile TV subscribers are set to number 130 million by 2011, up from 3.2 million in 2006. Associated revenues will grow to $17.6 billion by 2011, with a CAGR of 76.7% from $1 billion in 2006. That will make mobile video as large as mobile music in 2011. ou seja: o mercado de TV móvel, rodando sobre a plataforma celular, vai crescer 40 vezes, em usuários, em 5 anos. daqui pra lá, muita coisa vai rolar e é muito difícil prever o futuro, como todos sabemos. mas as evidências de que isso pode mesmo acontecer estão se tornando mais claras a cada mês.

na china, seis operadores já receberam licenças para TV móvel, usando o padrão CMMB [chinês, claro: China Mobile Multimedia Broadcasting] que foi aprovado no último outubro. quando os chineses entrarem no ar, boa parte da previsão da isuppli já estará sendo realizada. na coréia, por outro lado, as transmissões de TV digital móvel vão cobrir todo o país em maio, usando Terrestrial Digital Multimedia Broadcasting [T-DMB], e serão abertas e grátis, como já é o caso em seul e kyonggi. no canadá, os serviços já estão disponíveis e custam entre $15 e $20 por mês, para uma meia dúzia de canais. nos eua, pra citar um só operador, a verizon já tem o serviço V CAST disponível em 20 cidades e a aposta é grande. a coreana LG, junto com a americana harris, acaba de botar mais uma tecnologia no mercado americano [MPH, mobile pedestrian handheld], para competir com a rede mediaflo da qualcomm, e o bicho vai pegar.

ainda falta saber o que teremos no brasil. o certo até agora é que a tv digital fixa irá ao ar no primeiro domingo de dezembro e que as transmissões digitais abertas para os celulares usarão o mesmo padrão ISDB-T que escolhemos para o modo fixo. no japão, no entanto, a qualcomm está propondo o mesmo mediaflo americano [que não é só para TV, pura, mas onde clips de áudio e védeo podem ser negociados], a despeito das transmissões gratuitas em ISDB-T e um estudo da accenture mostra que há mercado para os dois modos, com potenciais 40 milhões de assinantes [e um mercado de $3.8B em 2011]. nada é simples na vida real.

uma coisa, no entanto, é certa: centenas de milhões de pessoas estarão usando tv digital móvel em 2020. a definição de “tv” de então e o modo e modelo de negócios que vencerão a corrida… ah, isso vai depender das tecnologias, sua aceitação e de como, afinal, os desejos do consumidor serão satisfeitos. aliás, como a história mostrou até aqui e como parece que não vai mudar.

a indústria de TV escolheu: é LCD

Monday, November 27th, 2006

segundo um longo artigo da reuters, a indústria de aparelhos de TV já escolheu o que vai fazer no futuro pra gente ver televisão e a escolha é aparelhos de tecnologia LCD, que começam a ter uma relaçõa similar aos de tecnologia de plasma na região de 40 polegadas. segundo os analistas, este natal [lá fora] vai ser o último dos plasmas de 42 polegadas, pois o preço de LCD vai cair mais 30% no ano que vem e de plasma apenas 15%. a principal razão é que a maior parte dos fabricantes está começando a concentrar sua produção em LCD, o que aumenta a oferta, aliada a sucessos como o da sharp, cuja nova fábrica em kameyama tem uma produtividade, por substrato de vidro, quase três vezes maior que a anterior.

segundo o texto, o resumo da ópera é o seguinte: se você vai comprar, agora, um TV de 50 polegadas ou mais, pode comprar plasma pois LCD não é competitivo nestas dimensões. se estiver indo pra um ao redor de 40, 42, espere até o ano que vem. afinal, há tanta coisa mais interessante do que ver televisão num monitor de grande porte…

aliás, em um artigo relacionado, a mesma reuters reporta que 43% dos ingleses que vêem vídeo na internet ou num celular vêem, como conseqüência, menos TV. só 9%, entre 2000 pesquisados, vê vídeos na rede [ou seja, o boom, se houver, ainda está para chegar]… mas 28% da faixa de idade de 16-24 vê pelo menos um vídeo na rede por semana, contra menos de 45% dos dinossauros (galera como eu, de 45+). somando as duas notas: como a qualidade do vídeo na rede ainda deixa muito a desejar, espere o preço dos LCDs fazer sentido e, só aí, gaste seus caraminguás com um…


vem aí a tv digital [interativa?]

Monday, November 27th, 2006

vem aí a tv digital brasileira, com debut marcado para o natal de 2007. no cardápio, estavam interatividade E uma forma mais eficiente de codificação de sinal, mpeg4, ao invés de mpeg2, que é usado no padrão japonês. mas segundo a imprensa [veja em convergência digital e na agência estado], começaremos SEM interatividade e SEM mpeg4, justamente os itens que caracterizariam o “padrão brasileiro” de tv digital. as declarações são do ministro hélio costa, das comunicações; se for mesmo verdade, entraremos na era da tv digital pela via do que se chama um zapper, um set-top box muito básico que “só” faz troca de canais [do ponto de vista da interatividade].

pode ser muito ruim [se não trabalharmos muito seriamente para ter uma tvd verdadeiramente interativa no futuro, que seria um mecanismo importante de inclusão digital] e pode ser bom [se a introdução do zapper for o primeiro degrau da escada que nos levaria a interatividade e aplicações multimídia interativas sofisticadas]. isso aqui sendo o brasil, é impossível prever onde chegaremos. tomara que o zapper seja só o começo. tomara.

…você não vai ver a copa neste 42″

Thursday, June 15th, 2006

os “velhos” monitores crt, ainda usados no mundo real, em todo canto [e nos estúdios para ver vídeo de alta qualidade], acabam de receber mais um ping mortal, de um lcd fabricado pela insuspeita eCinema: um monitor 1080p [p de progressivo, ao invés de i de entrelaçado {interlaced, em inglês}, como os plasmas que estão sendo vendidos por aí], de mais de dois megapixel [formato de tela 1920x1080], contraste 30.000:1 [seu novo tv de plasma de 42" deve ter 10.000:1, no máximo...], resposta rápida, feito para mostrar gradação “real” de cores e vídeo digital em velocidade precisa de até três casas decimais [como 26,125 quadros por segundo]… o DCM40HDR 40″ será lançado para o natal, provavelmente por uma pequena fortuna. quem quiser mostrar [ou pedir] algo absurdamente diferente às visitas tem que ter um destes. [além dos componentes que hão de gerar sinais pra coisa, já que não haverá nada parecido no ar por muito tempo...]

há mais gente na jogada: a brightside, canadense, tem um monitor de referência de 37 polegadas com especificações parecidas; se você quiser um, prepare o bolso, pois custa quase 50 mil dólares. nenhuma destas duas maravilhas é pra ninguém ver esta copa. mas a maioria [das especificações] dos equipamentos de áudio e vídeo de referência de hoje vai estar em nossas casas dentro de uma década, se seu processo de fabricação atingir escala industrial, o que nem sempre é o caso. resumo, por enquanto: os monitores de lcd vão dominar o mercado de displays de alta resolução, de qualquer tamanho, pra computadores e todas as outras coisas. é só uma questão de tempo. e se você comprar, agora, um destes, poderá ter [se conservá-lo bem], daqui a dez anos, uma peça de museu, um dos primeiros lcd realmente “massa” do mercado. algo como ter um portátil da osborne hoje, e que lhe terá dado dez anos de muita imagem boa… antes de todo mundo.

PRIMEIRA APLICAÇÃO de TV DIGITAL rodando no BRASIL

Monday, June 12th, 2006

saiu no vox news [link abaixo...] a notícia que copio aqui, na íntegra, abaixo. a sportv acaba de lançar o sportv interativo no canal 138… e esta é a primeira aplicação de tv digital interativa rodando em um canal real, em solo brasileiro, para usuários reais. ainda por cima, está associada evento das dimensões da copa do mundo e preparada par dar conta de um grande número de usuários interagindo simultaneamente.

a aplicação do c.e.s.a.r no sportv interativo é uma pequena janela para o que serão as aplicações de tv digital no mundo; tv digital não é só alta definição, é muito mais a capacidade de criar comunidades ao redor de programas e aplicações, com o público interferindo no correr dos acontecimentos da tela, o que muda para sempre a noção do que é televisão, desde a experiência de uso até o processo de concepção, produção e “operação” de emissoras e “canais”. além do sinal de vídeo, as emissoras passam a “emitir” software e têm que reagir à interação dos usuários com o mesmo, na maioria das vezes em tempo real.

o grupo de tv digital do c.e.s.a.r está na estrada há três anos, participando de projetos e experiências de tv digital no brasil e na europa, em conjunto com alguns dos mais competentes institutos e empresas do país e do mundo. nenhuma surpresa neles terem sido os primeiros a desenvolver uma aplicação real de tvd interativa no brasil. parabéns, galera!…

[[[Globosat lança canal interativo para Copa do Mundo
VOX NEWS - 6/6/2006

A Globosat lançará, nos próximos dias, seu quarto canal para a Copa do Mundo. Trata-se do SporTV Interativo, canal que reunirá as funcionalidades da televisão e da Internet. Funcionará como um portal de notícias em tempo real. Estará disponível nas plataformas da NET Digital e da SKY, no canal 138.

O telespectador poderá navegar, por meio do seu controle remoto, pelo canal interativo em busca de uma informações e serviços como as tabelas dos jogos, a relação dos grupos e seleções, a história das 32 seleções que participarão da Copa, entre outros.

A plataforma do SporTV Interativo foi desenvolvida pelo C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) em parceria com as engenharias da TV Globo e Globosat para funcionar unicamente durante a Copa.]]]

sony ps3: não é um console…

Monday, June 12th, 2006

phil harrison, o desenhista-chefe de jogos da sony, deu uma longa entrevista ao spiegel, onde afirma, sem meias palavras, que o ps3 não é um console e sim um computador. e dos que “toca” discos blu-ray, tem 60 GB de disco, browser e, claro, está na rede. sem falar que seu coração é feito dos novos chips cell, do consórcio sony-toshiba-ibm, que estão custando algo entre US$400 milhões e US$1 bilhão pra projetar. aí é onde o ps3 vira um super-computador: em média, segundo estudos recentes, o chip é oito vezes mais mais rápido e oito vezes mais eficiente [na relação consumo/velocidade] do que as atuais ofertas de 64 bits da intel [itanium] e amd [opteron]. e avanços na arquitetura e densidade dos circuitos integrados poderão multiplicar sua capacidade atual por 10, nos próximos anos. o preço do chip vai ser competitivo porque será fabricado, espera-se, em grande volume, para alimentar os ps3.

daí, pode ser que nosso próximo desktop não seja um mac ou pc [hoje, aliás, a mesma coisa], mas um console. console não: como harrison diz, o ps3 é um computador. o xbox360 que se cuide. a intel e a amd também: a ibm vai lançar “blades” feitos com o chip, o que possibilitará a criação de “pcs” muito envenenados. o que deixa no ar a pergunta… porque a apple trocou os powerpc que estavam no coração dos mac [o cell é um membro hard core da família powerpc] pelos intel? mercado e comoditização da plataforma de hardware da atual geração de pcs é certamente uma das respostas. mas, olhando pra frente, hoje, a hora é de projetar um computador [ou console] sobre o cell, rodando um sistema operacional multimídia, de tempo real, que bem poderia ser a plataforma de computação, comunicação e controle do futuro próximo. de onde ela virá?… beos, haiku e cosmoe estão mortos ou quase. nada do que as empresas de software oferecem hoje parece ser o sistema operacional do futuro… e pouco do que se vê na academia mundial aponta nesta direção.

taí, certamente, uma grande oportunidade pra [em tv digital interativa, banda larga?...] lançar esforços de software e tentar leapfrog o estado da arte internacional. poderia acontecer no brasil, inclusive. mas algo me diz que não; segundo a lógica [!] do desenvolvimento [científico, tecnológico, de inovação] nacional, continuaremos seguindo de longe, e com muito menos recursos, os que aparentemente estão na frente. isso nos dá um ponto por cento, ou pouco mais, das publicações científicas na área e, claro, face ao dinheiro que investimos [comparado com o resto do mundo] é um grande sucesso. pena… porque é bem capaz da próxima geração dos consoles ser tv, dvd, pc, internet appliance, home control center, tudo junto. e isso é igual a muitas dezenas, provavelmente centenas, de bilhões de dólares… por ano. muito mais do que o harware de tv digital ou de consoles vai representar. conseqüência? daqui a 15 anos, é só olhar a balança comercial…

tv digital móvel: R$70B/ano em 2015…

Friday, June 9th, 2006

na europa!… segundo a mckinsey [artigo gratuito, mas sujeito a inscrição no site], o mercado de tvd-m europeu, em 2015, pode alcançar 190 milhões de almas [70% do mercado total de telemóveis], dispostas a transferir de suas carteiras a astronômica soma de setenta bilhões de reais por ano [quase igual ao prejuízo da vodafone no ano passado!...] para quem quer que esteja operando a coisa. estamos falando de sinal passando por dentro da operadora e não em broadcast.

o mercado terá tal tamanho SE a oferta for desenhada para as massas, o que significa [na simulação da mckinsey] uma taxa única de cinco euros pra ver todos os canais [assume-se 50] e SE não houver custo adicional para o terminal. o pior caso seria uma tarifa mensal de 15 euros, o custo adicional do terminal seria de 100 euros, não haveria canais gratuitos incluídos no pacote [cada um teria um custo adicional]… o que levaria à adoção de tvd-m por apenas 5% dos usuários totais de celulares e a um mercado de “apenas” cinco bilhões de euros por ano…

no último caso, a renda média por usuário é muito maior do que no primeiro; basta fazer uma regra de três. mas muitos negócios não existiriam ou só estariam disponíveis para os usuários “premium”. curiosamente, esta opção é quase sempre o que ocorre por um bom tempo: alguns escolhidos têm tudo, porque pode pagar qualquer preço e todo o resto da população é excluído do mercado, porque não está disposto a, ou não vê valor em, pagar o preço pedido pelos provedores. a este grupo, como não poderia deixar de ser, dá-se o nome de “excluídos”.

tv digital móvel não é uma necessidade vital das pessoas; no começo, celular também não era. a coisa pegou mesmo quando as teles descobriram que quanto mais gente tinha celular, mais ligações entre eles. universalização é um grande negócio [é só descobrir como]. os celulares pré-pagos, subsidiados, fazem sentido [até agora] porque recebem muitas ligações de outros, pós-pagos. se o modelo de tvd-m na europa [e no brasil] passar por dentro do celular [o que as TVs não querem de jeito nenhum e o que as teles querem de qualquer jeito] o problema, logo na partida, é descobrir quanta gente vai estar disposto a pagar que conta e o que vai, a partir daí, ser o negócio.

as operações nacionais deveriam tomar nota da simulação européia; a renda per capita, lá, deixa a nossa no chinelo e, se a conta for R$45/mes, mais custo adicional por canal, com o cel custando R$300 a mais pra ver TVD, o mercado é 1/14 do que poderia ser se a conta fosse só R$15/mes. no brasil, paritariamente, uns R$5, no máximo. façam a conta, senhores, façam a conta. e pensem em universalizar TVD-M no brasil. ela pode ser um elemento essencial para inclusão digital. e um grande negócio.

tvd.br: deu isdb mesmo [deu?]

Saturday, April 15th, 2006

tempos atrás, uma nota, por aqui, deu que o sistema brasileiro de tv digital ia ser o japonês. e parece que vai mesmo. já estamos assinando protocolos e papéis timbrados de todo tipo. o negócio é muito importante para o brasil [e deve ser para o japão, também] pois, desde o começo, há muito mais do que TVs e acessórios por trás da conversa, como era de se imaginar: 3% de etanol, na gasolina, no japão, pode valer mais do que as sobretaxas a suco de laranja nos eua ou alguns subsídios agrícolas a mais ou menos na europa. mas, até agora, a conversa não deu na imprensa do sol nascente. nem asahi, yomiura, nihon keizai ou mainichi shimbun publicaram uma letra sobre o assunto. vai ver que não saiu, lá, nenhum pr em japonês. ou que os jornais de lá estão pagando pra ver…

DVB & MHP batendo cabeça [na Europa]

Wednesday, March 15th, 2006

tv digital pode ser só broadcast linear. para isso, o “set top box”, a caixinha [STB] que vai sintonizar o “sinal” de TVD só precisa fazer a operação de trocar de canal. no linguajar dos técnicos, seria um “zapper”. pra TVD se tornar interativa, o STB precisa de um tipo de infra-estrutura de software que permita [além de realizar certas operações de processamento de mídia] instalar e rodar programas que possiblitam o espectador de hoje se transformar em usuário, consumidor e por aí vai. uma destas infra-estruturas [a escolha natural para "casar" com DVB, o padrão europeu] é MHP [multimedia home platform]. mas o namoro entre os dois não está indo muito bem… por questões numéricas. um STB básico custa uns €70 e um pool de companhias que detém patentes de MHP quer €1.70 disso [Comcast, Open TV, Panasonic (Matsushita Electric Industrial Co., Ltd.), Royal Philips Electronics, Samsung Electronics, Thomson, and Time Warner Cable, conforme este release].

acontece que o padrão de codificação/decodificação MPEG-2 já come [por box] $2.50 e DVB-T €0.75, sem falar que a Sisvel e [outras patentes d]a Thomson não fazem parte do pool e também têm direito a remuneração. resultado: o STB de baixo custo, que vai ser [ou seria] usado pela maioria, é inviável como negócio. chiadeira geral. uma carta aberta muito bem escrita [pelo pessoal da osmosys] explica o drama e convoca o pool à responsabilidade: seguindo a recusa da frança e da espanha à proposta de royalties, a oposição da itália [onde já rodam 4 milhões de STBs DVB-T/MHP], à instalação de mais STBs lá, além de sinais fortes de outros países, parece que a coisa vai voltar pra mesa de debate [não se sabe por quanto tempo]. o próprio pessoal do DVB não gostou da idéia da turma do MHP e avisa que espera uma “clarificação” dos termos da proposta até 6 de abril. tomara que consigam. seja lá o que decidirem lá, isso afeta nossa decisão, aqui.

enquanto isso, a 3italia, que foi a primeira operadora móvel da europa a comprar um canal de tv digital [por causa da licença para enviar o sinal pra celulares], lançou o primeiro serviço DVB-H comercial do planeta. vai mostrar todos os jogos da copa. coisa que disseram que nós íamos ter [fixo] mas que parece, enfim, que não vai dar…