Archive for the 'software' Category

microsoft, offline?

Friday, April 27th, 2007

sairam os resultados do trimestre da microsoft: o lucro da banda Windows foi US$4.3B, Office lucrou outros US$3.4B, Server tá US$0.9B no positivo. quase US$9B de lucro, aí. monte de dinheiro, performance impressionante, inclusive porque vista está vendendo acima das expectativas. as más notícias vêm de entretenimento (Xbox e Zune), com US$330M de prejuízo e o pior, dos negócios on-line: depois de perder US$29M no trimestre anterior, live & cia afundaram para um vermelho de US$205M. sete vezes mais prejuízo num faturamento que cresceu apenas 15%, de US$564M para US$622M. dia destes eu disse que está na hora da msft procurar um substituto para steve ballmer. há quem ache que isso é uma necessidade urgente. software está virando serviço e a falta de uma estratégia de software [e informação] como serviço -coerente, de longo prazo, perceptível hoje- é um grave problema da empresa. e não parece que a atual liderança mundial entende do assunto.

solução simples? quebrar o negócio em dois e deixar a banda internet tocar a estratégia de rede ou mudar o negócio todo. seja lá o que for menos difícil. mas… será que há alguma coisa fácil de ser feita em um negócio que fatura US$50+B por ano… e onde um pedaço do negócio [offline, windows] tem margem de lucro acima de 80%? pense nisso: algo que você vende por 100 e só lhe custa 20. se fosse na sua empresa, seria fácil lidar com o povo desta divisão, ainda mais se ela faturasse mais de US$5B num único trimestre?…

hardware como serviço: RIM virtualiza blackberry

Monday, April 23rd, 2007

o blackberry é um “celular” da research in motion [rim] cuja principal funcionalidade é acesso a emeio no modo push, onde o “celular” recebe informação da rede sem que usuário tenha que ficar verificando se há emeio no servidor [veja aqui como funciona]. este modo de comunicação e computação pode ser usado para uma infinidade de coisas. a agenda do “fone”, por exemplo, é outra funcionalidade que pode ser sincronizada sempre que alguém mexa nos seus dados no servidor. e você fica sabendo das mudanças quase na hora.

o conceito é antigo, mas as implementações competentes são poucas e a melhor é a da rim, que começou em 1999 com 25 mil clientes e tem, agora, mais de três milhões e meio de usuários, mais de 70% dos quais nos eua. a coisa é séria a ponto de uma falha no back office [onde se processa as informações dos clientes], semana passada, ter acabado nas manchetes de toda a imprensa americana. no caso do blackberry, a tele opera a rede de comunicações mas toda a computação é feita pela rim e, como a coisa é software como serviço, a introdução de código novo [e defeituoso] no sistema deixou os usuários, literalmente, sem nada na mão.

pois bem: mostrando a dinâmica de seu modelo de negócios, a rim acaba de anunciar a virtualização de seu hardware, transformando a maior parte da funcionalidade do blackberry [que já era boa parte software, de qualquer jeito] em software que vai rodar sobre a plataforma windows mobile da microsoft. assim, qualquer usuário de pda-fone windows poderá assinar os serviços que hoje são privativos de quem tem os tijolinhos da própria rim. mais um pequeno grande sinal de que informaticidade e software [e hardware] como serviço, um de seus principais habilitadores estão aqui para ficar.

informaticidade, mais sinais: SAP adere a SaaS

Wednesday, March 28th, 2007

henning kagermann, CEO da SAP, mudou de lado em um ano. de abril de 2006 pra cá, deixou de acreditar que software como serviço era “apenas” um modelo limitado para prover soluções de software para clientes corporativos para declarar aos quatro ventos que SaaS é o better model pra software. as palavras exatas são… “People know this is the better model. But the upfront cost means few dare to introduce it… You only start printing money later.” A1S será a oferta de serviços do gigante alemão, que entra num mercado liderado por salesforce.com, pioneira em no software, com quem vai competir frente a frente [inclusive para tentar reconquistar alguns de seus grandes clientes que migraram para o adversário].

ah, e tem a netsuite também, que quer ser a SAP do mercado de médio porte. danado é que a SAP tem a mesma idéia. só não diz como: ao ser questionado sobre modelos e preços, kagermann se saiu com… “I cannot give answers to those questions right now, but interested customers will want to wait until SAP says more about that”, marcando o território mas, em bom português, dizendo que a SAP ainda está aprendendo e tentando montar um modelo de negócios para competir neste cenário… que deve ser o próximo cenário de competição para todo mundo.

calendar: google acerta de novo!

Monday, April 17th, 2006

há tempos que eu andava atrás de um meio simples, funcional e eficaz de marcar e compartilhar [independente de plataforma e na web…] minha agenda. tentei várias soluções [que não mencionarei] e nenhuma delas resistiu aos primeiros dois ou três dias de exercício. gcal parece que vai durar muito mais do que isso, apesar dos problemas de interface e usabilidade que ainda tem… incluindo não mandar lembretes por sms no brasil [coisa que pode ser facilmente resolvida pelo pessoal de google bh!]…

mas a lista de contatos de gmail [que uso como emeio secundário] faz parte do pacote e, direto dela, você pode convidar pessoas para reuniões… simples. fácil. vai dar certo. ainda vão botar [acho], lá, uma ligação para tornar possível, na lata, combinar o evento com todos os convidados que estiverem on-line em gtalk, anexar a pauta da reunião usando writely e quetais. aí pega mesmo… ainda mais porque, feito isso, é só indexar as diversas versões dos docs gerados por writely com as pessoas presentes na reunião, botar os ditos cujos num timeline… um bocado de sonhos que ainda vai se tornar realidade.

o problema vai ser mesmo quando google achar que isso é uma plataforma, chamada google… e começar a criar dificuldades pra ligar outras coisas por lá. se é que tal operação ainda não começou. prefiro acreditar que não.

o futuro da indústria de software empresarial

Sunday, April 16th, 2006

esta nota é um certo complemento à notícia sobre a compra da rm sistemas pela totvs. shai agassi, o presidente de produto e tecnologia da sap, fez um palestra em santa clara, ca., há uns dez dias, alinhando o que acha que serão as cinco principais tendências do mercado de software empresarial nos próximos anos:

  • We believe that for I.T. to deliver the flexibility organizations need, it must create a single, unified platform that provides a repository of coherent services.
  • We believe the market has shifted from point solutions to industry-flavored suites.
  • We believe people like their current user experience but want business process content to be part of it.
  • We believe ecosystems that reuse common services deliver more, faster and cheaper innovation than any single vendor.
  • We believe I.T. will become strategic to the business as the pace of process innovation accelerates.

segundo agassi, as empresas vão passar a comprar, de ecossistemas [e não de empresas individuais], infra-estruturas de informação [e não mais sistemas isolados, como erp, crm…] e, exatamente por causa disso, quem tiver os melhores conjuntos de ferramentas será muito mais competitivo do que o “resto”…

hora, talvez, da gente pensar num grande ecossitema brasileiro, de classe e escopo mundial, de software empresarial. pra não ficarmos fora do jogo…

…9, 10,…

Monday, March 13th, 2006

se tudo é relativo, em que condição alguém estaria realmente parado? a microsoft, aquela que nós todos escolhemos para dar pancada sempre que queremos falar mal do mundo digital e seus atores, certamente não está parada. depois de lançar o channel9, onde o lendário jim gray [dec, att, prêmio turing…] aparece num episódio [o site também “é” uma neotv multidirecional… comentada “on-line” pelos usuários…], apareceu agora on10 [nomeado assim porque é atualizado sempre às 10am PST], simplesmente “a place for people who want to use technology to change the world”. agenda humilde, esta, não é? um lugar para quem quer usar tecnologia para mudar o mundo. só quero ver. o trio MYG não faz mais software. faz conteúdo. uma parte dele “roda”. e a fila anda. alguma hora, software vai ser completamente indistinguível de “conteúdo” e vice-versa.

Writely So…

Friday, March 10th, 2006

meu processador de textos preferido, na web [www.writely.com], foi adquirido por google. minha aposta era de que o comprador seria a microsoft, mas redmond ainda está meio sonolenta. aliás, acho que apostei no mesmo cavalo que scoble, que está parabenizando o time de writely em seu blog. bill gates & co. precisam tomar mais café neste amanhecer da informaticidade.

Hardware por ASSINATURA

Tuesday, March 7th, 2006

[dos corredores da telexpo…] software por assinatura não é nenhuma novidade. uma nota sobre a salesforce.com, abaixo, trata exatamente disso. hardware por assinatura, apesar de não ser facilmente reconhecido, tampouco é novidade. a vasta maioria dos telefones celulares tem um grande subsídio da operadora, para depois ser pago, pelo usuário, como parte de sua assinatura mensal. o que poderia vir a ser uma novidade, se as operadoras de telecom entendessem a profundidade da mudança implícita em alternativas como a Samurai Information Platform, era a transformação de acessos banda larga “burros” em soluções de alto valor agregado onde não somente o software [de informatização de forças de vendas, de farmácias, de padarias, etc…], mas o hardware que os habilitaria ao consumidor “final”, seriam bilhetados do usuário [provavelmente uma pequena empresa…] que, usando uma solução de informática baseada em servidores e rede, não teria mais que se preocupar com versões, instalação, vírus, backup… desenhada e construída no Brasil, a solução da Samurai parece ser uma das boas possibilidades de criação de informaticidade no curto prazo: os modelos de negócio e de retorno de investimento desenhados pela empresa fazem muito sentido quando se pensa em computação como serviço. [aviso aos navegantes: a samurai é parceira do c.e.s.a.r, onde eu sou cientista-chefe.]