Archive for the 'vc' Category

start-ups & biz-plans

Friday, January 11th, 2008

deu no wall street journalBusiness schools and consultants have long preached that writing a formal business plan greatly improves a start-up’s odds of success. But a growing number of academics are questioning whether that’s really the case. eu tô entre estes tais acadêmicos aí, pelo menos desde 1995. meu estilo sempre foi fazer e depois de feito ver como vira negócio. acho que não se faz negócio só com gente de tecnologia. mas muito menos com graduados de escolas de negócios especializados em powerpoint, excel e discounted cash flow.

conclusão do venerando wsj? just do it: parte da razão? A study recently released by Babson College analyzed 116 businesses started by alumni who graduated between 1985 and 2003. Comparing success measures such as annual revenue, employee numbers and net income, the study found no statistical difference in success between those businesses started with formal written plans and those without them. The study concludes that “unless you need to raise external start-up capital from institutional sources or business angels, you do not need to write a formal business plan.”

e tem mais: Amar Bhidé, a Columbia University entrepreneurship professor, found that 41% of Inc. magazine’s 1989 list of the 500 fastest-growing private firms didn’t have business plans and 26% had only rudimentary plans. A follow-up by the magazine in 2002 found the numbers without a plan have remained pretty much the same. Many business concepts are “transitional in nature,” meaning there are competitive advantages to starting the business quickly and by the time you write a full business plan “the opportunity will be gone.”

ou seja: seu negócio não é um plano de negócios. isso é coisa de consultores. se você vai mesmo criar um negócio, comece a criar um e aprenda com seus potenciais clientes e usuários. à medida em que aprende, monte um plano de negócios baseado na prática. conheço de perto companhias que sairam de dezenas de milhões para bilhões de reais de faturamento em alguns anos e só o fizeram porque não tinham um plano de negócios. e muito menos consultores para lhes dizer que jamais conseguiriam…

claro que a regra não vale pra todo mundo mas, se seu negócio é de ruptura e, por natureza, de transição, não perca muito tempo com um “plano”. ele só vai ajudar você a fracassar mais rápido. ou, no pior caso, mais lentamente…


Technorati :
Del.icio.us :

bootstrappers: o manifesto

Monday, November 19th, 2007

começar de baixo, começar com pouco, contra tudo e contra todos. inclusive a incredulidade da concorrência, a seu favor. este é o tema do manifesto do bootstrapper [aqueles que começam do nada...] escrito por seth godin [um dos caras que eu leio freqüentemente...]. trecho do texto…

I am a bootstrapper. I have initiative and insight and guts, but not much money. I will succeed because my efforts and my focus will defeat bigger and better-funded competitors. I am fearless. I keep my focus on growing the business—not on politics, career advancement, or other wasteful distractions.

se você está pensando em começar um negócio do tamanho de google, inclusive pra bater google, vale a pena ler.

web2.0: 100 usuários grátis valem…

Tuesday, May 15th, 2007

…3 pagantes. esta é a realidade dos negócios web 2.0 que usam o modelo "freemium" [algum uso relevante gratuito; mais que isso, o usuário paga], segundo don dodge [que está no dealmaker forum, hoje]. faz sentido? faz. veja a conclusão:

Do the math. 100,000 free users convert to 3,000 paid users. They pay between $10 to $50 per user per month. Lets use $25 as an average. That is $75K a month or $900K per year. That is an excellent revenue stream for companies that typically have 3 to 5 employees. And, it is an annuity stream that continues to grow every year. By the 3rd or 4th year these small companies can be generating $3M to $5M a year, still with less than 10 employees. Most of these small companies don’t take Venture Capital so they own the whole company. pretty good cash flow business.

ou seja: se você encontrar seu público [procure também fora do brasil!], não precisa nem reclamar da inexistência de capital de risco no brasil…

start-up demonstra [?] “computador” quântico

Friday, February 23rd, 2007

a pequena d-wave, canadense, demonstrou recentemente um “computador” quântico de 16 qubits [bits quânticos, que podem "armazenar" zero e um simultaneamente], capaz de resolver problemas de sudoku mais… lentamente do que um PC. normal, até aí, já que a tecnologia é radicalmente nova e não se espera um computador quântico funcional, de verdade [que possa, por exemplo, resolver problemas reais de criptografia], antes de dez ou vinte anos.

o problema é que a d-wave está usando um método conhecido como computação quântica adiabática, refrigerando um metal [nióbio], a 273.15 graus abaixo de zero, quando sua nuvem eletrônica tem propriedades quânticas e… não se sabe se este método, em linguagem científica, escala, ou seja, se é ou não uma base para construir máquinas quânticas [práticas] de muitos milhares de bits, que poderiam ser usadas para resolver problemas fora do alcance dos computadores atuais.

seth lloyd, do mit, olhou o resultado e diz que não botaria o dinheiro dele no negócio; acha que o investimento não é quixotesco mas o resultado é imprevisível, porque um computador quântico real feito de nióbio supercongelado manipulado por campos magnéticos dentro de um chip de silício é simplesmente bom demais pra ser verdade… geordie rose, cto da d-wave, parece estar convencido que sim. leia aqui no seu blog. aliás, um de seus argumentos é um paper de… seth lloyd!

a d-wave saiu da university of british columbia, em vancouver, em 1999, o que serve para dar aos pesquisadores, empreendedores e investidores de pindorama uma idéia do tempo, recursos, persistência e competência que se leva para fazer algo realmente revolucionário. oito anos até o primeiro demo. dinheiro de indivíduos [anjos, em investspeak] ajudou a montar o negócio, mas há gente grande apostando seu rico dinheirinho [muitas dezenas de milhões de dólares] na sorte da d-wave, como Draper Fisher Jurvetson, GrowthWorks Capital, BDC Venture Capital, Harris & Harris, British Columbia Investment Management Corporation (bcIMC)…, tendo como resultado, até agora, além da demo de 13 de fevereiro no computer history museum [em mountain view, califórnia], o conhecimento criado no start-up, 100 patentes solicitadas e 35 já concedidas.

a d-wave não tem um modelo de negócios pra seu computador “real” de 1024 qubits [segundo a companhia, no ar em fins de 2008]: pretende alugar ciclos do dito via internet. a sun tentou, tempos atrás, e deu em nada. pode ser que AWS [amazon web services] nos mostre algo novo [como parece que pode] e aí, se o nióbio do doutor rose funcionar de verdade, muita coisa pode mudar [no longo prazo] no mundo ao nosso redor. well, maybe…

39 minutos e 46 segundos

Sunday, October 8th, 2006

você vai começar um negócio ou está pensando seriamente em dizer pra alguém, na empresa onde trabalha, que você tem uma idéia sobre uma nova tecnologia ou negócio. a idéia, claro, é brilhante, como todas as idéias das pessoas que têm idéias são… ou parecem, até que alguém com mais experiência em idéias brilhantes [do que você] apareça para levar a sua idéia em consideração.

então eu vou lhe dar uma idéia, nem tão brilhante assim, grátis, que você deveria seguir antes de falar qualquer coisa com qualquer pessoa, sobre sua idéia [mesmo se não entender inglês, assista com alguém que entende!]: vá nesta página e assista a palestra de extatos 39:46 de guy kawasaki, chamada the art of the start. garanto que serão os quarenta minutos mais bem investidos do começo do seu negócio. se você achar que passa pelo crivo da palestra dele e precisa de ajuda depois disso, por favor me ligue: (81)3425.4714. estarei do outro lado da linha pra conversar sobre start-ups e seu novo negócio. mas, primeiro, garanta que você passou pelo crivo de gk

tempo é [muito mais que] dinheiro

Saturday, June 10th, 2006

a primeira empresa de venture capital americana a abrir um escritório próprio na índia, a canaan partners [de deepak kamra, indiano de new delhi], acaba de começar a operar no sub-continente. outros grupos investidores americanos têm dinheiro em muitas empresas de TICs na índia, mas alok mittal, o empreendedor indiano que vai ser o cabeça da operação da canaan em new delhi ,diz que até agora os investidores americanos botaram dinheiro, mas não tempo -que é realmente precioso em um start-up- na índia. o projeto da canaan é investir tempo na índia.

aqui em pindorama, quantos empreendedores de risco têm tempo, verdadeiro, pra montar parcerias que levem a novos negócios… ao invés de perder boa parte do que deveria ser seu melhor tempo filtrando propostas que variam entre o impossível, inexeqüível e inviável? precisamos criar, urgentemente, mais oportunidades de encontros semânticos, de troca de significados, e não sintáticos de olá-boa.tarde-foi.bom.te.ver-té.mais, que nos levem a criar mais companhias de classe mundial. o brasil é grande. a índia também; o sucesso deles é que eles pensam [há muito tempo] no mundo. e nós, incluindo boa parte do nosso capital empreendedor, pensamos no nosso quintal.

chega de pensar em dinheiro. alok mittal está correto. dinheiro vem, sempre e suficiente, se dedicarmos tempo, precioso, para criar as parceria que criam as oportunidades. a partir daí, o resto é conseqüência…

vinod koshla: eua pode imitar o brasil. levaria 5 anos

Wednesday, June 7th, 2006

o que o brasil pode ensinar ao mundo? olhando lá de fora, em informática, parece muito difícil dizer, pelo menos no momento. em energia, vinod koshla, um dos mais respeitados investidores do planeta, acha que o… Brazil has already reduced its petroleum usage by 40% over what it might have been. Ethanol costs $0.75 per gallon to produce in Brazil from sugarcane and it reduces green house gases by as much as 80% compared to petroleum. Brazil has saved $50B in oil imports. The Brazilian example reduces the risk of doing the same in the USA, and provides proof that the successful change can be made relatively rapidly and predictably. Brazil also stands ready to supply more ethanol to us while we bring up internal supply. This poses an interesting question – would we rather import gasoline and crude oil, or cheaper, greener, more geopolitically secure ethanol?…

vale a pena ler; pelo menos um bom exemplo podemos [parece] dar. o documento completo [A Near Term Energy Solution] está aqui [entre vários outros].

microsoft IP ventures >-cria-> wallop

Friday, April 28th, 2006

microsoft ip ventures [ip = intellectual property] completa um ano de vida e começa a mostrar a que veio. o primeiro negócio a sair de lá é wallop, ainda a ser lançado, que pretende competir com myspace.com [que tem UM BILHÃO de pageviews por dia...], usando tecnologia inovadora da msft e empreendedores seriais do silicon valley. se vai dar certo, só o mercado dirá.

a grande novidade, mesmo, é que a msft research começa a licenciar as tecnologias que desenvolveu e das quais não vai fazer uso comercial [nos produtos da msft], por uma ou outra razão. é bom, pois diminui o risco de ter o mesmo fim de xerox parc, o famoso lab da xerox onde quase tudo o que se usa de personal computing hoje, de interface gráfica a mouses, foi [re]criado… e do que a xerox nunca se aproveitou [porque tratava os cientistas que lá estavam como "professores pardais"... e porque os tais pardais nada queriam ter a ver com o mundo real].

detalhe da história: teoricamente, qualquer um pode pegar a lista de tecnologias disponíveis e propor um negócio à msft; é pesquisa-como-serviço começando a virar realidade…

Money goes to China [no news...]

Friday, March 3rd, 2006

as evidências de que a américa latina [incluindo o brasil] perderam a janela de oportunidades de investimento aparecem a todo minuto. basta ler, por exemplo, a mini-entrevista de claude leglise à red herring, ex-vp da intel capital [e que já cuidou de investimentos aqui, por sinal] pra ver pra onde os ventos sopram. leglise deixou a intel c. e foi pra wi harper, segundo ele, por uma coisa só: o foco da segunda é a ásia, china especificamente, e ele acha que é lá que as coisas vão acontecer. muita gente aqui também acha. enquanto isso, nós espantamos os investidores de longo prazo com os juros de curto mais altos do mundo, com as leis trabalhistas mais idiotas do universo [com uma ou duas exceções], com um emaranhado legal e fiscal que torna ser sócio do governo chinês [pra quem quer ir pra lá] a coisa mais simples do mundo. daqui a 20 anos  nos restará olhar pra trás e descobrir [de novo] por que não demos certo. que tal as razões de sempre? falta de educação, de oportunidade, de infra-estrutura e de contexto… para investidores e trabalhadores.