Archive for the 'negócios' Category

laptop de US$100 não sai por menos de US$470

Tuesday, December 18th, 2007

o fenômeno de multiplicação dos preços, nas compras e vendas governamentais, está a pleno vapor. no leilão de espectro pra 3G, a presença de competidores inesperados disparou o ágio [depois este blog volta ao assunto, no fim do leilão]. o governo, lá, lavou a égua.

por outro lado, na aquisição dos laptops para o projeto UCA [um computador por aluno], do governo, concebido sobre a plataforma OLPC [one laptop per child], lançado por nicholas negroponte tempos atrás com a proposta de universalizar, mundialmente, o acesso à computação e comunicação para crianças em idade escolar, está sofrendo os efeitos de contas mal feitas ou mal explicadas. ou impossíveis de acertar preço com custo dentro das estruturas de negócio do país.

o laptop das crianças, que inicialmente sairia [segundo seus proponentes] por algo perto de US$100, está sendo cotado, no processo de compra governamental destinado a adquirir 150 mil unidades, por nada menos do que US$473 [este é o preço da proposta mais em conta]. o processo está suspenso até amanhã, pra comissão de aquisição pensar no assunto e decidir o que fazer.

o pior é que, desde o começo, todas as evidências apontavam para preços MUITO maiores do que os alardeados por negroponte. e que a solução proposta -dos alunos saírem por aí com seus laptops- foi rejeitada por muitos especialistas, inclusive a índia, como país, em peso. a preços perto de US$500, o futuro do projeto certamente será ainda mais questionado.

tata: de sal a software, mais jaguar e land rover

Monday, December 17th, 2007

o grupo tata, da índia, que está tentando fazer o carro mais barato do mundo, tem 98 companhias. uma delas, a TCS, que está presente no brasil, é uma das três grandes empresas indianas [juntamente com wipro e infosys] no mercado de serviços de software. a índia fatura US$50B por ano em TICs, que empregam um milhão e seiscentas mil pessoas prestando serviços para o mundo inteiro. e a TCS faz de tudo um pouco, em software, de bancos a governo [leia sobre o sistema de planejamento e execução de orçamento da colômbia aqui]. e pode usar toda a expertise do grupo, que segundo the times

  • …is made up of 98 operating companies in business sectors including steel, salt, software, tea, energy, cars and trucks, hotels and chemicals;
  • The group’s 27 publicly listed enterprises have a combined market capitalisation of $73.6 billion (£36.5 billion) as of December 13, 2007;
  • Tata had revenues in 2006-07 of $28.8 billion (£14.3 billion), the equivalent of about 3.2 per cent of India’s GDP;
  • Tata has operations in more than 85 countries across six continents, and its companies export products and services to 80 countries;
  • Tata companies together employ 289,500 people

o grupo é o favorito da ford no processo de venda da land rover e jaguar, marcas tão inglesas quando o palácio de buckingham. o preço das duas gira em torno de dois bilhões de dólares. pra ratan tata, o dono-ceo, coisa pouca. que valerá muito mais.

o que deveria nos levar a perguntar: porque os grandes grupos brasileiros estão fora tanto do mercado de software quanto automotivo, especialmente levando em conta que a fiat, uma das grandes multis do setor, vai fabricar no brasil, sob licença da tata [ela, de novo], um de seus jipes?

lá vem mais google…

Sunday, December 16th, 2007

busca. mapas. celulares. documentos. anúncios. operadora móvel. emeio. vídeo. redes sociais. wikipedia. wikipedia? a wikipedia não era um sucesso com o qual google colaborava? sim, era. google está agora no negócio de montar a "sua", também. veja aqui. quando uma companhia com o poder de fogo de google se espalha deste jeito, será que deveríamos ficar mais ou menos preocupados? na história, até agora, sempre acabou mal. será que vai ser diferente, daqui pra frente?… por que?…

software: mais uma análise da “problemática”

Wednesday, December 12th, 2007

patrocinada pela câmara dos deputados, acaba de sair mais uma análise da "problemática" do setor de software do país, centrada nos pilares de sempre: institucionais, fiscais, educacionais, trabalhistas, de investimento e financiamento. veja o resumo aqui. o que tá faltando mesmo, há mais de uma década, é se partir de uma vez por todas para alguma "solucionática". se é que vai haver uma mesmo.

todos os atores, na indústria e no governo, já conseguem rezar pela mesma cartilha, que tem basicamente uma frase: do jeito que está, continuaremos sendo periféricos. só que entra ano e sai ano e não acontece rigorosamente nada pra mudar o cenário de competitividade empresarial em software e sistemas de informação. enquanto isso, o déficit da balança comercial de software ultrapassa em muito o bilhão de dólares [o último dado consolidado parece ser de 2004, US$1.2B negativos].

fazendo uma conta de chegar, se os números de 2004 pra software forem os mesmos de 2007 [e este ano os números podem ser bem maiores, aí na casa de 25% a mais sobre 2004], o país tem que vender, no mercado externo e a preços de hoje, 50.000.000 de sacas de 60Kg de soja só pra compensar o balanço negativo de software. isso equivale a mais de um milhão de hectares de soja plantados por aí, parte deles resultado de desmatamento severo e irreversível. talvez devamos mesmo nos render  à "vocação natural" do brasil, de ser o celeiro do planeta, e deixar este negócio de software para povos mais educados. e capazes. e mais conscientes.

contra a cpmf

Wednesday, December 5th, 2007

ao contrário do que espalham -sem pensar- certos mandatários brasileiros, quem é contra a cpmf, como eu, não é necessariamente sonegador. aliás, o governo federal está cheio de gente que, fora dele, era contra a cpmf. estariam sonegando impostos, antes? pago todos os meus impostos e pertenço à muito exclusiva lista dos que nunca compraram recibo de médico pra fechar a conta do imposto de renda.

e isso apesar de reclamar todo dia do descompasso entre o imposto que pagamos e os serviços que temos, o que em boa parte se deve ao estrago infligido ao país por políticos da classe dos renan calheiros e instituições como o senado que, se não sonseguem cassá-lo, é porque estão lotadas de gente tão desonesta quanto ele. a cpmf não constrói nada. e em tempos em que se bate recordes de arrecadação, muito acima do crescimento da economia, graças somente à fúria arrecadatória do governo, a cpmf é injustificável. muitas áreas de atuação do executivo não precisam de mais dinheiro [pra ser desviado] e sim de melhor gestão [pra aplicar os recursos onde deveriam ser aplicados, sem desvios]. sou contra a cpmf.

sempre fui. está na hora de ser, mais uma vez, contra. mesmo sabendo que os votos que faltam para sua aprovação, no mesmo senado que não cassou renan, se tornarão parte de mais uma escusa negociata federal que empurrará, um pouco mais, as vacas sagradas do senado para o brejo de lama de onde nunca deveriam ter saído.

música @ preço [quase] fixo

Tuesday, December 4th, 2007

a nokia acaba de fechar com a universal music group [parte da vivendi] um acordo que permitirá aos compradores de certos modelos de celulares o download de TODA a coleção de registros sonoros da universal por UM ANO. findo o que a música "fica" com o "dono". os outros três grandes negócios mundiais de música estão sendo [literalmente] cantados pra entrar no negócio, que muito provavelmente há de remunerar o que costumávamos chamar de "gravadoras" com uma porcentagem da renda do tráfego [nas operadoras] pra trazer a música pro celular.

grande avanço. ainda não é onde eu acho que vamos chegar: alguma hora, vamos simplesmente "assinar" um serviço de música [por mês] e poder ouvir o que se quiser. tipo 10 reais/mês com direito a ouvir 100 horas de música/mês. da música que você quiser. onde você quiser. pelo meio que você quiser. 100h/mês é três horas dia. muito. se você achar pouco, a conta poderia ser 3h/dia de sua escolha mais 9h/dia de multicast [a música que a gravadora "escolheria" pra você ouvir -tipo last.fm-, na esperança de você pagar, depois, pra ouvir].

alguma hora vamos chegar lá. este passo da nokia, limitado a alguns celulares, é mais importante do que iTunes, limitado a UM dispositivo particular. e acho que os fabricantes de celulares podem ser uma das mais importantes chaves do processo: com 3.3 bilhões de celulares no planeta  um mercado apenas de reposição, hão de achar outras fontes de renda. a nokia, em particular, está redefinindo sua competição: quer pegar google [em mapas e localização] e a parte "live" da microsoft, além da apple [como provedor de iTunes e não como fabricante do iPhone]. a apple, como "fabricante" de celulares, está chegando atrasada no jogo. mas tem steve jobs lá. enquanto tiver, vai ser osso difícil de roer.

 

tv digital [móvel]? celular japonês

Tuesday, December 4th, 2007

começaram as transmissões de tv digital. breve, você talvez até assista, de televizinho, num celular na mesa ou assento ao lado do seu. o celular tem grande chance de ser… japonês. a lista dos dez fones mais vendidos pela NTT DOCOMO, no japão [que é quase monopolista no mercado, lá], começa pelo fujitsu f904i [ao lado], que recebe o formato one-seg de tvd móvel [daí a tela giratória pra ficar no "aspecto" correto].

como o mercado do japão é "muito" aberto, os outros 9 celulares mais vendidos são outros fujitsu, sharp, panasonic, nec e mitsubishi. vamos ver aqui. o mesmo vale para as outras operadoras do mercado japonês… três operadoras, trinta mais vendidos, só um celular não é japonês.

e aqui? bem, não há [que eu saiba] um único modelo de celular japonês à venda [em escala] no brasil e pouquíssimos, no mundo fora do japão, fazem celulares que podem receber o sinal no padrão one-seg [o "nosso"]. quando os celulares com tv digital estarão aqui? não se sabe ao certo. primeiro semestre do ano que vem. talvez. . qual será seu preço? considerando que não haverá subsídio das operadoras… me disseram que vai ser uns 2.000 reais. cerca de um terço do preço de loja de uma tv de alta definição de 40/42". algo me diz que não vai, nem tão cedo, bombar…

 

inovação [6]: sincronização

Thursday, November 22nd, 2007

[este texto é parte de uma série; para ver o anterior, clique aqui].

inovar, nos ensina peter drucker, é mudar comportamentos. de pessoas, tanto como provedoras de serviços, processos e produtos quanto como consumidoras dos mesmos. não é porque eu [possivelmente dentro da minha empresa, como todos meus colaboradores apoiando] resolvo que alguma coisa deve mudar, e desta vez para este modo genial que nós criamos, que o mundo inteiro vai acreditar e fazer o mesmo. aliás, na maioria das vezes, nem mesmo uma pequena parte do mundo vai cair na nossa rede.

porque inovar é sincronizar. é compartilhar expectativas. é mudar o “meu” modo à medida em que, ao mesmo tempo [ou logo depois] meu cliente muda o “seu” modo. sincronizar, por sua vez, é entender que o sucesso está no mercado e por ele é definido e medido. o mercado é regido por uma lei fundamental, a da oferta e da procura, que tem o mesmo status, na vida real das compras e trocas, que as leis de newton e darwin para o universo e as coisas vivas. ignorar o mercado e suas leis é o mesmo que suicidar sua incipiente tentativa de inovação.

o que nos leva a refletir sobre as muitas coisas supostamente inovadoras que ficam “nas prateleiras”, só “esperando” que alguma empresa as produza [e o público, lá no distante e inescrutável mercado, compre]. no brasil, esta é uma síndrome que afeta principalmente o meio acadêmico, onde está mais de ¾ de toda a força trabalho de conhecimento do país. uma boa parte deste público vive na ilusão de que inovação são resultados técnicos, talvez protótipos de laboratório que, uma vez realizados e validados em artigos e experimentos na academia, estão prontos para o mercado. pense num descompasso… taí um.

pra começar, quando se olha a partir de um laboratório acadêmico, a empresa que “iria” levar sua inovação para o mercado tem que ser tratada como… mercado. da mesma forma que, pensando sobre inovação numa empresa, todo o resto dela [que eventualmente irá se envolver com nossa “idéia no mercado”] é parte do mercado, pelo menos no estágio inicial do processo. daí, o primeiro passo para se tentar alguma inovação, tanto a partir dos laboratórios da academia quanto dos “skunk works” de uma empresa qualquer, é sincronizar, no mesmo entendimento, todas as partes envolvidas no processo.

e isso gasta tempo e energia. você poderia até dizer “mas isso gasta tempo e energia!” será que não dá pra curto-circuitar todas as conversas e convencimentos e partir direto pra ação, pelo menos se eu já estou numa empresa? pode até ser que sim… mas deve ser levado em conta que o seu risco pessoal e o do projeto aumentarão significativamente se não houver um desenho –de negócio, no mercado- entendido por todos à sua volta. ou pelo menos por todos os que podem ajudar ou destruir sua iniciativa.

numa empresa, a maior parte das inovações vem de fora, lá do tal [e onipotente, para inovação] mercado. uma parte de seu time está [ou deveria estar] lá o tempo quase todo: são seus, digamos, vendedores. na maioria das empresas, os vendedores são uma galera assustada e neurótica, perseguida [e demitida] por metas [ou por não atingi-las], sem nenhum tempo “livre” para entender o mercado e os clientes, sem condições apropriadas para desenhar novos produtos, processos, experiências e serviços. inovação é design, e design é desenho, em bom português.  que deveria ser a razão de viver de todo bom vendedor. ainda por cima porque, para inovar, toda sua empresa deveria estar centrada em vendas e todos seus colaboradores, da moça do cafezinho ao dono, deveriam estar vendendo o tempo todo.

vender é desenhar. vender é criar mercados. se seu time for mesmo de vendedores [e não de “tiradores de pedidos”, que são outra categoria] , entre eles haverá designers, desenhistas, gente capaz de apreender uma nova possibilidade, casá-la ao conhecimento existente no negócio [ou que pode ser criado ou trazido a ele], conceber um modelo de negócios [ou uma variação do existente] e, quando isso estiver minimamente “pronto”, tentar a parte mais difícil da sincronização: redesenhar o negócio [pelo menos em parte] para fazer com que o mercado e sua empresa se encontrem no novo produto ou serviço que é objeto da inovação.

aí é onde veremos, afinal, se seu negócio é inovador ou não. sei de muita discussão [e demissões] de excelentes vendedores [de verdade] porque… eles, digamos, criavam muito caso, insistindo em mudanças e se rebelando com o status quo, quando tudo estava bem, às mil maravilhas,  segundo a opinião vigente no lugar. e mudar pra que, se tudo está bem? vender inovação não é um negócio trivial. ainda por cima, acreditem, é arriscado.

segundo a religião vigente em algumas empresas, vendedor tem mais é que ir pra rua e “tirar pedido”, não importa como. ótimo, isso paga as contas do fim do mês. mas cega a instituição: não perceber as novas oportunidades, as demandas implícitas nas relações com clientes atuais e prospectivos, as micro-mudanças de mercado que levarão à derrocada do nosso negócio é o primeiro e mais grave sinal de que não estamos conseguindo nos sincronizar com o mercado e suas oportunidades, e que nosso negócio, enfim, tem pouca chance de sobreviver.

mas –diria o gentil leitor, será que nesta história de inovação só se fala de mercado? sim. mercados são conversações. e vice-versa. inovação é conversação sincronizada. até mesmo porque as idéias só existem –quando sobrevivem, em mercados de entendimento e propagação. algumas delas, por muito tempo [e inclusive aqui] conseguiram, com algum sucesso, no mercado, convencer um grande número de pessoas da… inexistência do mercado!

felizmente para todos nós, o mercado –regido pela lei universal da oferta e procura, continua lá, vivinho da silva, prontinho e esperando que alguns, mais atentos e preparados do que outros, sincronizem o dentro e o fora de suas empresas [e laboratórios] para… inovar.

[pra entender {no mercado, sempre} o que é, na prática, sincronização, você ainda pode ler este texto aqui, sobre a nintendo de nossos dias.]

bootstrappers: o manifesto

Monday, November 19th, 2007

começar de baixo, começar com pouco, contra tudo e contra todos. inclusive a incredulidade da concorrência, a seu favor. este é o tema do manifesto do bootstrapper [aqueles que começam do nada…] escrito por seth godin [um dos caras que eu leio freqüentemente…]. trecho do texto…

I am a bootstrapper. I have initiative and insight and guts, but not much money. I will succeed because my efforts and my focus will defeat bigger and better-funded competitors. I am fearless. I keep my focus on growing the business—not on politics, career advancement, or other wasteful distractions.

se você está pensando em começar um negócio do tamanho de google, inclusive pra bater google, vale a pena ler.

o uso do cachimbo…

Monday, November 19th, 2007

o uso do cachimbo costuma entortar a boca. nathan myrvhold, que em vidas passadas era o cto [comandante da tecnologia] da microsoft… agora resolveu montar um negócio de comprar patentes e depois tentar "negociá-las", tendo como alvo companhias que fazem coisas parecidas com as patentes que sua iniciativa detém. um número de universidades americanas está se recusando a "negociar" sua propriedade intelectual com myrvhold, pois quer seu conhecimento explorado no mercado e não servindo como ameaça ou entrave para quem já está no mercado.

pra ter uma idéia de onde a iniciativa de myrvhold [entre outras iguais, pilotadas por gente com as mesmas e litigiosas intenções] pode nos levar, uma patente emitida pelo uspto [o inpi dos eua] há um mês acaba de gerar um processo contra 131 companhias pelo mundo afora, acusadas de "enviar sms entre países" usando um conceito incluido numa patente "de continuação", ou seja, uma extensão de uma patente já existente. esta história de patentes, definitivamente, vai acabar mal. é preciso fazer uma revisão URGENTE do sistema mundial de patentes, antes que seja tarde. demais, pois tarde já parece ser…

começa o internet governance forum

Monday, November 12th, 2007

está começando no rio a edição brasileira do IGF, forum das nações unidas para discussões sobre governança da internet. o problema do forum está mesmo no "discussões", pois muitos pensam que, sem nenhum poder formal sobre o que quer que seja na rede, apesar das bênçãos da ONU, a coisa não passa de um convescote, ou "talking shop".

do meu ponto de vista, aqui no fim do mundo [onde a rede faz a curva] não dá nem pra saber se vai ser mesmo mais uma reunião de bravatas e slogans ou não. isso porque quase não consegui ver [192kbps era o mínimo pra vídeo] e tampouco ouvir [a 32kbps…]. pena mesmo. governance, claro, não tem nada a ver com qualidade de rede na periferia, coisa que deveria ser do domínio dos órgãos reguladores locais. estes, por sua vez, estão preocupados com outras coisas, como o número de orelhões por habitante e a cobrança de taxas e impostos sobre cada chip de celular que entra no mercado, algo que ajuda muito pouco a universalização de acesso no brasil.

agora é esperar pra ver o que a mesa de abertura [na qual 16 pessoas teriam a palavra!…] definiu como o tom do encontro. tomara que não sejam só bravatas para consumo dos ignaros e glória de políticos de terceira categoria do continente. detalhe: nenhum representante do governo dos EUA, que manda mesmo na coisa [e paga as contas da ONU] estava na mesa de abertura. pra começar, é um mau sinal…

fim da linha para teqlo: lições aprendidas

Sunday, November 11th, 2007

mais um dos "negócios mais promissores da web2.0" [segundo os admiradores] chega ao fim de sua linha. teqlo, que deveria ter chegado a ser uma plataforma de criação e composição de aplicações web e fluxo de trabalho, morreu por causa do velho e conhecido descompasso entre prontidão da tecnologia, penetração de mercado, viabilidade do modelo de negócios e recursos disponíveis. entre as lições aprendidas estáWorking with VCs automatically puts your company on a time line. This can be a great thing if you engage them at the right point in the process. But that time line also leads directly to final stop date if things do not go as planned. The longer you can figure out how to boot strap your company, the better off you will be.

um dos mitos brasileiros sobre empreendedorismo e tecnologia é que não fazemos muito porque não temos investimento suficiente na base da pirâmide de criação de empresas baseadas em tecnologia. não é mito, é verdade mesmo. mas, como a lição aprendida pelo pessoal de teqlo deveria mostrar, há muitas vantagens em se começar um negócio [ou piloto de um] com seu conhecimento, suas energias, um pouco de paitrocínio, muitas baladas perdidas enquanto você virava noites tentando achar o ponto de encontro entre tecnologia, usuários e modelo de negócios. porque quando o pessoal do dinheiro chegar, ao invés de se contar o tempo a partir do começo, começa a ser contado o tempo até o fim… do dinheiro. nos eua, é o fim mesmo. ao anunciar o fim do processo de criação de teqlo, a galera que estava por lá tirou o site do ar e ponto final. os usuários beta [como eu] simplesmente perderam tudo o que fizeram e o tempo que gastaram "aprendendo" [com] teqlo. mas é isso aí mesmo. risco é risco e é parte do jogo.

ainda mais, há de se lembrar que… Sometimes, despite a brilliant team and great technology, luck just doesn’t go your way. isso também é parte das lições aprendidas pelo pessoal de teqlo, e deveria sê-lo por todos os times brilhantes, por aí, que acabam batendo com a cara na parede. nem sempre as "melhores" tecnologias ganham o jogo. o acoplamento entre tecnologia e mercado, no tempo certo, sim. lembre-se disso quando começar alguma coisa. tempo, timing, é tudo. sem ele, pra que dinheiro?…