open source: livros para o primeiro e segundo graus
Wednesday, June 13th, 2007
a califórnia gasta, por ano, US$400M em livros para o chamado K-12 [jardim ao décimo segundo ano da escola]. e as reclamações sobre qualidade e disponibilidade dos livros continuam, ano após ano. acontece que uma galera resolveu tentar uma solução diferente: o California Open Source Textbook Project [COSTP], cuja promessa é, simplesmente…
COSTP will employ the advantages of open sourced content and innovative licensing tools to significantly reduce California’s K-12 textbook costs — eventually turning K-12 curriculum and textbook construction from a cost into a revenue generator for the State of California.
Three – amongst many — COSTP benefits will be 1) the complete elimination of the current $400M+ line item for California’s K-12 textbooks; 2) a significant increase in the range of content afforded to California’s K-12 textbooks; 3) a permanent end to California’s textbook shortages; and 4) creation of fully portable content holdings database that scales with classroom technologies as they are introduced.
It is important to note that COSTP’s mandate does not replace printed textbooks; it simply makes them less expensive to produce; and, in doing so creates many additional benefits, economies, and efficiencies that will fully leverage California’s activities in the K-12 textbook publishing domain.
faltou dizer que, quanto mais mais professores [e pais, talvez alunos!] se envolverem na iniciativa, mais gente estará participando do debate sobre o conteúdo, a qualidade e a forma de ensinar o texto, levando a níveis bem mais sofisticados de entendimento do material a ser tratado em sala. quem participa do processo de construção do texto, nem que seja como revisor, acaba tendo que estudar mais, a priori, e refletir sobre o que, ao final, terá que "ensinar" na escola. capaz de vir a ser mais uma vitória da baixa contra a ALTA cultura.
deveríamos considerar seriamente a adoção de processos como este no brasil, principalmente nas regiões onde as deficiências da infra-estrutura de ensino, especialmente no lado humano, são mais graves. envolver os professores no desenvolvimento do material didático, de forma aberta, pode ser uma das maneiras mais interessantes e eficazes de [re]educar docentes e instrutores em geral. afinal de contas, um dos principais papéis das comunidades abertas clássicas [de desenvolvimento de software] é educacional: elas preparam os mais jovens para um mercado altamente competitivo, onde o diploma não vale nada. em software, o código e a infra-estrutura do presente e do futuro, competência, demonstrada na prática, é o passaporte para o trabalho. outra "vitória" da baixa contra a tal alta cultura…

lembra de
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os laboratórios de google têm botado muita coisa na rua. o que é resultado de muita gente boa e competente lá, aliado a recursos e horizontes de investimento muito largos e, às vezes, de muito longo prazo. no meio de coisas ruins e/ou irrelevantes, o último anúncio, 
segundo herbold, muitas companhias "think they have found the secret that will lead to everlasting success. Little do they know that by turning their previously successful practices into legacy practices that they follow continually, they’re putting themselves in a very disadvantageous position…”. o sucesso eterno, claro, não existe. herbold postula que a sony, e não a apple, poderia ter inventado o ipod, mas não soube evitar várias das armadilhas acima, derivadas de seus sucessos anteriores em portabilidade de mídia. o que fazer, se voê tem tem um negócio de sucesso?… segundo herbold, as lideranças deveriam… “keep their eyes wide open for the success-induced traps, and be willing to acknowledge that you’re never done. You have to constantly tackle the future.”
o aeroporto de 