Archive for the 'innovation' Category

desta vez [parece que] vai dar sony

Monday, February 18th, 2008

nos anos 80, a sony perdeu a guerra dos vídeos, quando seu padrão betamax foi destroçado, no mercado, pelo [muito inferior] VHS. prova também de que -no campeonato da inovação- não é a "melhor" tecnologia que vence. quem vai para o pódio é quem alcança e ultrapassa as expectativas de QUALIDADE dos consumidores. segundo peter drucker, qualidade é aquilo que você QUER pelo preço que você PODE pagar.

na rodada atual dos padrões digitais, a sony acaba de ganhar um aliado gigantesco: o WAL-MART decidiu abandonar de vez o formato HD DVD e, ao lado de BEST BUY e NETFLIX [que desistiram de HD DVD no começo da semana], apoiar o BLU-RAY… da sony. talvez isso acabe com a guerra entre toshiba e sony que tem, na prática, impedido a disseminação muito mais ampla de vídeo de alta definição no mercado. o mercado de home video, por sinal, não é troco de feira: são cerca de US$24B em jogo. por ano…

visão MUITO ampliada

Wednesday, January 30th, 2008

cientistas da universidade de washington já estão testando [em coelhos] lentes de contato "biônicas" que incluem circuito integrado e leds como parte do dispositivo. veja o protótipo funcional na foto ao lado.

uma lente de óculos ou de contato [normal] é um sistema passivo de processamento de imagem. a tecnologia de lentes que a maioria de nós usa, hoje, tem dois mil anos. nero [sim, o de roma] foi um dos primeiros usuários conhecidos. na forma de óculos, mais de setecentos anos se passaram desde os primeiros, construídos na itália.

como o olho [e a córnea] são sistemas muito delicados, era impensável usar a baixa medicina e tecnologia dos últimos séculos, inclusive do séc. XX, para realizar intervenções diretas por motivos, digamos, banais, como aperfeiçoar a visão. as intervenções feitas nos olhos, ainda hoje, em sua vasta maioria, são de corte, costura e colagem. coisa de um passado distante.

o que se começa a antever, à medida em que a engenharia e a medicina se aliam para criar dispositivos [incluindo implantes, o que a lente de contato, de certa forma, é] como a lente que se vê na foto, no olho do coelho, é a possibilidade de AMPLIAR, de maneira muito significativa, nossas capacidades sensoriais e funcionais.

como assim? vamos falar só de uma possibilidade e deixar que o leitor pense nas outras: imagine, já que este olho "aumentado" inclui circuitos eletrônicos e leds, ou seja, telas, que -além de melhorar a visão do ambiente onde o olho está- a lente de contato poderia… entrar na internet! e pense que poderíamos "aprender a nos comunicar" com a lente, de tal forma que a dita cuja pudesse ser usada como browser, e servindo para fazer, à rede, perguntas como… "quem foi mesmo que pintou este quadro para o qual estou olhando? quando? em que contexto?"…

ou então: "me dê uma rota [visual, claro] ideal para dirigir de X pra Y e corrija, no caminho, em tempo real, em função dos engarrafamentos…". pense nos usos. pense nas possibilidades pra expandir suas conversas. pense… este uso de lentes de contato está previsto em rainbows end, obra de vernor vinge, que apareceu neste blog em agosto passado. vinge situa seu texto no "futuro próximo", ao redor de 2025, tempo suficiente para que eu tenha uma destas lentes, muito menor e muito mais capaz, IMPLANTADA no meu olho. quem viver, verá.

[ps: danado vai ser quando começar a botar -muito- software na lente e ela, de repente, travar. dar um boot na vista, em muitas circunstâncias, não é exatamente a melhor ou mais segura coisa do mundo…]

 

rolling stone: The Death of High Fidelity

Saturday, January 19th, 2008

há vinte e cinco anos, meu sonho de consumo era um toca-discos pink triangle… um amplificador naim e um par de caixas de som bowers & wilkins. todos ingleses. afinal, segundo os próprios, eles são o único povo, no mundo, a entender, apreciar e construir sistemas de som realmente de "alta fidelidade". a idéia, na época, era ouvir "full range", 20Hz-20KHz, combinado com "full amplitude". todas as freqüências em todos os volumes. os amplificadores de primeira linha só tinham o controle de volume, nada mais. era de se supor que quem havia gravado e impresso o disco tinha feito seu trabalho direito e o problema do sistema de som era "só" reproduzir a perfeição. e a combinação pink triangle + naim + b&w era a aspiração da classe média. nem custava uma fortuna [muito grande] e tampouco soava como as caixas de som de plástico dos computadores de hoje.

pois bem. ouça o que diz um dos mais renomados produtores do planeta sobre o que estamos gravando e ouvindo hoje: "They make it loud to get [listeners’] attention… I think most of everything is mastered a little too loud: The industry decided that it’s a volume contest." este é o começo de uma longa reportagem da rolling stone americana sobre a tendência de comprimir tudo, em música, freqüências, volumes e tudo mais.

daniel levitin, professor de música e neurociência da McGill University diz que"The excitement in music comes from variation in rhythm, timbre, pitch and loudness… If you hold one of those constant, it can seem monotonous." eu e vocês já ouvimos tudo isso milhões de vezes, boa parte delas graças à compressão proporcionada por MP3 e tocada por dispositivos que não conseguem reproduzir nem metade do que teria sido gravado nos estúdios, ainda por cima quando se ouve em fones que não conseguem reproduzir nem uma taboca rachada de percussão do interior do nordeste. muito democrático, tudo. mais gente, com mais música, em mais lugares. todos somos a favor.

altovolts.jpgmas é bom estar consciente de que há um outro universo, onde as coisas soam muito diferentes, muito mais sofisticadas, como se fossem um paraíso acima do caos dos sons na terra. e não é -nem precisa- ser coisa de milionário não: meu próximo amplificador de muito alta fidelidade, à válvula, vai vir da periferia do recife, onde neilton, engenheiro-inventor e guitarrista da devotos vai produzir, em escala artesanal, as máquinas que vão tocar o som de muita gente. o meu vai ficar aberto, na sala: mistura de máquina de som e objeto de design e decoração. feito aqui, quase em casa. e sintonizável pra meus ouvidos. e, por acaso, ajustado pra tocar em meu muito antigo, mas ainda excepcional, par de caixas b&w…

crime demais, cadeia de menos?… RFID

Friday, January 18th, 2008

o ministério da justiça da inglaterra começa a considerar, seriamente, a perspectiva de inserir marcadores RFID subcutâneos nos condenados por crimes menos severos. escolha do cliente, claro: ou se fica preso num depósito de gente [sim, não há prisões de luxo em lugar nenhum…] ou se é condenado a ser rastreado pelas ruas. de corpo presente.

coisas da vida, do novo mundo, de mais e mais controle do sistema sobre as vidas de todos. e o melhor é que talvez seja muito melhor do que catar gente condenada por roubar galinha e distúrbios de rua e prender [para aprender com] assassinos e gente de colarinho branco.

pra ler: vale tudo!

Tuesday, January 8th, 2008

vale tudo, o som e a fúria de tim maia, por nelson motta. dificilmente outro alguém teria a autoridade e competência para descrever um dos mais geniais, geniosos e controvertidos artistas brasileiros de todos os tempos. nelson motta dá o recado. grande leitura para todos os tempos e ainda mais pra nós que continuamos ouvindo o velho tim gritar… “Mais grave! Mais agudo! Mais eco! Mais retorno! Mais tudo!”… sem falar que no cenário musi-pop brasileiro de hoje tá faltando tim e [mais] gente como tim. sem querer ser saudosista, mas já sendo, cadê os tims da hora?

boeing 787: liner que era “dream” vira “nightmare”?

Monday, January 7th, 2008

a FAA, agência que dá o OK pra aviões voarem nos EUA [e em boa parte do mundo], está formalmente solicitando à boeing uma prova de que… “certain 787 flight critical domains - digital systems and networks that for the first time will be accessible externally via wireless and other links to airline operations and maintenance systems - cannot be tampered with.” em portugês corrente, a FAA quer que a boeing mostre que não há como um passageiro, a bordo, com um laptop, game ou celular [ou relógio, ou máquina fotográfica, ou qualquer coisa em rede], invadir os sistemas vitais do avião e [por exemplo] assumir seu controle [ou derrubá-lo]. pense…

se você [que voa por aí, como eu, toda semana] quiser mesmo saber os detalhes, continue lendo: The proposed architecture of the 787 is different from that of existing production (and retrofitted) airplanes. It allows new kinds of passenger connectivity to previously isolated data networks connected to systems that perform functions required for the safe operation of the airplane. Because of this new passenger connectivity, the proposed data network design and integration may result in security vulnerabilities from intentional or unintentional corruption of data and systems critical to the safety and maintenance of the airplane.

bem vindo à verdadeira convergência digital. o avião voa-por fios [fly-by-wire] e não há mais sistemas hidráulicos ou mecânicos que são acionados diretamente pelo piloto, na cabine. o avião é uma rede de computadores que voa. boa parte das decisões é tomada por esta rede e o papel do piloto é, cada vez mais, indicar o que deve ser feito, e não fazê-lo diretamente. imagine se alguns passageiros têm idéias diferentes. breve, num vôo perto de você. e de mim…

presente de ano novo: victoria arduino venus century

Thursday, January 3rd, 2008

sua própria e exclusiva cafeteira expresso, por um pouco menos de US$20.000. corra. só há 99 no mercado.

[2/1/08]: citix.net entra no ar

Wednesday, January 2nd, 2008

HOJE [os últimos ajustes do beta estão sendo realizados], o c.e.s.a.r e parceiros lançam CITIX.NET [city information exchange network]. cadastre-se. do alfa site que já está no ar [inicialmente o beta vai ser só pra recife…]:

Cidades são fluxos de informação e de redes de encontros. São lugares de múltiplos eventos simultâneos. Compartilhar informação sobre a estrutura e o ritmo da vida, na sua cidade ou bairro, é morar, de fato, na região.

Citix é um ambiente de troca de informação sobre cidades. Citix é uma rede social de localização e compartilhamento de informação sobre eventos, lugares, instituições, segurança e serviços públicos. Todo mundo pode ver tudo. Só quem tiver um login pode reportar um lugar, evento ou ocorrência. Citix começa em Recife. Depois, o Brasil e o mundo.

Bem vindo. Citix é seu. Cadastre-se. Citix está em modo beta. Guardaremos seu cadastro e, à medida em que tivermos capacidade, mandaremos um e-mail para avisar que você já pode começar a usar Citix para -por exemplo- marcar o local de uma comemoração com os amigos. E descobrir o que anda rolando no lugar nos últimos tempos. E tomar suas providências pra chegar e sair de lá de bem com a vida.

o foco do citix será a prevenção da criminalidade, estruturada ao redor do que há, do que se procura e como se vive nas cidades. uma rede de parceiros está associada ao projeto, a começar pelo ministério público federal. a partir de recife, CITIX se espalhará pelas cidades onde consigamos firmar acordos de desenvolvimento e operação da iniciativa, incluindo os patrocínios e recursos para financiar seu funcionamento. andre.araujo@cesar.org.br, gerente de negócios do projeto, está à procura de [arcerios e à disposição de quem já estiver interessado.

revolução: busca em vídeo

Sunday, December 2nd, 2007

o MIT acaba de tornar pública uma nova tecnologia que permite pesquisa textual em vídeos [de aulas, por exemplo]. claro que isso já era possível quando um operador humano transcrevia as falas e sincronizava o texto correspondente com o vídeo. sobre o resultado textual, fazia-se uma busca que, por sua vez, apontava para o vídeo.

a promessa da inovação é de transcrição automática do áudio [isolado ou no vídeo] e correspondente busca no texto e ligação, de volta, com o áudio e/ou vídeo. pode parecer pouco mas pode ser, também, uma revolução.

em primeiro lugar, um número cada vez maior de universidades e escolas começa a tornar disponíveis, on line, aulas, seminários e conferências. na maioria das vezes, não estamos interessados em ouvir 45 minutos de conversa mole só pra achar os 5 ou 10 minutos que interessam. revisar aulas ou encontrar partes importantes de palestras pode ficar muito simples.

por outro lado, banda larga na rede, por toda parte, vai transformar video-on-demand em uma realidade mais próxima de todos nós. procurar gols nos jogos, palavras-chave nos noticiários, cenas nos filmes e documentários vai ficar muito mais fácil. vamos "assistir" as coisas "aos pedaços". e vai ser muito simples. e vai bagunçar, ainda mais, qualquer noção corrente que se tem de "audiência".

o problema é que a precisão do reconhecimento de fala de personagens não treinados é somente da ordem de 50%. palavras-chave mais comuns ainda são reconhecidas, mas perde-se a riqueza maior do processo.

na próxima rodada de melhorias, pode rolar um analisador semântico de sentenças, capaz de extrair conceitos abstratos da fala dos personagens e resolver, a partir daí, perguntas muito mais sofisticadas do que fazemos aos engenhos de busca de hoje. é esperar pra usar.

inovação [6]: sincronização

Thursday, November 22nd, 2007

[este texto é parte de uma série; para ver o anterior, clique aqui].

inovar, nos ensina peter drucker, é mudar comportamentos. de pessoas, tanto como provedoras de serviços, processos e produtos quanto como consumidoras dos mesmos. não é porque eu [possivelmente dentro da minha empresa, como todos meus colaboradores apoiando] resolvo que alguma coisa deve mudar, e desta vez para este modo genial que nós criamos, que o mundo inteiro vai acreditar e fazer o mesmo. aliás, na maioria das vezes, nem mesmo uma pequena parte do mundo vai cair na nossa rede.

porque inovar é sincronizar. é compartilhar expectativas. é mudar o “meu” modo à medida em que, ao mesmo tempo [ou logo depois] meu cliente muda o “seu” modo. sincronizar, por sua vez, é entender que o sucesso está no mercado e por ele é definido e medido. o mercado é regido por uma lei fundamental, a da oferta e da procura, que tem o mesmo status, na vida real das compras e trocas, que as leis de newton e darwin para o universo e as coisas vivas. ignorar o mercado e suas leis é o mesmo que suicidar sua incipiente tentativa de inovação.

o que nos leva a refletir sobre as muitas coisas supostamente inovadoras que ficam “nas prateleiras”, só “esperando” que alguma empresa as produza [e o público, lá no distante e inescrutável mercado, compre]. no brasil, esta é uma síndrome que afeta principalmente o meio acadêmico, onde está mais de ¾ de toda a força trabalho de conhecimento do país. uma boa parte deste público vive na ilusão de que inovação são resultados técnicos, talvez protótipos de laboratório que, uma vez realizados e validados em artigos e experimentos na academia, estão prontos para o mercado. pense num descompasso… taí um.

pra começar, quando se olha a partir de um laboratório acadêmico, a empresa que “iria” levar sua inovação para o mercado tem que ser tratada como… mercado. da mesma forma que, pensando sobre inovação numa empresa, todo o resto dela [que eventualmente irá se envolver com nossa “idéia no mercado”] é parte do mercado, pelo menos no estágio inicial do processo. daí, o primeiro passo para se tentar alguma inovação, tanto a partir dos laboratórios da academia quanto dos “skunk works” de uma empresa qualquer, é sincronizar, no mesmo entendimento, todas as partes envolvidas no processo.

e isso gasta tempo e energia. você poderia até dizer “mas isso gasta tempo e energia!” será que não dá pra curto-circuitar todas as conversas e convencimentos e partir direto pra ação, pelo menos se eu já estou numa empresa? pode até ser que sim… mas deve ser levado em conta que o seu risco pessoal e o do projeto aumentarão significativamente se não houver um desenho –de negócio, no mercado- entendido por todos à sua volta. ou pelo menos por todos os que podem ajudar ou destruir sua iniciativa.

numa empresa, a maior parte das inovações vem de fora, lá do tal [e onipotente, para inovação] mercado. uma parte de seu time está [ou deveria estar] lá o tempo quase todo: são seus, digamos, vendedores. na maioria das empresas, os vendedores são uma galera assustada e neurótica, perseguida [e demitida] por metas [ou por não atingi-las], sem nenhum tempo “livre” para entender o mercado e os clientes, sem condições apropriadas para desenhar novos produtos, processos, experiências e serviços. inovação é design, e design é desenho, em bom português.  que deveria ser a razão de viver de todo bom vendedor. ainda por cima porque, para inovar, toda sua empresa deveria estar centrada em vendas e todos seus colaboradores, da moça do cafezinho ao dono, deveriam estar vendendo o tempo todo.

vender é desenhar. vender é criar mercados. se seu time for mesmo de vendedores [e não de “tiradores de pedidos”, que são outra categoria] , entre eles haverá designers, desenhistas, gente capaz de apreender uma nova possibilidade, casá-la ao conhecimento existente no negócio [ou que pode ser criado ou trazido a ele], conceber um modelo de negócios [ou uma variação do existente] e, quando isso estiver minimamente “pronto”, tentar a parte mais difícil da sincronização: redesenhar o negócio [pelo menos em parte] para fazer com que o mercado e sua empresa se encontrem no novo produto ou serviço que é objeto da inovação.

aí é onde veremos, afinal, se seu negócio é inovador ou não. sei de muita discussão [e demissões] de excelentes vendedores [de verdade] porque… eles, digamos, criavam muito caso, insistindo em mudanças e se rebelando com o status quo, quando tudo estava bem, às mil maravilhas,  segundo a opinião vigente no lugar. e mudar pra que, se tudo está bem? vender inovação não é um negócio trivial. ainda por cima, acreditem, é arriscado.

segundo a religião vigente em algumas empresas, vendedor tem mais é que ir pra rua e “tirar pedido”, não importa como. ótimo, isso paga as contas do fim do mês. mas cega a instituição: não perceber as novas oportunidades, as demandas implícitas nas relações com clientes atuais e prospectivos, as micro-mudanças de mercado que levarão à derrocada do nosso negócio é o primeiro e mais grave sinal de que não estamos conseguindo nos sincronizar com o mercado e suas oportunidades, e que nosso negócio, enfim, tem pouca chance de sobreviver.

mas –diria o gentil leitor, será que nesta história de inovação só se fala de mercado? sim. mercados são conversações. e vice-versa. inovação é conversação sincronizada. até mesmo porque as idéias só existem –quando sobrevivem, em mercados de entendimento e propagação. algumas delas, por muito tempo [e inclusive aqui] conseguiram, com algum sucesso, no mercado, convencer um grande número de pessoas da… inexistência do mercado!

felizmente para todos nós, o mercado –regido pela lei universal da oferta e procura, continua lá, vivinho da silva, prontinho e esperando que alguns, mais atentos e preparados do que outros, sincronizem o dentro e o fora de suas empresas [e laboratórios] para… inovar.

[pra entender {no mercado, sempre} o que é, na prática, sincronização, você ainda pode ler este texto aqui, sobre a nintendo de nossos dias.]

wii wins… so far by a LARGE margin

Tuesday, November 20th, 2007

o natal [no mundo civilizado] vem aí e a disputa pelos olhos, neurônios, ouvidos, membros e tempo dos jogadores se aproxima de seu clímax anual. na arena, o nintendo wii, vindo de uma companhia que era dada como morta [logo antes dele], o xbox360 da miscrosoft [que dispensa apresentações] e o sony ps3, que ia arrasar a competição com a máquina de jogar mais poderosa de todos os tempos, baseada em um processador que deixaria qualquer coisa feita pela intel e amd na poeira dos tempos.

segundo gamasutraAs it currently stands, theSimExchange market is predicting 912,000 units sold for November, a strong lead over the Xbox 360’s 636,000 and the PS3’s 438,000. For the month of December, though, the market is calling for more than double that — 2.37 million units sold compared to 1.56 million for the Xbox 360 and 695,000 for the PS3.

ou seja: para cada ps3 vendido, a nintendo vende 2 wii, hoje. em dezembro, serão três wii para cada ps3, com a msft ensanduichada entre os dois [e ainda perdendo dinheiro na divisão de entretenimento, assim como a sony]. no momento, o parque total de consoles é de 5M pra sony, 13.2M xbox360 e 13.4M wii. e a nintendo só não bende mais wii porque, simplesmente, não consegue atender a demanda.

mas isso não é uma batalha, é uma grande guerra e as posições estão mudando, por exemplo, no japão.só que as coisas estão dando tão certo para a inintendo que, se eu tivesse dinheiro, estaria apostando nela agora, enquanto a mágica do wii ainda está no alto e a companhia não vê um competidor muito perto [e os lucros dobraram do ano passado pra cá]. daqui a dois, três anos, pode ser outra conversa, completamente diferente.

moral da história [do ponto de vista de inovação}:

a nintendo tinha tudo a perder [pois estava perto de fechar] e, ao mesmo tempo, nada a perder. podia apostar em algo revolucionário, mas tinha que estar no passo do mercado, sincronizada com o público potencial de jogadores de todas as idades e competências. não podia entrar em conflito direto com os dois grandes, pois nem recursos tinha para tal. resolveu apostar em um console onde todo mundo [os jogadores casuais] pode jogar, mas que ainda assim tem um forte apelo para os jogadores "hardcore". poderia não ter acertado na equação, mas ouviu muita gente, ralou muito [veja esta entrevista com dois dos designers, feita há um ano], num esforço que envolveu até as famílias dos funcionários e fez o que tinha que ser feito, num modelo de negócios que dá retorno, considerando o pacote hardware e software. deu certo.

a sony e a microsoft estão se recuperando da explosão que as atingiu e indo atrás da nintendo. já foi assim no passado, vai ser assim de novo, por um tempo. o maior problema da nintendo, agora, é não se deixar prender pela plataforma de sucesso que ela própria criou e, repetindo o passado, ser devorada por… ela própria, como quase foi o caso há meia década. se a história servir de algum alerta, ela [e quem estiver olhando a guerra] pode usar sua própria história, os erros da sony e microsoft nos últimos três anos e, certamente, o exemplo da sega. pros mais novos, a sega foi um dos grandes no negócio de consoles e hoje [muito menor] desenvolve jogos, inclusive pra nintendo. sem falar que a tectoy está lançando, no brasil, um de seus consoles portáteis do século passado. se você pensa que é pouca coisa, não é não: tá atraindo a atenção do mundo. todo. vá entender…

bootstrappers: o manifesto

Monday, November 19th, 2007

começar de baixo, começar com pouco, contra tudo e contra todos. inclusive a incredulidade da concorrência, a seu favor. este é o tema do manifesto do bootstrapper [aqueles que começam do nada…] escrito por seth godin [um dos caras que eu leio freqüentemente…]. trecho do texto…

I am a bootstrapper. I have initiative and insight and guts, but not much money. I will succeed because my efforts and my focus will defeat bigger and better-funded competitors. I am fearless. I keep my focus on growing the business—not on politics, career advancement, or other wasteful distractions.

se você está pensando em começar um negócio do tamanho de google, inclusive pra bater google, vale a pena ler.