europa: telecom de pernas bambas?
Sunday, October 22nd, 2006o mercado europeu de tecnologias da informação e comunicação (TICs) vai crescer 3.1% em 2006, chegando a 644 bilhões de euros. legal. mas a notÃcia não é tão boa assim para o “C”: o mercado de comunicações vai crescer 2.5%, indo para 339 bilhões de euros, enquanto o de “I” cresce 3.8%. no ano que vem, segundo o EITO, European Information Technology Observatory, vai ser ainda pior: “C”cresce apenas 1.7% enquanto “I” aumenta 4.2%. na europa, o setor de software cresce, em 2006, 6.3%, em razão da maior demanda por aplicações de todos os tipos e sistemas de segurança para web.
lição? o mercado de comunicações está comoditizado e, durante muito tempo, é provável que a mudança de “voz” para VOIP, uma instância da mudança de “comunicações” [espalhadas em vários "meios"] para convergência digital, usando a atual infra-estrutura de comunicaçoes, deixe mais ou menos parado o mercado de telecom. isso pode durar daqui para o fim da década, quando novos nÃveis de qualidade e velocidade de comunicaçoes exigirão novos investimentos em infra-estrutura e
um conseqüente crescimento do mercado, na europa e no mundo fora da ásia-de-banda-larga [korea, hong-kong...], onde o fenômeno de 3-4G já está instalado.
na europa, em larga escala, isso vai começar na inglaterra o ano que vem, com o plano 21CN [21st century network] da BT [british telecom], que vai investir dez bilhões de libras [uns dezenove bilhões de dólares] pra transformar a inglaterra inteira em um paÃs banda larga. os efeitos na europa, como um todo, demorarão mais a acontecer.
por outro lado, o mundo está virando software, inclusive porque a disponibilidade de redes banda larga [por menos larga que sejam] possibilitam os negócios existentes a usarem a web o tempo todo, para tudo, inclusive coisas que não estavam disponÃveis na rede discada [como seu gerente de banco na webcam...] e a criação de novos negócios, de tipos que não seriam possÃveis sem rede ou com rede lenta ou parcialmente conectada. e, mesmo em lugares onde não é preciso rede para haver software, como carros, motos, liquidificadores, microprocessadores de muito baixo custo estão transformando quase tudo em software, também. breve, parte de nós [sim, leitor, você também...] vai virar software!
aliás, por noite… e como administrar tal montanha de informação?… um terabyte é um milhão de megabytes, 1.000.000 mega. pra quem não é de informática ou ciências, um mega é um milhão; ou seja, estamos olhando para uma quantia que tem 12 zeros, o famoso e quase ininteligÃvel trilhão. costumava-se dizer, no passado [uns dez anos atrás] que a encyclopaedia britannica tinha cerca de um gigabyte [um bilhão de caracteres, contando as imagens]… e era mais ou menos verdade, porque uma versão da coisa cabia num cd [onde se pode comprimir aà por um giga mesmo].
que incentivos a indústria de celulares tem para dar tal passo? o maior deles pode ser a chegada de competidores como a nintendo, sony, microsoft e apple no espaço de handhelds que façam muito mais do que armazenar e apresentar mÃdia e jogar. pode ser muito mais fácil para a apple botar um celular dentro do ipod, que assume ares de plataforma global, do que os fabricantes de celulares concordarem em fabricar seus aparelhos dentro de um “padrão” GEC. idem pra nintendo e sony e a microsoft não deve estar pensando algo muito diferente disso pro zune. dada a quantidade de pessoas mais jovens usando as plataformas de jogos, a indústria de celulares pode vir a enfrentar uma ameaça muito real, dentro de uns poucos anos, vindo de onde ela nunca esperou antes mas, como diz yuen, que fabrica sistemas e componentes para celulares, ainda há tempo para reagir. até que a apple ou a nintendo lancem seus handhelds de jogos com celulares. aà poderá ser tarde demais para reagir…

a telecom italia, conglomerado de telecomunicações cujo braço móvel é a 