Archive for the 'infrastructure' Category

o brasil é uma grande zona aérea

Saturday, July 21st, 2007

radar [sem backup] do cindacta 4 [manaus] vai para o espaço e tráfego aéreo do brasil com os estados unidos e america central é interrompido. aviões que trafegavam entre as regiões voltam para aeroportos de partida ou pernoitam na amazônia. é a zon[i]a total. 

a "presidência de animação" talvez faça,outra vez, uma reunião de emergência sobre o caos aéreo, sem convidar o ministro da defesa, esperando que ele se demita. a presidência não sabe demitir, algo absolutamente essencial para quem administra uma padaria, que seja. o ministro, como já se sabe, disse que isso não tem nada a ver com ele… logo…

ainda bem que eu estou em taperoá [que agora tem internet!]. e só cheguei, talvez, porque vim de carro…

sem banda larga… sem internet

Tuesday, July 3rd, 2007

o brasil parece -ou é- o país dos apagões. procure ao seu redor e achará muitos, inclusive o da ética na política, sem falar na pura e simples incompetência de gestão e operação do tráfego aéreo. no meio do caos, olhe pro gráfico abaixo, feito pelo speedtest.net, que é usado por muita gente pra medir a qualidade de sua conexão à internet…

a média do mundo é perto de 3.5 megabit/s. a da américa do sul [quase sempre qualificada como ROW, "rest of the world", nas estatísticas mundiais] é menos de um quarto disso, perto de 800 kilobit por segundo. o brasil fica 5% abaixo da média do sub-continente e eu estou lá no rabo da gata, com uma média perto de 400kbps, metade do brasil. meu teste foi feito, claro, aqui no nordeste, onde as coisas sempre são mais complicadas.

mas isso não é nada. esta velocidade é média mesmo. como todas as conexões do brasil com o mundo, pela rede, estão estranguladas, tentativas de assistir uma conferência em vídeo, mesmo de baixa resolução, se o evento estiver ocorrendo fora do país, serão apenas… tentativas. nada mais.

o apagão de internet está aí, também. a venda de mais conexões ADSL, aqui, não está sendo acompanhada por investimentos minimamente necessários na estrutura nacional da rede e nas conexões que são necessárias, com o exterior, para que os novos entrantes na cena de banda larga possam realmente usar suas ligações caseiras. o resultado e uma banda larga "lenta", algo bem brasileiro, que existe ma non troppo.

sei de empresas que têm muitas dificuldades em fazer negócios com parceiros internacionais por causa da "desconectividade" do brasil. não é por acaso que andamos tão mal nos índices de e-readiness, pois o que eles medem não é puramente a parcela da população ou dos negócios na rede, mas a qualidade do serviço usado por quem está na rede. e tal serviço, no nosso caso, é simplesmente muito ruim.

há algumas propostas sendo discutidas, na seara governamental, para conectar escolas e municípios à internet. tomara que estejam tendo o cuidado, em todos os cenários, de lembrar que a internet não tem país, que o mundo é um ponto e que, do mesmo jeito que há gente em todo canto querendo ver coisas que estão em servidores brasileiros, há milhões de brasileiros querendo interagir com coisas que não estão aqui.

até porque o grau de empreendedorismo nacional, para criar novas aplicações e serviços, na rede, tem sido historicamente muito baixo. o que é só mais um dos pedaços do custo brasil, mas disso vamos tratar noutra conversa, pois que esta ja está ficando muito longa e, dada a estreiteza da banda larga nacional, tá começando a levar muito tempo pra carregar no seu browser…

o fim da privacidade na internet.br?

Wednesday, May 23rd, 2007

está na comissão de constituição e justiça do senado, hoje, o substitutivo do sen. eduardo azeredo que não só tipifica crimes na rede e estabelece obrigações para os provedores de acesso mas, ao mesmo tempo, cria a noção confusa, polêmica e ameaçadora de "defesa digital"… que abre a possibilidade de invasão de comunicação digital por qualquer um que se sinta ameaçado por um fluxo de dados na rede. danado, claro, vai ser decidir, de fora e depois, quem fez isso para se defender mesmo e quem está simplesmente invadindo minhas transações com o banco… para pegar os dados da minha conta [assinante do uol/folha veja este link]. tomara que não passe. há senadores, na comissão, como jarbas vasconcelos, duvidando que esta seja a forma de tentar conter os crimes on-line.

pandora, caixinha difícil…

Monday, May 7th, 2007

depois do incidente da AACSLA com o digg.com, foi a vez de PANDORA, a rádio digital, receber um “cease-and-desist” e passar a “transmitir” só para os estados unidos. de nada adiantou: o que é feito por tecnologia digital pode, por ela, ser desfeito. veja a história completa na minha coluna do G1.

fim de uma era: lá vêm os SSDs

Friday, April 13th, 2007

a samsung anunciou o primeiro e-drive de 1.8″ com capacidade de 64GB, fazendo os “discos estáticos” de muito pequeno porte chegarem perto do território dos discos com tecnologia winchester, e mais: a coisa é mais rápida do que os discos eletromecânicos convencionais [escrita a 45MB/s e leitura a 65MB/s, mais de seis e quatro vezes mais rápido do que um HD de 80GB “normal“]. segundo a samsung, o mercado de SSDs [solid state drives, ou disks] será meros 200 milhões de dólares em 2007, mas crescerá trinta e quatro vezes até 2010, chegando a 6.8 bilhões em escassos três anos.

crescendo deste jeito e com outros atores no mercado [a super talent tem SSDs de 128GB, de 3.5″, e a sandisk e toshiba também estão em campo], é de se prever que o fim dos hard drives está próximo. até porque os SSDs usam entre 1/3 e 1/30 avos da energia dos HDs o que, nestes tempos de aquecimento global, não é pouca coisa. só falta baixar o preço, que está na casa dos mais de US$10/GB, mas isso é questão de escala e logo, logo, se resolve.

a revolução será televisada…

Wednesday, April 11th, 2007

1927-apr-8-troy-record-headline.JPGenquanto continua, por aqui, a saga que um dia nos levará à TV digital aberta, a motorola está comemorando a venda de seu milionésimo set top box para IPTV, esta sim a tv digital caseira e interativa dos lugares onde há infra-estrutura. escrevi sobre nosso projeto de TVD no G1 esta semana e sobre IPTV, também no G1, em fevereiro. recentemente, também fiz uma coluna [ainda no G1] sobre o estado da nossa infra-estrutura, olhando para o ponto de vista legal e regulatório [e o tamanho do problema que temos que resolver].

há quem entenda que deveríamos estar indo direto para IPTV. não podemos, não temos infra para universalizar isso, agora, e o brasil terá que ter TVD pelo ar por muito tempo. não somos as partes ricas da europa. mas, por outro lado, pode ser que as teles acordem e, como o projeto de aplicação de recursos do fust para levar banda larga às escolas foi aprovado a toque de caixa no senado, pode até ser que, tendo que fazer a infra para levar banda larga às escolas [e hospitais, bibliotecas e delegacias…] acabemos temos muito, muito mais banda do que hoje. bom, porque quem não tem banda larga não tem internet.

em suma: o mercado não está -nem vai ficar- parado e esperando que a TVD aberta apareça e resolva todos os problemas, até porque multiprogramação não foi permitida [pelo menos ainda]. é capaz de IPTV chegar em muito mais lugares do que é possível prever hoje, e num prazo muito mais curto do que se imagina. e as conseqüências são inimagináveis. quer ver uma? o título desta coluna vem do slogan da apple, aquela companhia que fazia computadores mas que tirou “computer” do nome, pra sua appple tv, cujos efeitos no mercado serão sentidos neste próximo dezembro, lá fora. justamente quando se espera que TVD aberta vá ao ar no brasil.

isuppli avisa: TV móvel vai bombar

Saturday, April 7th, 2007

isuppli, uma consultoria internacional de análise e previsão [em mercados de tecnologia] avisa: Global mobile TV subscribers are set to number 130 million by 2011, up from 3.2 million in 2006. Associated revenues will grow to $17.6 billion by 2011, with a CAGR of 76.7% from $1 billion in 2006. That will make mobile video as large as mobile music in 2011. ou seja: o mercado de TV móvel, rodando sobre a plataforma celular, vai crescer 40 vezes, em usuários, em 5 anos. daqui pra lá, muita coisa vai rolar e é muito difícil prever o futuro, como todos sabemos. mas as evidências de que isso pode mesmo acontecer estão se tornando mais claras a cada mês.

na china, seis operadores já receberam licenças para TV móvel, usando o padrão CMMB [chinês, claro: China Mobile Multimedia Broadcasting] que foi aprovado no último outubro. quando os chineses entrarem no ar, boa parte da previsão da isuppli já estará sendo realizada. na coréia, por outro lado, as transmissões de TV digital móvel vão cobrir todo o país em maio, usando Terrestrial Digital Multimedia Broadcasting [T-DMB], e serão abertas e grátis, como já é o caso em seul e kyonggi. no canadá, os serviços já estão disponíveis e custam entre $15 e $20 por mês, para uma meia dúzia de canais. nos eua, pra citar um só operador, a verizon já tem o serviço V CAST disponível em 20 cidades e a aposta é grande. a coreana LG, junto com a americana harris, acaba de botar mais uma tecnologia no mercado americano [MPH, mobile pedestrian handheld], para competir com a rede mediaflo da qualcomm, e o bicho vai pegar.

ainda falta saber o que teremos no brasil. o certo até agora é que a tv digital fixa irá ao ar no primeiro domingo de dezembro e que as transmissões digitais abertas para os celulares usarão o mesmo padrão ISDB-T que escolhemos para o modo fixo. no japão, no entanto, a qualcomm está propondo o mesmo mediaflo americano [que não é só para TV, pura, mas onde clips de áudio e védeo podem ser negociados], a despeito das transmissões gratuitas em ISDB-T e um estudo da accenture mostra que há mercado para os dois modos, com potenciais 40 milhões de assinantes [e um mercado de $3.8B em 2011]. nada é simples na vida real.

uma coisa, no entanto, é certa: centenas de milhões de pessoas estarão usando tv digital móvel em 2020. a definição de “tv” de então e o modo e modelo de negócios que vencerão a corrida… ah, isso vai depender das tecnologias, sua aceitação e de como, afinal, os desejos do consumidor serão satisfeitos. aliás, como a história mostrou até aqui e como parece que não vai mudar.

fust: vai sobrar pra anatel?

Friday, March 30th, 2007

o ministro hélio costa, em depoimento ao congresso, jogou o problema da parálise do fust pra cima da anatel. segundo costa, relatado por telesínteseo presidente Lula publicou, em 8 de fevereiro, o decreto presidencial que estabelece as metas de universalização para o atendimento aos portadores de deficiência auditiva, mas que, até hoje, a Anatel não implementou a medida. “Agora, quando quiserem saber sobre o Fust, vão falar com a Anatel, pois ela é a responsável pela aplicação dos recursos”.

o atendimento aos portadores de deficiência auditiva é um pequeno projeto do fust que pretende usar apenas dois milhões de reais da imensidão de cinco bilhões do fundo, recursos que não se parece saber onde estão nem que uso deles fazer. apontar para a anatel como culpada pelos descaminhos do fust, quando até pouco tempo o governo manteve a agência sem o número mínimo de conselheiros para tomar decisões de porte parece uma tentativa de escamotear as reais razões pelas quais a política de universalização de acesso não sai do canto.

ou esconder o porquê das coisas estarem piorando: o networked readiness index do world economic forum 2006/7 acaba de sair e o brasil aparece na honrosa 53a. posição, atrás da estônia (20), malásia (26), portugal (28), chile (31), barbados (40) e, de 44 a 52, índia, jamaica, croácia, áfrica do sul, grécia, méxico, bahrain, mauritius e turquia. na edição anterior do estudo, de 2005, estávamos em 52o. lugar, espaço hoje ocupado pela turquia. na próxima edição deveremos ser ultrapassados por, pelo menos, kuwait (54), costa rica (56), polônia (59) e china (59).

ou não: a anatel, que parece estar tentando cumprir seu papel, acaba de autorizar as prefeituras a prestar serviços de redes sem fio, inclusive em freqüências reguladas, uma demonstração de ousadia que reconhece, por exemplo, os esforços inovadores de piraí, onde este tipo de acesso começou a ser feito por aqui. só pra citar, mais de 300 cidades dos EUA já têm suas próprias redes, normalmente em localidades onde os provedores comerciais não conseguem descobrir a devida remuneração para seus investimentos.

a partir d’agora, é só o prefeito [ou seu secretário de telecomunicações!] requerer uma licença à anatel [custa 400 pilas] e botar a sua rede muni-fi no ar. aposto como as teles não vão deixar por menos: ou aceleram a universalização de seus próprios serviços ou, por outro lado, vão parar na justiça se a prefeitura de taperoá resolver botar uma rede GSM no ar…

em resumo: o ministro deveria reunir sua assessoria, que tem gente inteligente, competente e com anos de experiência no governo e negócios e tentar entender como seu ministério, aliado a vários outros, à anatel, às prefeituras, ao terceiro setor e à iniciativa privada, imprescindível ao processo, pode fazer com que nossa infra-estrutura de comunicações, ao invés de ser mais um dos entraves ao desenvolvimento, seja uma das principais alavancas para trazer o país do século 19 para o 21.

precisamos de mais decisões como a de redes municipais que a anatel acaba de tomar, que deveriam ser imediatamente seguidas [neste caso] por um conjunto de regras para as prefeituras de cidades fora da internet e da rede celular concorrerem a recursos do fust e botarem seu povo na rede. precisamos de mais política e estratégia de comunicações. e rápido. o resto é… conversa.

enquanto o brasil patina, minas se comunica

Monday, March 26th, 2007

menos da metade dos 853 municípios de minas gerais tem celular. 409, para ser exato. mas o Fundo para Universalização dos Serviços de Telecomunicações em Minas Gerais (Fundomic) vai investir no programa minas comunica, e uma das licitações para tal foi ganha pela claro [que pagou 54 milhões de reais para entrar no negócio]. os serviços serão universalizados por lá até o fim do ano que vem, 40 milhões foram investidos no programa em 2006 e outros 200 milhões entrarão em cena este ano.

isso poderia ser um exemplo para o país inteiro: a federação poderia diminuir sua fúria arrecadatória [o que não é o caso em minas, o programa é do estado] e, diminuindo também a tutela e o paternalismo federais, deixar que os estados cuidassem dos seus problemas. sem isso, duvido que se descubra, em brasília, a solução para termos celular em roraima.

o brasil tem que fazer o dever de casa, senão se trumbica. enquanto isso, minas se comunica e está de parabéns.

em outubro, o skype dos sistemas operacionais

Monday, March 12th, 2007

pense num cara que começa uma conversa dizendo… “We’re going to do for software what Skype did for telephony”. pois achou: o nome dele é daniel arthursson, ceo da xcerion.com, a compania sueca que está desenvolvendo há cinco anos, com a ajuda de financiadores e consultores que já foram gente grande na microsoft, XIOS, um sistema operacional que roda num browser e que, segundo muita gente, vai mudar tudo. não só ameaça redmond mas detona, na boa, a tentativa de google de montar algo parecido.

baseado em xml, XIOS é “eficiente e escalável” [resta ver se é mesmo; isso é o que a companhia diz]. e é, segundo a missão da companhia, grátis: Xcerion aims to distribute an Internet OS with accompanying applications free as a massive service over the Internet. pouco mais se sabe; pedi uma beta account pra testar e eles responderam que “algum dia” eu serei premiado com uma.

XIOS não é o único kid-on-the-block dos browser OS: entre vários outros, testei youOS e eyeOS e nenhum dos dois chega nem perto do que eu iria querer de um sistema operacional ou de uma interface minimamente competente para as funcionalidades [e velocidade] que gostaríamos de ver em um computador. se XIOS for mais do mesmo, bye bye. se mudar radicalmente o cenário… o mundo pode mudar mesmo. quem viver verá. e quando eu souber mais eu digo.

[MAIS {seg, 11h}: a xcerion acaba de anunciar que conseguiu 10 milhões de dólares em investimento da northzone, uma empresa de capital de risco da própria suécia. resta ver quanto dinheiro mesmo eles vão precisar para desenrolar a missão…]

iptv wars: apple, microsoft, sony, netflix, google…

Tuesday, March 6th, 2007

enquanto por aqui falta muito pra gente ver TV digital, mundo afora o negócio já começa a ser IPTV, televisão via protocolo internet. a apple está lançando o apple tv, uma caixinha IPTV de US$299 com um disco interno de 40GB… que pode ser o começo de uma linha de sub-mini-macs, também. a microsoft anunciou, em janeiro, IPTV no xbox360, o que unifica suas plataformas de jogos, mídia e entretenimento e, se redmond quisesse, de computação, também. a primeira demo pública está sendo em londres, esta semana. o público? pra começar, a apple quer trazer do iTunes e a microsoft do xboxLive [que já tem mais de 5 milhões de membros, responsáveis por mais de cem milhões de downloads].

a indústria ainda não entrou de vez na jogada pois não está claro o que pode ou vai ser feito pra se ganhar dinheiro com isso. segundo uma pesquisa recente da accenture e the economist“The business case for IPTV, its value-added benefits and its potential remain strong… In the long-term, the key to achieving high performance through IPTV is to be visionary, ambitious and open to innovation from many sources.  For the shorter term, the key is to quickly adapt to consumer feedback and jump over technology hurdles.” a parte do texto em negrito muito provavelmente quer dizer que os atuais donos do mercado estão fora do futuro de IPTV… pois quase nenhuma companhia estabelecida é capaz de ser visionária, ambiciosa e aberta a inovação vinda de múltiplas fontes. muito pelo contrário. segundo a accenture, IPTV tem o potencial de mudar, permanentemente, nossa forma de consumir conteúdo.

mas google anda dizendo que esta coisa de IPTV não pega nem tão cedo, devido à falta de infra-estrutura de internet. por quê? será que é porque google está montando sua infra de rede, pelo mundo [especialmente nos eua], e começa a pensar no que seria de seu investimento de bilhões de dólares se outros mecanismos de distribuição de conteúdo, mais leves e baratos, tomassem seu lugar?…

especulações abundam. a certeza é de que o futuro da TV é via IP, como de quase todas as outras coisas [mas duvido que alguma tele lance, aqui, uma rede de telefonia móvel IP, preço fixo para os assinantes]. para entender o problema, leia este texto, novo e imenso -e muito bem feito, de information arbitrage, que cita algumas das mais interessantes e atuais fontes sobre o assunto.

e nem pense em comprar seu apple ou xbox IPTV por enquanto, no brasil. estamos fora… não temos banda pra isso. pena. lástima. é mais um cenário econômico onde não haverá nenhuma empresa brasileira fazendo dinheiro de verdade, só serviços de última categoria quando a coisa chegar aqui, daqui a algumas gerações. talvez.

no limite da [i]legalidade

Wednesday, February 28th, 2007

a lei geral de telecomunicações (LGT, Lei 9472/97) está fazendo dez anos e, mais do que uma velha senhora sem rumo em um mundo de convergência digital, que não foi pensado em sua juventude de beleza e glórias, corre o risco de ser desrespeitada frontalmente, como se fosse uma velha e gasta dona de bordel. a última edição de bites [em .pdf] mostra como as teles estão usando a velha -mas muito eficaz- política do fato consumado contra a parálise legal e regulatória em que as telecomunicações brasileiras se meteram nos últimos anos, como se fossem um mero apêndice -e não uma infra-estrutura essencial- da economia e da sociedade.