Archive for the 'informaticidade' Category

um PAC pra internet?…

Friday, November 23rd, 2007

no passado, antes do .bomb, investiu-se tanto em infra-estrutura de internet que muita gente faliu ANTES de ver seu rico dinheirinho voltar… porque não havia usuários em número suficiente. de lá pra cá, nos acostumamos a ter velocidades cada vez maiores à nossa disposição, para gerar e usar conteúdo cada vez mais rico e dependente de banda [larga]. certo que este não é bem o caso no brasil, país de banda [e coisas outras] estreita, mas esta é outra história.

a novidade é que notícias alarmantes [ou alarmistas?] do front dão conta que a rede [lá fora, no mundo rico] pode… parar, por puro e simples colapso da infra-estrutura, em função do aumento da demanda por mídia rica. em suma, cada vez mais acessos e de maior velocidade vendidos na ponta, sem investimentos suficientes no meio pra sustentar a onda. parece, exatamente, o… brasil!

vai ver que, afinal, nossas teles terão alguma coisa pra ensinar à suécia, suiça, coréia e eua. se tivéssemos uma grande população local que falasse a língua destes e de outros países, poderíamos entrar no mercado de outsourcing de tele-call-centers, já que os nossos são perfeitos. especialistas em ouvir nossas reclamações por um ouvido e deixá-las vazar pelo outro, no momento seguinte.

mas é capaz de ser, mesmo, puro alarme. afinal, as redes das teles e provedores controlam a banda que temos lá. na prática, não existe acesso ilimitado, nem em velocidade nem em quantidade de bytes transferidos. e os rumores sobre o colapso da rede não são de hoje, afinal. se não for boato, que tal fazer um PAC mundial pra internet? o brasil poderia ser o ponto de partida…

 

ninguém cuida de tudo… por nada

Sunday, November 18th, 2007

Umas poucas companhias vão fornecer toda a infra-estrutura, informação, software e serviços que você precisa. Será mais um mercado a ser regulado?… este é o tema de meu artigo desta semana no G1. vá ver.

tv digital: a batalha da década

Tuesday, November 13th, 2007

o G1 aprontou um especial sobre tv digital com opiniões de todos os lados do problema [e da oportunidade], dos diretores até a técnica. o trabalho de juliana carpanez e ricardo bueno merece ser lido e usado como referência para a discussão do tema, que vai ser quente nos próximos meses.

minha contribuição ao debate começa dizendo queDois de dezembro é dia de TV digital. De alta definição. E sem interação. Para competir com a internet. De um lado, espectadores; do outro, usuários. É a batalha da década. é o que eu acho mesmo. vai ser a batalha da década. vá lá ver.

liberdade e privacidade: chegando ao fim?

Monday, November 12th, 2007

um longo artigo na economist considera os efeitos de estarmos vivendo, de fato, não na sociedade da informação, mas na da observação, onde todos vasculham a vida de todos os outros e os [mais variados pedaços dos] governos estão de olho, ainda por cima, uns nos outros. segundo a revista… These days, data about people’s whereabouts, purchases, behaviour and personal lives are gathered, stored and shared on a scale that no dictator of the old school ever thought possible. Most of the time, there is nothing obviously malign about this. Governments say they need to gather data to ward off terrorism or protect public health; corporations say they do it to deliver goods and services more efficiently. But the ubiquity of electronic data-gathering and processing—and above all, its acceptance by the public—is still astonishing, even compared with a decade ago. Nor is it confined to one region or political system.

pense em tal contexto e reflita sobre as declarações de Donald Kerr, um dos principais responsáveis pela espionagem americana, dadas neste fim de semana ao guardian: Privacy no longer can mean anonymity… Instead, it should mean that government and businesses properly safeguard people’s private communications and financial information. uau…

a reportagem do guardian continua… Millions of people in this country - particularly young people - already have surrendered anonymity to social networking sites such as MySpace and Facebook, and to Internet commerce. These sites reveal to the public, government and corporations what was once closely guarded information, like personal statistics and credit card numbers, dando uma grande levantada de bola para kerr anunciar seu juízo final: “Those two generations younger than we are have a very different idea of what is essential privacy, what they would wish to protect about their lives and affairs. And so, it’s not for us to inflict one size fits all. Protecting anonymity isn’t a fight that can be won. Anyone that’s typed in their name on Google understands that.”

pois vez por outra em teclo meu nome em google [e yahoo, e liveSearch] só pra saber o que há por aí sobre mim que eu nem imagino. ao contrário do que mr. kerr pensa, minha vida pessoal ainda não vazou pra internet e nem eu espero que isso aconteça tão cedo. este blog, por exemplo, pode ser considerado muito pessoal, um apanhado das minhas opiniões sobre os mais variados temas, mas não há nada aqui que eu já não andasse dizendo em aulas, reuniões e telefonemas e, por sinal, na velha mídia, em tvs, rádios e jornais. a diferença é que agora eu não posso dizer que não disse, pois vai estar registrado para sempre em algum lugar da internet, mesmo que eu desmonte este site. e esta é -por acaso- a idéia deste blog mesmo.

o que dá, por sua vez, uma boa idéia do cuidado que os mais novos devem ter na web: seus antigos cadernos de adolescência e rabiscos no mural do colégio agora estão publicados para sempre em algum blog ou comunidade. com um detalhe radical: estudos científicos [relatados no guardian] mostram que os "amigos" virtuais em uma rede social não passam de conhecidos [e podem nos levar a revelar MUITO mais do que iríamos querer, no futuro]… o que pode fazer muita gente nova e esperta a entrar, por inexperiência, nas maiores roubadas do século 21. o que, por certo, já está acontecendo agora…

começa o internet governance forum

Monday, November 12th, 2007

está começando no rio a edição brasileira do IGF, forum das nações unidas para discussões sobre governança da internet. o problema do forum está mesmo no "discussões", pois muitos pensam que, sem nenhum poder formal sobre o que quer que seja na rede, apesar das bênçãos da ONU, a coisa não passa de um convescote, ou "talking shop".

do meu ponto de vista, aqui no fim do mundo [onde a rede faz a curva] não dá nem pra saber se vai ser mesmo mais uma reunião de bravatas e slogans ou não. isso porque quase não consegui ver [192kbps era o mínimo pra vídeo] e tampouco ouvir [a 32kbps…]. pena mesmo. governance, claro, não tem nada a ver com qualidade de rede na periferia, coisa que deveria ser do domínio dos órgãos reguladores locais. estes, por sua vez, estão preocupados com outras coisas, como o número de orelhões por habitante e a cobrança de taxas e impostos sobre cada chip de celular que entra no mercado, algo que ajuda muito pouco a universalização de acesso no brasil.

agora é esperar pra ver o que a mesa de abertura [na qual 16 pessoas teriam a palavra!…] definiu como o tom do encontro. tomara que não sejam só bravatas para consumo dos ignaros e glória de políticos de terceira categoria do continente. detalhe: nenhum representante do governo dos EUA, que manda mesmo na coisa [e paga as contas da ONU] estava na mesa de abertura. pra começar, é um mau sinal…

o maior problema dos celulares…

Monday, November 12th, 2007

o tema de meu artigo semanal do G1 é… "A terceira geração de celulares vem aí. Será a hora de abrir as redes das teles?"  vá lá ver. isso foi sábado. hoje pela manhã, o new york times [não que G1 esteja pautando o NYT!] bateu na mesma teclaConsumers have never been happy about their cellphone carriers and the services they provide — or refuse to provide. But they also have hardly the means to do anything, except switch from one carrier to the next.

alguma coisa vai acabar acontecendo nas relações entre consumidores e operadoras… e acho que vai ser necessariamente em benefício dos primeiros. e pode ser que não seja necessariamente através de google e sua open handset alliance. isso porque, ao invés de abrir o "telefone", nós queremos mesmo é abrir a operadora.

ao contrário dos PCs, pensados e usados, quase em sua totalidade, como sistemas computacionais quase fechados, o celular é a ponta -em nossas mãos- de um conjunto de serviços prestados por operadoras oligopolistas que [via de regra] não estão nem aí para as diferentes necessidades dos usuários. isso porque o modelo de negócios das teles móveis, no mundo inteiro, é o de domínio total da rede, incluindo seja lá o que estiver sendo usado pelo consumidor final, eu e você que estamos pagando a conta do lado de cá. mesmo a docomo, no japão, controla os sites que "passam por dentro" de sua rede.

o que precisamos -todos, teles inclusive- é criar as condições para termos redes abertas e programáveis, até mais do que as infra-estruturas de internet o são, hoje. aí, teremos uma verdadeira revolução na cena móvel. sem o que os telefones "de google" [ou quaisquer outros…] podem ser até mais interessantes do que já temos no mercado hoje, mas não vão fazer muito mais, pra nós, do que as maquininhas que já usamos agora.

scroogled?…

Wednesday, October 31st, 2007

cory doctorow não é só a pessoa por trás de boingboing, mas um dos mais interessantes escritores [em inglês] da nova geração. no texto que você poderá ler ao clicar na figura, ele considera as múltiplas possibilidades de um mundo onde alguém, ou alguma corporação, saiba mais sobre qualquer um de nós do que é absolutamente necessário saber. e que isso acabe [por exemplo] no seguinte diálogo entre um representante do "sistema" e um "reles mortal":

"Sir, calm down, please. No, I’m not looking at your searches," the man said in a mocking whine. "That would be unconstitutional. We see only the ads that show up when you read your mail and do your searching. I have a brochure explaining it. I’ll give it to you when we’re through here."

"But the ads don’t mean anything," Greg sputtered. "I get ads for Ann Coulter ring tones whenever I get e-mail from my friend in Coulter, Iowa!"

The man nodded. "I understand, sir. And that’s just why I’m here talking to you. Why do you suppose model rocket ads show up so frequently?"

it is the sort of world that might be chasing us quite soon indeed. beware.

se a coréia for uma bola de cristal…

Friday, October 26th, 2007

se você quiser saber o que vai acontecer no mundo [digital, banda larga, móvel], no futuro próximo, tem que olhar pra uns dois ou quatro lugares. japão e coréia, mais longe, e finlândia [e vizinhos] e inglaterra, mais perto. se a coréia for uma bola de cristal, algumas das coisas que veremos aqui, em breve, são… 90% dos coreanos têm acesso a banda larga [e larga, aqui, -lá- quer dizer entre 50 e 100 megabit/segundo!]; 63% fazem [já] algum tipo de pagamento usando celular; 99% dos celulares têm câmeras e 40% dos estudantes enviam SMS enquanto assistem aula… mais de 30% dos estudantes enviam mais de 100 SMS por dia!

e tem mais: 25% dos cartões VISA do país estão em telefones celulares e [quase como conseqüência desta e de outras coisas] 45% de toda a música vendida na coréia é transacionada com telefones celulares. o mundo é móvel e a coréia já está lá. alguma hora, vai acontecer em todo lugar. você sai de casa sem a carteira, mas leva o celular. o celular chama a carteira, mas não dá pra falar com ninguém "pela" carteira. a não ser que ela tenha se casado com o celular.

você e eu somos nossas redes, e somos móveis. não andamos com nosso guarda-roupas, podemos até andar nus no centro de nova iorque, mas não vamos deixar para trás, de jeito nenhum, o celular. se a coréia for uma bola de cristal…

ABL APRESENTA: o homem na era das novas mídias

Tuesday, October 23rd, 2007

pra quem estiver no rio, na quinta, às 17:30h, na abl.

informática: falta gente. e vai faltar mais.

Wednesday, October 17th, 2007

o orçamento brasileiro de TI aumenta, este ano, 8.3%, contra 3.1% no resto do planeta, segundo a IDC. olhando só para software e serviços, o mercado brasileiro cresceu 13% em 2006 e vai continuar crescendo, em média, 12% ao ano até 2010. danado vai ser achar gente pra rodar esta máquina toda. não só já falta gente no brasil mas há uma demanda mundial absurda por capital humano especializado em TICs, com a china [por exemplo] fazendo feiras, mundo afora, pra atrair engenheiros de software, analistas, gente de qualidade e arquitetura para lá.

mas a falta de capital humano no setor é uma boa notícia que deve ser espalhada aos quatro ventos. primeiro, porque havendo um mercado contratador de curto, médio e longo prazo, nos interessa, a todos, atrair mais gente para aprender e adquirir competências e certificações [dentro e fora do sistema formal de educação] em informática. se isso acontecer, vai aumentar a presença do país no cenário internacional e aumentar as chances de exportarmos mais serviços e menos gente. segundo, porque havendo mais gente "de" informática na sociedade como um todo, certamente haverá mais gente empreendendo em e com informática. e isso pode ter conseqüências muito interessantes para a economia nacional.

pode até não parecer, mas está começando a sobrar dinheiro para investir em boas propostas de negócios de TICs no brasil. as grandes empresas e investidores estão conversando com praticamente todo mundo pequeno que está precisando de investimento e/ou pode ser ser comprado para fazer parte de uma rede de negócios mais sofisticada. mas o fato é que não há uma densidade de novos empreendimentos de informática, na economia, que permita uma seleção de oportunidades com a qualidade que os investidores acham aceitável.

só que atrair mais gente para informática não vem sendo um problema trivial. em muitos centros, as mulheres estão desaparecendo. há muitos cursos [são mais de 1400, no total, segundo o último censo publicado pelo inep] mas o números de professores com doutoramento é baixo e o número de candidatos por vaga, país afora, é bem abaixo do que deveria ser para -face às deficiências da formação secundária no brasil- fazermos uma seleção de gente que tenha uma base de conhecimento apropriada para uma boa formação em TICs. em ciências da computação, os números de 2005 eram de 149.257 candidatos para 88.846  vagas, mas só 42.653 se matricularam. em processamento de informação, houve 107.472 candidatos para 69.220  vagas, mas só 37.977 novas matrículas no primeiro ano.

em grandes números, 250 mil candidatos, 160 mil vagas, 80 mil matriculados. metade das vagas boiou. precisamos MESMO ter políticas e ações, nas empresas, escolas e instituições de ensino superior, para atrair mais gente para informática. mas o danado mesmo é o que o número de formados, em 2005, foi de 15.604  em ciências da computação e outros 14.050 em processamento de informação. pelo menos nessa conta simples [o cálculo real é um pouco mais complexo, pois estes formados são da entrada de 4-5 anos atrás] 80 mil na entrada viraram 30 mil na saída. é muito, muito pouco.

tudo isso, claro, é uma grande oportunidade. para levar mais e melhor matemática ao secundário. para incluir lógica lá, também. para migrar programação -básica- também para o secundário. para usar jogos no processo de atração da galera pra estudar informática. fazer o mesmo com mídia e graphics. envolver mais a universidade no ensino pré-universitário dos fundamentos da computação [que não são, por sinal, este mistério todo]…

software e serviços podem ser uma gigantesca oportunidade de mercado local e mundial, numa área de negócios que, hoje, cresce como a china e é intensiva em capital humano. precisamos ligar empresas, governo, academia e terceiro setor para criar uma política pública [e não só de governo] para capital humano em TICs no brasil. esta gente, em particular, vira dinheiro, e muito, no mercado mundial. mas precisa existir, na quantidade e qualidade que o mercado necessita. e o melhor é que ainda é tempo de acelerar e aprofundar as ações de formação de capital humano nesta área. senão vai faltar MUITO mais gente, no futuro.

 

os legislativos precisam de controle de versões

Monday, October 8th, 2007

um dos problemas mais sérios de desenvolvimento de software é o controle de versões. e só vai ficar mais complexo, à medida em que software vira serviço, é desenvolvido a partir de componentes e serviços passam a ser combinação de outros serviços. na vida real é a mesma coisa: boa parte do que se costuma chamar de inovação é reinterpretação e combinação de coisas que já estavam aí.

o software da vida real é o sistema legal. que de tão complexo, em qualquer nação, está se tornando completamente ininteligível. isso no que tange ao que está escrito e valendo; imagine entender o que mudou entre um estágio e outro de qualquer texto e o que levou às mudanças, tanto localmente quanto no âmbito mais geral. mesmo levando em conta que a maioria da atividade dos representantes do povo [numa cidade grande do brasil, como recife, por exemplo] é muito mais de fiscal de quarteirão do que de pensador, planejador. político ou estrategista, o fato é que a minha cidade promulga DUZENTAS ou mais novas leis por ano [mais de uma por dia de atividade legislativa]  e duvido que alguém saiba exatamente o que está valendo [ou não].

e desenvolvimento de software com isso? tim o’reilly convidou karl fogel, autor de subversion, o mais usado sistema aberto para controle de versões, para um debate e fogel topou, mas estabelecendo que seu ponto de partida seria o controle de versão de coisas mais amplas… tratando de noções como:

  • Why it’s important to be able to search the change history for Wikipedia entries (and why it’s incredibly cumbersome using today’s interface);
  • Why the U.S. Congress needs real version control tools (and why it’s our own fault for not providing them);
  • Why good version tracking is important in a world where more and more creativity consists of mixing existing things together.

o segundo item é algo com que realmente temos que nos preocupar. sem uma visão minimamente coerente do que está substituindo ou reescrevendo os sistemas legais já razoavelmente incoerentes em que vivemos, uma verdadeira infinidade de regras que rege nosso dia-a-dia, os custos de transação continuarão aumentando até o ponto em que tudo será interpretação. ou pior, litígio puro e simples. e sem razão.

vai ver que esta é a "razão" pela qual talvez haja mais faculdades de direito [per capita, ou PIB] no brasil do que em qualquer outra região do planeta. mesmo que tenhamos optado por tal caminho, seria muito importante saber, de verdade, o que está valendo. ou deveria estar. o que deveria, por sua vez,  ser uma boa razão para o congresso -ou algum corpo legislativo inovador- chamar uma galera que entendesse de controle de versões pra ajudar a criar uma infra-estrutura de suporte ao esforço legislativo condizente -de vera- com a complexidade da vida real.

alguém, um dia, fará. tomara que no brasil, pelo menos, sejamos capazes de imitar.

as piores compras de TODOS os tempos…

Tuesday, October 2nd, 2007

a última a entrar na lista é skype, que está levando eBay a declarar uma perda estimada entre US$1B e US$1.4B no próximo balanço. niklas zennstrom, o cara que resolveu o problema de comunicação de dezenas de milhões de pessoas, mas não encontrou um modelo de remunerar a companhia da prestação de tais serviços, está partindo desta para uma melhor.

pra entrar na lista de don dodge, o desastre tem que ter sido de pelo menos um bilhão de dólares e olhe lá. a primeirona, entre todas as piores compras, é a "fusão" da AOL com a time-warner em 2000, onde a primeira foi avaliada em US$160B. hoje, não vale mais do que US$20B [e eu não acho que tenha compradores]. na lista estão geocities [comprada por yahoo em 1999 por US$3.56B] e lycos, que custou US$12.5B à terra networks em 2000 e foi vendida em 2004 por US$95M. metade das "piores compras" estava no negócio de busca.

falando nisso, a nokia acabou de pagar US$8.1B pela navteq, que vem a ser a principal fornecedora de mapas digitais do mundo. as vendas atuais são U$685M, o lucro líquido está em torno de US$141M e o valor de mercado era US$7.4B, sobre o qual a nokia botou outros US$700M pra fechar o capital. os clientes são gente como google, microsoft mais os prestadores de serviços de localização [em celulares] para as operadoras e os fabricantes de dispositivos gps. mapas são e serão essenciais para busca e localização móvel, considerado por todos os grandes e pequenos a próxima grande fronteira do negócio de busca. a julgar pelo preço do ticket que a nokia está pagando para entrar na festa, a coisa vai ser gigantesca. ou então, daqui a alguns anos, a navteq vai estar muito bem colocada na lista dos piores negócios [de tecnologia] do planeta…