Archive for the 'design' Category

era da informação? arquitetos de informação!

Monday, February 11th, 2008

um bom número das pessoas que fala comigo sobre a web se refere a seu conteúdo como "sites", e muitos querem ter um "sítio" lá. e isso inclui empresas, a maioria das quais começa a construir um "site" sem saber que ele é, na verdade, a ponta visível e usável, pelos seus clientes e/ou usuários, de um grande, dinâmico e submerso iceberg de informação. não por acaso, a vasta maioria dos "sites" naufraga qual titanics perdidos numa tormenta de má formação, o que leva a nenhuma utilização.

boa parte do problema está situado na falta de processo para chegar num "site", o que, se fosse o caso, incluiria um grande número de especialistas em usuários, conteúdo, contexto, informação, métodos, processos, engenharia e… arquitetura da informação. abaixo, vindo de um encarte do instituto para arquitetura da informação na fortune de 21/01, um resumo do que seriam as competências dos arquitetos de informação:

On a strategic level, information architects need to understand and address both a company’s business model and the needs of its customers… On a tactical level, that means creating the right metadata—information about the information—to help search engines return more accurate results. It also means creating a site thesaurus, so when users type in one word, all the synonyms they could have meant are also considered. Ultimately, it means developing new and novel categorization systems—like collaborative filtration, where customers buying a product can see related products other customers bought…

se não me falha a memória, só dá pra aprender isso, no brasil, na prática. mesmo sistemas de informação, que é o que a grande maioria dos formados em computação faz, na prática, ao sair da faculdade, só se aprende, no brasil, na prática. na escola, os cursos são, quase todos, de "ciência da computação", de pura e simples "programação" ou, no pior caso, de informação "sobre" alguma coisa computacional. alguma coisa, aliás, precisa ser feita sobre isso. as companhias serão, todas e cada vez mais, "sites". ou seja, sistemas de informação. e, muitas vezes, pra um design bonito e colorido na nossa frente, o que rola por trás dos panos é mais ou menos parecido com o cartoon abaixo…

visão MUITO ampliada

Wednesday, January 30th, 2008

cientistas da universidade de washington já estão testando [em coelhos] lentes de contato "biônicas" que incluem circuito integrado e leds como parte do dispositivo. veja o protótipo funcional na foto ao lado.

uma lente de óculos ou de contato [normal] é um sistema passivo de processamento de imagem. a tecnologia de lentes que a maioria de nós usa, hoje, tem dois mil anos. nero [sim, o de roma] foi um dos primeiros usuários conhecidos. na forma de óculos, mais de setecentos anos se passaram desde os primeiros, construídos na itália.

como o olho [e a córnea] são sistemas muito delicados, era impensável usar a baixa medicina e tecnologia dos últimos séculos, inclusive do séc. XX, para realizar intervenções diretas por motivos, digamos, banais, como aperfeiçoar a visão. as intervenções feitas nos olhos, ainda hoje, em sua vasta maioria, são de corte, costura e colagem. coisa de um passado distante.

o que se começa a antever, à medida em que a engenharia e a medicina se aliam para criar dispositivos [incluindo implantes, o que a lente de contato, de certa forma, é] como a lente que se vê na foto, no olho do coelho, é a possibilidade de AMPLIAR, de maneira muito significativa, nossas capacidades sensoriais e funcionais.

como assim? vamos falar só de uma possibilidade e deixar que o leitor pense nas outras: imagine, já que este olho "aumentado" inclui circuitos eletrônicos e leds, ou seja, telas, que -além de melhorar a visão do ambiente onde o olho está- a lente de contato poderia… entrar na internet! e pense que poderíamos "aprender a nos comunicar" com a lente, de tal forma que a dita cuja pudesse ser usada como browser, e servindo para fazer, à rede, perguntas como… "quem foi mesmo que pintou este quadro para o qual estou olhando? quando? em que contexto?"…

ou então: "me dê uma rota [visual, claro] ideal para dirigir de X pra Y e corrija, no caminho, em tempo real, em função dos engarrafamentos…". pense nos usos. pense nas possibilidades pra expandir suas conversas. pense… este uso de lentes de contato está previsto em rainbows end, obra de vernor vinge, que apareceu neste blog em agosto passado. vinge situa seu texto no "futuro próximo", ao redor de 2025, tempo suficiente para que eu tenha uma destas lentes, muito menor e muito mais capaz, IMPLANTADA no meu olho. quem viver, verá.

[ps: danado vai ser quando começar a botar -muito- software na lente e ela, de repente, travar. dar um boot na vista, em muitas circunstâncias, não é exatamente a melhor ou mais segura coisa do mundo…]

 

rolling stone: The Death of High Fidelity

Saturday, January 19th, 2008

há vinte e cinco anos, meu sonho de consumo era um toca-discos pink triangle… um amplificador naim e um par de caixas de som bowers & wilkins. todos ingleses. afinal, segundo os próprios, eles são o único povo, no mundo, a entender, apreciar e construir sistemas de som realmente de "alta fidelidade". a idéia, na época, era ouvir "full range", 20Hz-20KHz, combinado com "full amplitude". todas as freqüências em todos os volumes. os amplificadores de primeira linha só tinham o controle de volume, nada mais. era de se supor que quem havia gravado e impresso o disco tinha feito seu trabalho direito e o problema do sistema de som era "só" reproduzir a perfeição. e a combinação pink triangle + naim + b&w era a aspiração da classe média. nem custava uma fortuna [muito grande] e tampouco soava como as caixas de som de plástico dos computadores de hoje.

pois bem. ouça o que diz um dos mais renomados produtores do planeta sobre o que estamos gravando e ouvindo hoje: "They make it loud to get [listeners’] attention… I think most of everything is mastered a little too loud: The industry decided that it’s a volume contest." este é o começo de uma longa reportagem da rolling stone americana sobre a tendência de comprimir tudo, em música, freqüências, volumes e tudo mais.

daniel levitin, professor de música e neurociência da McGill University diz que"The excitement in music comes from variation in rhythm, timbre, pitch and loudness… If you hold one of those constant, it can seem monotonous." eu e vocês já ouvimos tudo isso milhões de vezes, boa parte delas graças à compressão proporcionada por MP3 e tocada por dispositivos que não conseguem reproduzir nem metade do que teria sido gravado nos estúdios, ainda por cima quando se ouve em fones que não conseguem reproduzir nem uma taboca rachada de percussão do interior do nordeste. muito democrático, tudo. mais gente, com mais música, em mais lugares. todos somos a favor.

altovolts.jpgmas é bom estar consciente de que há um outro universo, onde as coisas soam muito diferentes, muito mais sofisticadas, como se fossem um paraíso acima do caos dos sons na terra. e não é -nem precisa- ser coisa de milionário não: meu próximo amplificador de muito alta fidelidade, à válvula, vai vir da periferia do recife, onde neilton, engenheiro-inventor e guitarrista da devotos vai produzir, em escala artesanal, as máquinas que vão tocar o som de muita gente. o meu vai ficar aberto, na sala: mistura de máquina de som e objeto de design e decoração. feito aqui, quase em casa. e sintonizável pra meus ouvidos. e, por acaso, ajustado pra tocar em meu muito antigo, mas ainda excepcional, par de caixas b&w…

start-ups & biz-plans

Friday, January 11th, 2008

deu no wall street journalBusiness schools and consultants have long preached that writing a formal business plan greatly improves a start-up’s odds of success. But a growing number of academics are questioning whether that’s really the case. eu tô entre estes tais acadêmicos aí, pelo menos desde 1995. meu estilo sempre foi fazer e depois de feito ver como vira negócio. acho que não se faz negócio só com gente de tecnologia. mas muito menos com graduados de escolas de negócios especializados em powerpoint, excel e discounted cash flow.

conclusão do venerando wsj? just do it: parte da razão? A study recently released by Babson College analyzed 116 businesses started by alumni who graduated between 1985 and 2003. Comparing success measures such as annual revenue, employee numbers and net income, the study found no statistical difference in success between those businesses started with formal written plans and those without them. The study concludes that “unless you need to raise external start-up capital from institutional sources or business angels, you do not need to write a formal business plan.”

e tem mais: Amar Bhidé, a Columbia University entrepreneurship professor, found that 41% of Inc. magazine’s 1989 list of the 500 fastest-growing private firms didn’t have business plans and 26% had only rudimentary plans. A follow-up by the magazine in 2002 found the numbers without a plan have remained pretty much the same. Many business concepts are “transitional in nature,” meaning there are competitive advantages to starting the business quickly and by the time you write a full business plan “the opportunity will be gone.”

ou seja: seu negócio não é um plano de negócios. isso é coisa de consultores. se você vai mesmo criar um negócio, comece a criar um e aprenda com seus potenciais clientes e usuários. à medida em que aprende, monte um plano de negócios baseado na prática. conheço de perto companhias que sairam de dezenas de milhões para bilhões de reais de faturamento em alguns anos e só o fizeram porque não tinham um plano de negócios. e muito menos consultores para lhes dizer que jamais conseguiriam…

claro que a regra não vale pra todo mundo mas, se seu negócio é de ruptura e, por natureza, de transição, não perca muito tempo com um “plano”. ele só vai ajudar você a fracassar mais rápido. ou, no pior caso, mais lentamente…


Technorati :
Del.icio.us :

fractal: shuttered windows

Thursday, January 3rd, 2008

[coisa estranha: quando fiz  este post, em 3/1/09, muitos sites faziam links pras imagens vencedoras do concurso, sem nenhum problema, botando a própria imagem como fonte do link . de repente, o pessoal lá do concurso resolveu que estávamos "roubando" as imagens {ao invés de estarmos promovendo a coisa}  e começou a responder aos links com uma imagem  preta onde se lia ‘theft’… pense numa babaquice!… mantenho o post porque acho o concurso duca e as imagens mais ainda. aos promotores do evento, bem, vão à…]

shuttered windows, by susan chambless. uma das imagens vencedoras do concurso mundial [2007] de imagens fractais, conduzido por ninguém menos do que benoit mandelbrot, um dos "redescobridores" dos fractais e de suas aplicações no estudo de fenômenos naturais, da forma das árvores e comportamento das nuvens até a corrosão de canos que conduzem líquidos pelo mundo afora, como oleodutos. tudo, inclusive sua [e minha] pele, parece ser um fractal. vá ver.

Technorati : ,
Del.icio.us : ,
Flickr : ,

now… SLOWER and WITH MORE BUGS!

Thursday, January 3rd, 2008

veil mad science labs: go there!pense num sticker legal pro ano novo… quanto do software que usamos já deveria vir, de fábrica, com uns destes pra gente colar em todo canto? no mínimo, é uma boa lembrança [do evil mad science labs] pra quem tá fazendo um novo release de alguma coisa…

Technorati :
Del.icio.us :

SKIN: tattoo

Sunday, December 16th, 2007

sua pele. eletrônica. movida pelo toque e pelo desejo. veja o filme de um philips design probe sobre isso. é instigante. bem menos radicais são as jóias "sensíveis". estão no mesmo site… vá ver.

design at large: lab.blog.br

Wednesday, December 5th, 2007

o grupo de design do c.e.s.a.r tem um novo blog, pra discutir as experiências do c.e.s.a.r na área de design. vá ver. a turma é inovadora e tem muita competência no negócio de introdução de processos e métodos no design de sistemas de informação [entre muitos outros babados].

música @ preço [quase] fixo

Tuesday, December 4th, 2007

a nokia acaba de fechar com a universal music group [parte da vivendi] um acordo que permitirá aos compradores de certos modelos de celulares o download de TODA a coleção de registros sonoros da universal por UM ANO. findo o que a música "fica" com o "dono". os outros três grandes negócios mundiais de música estão sendo [literalmente] cantados pra entrar no negócio, que muito provavelmente há de remunerar o que costumávamos chamar de "gravadoras" com uma porcentagem da renda do tráfego [nas operadoras] pra trazer a música pro celular.

grande avanço. ainda não é onde eu acho que vamos chegar: alguma hora, vamos simplesmente "assinar" um serviço de música [por mês] e poder ouvir o que se quiser. tipo 10 reais/mês com direito a ouvir 100 horas de música/mês. da música que você quiser. onde você quiser. pelo meio que você quiser. 100h/mês é três horas dia. muito. se você achar pouco, a conta poderia ser 3h/dia de sua escolha mais 9h/dia de multicast [a música que a gravadora "escolheria" pra você ouvir -tipo last.fm-, na esperança de você pagar, depois, pra ouvir].

alguma hora vamos chegar lá. este passo da nokia, limitado a alguns celulares, é mais importante do que iTunes, limitado a UM dispositivo particular. e acho que os fabricantes de celulares podem ser uma das mais importantes chaves do processo: com 3.3 bilhões de celulares no planeta  um mercado apenas de reposição, hão de achar outras fontes de renda. a nokia, em particular, está redefinindo sua competição: quer pegar google [em mapas e localização] e a parte "live" da microsoft, além da apple [como provedor de iTunes e não como fabricante do iPhone]. a apple, como "fabricante" de celulares, está chegando atrasada no jogo. mas tem steve jobs lá. enquanto tiver, vai ser osso difícil de roer.

 

tv digital [móvel]? celular japonês

Tuesday, December 4th, 2007

começaram as transmissões de tv digital. breve, você talvez até assista, de televizinho, num celular na mesa ou assento ao lado do seu. o celular tem grande chance de ser… japonês. a lista dos dez fones mais vendidos pela NTT DOCOMO, no japão [que é quase monopolista no mercado, lá], começa pelo fujitsu f904i [ao lado], que recebe o formato one-seg de tvd móvel [daí a tela giratória pra ficar no "aspecto" correto].

como o mercado do japão é "muito" aberto, os outros 9 celulares mais vendidos são outros fujitsu, sharp, panasonic, nec e mitsubishi. vamos ver aqui. o mesmo vale para as outras operadoras do mercado japonês… três operadoras, trinta mais vendidos, só um celular não é japonês.

e aqui? bem, não há [que eu saiba] um único modelo de celular japonês à venda [em escala] no brasil e pouquíssimos, no mundo fora do japão, fazem celulares que podem receber o sinal no padrão one-seg [o "nosso"]. quando os celulares com tv digital estarão aqui? não se sabe ao certo. primeiro semestre do ano que vem. talvez. . qual será seu preço? considerando que não haverá subsídio das operadoras… me disseram que vai ser uns 2.000 reais. cerca de um terço do preço de loja de uma tv de alta definição de 40/42". algo me diz que não vai, nem tão cedo, bombar…

 

folksonomia [!] para principiantes

Sunday, December 2nd, 2007

folksonomies são taxonomias livres, normalmente criadas por folks, que aqui podemos traduzri por… usuários e são ubíqüas em comunidades e qualquer coisa que se "ache" web2.0. este texto introdutório [e recente, com exemplos] é um bom ponto de partida pro assunto.

seu próximo sistema operacional…

Friday, November 30th, 2007

clique na imagem ao lado e descubra em detalhe porque VISTA é duas vezes mais LENTO do que XP. o raciocínio -óbvio- é que nós não compramos sistemas operacionais e sim computadores para rodar nossas aplicações.

esta vai acabar sendo a razão definitiva para cada vez mais gente e empresas vai usar aplicações rodando "na nuvem", em sites e hosts que estão lá atrás, na internet, sem que a gente tenha que se preocupar em rodar [na nossa máquina] qualquer coisa a mais do que um browser. que pode até rodar [por acaso] um sistema operacional.

só que pra isso é preciso ter banda. larga, para a maioria das aplicações. o que me diz que nós, da periferia, vamos ralar [e perder] muito até chegar lá.