Archive for the 'coisas da vida' Category

o sentido da vida: 42?

Monday, December 17th, 2007

42 é a resposta que o super-hiper computador de uma estória contada por douglas adams dá para a pergunta "qual o sentido da vida, do universo, de tudo"?… há quem discorde: pode não haver nenhuma resposta [pelo menos antes do fim do mundo, caso em que não é preciso mesmo ter qualquer resposta].

pra quem estiver interessado no debate, a john templeton foundation juntou um monte de gente boa pra responder uma pergunta correlata… does the universe have a purpose? as opiniões vêm de todos os quadrantes, desde certamente não até absolutamente sim. veja o que diz, por exemplo, peter william atkins…

I regard the existence of this extraordinary universe as having a wonderful, awesome grandeur. It hangs there in all its glory, wholly and completely useless. To project onto it our human-inspired notion of purpose would, to my mind, sully and diminish it.

vá atrás e veja o resto das opiniões. pelo menos uma deve casar com sua visào de mundo… e do porquê [ou não] dele.

 

software: mais uma análise da “problemática”

Wednesday, December 12th, 2007

patrocinada pela câmara dos deputados, acaba de sair mais uma análise da "problemática" do setor de software do país, centrada nos pilares de sempre: institucionais, fiscais, educacionais, trabalhistas, de investimento e financiamento. veja o resumo aqui. o que tá faltando mesmo, há mais de uma década, é se partir de uma vez por todas para alguma "solucionática". se é que vai haver uma mesmo.

todos os atores, na indústria e no governo, já conseguem rezar pela mesma cartilha, que tem basicamente uma frase: do jeito que está, continuaremos sendo periféricos. só que entra ano e sai ano e não acontece rigorosamente nada pra mudar o cenário de competitividade empresarial em software e sistemas de informação. enquanto isso, o déficit da balança comercial de software ultrapassa em muito o bilhão de dólares [o último dado consolidado parece ser de 2004, US$1.2B negativos].

fazendo uma conta de chegar, se os números de 2004 pra software forem os mesmos de 2007 [e este ano os números podem ser bem maiores, aí na casa de 25% a mais sobre 2004], o país tem que vender, no mercado externo e a preços de hoje, 50.000.000 de sacas de 60Kg de soja só pra compensar o balanço negativo de software. isso equivale a mais de um milhão de hectares de soja plantados por aí, parte deles resultado de desmatamento severo e irreversível. talvez devamos mesmo nos render  à "vocação natural" do brasil, de ser o celeiro do planeta, e deixar este negócio de software para povos mais educados. e capazes. e mais conscientes.

contra a cpmf

Wednesday, December 5th, 2007

ao contrário do que espalham -sem pensar- certos mandatários brasileiros, quem é contra a cpmf, como eu, não é necessariamente sonegador. aliás, o governo federal está cheio de gente que, fora dele, era contra a cpmf. estariam sonegando impostos, antes? pago todos os meus impostos e pertenço à muito exclusiva lista dos que nunca compraram recibo de médico pra fechar a conta do imposto de renda.

e isso apesar de reclamar todo dia do descompasso entre o imposto que pagamos e os serviços que temos, o que em boa parte se deve ao estrago infligido ao país por políticos da classe dos renan calheiros e instituições como o senado que, se não sonseguem cassá-lo, é porque estão lotadas de gente tão desonesta quanto ele. a cpmf não constrói nada. e em tempos em que se bate recordes de arrecadação, muito acima do crescimento da economia, graças somente à fúria arrecadatória do governo, a cpmf é injustificável. muitas áreas de atuação do executivo não precisam de mais dinheiro [pra ser desviado] e sim de melhor gestão [pra aplicar os recursos onde deveriam ser aplicados, sem desvios]. sou contra a cpmf.

sempre fui. está na hora de ser, mais uma vez, contra. mesmo sabendo que os votos que faltam para sua aprovação, no mesmo senado que não cassou renan, se tornarão parte de mais uma escusa negociata federal que empurrará, um pouco mais, as vacas sagradas do senado para o brejo de lama de onde nunca deveriam ter saído.

cacau santos e o serpentário

Sunday, November 18th, 2007

domingo fim de feriado e, na livraria cultura, aqui no recife, um pequeno trailer do que vai ser o festival de jazz do recife: cacau santos apresentanto um show de bolso acompanhado só de cobras, entre eles fabio costa no trompete. o fjr 2007 rola na rua, na praça do arsenal e torre malakoff, de 23 a 25/11. o programa está aqui. imperdível. e grátis.

scroogled?…

Wednesday, October 31st, 2007

cory doctorow não é só a pessoa por trás de boingboing, mas um dos mais interessantes escritores [em inglês] da nova geração. no texto que você poderá ler ao clicar na figura, ele considera as múltiplas possibilidades de um mundo onde alguém, ou alguma corporação, saiba mais sobre qualquer um de nós do que é absolutamente necessário saber. e que isso acabe [por exemplo] no seguinte diálogo entre um representante do "sistema" e um "reles mortal":

"Sir, calm down, please. No, I’m not looking at your searches," the man said in a mocking whine. "That would be unconstitutional. We see only the ads that show up when you read your mail and do your searching. I have a brochure explaining it. I’ll give it to you when we’re through here."

"But the ads don’t mean anything," Greg sputtered. "I get ads for Ann Coulter ring tones whenever I get e-mail from my friend in Coulter, Iowa!"

The man nodded. "I understand, sir. And that’s just why I’m here talking to you. Why do you suppose model rocket ads show up so frequently?"

it is the sort of world that might be chasing us quite soon indeed. beware.

senado comete harakiri e absolve renan

Wednesday, September 12th, 2007

este blog não é sobre política MAS a vida é política. tempos atrás, me alinhei com o movimento pela decência na política nacional e em prol de alguma [que seja] limpeza no senado, e que deveria levar à cassação de seu mais indiciado representante, renan calheiros. o escândalo de absolver renan é muito maior do que o próprio renan e pinta, de lama muito suja, as paredes da casa.

o senado -aliás, 40 de seus senadores que votaram contra a cassação e mais 5 que se abstiveram- jogou hoje uma carta muito perigosa. como se não bastasse, e como renan continuará sendo alvo fácil, o congresso ficará paralisado por muito mais tempo… deixando projetos importantes para a nação, inclusive os de inclusão digital, a ver a lama passar.

o renanGate entrará para as páginas da história do brasil, menos pelas falcatruas cometidas pelo senador do que pelo acinte à nação perpetrado por quem o absolveu, aí incluidos "grandes nomes" da política nacional, como o senador mercadante, agindo em nome do pt e quase que certamente do governo federal. curiosamente, é de mercadante a proposta de lei para liberar os recursos do fust para inclusão digital… que está parada por causa do escândalo.

e agora?… o que esta história vai ensinar pros nossos filhos e netos?… que padrões de comportamento ela indica?… para onde nos leva [mais uma vez]? o brasil é o país dos quarenta; são quarenta no mensalão, quarenta pela absolvição…são quarenta por cento do pib capturados como imposto, que desaparecem sabe-se lá como… [ou se sabe?]…

ridley scott: “gadgets” arruinam o cinema

Monday, September 10th, 2007

sir ridley scott, responsável por alien e blade runner, filmes onde gadgets de todos os tipos, inclusive humanos, foram introduzidos [um camelô vende olhos em blade runner, por exemplo], disse no festival de veneza [onde apresenta uma versão digital {ou "gadget"?} de blade runner] que… "We try to do films which are in support of cinema, in a large room with good sound and a big picture. But we’re fighting technology." tecnologia como celulares, ipods, computadores… bem, ninguém é perfeito.

lutando contra tecnologia? cinema é tecnologia. as outras "coisas" [gadgets] também são. e nós, a humanidade, não lutamos contra a tecnologia hora nenhuma. nós somos mediados por ela. o tempo todo. desde que começamos a caçar, falar… desde o começo dos tempos. melhor esquecer a declaração; afinal, blade runner fica muito acima de tudo isso…

vida real se complica no mundo virtual

Sunday, September 9th, 2007

um monte de gente está na rede. bem mais gente, pelo que sempre pareceu, do que o povo real que está usando a rede. uma parte da galera concreta, de carne e osso, que mora aqui no planeta terra, tem mais de uma vida virtual e pode, nela, dar vazão a sonhos, instintos e aspirações irrealizáveis no velho e bom dia-a-dia.

pense na confusão em que thomas montgomery se meteu. ex-fuzileiro naval americano de 45 anos, casado, pai, montou um avatar de 18 anos, também fuzileiro, um deus grego. filho de alguém que parecia, sim, o próprio thomas. isso começou em pogo.com, um site de jogos muito usado nos eua. foi por lá que o "jovem" marine conheceu jessi, 17 anos, uma deusa [também]. que era na verdade a mãe da verdadeira jessica, uma "bem-casada" e quarentona dona de casa. montgomery -o piloto do avatar do jovem fuzileiro- se apaixonou -por jessi, na verdade, a dona de casa- e pôs tudo a perder.

rolo após rolo, um colega de trabalho bem mais novo [brian barrett] descobriu jessi on-line [e armou um rolo virtual com ela…], a mulher de montgomery descobriu [inclusive peças íntimas juvenis enviadas por emeio, por "jessi" a montgomery…], barrett espalhou pela fábrica onde os dois trabalhavam que estava "com" jessi e montgomery [?] andava com um par de chifres [virtuais?…] e, por fim, montgomery, o próprio, esmagado pela descoberta da mulher e pela humilhação que achava estar sofrendo do colega, matou barrett com três tiros. na vida real. está preso, esperando julgamento. bizarro.

pense numa confusão. pense quanta gente está metida em coisas parecidas, nem tão graves quanto [espero], mas potencialmente tão ou mais alopradas do que a quase ficção aí acima. as personas virtuais provavelmente serão, para sempre, válvulas de escape para uma legião de oprimidos que quer mudar de vida, aqui fora, mas não consegue. sem falar nos que querem voltar ao passado e enfrentam a impossibilidade nua e crua da realidade. montgomery talvez seja um destes casos. que deu completamente errado. deve haver muitos, bem mais do que talvez se imagine, que estão dando mais ou menos certo. capaz de você e eu conhecermos um monte, na vida real, sem nem imaginar o que eles estão fazendo enquanto dormimos…

banda larga no brasil: lição de astronomia

Monday, September 3rd, 2007

estudo da telcomp, recém-publicado, mostra que os preços de banda larga, por aqui, podem ser quase 400 vezes mais caros em relação a lugares mais aquinhoados do planeta. a diferença entre o megabit por segundo em manaus e tokyo, segundo o estudo, é 395 vezes. isso se a gente tivesse renda japonesa. esqueceram de fazer as contas usando "ppp" [purchasing parity power, poder de compra paritário: veja neste link, página 23]; neste caso, como a hora trabalhada [básica] no japão vale quatro vezes mais que no brasil, ainda há de se multiplicar por 4 os 395 da razão anterior, o que nos leva a irracionais 1580 vezes mais moedinhas pela banda em manaus… isso é astrononomia digital…

o pior não é só que é mais caro, é também muito pior. um amigo que reclamou -recentemente- de seu provedor sobre a diferença entre o megabit que comprava e as poucas centenas de kilobit [ambos por segundo] que o provedor entregava, e usando como exemplo a velocidade real que tinha na frança, ouviu do atendente a cândida explicação de que… "o megabit de lá é mais rápido que o daqui". falta de competição dá exatamente nisso. aliás, a definição de banda larga que o estudo usa é a da união internacional de telecomunicações, que define uma velocidade mínima de 2 megabit por segundo para banda [verdadeiramente] larga. eu acho que isso é muito pouco: pelos tipos e usos de mídia que temos na rede, banda larga mesmo é acima de 10 mbps. o resto é conversa fiada.

enquanto isso, ficamos nos enganando e dizendo que o brasileiro passa MUITO tempo na rede… que estamos entre os primeiros do mundo no tempo de uso da internet segundo todas as medidas. uma razão primordial deve ser que levamos MUITO mais tempo pra fazer qualquer coisa do que a maioria das pessoas dos outros países. a poucas centenas de kbps [ou linha discada…], levamos horas pra pegar e instalar as últimas versões de software que têm quase 100MB [800 megabit, que podem levar de meia hora a duas, três horas na banda larga "nacional"]… sem falar nos vídeos, que não conseguimos ver, na maior parte dos casos, em tempo real. o que estamos, mesmo, é perdendo MUITO tempo, improdutivos, na rede… coisas do brasil.

Bem-vindo à era da informatização do ‘bilhetinho’

Sunday, August 26th, 2007

o título é da entrevista que dei ao ESTADÃO, através da jornalista flávia tavares, sobre as fotos [e fatos] dos ministros do supremo estarem na rede [como todos nós] enquanto estão fazendo outras coisas, inclusive julgamentos como o do mensalão… o texto começa assim:… Afinal, foi ou não invasão de privacidade? Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), flagrados trocando mensagens eletrônicas num bate-papo online durante o julgamento do mensalão, acham que suas confidências cibernéticas não deveriam ter vindo a público. Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.) e especialista em interpretar fluxos de informação - preferencialmente em sistemas informatizados -, concorda. Fosse ele o juiz, nada de fotógrafos na Corte. “A tela do meu computador é segredo”, diz.

e continua: A boa notícia, segundo Meira, é que os ministros do STF estão mais conectados do que nunca. “Isso é bom. Sinal de que eles são como nós, são parte da sociedade que devem julgar”, explica o cientista, que também é professor da Universidade Federal de Pernambuco. O assunto das mensagens trocadas pelos juízes variava desde o teor da apresentação do procurador-geral da República ao processo de nomeação do próximo ministro do STF, passando por qual seria o cardápio do almoço daquele dia. Pareciam um pouco distraídos. E realmente estavam. Meira acredita que a atenção dedicada pelos ministros da casa às apresentações dos advogados de defesa era contínua, mas parcial. “Este é o tipo de atenção que dedicamos a tudo no dia-a-dia. Ninguém se concentra 100% em algo”, justifica.

A troca de informações e confidências durante julgamentos é tão antiga quanto a própria Justiça, afirma o professor. “O que vemos hoje é a informatização do bilhetinho que, no passado, circulava por debaixo da mesa. Absolutamente normal.” Leia a seguir os principais trechos da entrevista que Silvio Meira concedeu ao Aliás.

MINISTROS CONECTADOS

“Vejo o fato de os ministros do Supremo Tribunal Federal estarem conectados durante o julgamento do mensalão, ou em qualquer outro momento, de forma muito tranqüila. Isso significa, acima de tudo, que os magistrados da mais alta corte do Brasil estão conectados. Uma ótima notícia. É importante que eles sejam parte da sociedade para julgar e estabelecer os limites, deveres e direitos que dizem respeito a todos nós.¨

para ver o texto completo [acho que é só para assinantes do estado de são paulo…] clique aqui. 

mundo conectado… mas nem tanto

Tuesday, August 21st, 2007

o blog está, esta semana, viajando pela frança. megabits por segundo, bem baratinho, por todos os lados. tipo 20 megabit/segundo, mais telefone, setenta canais de TV e outro monte de rádio por 30 euros/mês [arredonde pra 100 reais]. ruas sem buracos [e com motoristas franceses prontinhos pra atropelar seja quem fique pela frente] mas sem as ameaças mais freqüentes do dia-a-dia no brasil. não parece haver assaltantes à vista. dá pra sair do banco, sem medo, contando o dinheiro… e o maior desafio é mesmo cocô de cachorro em todas as calçadas.

dito isto, põe-se à prova um smartcard integral, destes que faz de tudo e, se a gente duvidar, fala. deveria tirar dinheiro em qualquer caixa automático. tira aqui, não tira acolá. razões? o atendente diz que, lamentavelmente… olhando para o portador como se ele fosse transmissor da doença da vaca louca [muitos restaurantes ainda têm, no cardápio, a origem de cada corte de carne servida…].

a coisa também deveria funcionar em todas as lojas que supostamente lêem o chip. funciona em quase todas. quando não funciona, não adianta perguntar por quê. ninguém sabe e tampouco tem qualquer interesse em resolver o problema. dinheiro vivo, por favor, pra pagar seu confit de canard

claro que está muito melhor do que há duas décadas, quando cartões de crédito emitidos no brasil não tinham validade fora de nossas fronteiras e éramos obrigados a carregar dinheiro vivo. tente, se puder, alugar um carro com dinheiro vivo… é quase impossível. acontece que dinheiro é um virtual muito antigo, de milhares de anos, e ainda está muito mal implementado entre sociedades e países. funciona mais ou menos dentro de um contexto nacional qualquer e, de um pro outro, piora sensivelmente.

imagine quando vamos ter celulares que nos identificam mundo afora,  que nos habilitam a passar em catracas de transporte público sem pagar o bilhete [pois que debitado automaticamente do nosso crédito], que pegam a rede do lugar, nossa localização e indicam o restaurante decente mais próximo, isso depois que teclamos uma preferência para couscous e estamos perto do arco do triunfo… vai demorar. vai demorar muito. se ninguém fizer nada de objetivo e proposital, vai demorar décadas.

mas se preocupar com isso pra que, se tô pagando bem mais de 100 reais por mês por um megabit que é de 300k, na verdade? por isso mesmo… se as fronteiras nacionais se desintegrarem e os espaços geográficos, na direção oposta, se integrarem, talvez fique bem mais fácil pra todo mundo ter a mesma infra-estrutura no maior número possível de lugares. pelo mesmo preço. porque uma das desvantagens competitivas da periferia são justamente os [quasi-]monopólios [de baixa performance, quase sempre] a que estamos sujeitos. se houvesse mais competição, mas aberta, em mais setores, com menos regras obtusas e cartoriais como países como o brasil têm, vai ver a gente tinha mais infra por bem menos.

e olhem que a frança, uma das sociedades mais estatais, burocráticas e conservadoras da europa, não é nenhum exemplo de mercado aberto, inovador e competitivo. mas mesmo aqui eles tiveram que abrir espaço para inovação, sob pena de perderem o trem do futuro. falando nisso, deixa eu sair e pegar meu busão ali na esquina. quem dera desse pra pagar com um celular… brasileiro. mas fica pra depois.

xuxa e “amor estranho amor”

Sunday, August 19th, 2007

de andré petry, na veja, citado na íntegra pelo blog do noblat:  Quem não quiser, sendo figura pública, ver-se flagrado em cenas de incandescente intimidade que trate de protagonizá-las em recintos privados. Quem não quiser ver-se filmado em cenas eróticas com um garoto de 12 anos que não as faça. Ninguém forçou Daniella Cicarelli ou Xuxa a fazer o que fizeram. Ao bisbilhotar as cenas de ambas, uma na vida real e em público, outra interpretando uma personagem para o consumo público, ninguém lhes viola a intimidade ou a privacidade – se alguém o fez, foram elas próprias.

xuxa está tentando [e não vai ter nenhum sucesso nisso] evitar que partes de [ou toda] sua performance com adolescentes, no cinema [cartaz do file ao lado], fora do esquema [para consumo da faília brasileira] "rainha dos baixinhos" circule por aí. parece ignorar que o mundo está conectado. e que qualquer um pode publicar links pra sua performance. se não quisesse mais vê-la, ou deixar que interferisse em sua carreira, deveria assumir o passado e partir pro futuro.

estamos, por enquanto, livres da censura, em boa parte. bem vinda ao presente, xuxa. o futuro pode até ser mais livre do que isso, se a gente cuidar dele. daqui pra frente, um recado pra quem quiser preservar sua imagem pública… favor não cometer besteiras em público ou para consumo público…