era da informação? arquitetos de informação!

um bom número das pessoas que fala comigo sobre a web se refere a seu conteúdo como "sites", e muitos querem ter um "sítio" lá. e isso inclui empresas, a maioria das quais começa a construir um "site" sem saber que ele é, na verdade, a ponta visível e usável, pelos seus clientes e/ou usuários, de um grande, dinâmico e submerso iceberg de informação. não por acaso, a vasta maioria dos "sites" naufraga qual titanics perdidos numa tormenta de má formação, o que leva a nenhuma utilização.

boa parte do problema está situado na falta de processo para chegar num "site", o que, se fosse o caso, incluiria um grande número de especialistas em usuários, conteúdo, contexto, informação, métodos, processos, engenharia e… arquitetura da informação. abaixo, vindo de um encarte do instituto para arquitetura da informação na fortune de 21/01, um resumo do que seriam as competências dos arquitetos de informação:

On a strategic level, information architects need to understand and address both a company’s business model and the needs of its customers… On a tactical level, that means creating the right metadata—information about the information—to help search engines return more accurate results. It also means creating a site thesaurus, so when users type in one word, all the synonyms they could have meant are also considered. Ultimately, it means developing new and novel categorization systems—like collaborative filtration, where customers buying a product can see related products other customers bought…

se não me falha a memória, só dá pra aprender isso, no brasil, na prática. mesmo sistemas de informação, que é o que a grande maioria dos formados em computação faz, na prática, ao sair da faculdade, só se aprende, no brasil, na prática. na escola, os cursos são, quase todos, de "ciência da computação", de pura e simples "programação" ou, no pior caso, de informação "sobre" alguma coisa computacional. alguma coisa, aliás, precisa ser feita sobre isso. as companhias serão, todas e cada vez mais, "sites". ou seja, sistemas de informação. e, muitas vezes, pra um design bonito e colorido na nossa frente, o que rola por trás dos panos é mais ou menos parecido com o cartoon abaixo…

5 Responses to “era da informação? arquitetos de informação!”

  1. Carlos d'Andréa Says:

    Olá, Silvio, este nicho de mercado deveria ser preenchido por formandos em Ciência da Informação (ou Biblioteconomia, depende da instituição). Se a formação não leva para este caminho, é outro problema…

  2. Filipe Levi Says:

    Há cerca de um ano, existe em Recife uma rede com mais de 90 profissionais atuando nas diversas áreas que compõem a experiência do usuário (ou ‘user experience’), entre elas a arquitetura da informação. Trata-se do UXrecife, que se reune presencialmente todo mês, mantém uma lista de discussão muito ativa e organizou em 2007 o primeiro Dia Mundial de Usabilidade em Recife.

    Mais informações em:
    http://uxrecife.blogspot.com
    http://groups.yahoo.com/group/uxrecife

  3. ricardo couto Says:

    particularmente eu acredito que não haja uma formação específica para o arquiteto da informação pelo fato de ser um profissional altamente multidisciplinar.

    gente com base em design, tecnologia ou mesmo ciência da informação estão aptos a atuar nesse foco, desde que tenham interesse e disposição a compreender (na medida do possível) as outras áreas e as relações entre elas.

    existe ainda as fronteiras invisíveis e indissolúveis entre arquitetura da informação, design de interação, experiência do usuário, entre outros, que não podemos esquecer. e cada área e cada relação entre as áreas faz uso das diversas ciências envolvidas.

  4. Rogério Pereira Says:

    Acredito que não importa muito a origem do curso de formação para o profissional atuar como arquiteto de informação. Mas é importante frisar que o arquiteto deve ser grande conhecedor das áreas de jornalismo, publicidade e prograpanda, tecnologia da informação, design e biblioteconomia.

  5. Gustavo Says:

    Show de bola, Silvio. No Brasil, só se aprende na prática. No caso da AI também. O conhecimento é mais importante que o diploma, então tanto faz de onde veio, interessa o que sabe fazer.

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