café colombo: joaquim cardozo
em terra de poetas [Manoel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Carlos Pena Filho, Ascenso Ferreira…] um dos maiores de pernambuco é engenheiro: Joaquim Cardozo. renato lima, do café colombo, desenterra uma entrevista do grande calculista no antigo jornal do commercio de recife, de 1973… vinte e cinco anos, exatos, como joaquim, atrás.
o poeta-calculista que desenvolveu as teorias e estruturas por trás dos mais belos prédios da brasília de niemeyr responde a josé mário rodrigues…: Joaquim, o que mais lhe marcou na vida? O que mais me marcou na vida foi alcançar a compreensão de ter vindo de uma sombra, e de estar agora me dirigindo para uma outra sombra que suponho não ser a mesma de onde vim. O mistério maior não está na morte como em geral pensam os sábios das ciências teológicas, e sim no aparecimento da vida, sobretudo para os homens que, segundo Rainer Maria Rilke tem "existência aberta" - pois sabem que vão morrer, no entanto, nunca souberam que iriam nascer.
joaquim escreveu [no soneto do suicida]: O gesto de lançar uma semente/ É como um gesto de adeus; só e ausente,/ Neste jardim eu próprio me semeio. prova de que tecnologia e arte combinam. muito.

January 24th, 2008 at 3:29 pm
João Cabral tinha admiração pelas ciências exatas e Bandeira teria sido arquiteto caso pudesse. Ótimo post.
January 24th, 2008 at 5:33 pm
Que maravilha de post Silvio!!!