mark zuckerberg, 23: facebook’s CEO

entrevista do garoto de 23 anos que vale US$3B [desde que a microsoft comprou 1.6% de sua companhia, botando o valor de facebook em astronômicos US$15B]. transcrição aqui e vídeo aqui. ele não diz quase nada durante quase toda a entrevista, e o pouco que diz não é nenhuma revelação fundamental sobre a vida na web2.0 ou as razões do sucesso das redes sociais. e muito menos de facebook.

o que reforça muito minha tese de que quase qualquer um, com a dose certa de paixão, pode criar um facebook. claro que ser um dropout de harvard [bill gates passou pela mesma trilha...] e montar seu negócio em palo alto ajuda muito… mas sem o cara estar certo de que pode criar um negócio como facebook, ele não o criaria em lugar nenhum. e estando muito certo e sendo muito empreendedor, poderia criar em qualquer lugar.

3 Responses to “mark zuckerberg, 23: facebook’s CEO”

  1. Sonia Rodrigues Says:

    Pode parecer que estou desviando o assunto, mas não estou. Nós brasileiros temos dificuldade com o empreendedorismo e inovação por causa da nossa mentalidade “Casa Grande/Senzala”, além dos motivos que são apontados no último post. Trabalho e, principalmente, trabalho braçal ou sem reconhecimento social (incluindo aí experimentos em garagem) não são valorizados desde sempre em nosso país. Em 1920, Monteiro Lobato já reclamava de sermos um “país de bacharéis”. Ontem, vi numa rua de classe média em Niterói um homem de seus 50 e poucos anos, às oito da manhã, todo sorridente, vendendo café e chocolate quente num aparelho que carrega na frente do corpo, como uma mochila. Ele cumprimentou um cara, da mesma idade, como se fosse um velho conhecido e o outro respondeu; Puxa, fulano, a vida tá dura, não é?
    Eu pergunto: não é uma coisa inteligente comprar um recipiente com duas torneiras para fornecer uma bebida legal, barata e do gosto de muitas pessoas? Café e chocolate em copinhos plásticos, sem pagar aluguel, empregados, sem vender em cartão de crédito, só a dinheiro, à vista, porque isso seria digno de pena?
    Na nossa cultura, precisamos, pelo menos, de um emprego público para sermos alguém. Semestre passado, uma aluna minha da engenharia de produção, 18 anos, já tinha como objetivo um concurso. Aí não dá.

  2. bpe Says:

    things that can be done will be done.

  3. Chantinon Says:

    Que bom ouvir(ler) opiniões como a da Sonia!
    O Facebook é vapor, nada mais.
    Nessa praia o Ning deve crescer, e se padronizarem/integrarem essas ferramentas de coletas de dados, irá surgir um rio de novos negócios.
    Infelizmente, fora dos EUA todos somos só ICQs ou Facebooks, até que se prove o contrário.

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