Archive for December, 2007

último post no G1: o futuro…

Saturday, December 29th, 2007

neste sábado foi ao ar meu último post [do ano e desta série] no G1, onde estive colaborando com prazer desde a criação do site. em 2008 volto a este blog com força total,  assim como aos meus projetos no c.e.s.a.r [citix é um deles], ufpe e porto digital, além de participações em uma meia dúzia de outras coisas.

o último texto do G1 foi sobre o futuro. o título é… óbvio: O futuro das tecnologias da informação e comunicação. a chamada diz que… O futuro não acontece de repente, todo de uma vez. O futuro é criado, paulatinamente, por sinais vindos de lá, por caminhos que vêm de lá. Interpretados nos contextos dos nossos presentes, que se vão, como os anos, cada vez mais rapidamente. vá ver o texto completo lá no G1.

aviões & eua: agora, restrições a baterias

Friday, December 28th, 2007

sem dizer que razões a levaram a tal, a TSA, órgão que cuida da segurança dos transportes nos EUA, emitiu um conjunto de regras que trata do transporte de baterias a bordo de aviões.

além de limitar as baterias a bordo, proibiu o transporte de baterias adicionais na bagagem despachada. breve, num aeroporto de terceiro mundo perto de você, as mesmas regras, também sem explicações, inclusive para vôos internos.

no médio prazo, a TSA deve proibir, também, roupas a bordo. inclusive as que deveríamos estar vestindo.

os naturistas já estão comemorando antecipadamente…

aliás, pra todos nós, FELIZ 2008! com ou sem roupa, como você quiser: desde que seja com otimismo, alegria, vontade de trabalhar, transparência, respeito pelos semelhantes e pelo ambiente. até 2008.

mais evidências: telespectadores migram pra internet

Thursday, December 27th, 2007

há umas novidades que não deveriam nem dar nota no jornal de taperoá. mas, como TV é tão importante, veja esta aqui:

More television viewers are turning to the Internet to watch videos, films and TV episodes, according to a new survey. In the past year, YouTube has widened its lead as the top destination for online videos, while search engines and television networks have gained ground.

os resultados são parte de uma pesquisa da harris, nos eua, que também descobriu que…

. Online video viewership has increased overall in the past year (81% versus 74%).
. YouTube’s viewers have increased the most: Nearly two-thirds (65%) of US online adults say they have watched a video there, compared with 42% at the same time last year; the greatest gains were among those over age 25.
. Over two in five (42%) YouTube viewers say they visit the site frequently, up from 33% last year.
. Over two in five US adults (43%) have watched videos on a TV network site (41% last year).
. Though viewing declines with age for most sites, including YouTube, viewing on TV network and news sites remains relatively consistent across age groups.

como se não bastasse, quando perguntados se veriam MAIS vídeos on-line…

. More than a quarter said they would be likely to watch “a lot more” TV episodes (30%) and/or full-length movies (28%).
. Far fewer express enthusiasm for watching “a lot more” amateur or user-generated (8%), news (14%) or sports (13%) videos.

dados que sustentam minha tese, exposta no especial do G1 sobre TV digital, de que a batalha da década [pra mídia e entretenimento] para a TV digital, vai ser com a internet. pra mim, em particular, vai ser com a internet nos celulares 3G, ainda por cima. inclusive e principalmente como mecanismo de inclusão digital. veja aqui.

jingle bells {creative commons style}

Monday, December 24th, 2007

noite de natal, e a família insiste em ouvir todas aquelas canções de natal que seu avô tinha na vitrola, em 78rpm´s que sumiram muito tempo antes do começo da internet. tranqüilo: alguém de bom coração resolveu linkar mais de DUZENTAS músicas natalinas que têm uma licença creative commons explícita em seu registro na internet. aí você pode trazer pro seu pc, laptop e ipod e sair por aí, debaixo das árvores de natal, de alma limpa, sem nem precisar lavar, pois o download é absolutamente legal. vá ver.

feliz natal [digital]

Monday, December 24th, 2007

um brasil que se torna digital: este é o tema da minha coluna de natal no g1. leia -na íntegra- aqui.

O Natal de 2007, pra banda larga, vai ser um marco. Um ponto de partida. É o começo da era onde se deixou pra trás as amarras do “setor de telecom” e suas metas de universalizar voz e orelhões e onde, de uma vez por todas, se resolveu botar o país inteiro na internet. Isso não tem preço. Além de tudo o que já foi dito, conectar o país em banda larga é uma forma de integração mais radical do que a disseminação da TV nos idos de 1970: enquanto a TV era apenas do centro pras pontas, banda larga é omnidirecional e, por tanto tempo quanto continuarmos lutando pra garantir, não tem controle central. É todos pra todos, ligando tudo, em todo canto, a toda hora.

pra ter uma idéia do significado do acordo entre governo e operadoras pra levar banda larga a quase 3500 municípios brasileiros onde ainda não temos internet, veja abaixo o último mapa de exclusão digital do país, com dados da fgv. sobre este mapa da exclusão, os esforços anteriores de inclusão tiveram efeito bem perto de zero. agora, talvez, tenhamos um país digital de verdade. a ver.

banda “prometida” pode virar processo… na inglaterra

Wednesday, December 19th, 2007

a OFCOM, que é a ANATEL da inglaterra, cansou de receber reclamações dos usuários de banda larga lá da terra da rainha. e tá informando teles e provedores de acesso que espera "informação precisa", aos clientes, sobre o que eles estão comprando E recebendo. segundo a bbc…

Net firms have been criticised for advertising their services using the phrase "up to" that can give consumers a false sense of the speed they will get when they sign up.  The Ofcom Consumer Panel said speeds advertised as "up to" a certain level end up being much slower in reality. The panel called on Ofcom to set up and administer a mandatory code of practice for net firms.

delicadeza inglesa… lá eles vendem 1Mbps como "até 1Mbps" e entregam muito menos. aqui. aqui, vende-se "1Mbps" e, lá no pé do pael, em letras tamanho quatro [tente ler!] estão os "até", "no máximo" e coisa e tal que resultam em recebermos MUITO MENOS BITS por segundo do que estamos comprando.

no brasil, como se sabe, o provimento de acesso à internet foi deliberadamente [lá no começo da internet comercial] situado fora do alcance das teles [quando não havia a anatel], pra evitar que o monopólio estatal de então transformasse a rede em mais uma de suas operações [excluindo a nascente iniciativa privada no setor]. tudo muda. o tempo todo. será que não é hora da anatel começar a pensar no estado da arte e prática dos acessos e infra-estrutura de internet [lembrete: internamente, toda tele é internet pura] e começar a estabelecer princípios fundamentais para os serviços de acesso à rede?

em breve, haverá muito mais gente em "telefonia sobre IP" do que usando "telefone".  pekka tarjanne, que em 1998 era secretário geral da ITU [a instituição internacional de regulação das telecomunicações] preconizava, em um discurso da época, mas "feito para 2008"… uma international internet union. na conclusâo de seu "discurso endereçado a uma platéia real de uma conferência fictícia em 2008" tarjanne anuncia o presente:

To conclude, therefore, I would like to return to the  main theme of this conference: “Coping with convergence: The future is now”. Convergence had already happened by 1998, but many commentators did not recognise it at the time. That is probably because, at the start of 1998, the Internet still had less than one hundred million users worldwide and was plagued with terrible congestion and transmission delays. How, people asked, could this unreliable, insecure, toy network ever be the information superhighway of the future? Now, of course, in 2008, we know better!

o problema da anatel, agora, talvez não seja regular SÓ telecom. como a ofcom, será que nossa agência reguladora não deveria passar a entender [primeiro] e regular [depois] internet?… com o devido cuidado de não inverter a ordem do entendimento e da regulação…

ágio em 3G: o usuário é quem vai pagar

Wednesday, December 19th, 2007

em todas as letras e pontuação, o presidente da oi [luiz eduardo falco] explica quem vai pagar a conta do ágio governamental do leilão 3G [no blog de míriam leitão]:

O que sai hoje das empresas para o governo, sairá depois dos consumidores para a empresa; esse é o ciclo das coisas.

este blog, mais de uma vez, defendeu que o preço que as teles pagam pelo direito de uso de espectro de telecom deveria ser trocado por ofertas e compromissos de metas de universalização. 3G deu errado na europa, lá na década de 90, porque pagou-se demais por um mercado inexistente. e que não pôde ser criado a tempo.

um alto executivo de telecom ouvido por este blog, ontem, disse claramente que cada centavo gasto em licença não só terá que ser recuperado mas que o mesmo centavo será tirado, claro, dos recursos pra construir a infra-estrutura 3G para as áreas compradas. só quem pensa e acha que dinheiro nasce em árvores é o governo. o mercado paga caro por dinheiro. aqui e em qualquer lugar.

baixou: laptop de US$100 sai por US$363…

Wednesday, December 19th, 2007

ainda bem. ontem, tava por US$470. a positivio informática, com uma proposta que usa a plataforma móvel de baixo custo da intel, ganhou a licitação. o governo diz que vai negociar [pra baixo] o valor. a ver.

laptop de US$100 não sai por menos de US$470

Tuesday, December 18th, 2007

o fenômeno de multiplicação dos preços, nas compras e vendas governamentais, está a pleno vapor. no leilão de espectro pra 3G, a presença de competidores inesperados disparou o ágio [depois este blog volta ao assunto, no fim do leilão]. o governo, lá, lavou a égua.

por outro lado, na aquisição dos laptops para o projeto UCA [um computador por aluno], do governo, concebido sobre a plataforma OLPC [one laptop per child], lançado por nicholas negroponte tempos atrás com a proposta de universalizar, mundialmente, o acesso à computação e comunicação para crianças em idade escolar, está sofrendo os efeitos de contas mal feitas ou mal explicadas. ou impossíveis de acertar preço com custo dentro das estruturas de negócio do país.

o laptop das crianças, que inicialmente sairia [segundo seus proponentes] por algo perto de US$100, está sendo cotado, no processo de compra governamental destinado a adquirir 150 mil unidades, por nada menos do que US$473 [este é o preço da proposta mais em conta]. o processo está suspenso até amanhã, pra comissão de aquisição pensar no assunto e decidir o que fazer.

o pior é que, desde o começo, todas as evidências apontavam para preços MUITO maiores do que os alardeados por negroponte. e que a solução proposta -dos alunos saírem por aí com seus laptops- foi rejeitada por muitos especialistas, inclusive a índia, como país, em peso. a preços perto de US$500, o futuro do projeto certamente será ainda mais questionado.

tata: de sal a software, mais jaguar e land rover

Monday, December 17th, 2007

o grupo tata, da índia, que está tentando fazer o carro mais barato do mundo, tem 98 companhias. uma delas, a TCS, que está presente no brasil, é uma das três grandes empresas indianas [juntamente com wipro e infosys] no mercado de serviços de software. a índia fatura US$50B por ano em TICs, que empregam um milhão e seiscentas mil pessoas prestando serviços para o mundo inteiro. e a TCS faz de tudo um pouco, em software, de bancos a governo [leia sobre o sistema de planejamento e execução de orçamento da colômbia aqui]. e pode usar toda a expertise do grupo, que segundo the times

  • …is made up of 98 operating companies in business sectors including steel, salt, software, tea, energy, cars and trucks, hotels and chemicals;
  • The group’s 27 publicly listed enterprises have a combined market capitalisation of $73.6 billion (£36.5 billion) as of December 13, 2007;
  • Tata had revenues in 2006-07 of $28.8 billion (£14.3 billion), the equivalent of about 3.2 per cent of India’s GDP;
  • Tata has operations in more than 85 countries across six continents, and its companies export products and services to 80 countries;
  • Tata companies together employ 289,500 people

o grupo é o favorito da ford no processo de venda da land rover e jaguar, marcas tão inglesas quando o palácio de buckingham. o preço das duas gira em torno de dois bilhões de dólares. pra ratan tata, o dono-ceo, coisa pouca. que valerá muito mais.

o que deveria nos levar a perguntar: porque os grandes grupos brasileiros estão fora tanto do mercado de software quanto automotivo, especialmente levando em conta que a fiat, uma das grandes multis do setor, vai fabricar no brasil, sob licença da tata [ela, de novo], um de seus jipes?

o sentido da vida: 42?

Monday, December 17th, 2007

42 é a resposta que o super-hiper computador de uma estória contada por douglas adams dá para a pergunta "qual o sentido da vida, do universo, de tudo"?… há quem discorde: pode não haver nenhuma resposta [pelo menos antes do fim do mundo, caso em que não é preciso mesmo ter qualquer resposta].

pra quem estiver interessado no debate, a john templeton foundation juntou um monte de gente boa pra responder uma pergunta correlata… does the universe have a purpose? as opiniões vêm de todos os quadrantes, desde certamente não até absolutamente sim. veja o que diz, por exemplo, peter william atkins…

I regard the existence of this extraordinary universe as having a wonderful, awesome grandeur. It hangs there in all its glory, wholly and completely useless. To project onto it our human-inspired notion of purpose would, to my mind, sully and diminish it.

vá atrás e veja o resto das opiniões. pelo menos uma deve casar com sua visào de mundo… e do porquê [ou não] dele.

 

lá vem mais google…

Sunday, December 16th, 2007

busca. mapas. celulares. documentos. anúncios. operadora móvel. emeio. vídeo. redes sociais. wikipedia. wikipedia? a wikipedia não era um sucesso com o qual google colaborava? sim, era. google está agora no negócio de montar a "sua", também. veja aqui. quando uma companhia com o poder de fogo de google se espalha deste jeito, será que deveríamos ficar mais ou menos preocupados? na história, até agora, sempre acabou mal. será que vai ser diferente, daqui pra frente?… por que?…