fim da linha para teqlo: lições aprendidas
mais um dos "negócios mais promissores da web2.0" [segundo os admiradores] chega ao fim de sua linha. teqlo, que deveria ter chegado a ser uma plataforma de criação e composição de aplicações web e fluxo de trabalho, morreu por causa do velho e conhecido descompasso entre prontidão da tecnologia, penetração de mercado, viabilidade do modelo de negócios e recursos disponíveis. entre as lições aprendidas está… Working with VCs automatically puts your company on a time line. This can be a great thing if you engage them at the right point in the process. But that time line also leads directly to final stop date if things do not go as planned. The longer you can figure out how to boot strap your company, the better off you will be.
um dos mitos brasileiros sobre empreendedorismo e tecnologia é que não fazemos muito porque não temos investimento suficiente na base da pirâmide de criação de empresas baseadas em tecnologia. não é mito, é verdade mesmo. mas, como a lição aprendida pelo pessoal de teqlo deveria mostrar, há muitas vantagens em se começar um negócio [ou piloto de um] com seu conhecimento, suas energias, um pouco de paitrocínio, muitas baladas perdidas enquanto você virava noites tentando achar o ponto de encontro entre tecnologia, usuários e modelo de negócios. porque quando o pessoal do dinheiro chegar, ao invés de se contar o tempo a partir do começo, começa a ser contado o tempo até o fim… do dinheiro. nos eua, é o fim mesmo. ao anunciar o fim do processo de criação de teqlo, a galera que estava por lá tirou o site do ar e ponto final. os usuários beta [como eu] simplesmente perderam tudo o que fizeram e o tempo que gastaram "aprendendo" [com] teqlo. mas é isso aí mesmo. risco é risco e é parte do jogo.
ainda mais, há de se lembrar que… Sometimes, despite a brilliant team and great technology, luck just doesn’t go your way. isso também é parte das lições aprendidas pelo pessoal de teqlo, e deveria sê-lo por todos os times brilhantes, por aí, que acabam batendo com a cara na parede. nem sempre as "melhores" tecnologias ganham o jogo. o acoplamento entre tecnologia e mercado, no tempo certo, sim. lembre-se disso quando começar alguma coisa. tempo, timing, é tudo. sem ele, pra que dinheiro?…
November 11th, 2007 at 5:17 pm
Legal, vivendo aprendendo e se fud…o…
November 12th, 2007 at 9:53 am
mais do que ter uma brilhante ideia e saber implementa-la, fazer um negocio que dá certo tem que ter muita sorte. uma analogia com o futebol seria a contratação de um matador, antes de chegar ele é perfeito, a torcida adora e todo mundo acha que vai dá certo, ai ele começa a perder todos os gols por puro azar e pronto, o mundo se acaba, ele não serve mais, o negocio furou.