Archive for November, 2007

seu próximo sistema operacional…

Friday, November 30th, 2007

clique na imagem ao lado e descubra em detalhe porque VISTA é duas vezes mais LENTO do que XP. o raciocínio -óbvio- é que nós não compramos sistemas operacionais e sim computadores para rodar nossas aplicações.

esta vai acabar sendo a razão definitiva para cada vez mais gente e empresas vai usar aplicações rodando "na nuvem", em sites e hosts que estão lá atrás, na internet, sem que a gente tenha que se preocupar em rodar [na nossa máquina] qualquer coisa a mais do que um browser. que pode até rodar [por acaso] um sistema operacional.

só que pra isso é preciso ter banda. larga, para a maioria das aplicações. o que me diz que nós, da periferia, vamos ralar [e perder] muito até chegar lá.

penetração de celular atinge 50% [no mundo]

Friday, November 30th, 2007

o planeta já tem mais de 3.3 bilhões de celulares e 59 países têm penetração de mais de 100% [ou seja, cada "pessoa" tem mais de um celular]. é um número fantástico, levando-se em conta que a coisa começos há cerca de 25 anos nos países nórdicos. dois e meio bilhões de celulares são de tecnologia GSM e a grande diferença entre os países ricos e pobres está na renda das operadoras por usuário [ARPU]. dentro de uma mesma operadora [a hutchison], o usuário gasta US$70/mês na inglaterra e US$3/mês no sri lanka.

jogo? de computador? defina…

Monday, November 26th, 2007

aleks krotoski [do guardian] aponta para ren reynolds [do terranova], numa animada e muito comentada discussão sobre o que, afinal, é um jogo "eletrônico" [ou computer game]. definição de reynolds…

A computer game is a game where at least some of the bounds of game-acts are essentially controlled by information technology.

não gostou? dê, então, a sua definição.

um PAC pra internet?…

Friday, November 23rd, 2007

no passado, antes do .bomb, investiu-se tanto em infra-estrutura de internet que muita gente faliu ANTES de ver seu rico dinheirinho voltar… porque não havia usuários em número suficiente. de lá pra cá, nos acostumamos a ter velocidades cada vez maiores à nossa disposição, para gerar e usar conteúdo cada vez mais rico e dependente de banda [larga]. certo que este não é bem o caso no brasil, país de banda [e coisas outras] estreita, mas esta é outra história.

a novidade é que notícias alarmantes [ou alarmistas?] do front dão conta que a rede [lá fora, no mundo rico] pode… parar, por puro e simples colapso da infra-estrutura, em função do aumento da demanda por mídia rica. em suma, cada vez mais acessos e de maior velocidade vendidos na ponta, sem investimentos suficientes no meio pra sustentar a onda. parece, exatamente, o… brasil!

vai ver que, afinal, nossas teles terão alguma coisa pra ensinar à suécia, suiça, coréia e eua. se tivéssemos uma grande população local que falasse a língua destes e de outros países, poderíamos entrar no mercado de outsourcing de tele-call-centers, já que os nossos são perfeitos. especialistas em ouvir nossas reclamações por um ouvido e deixá-las vazar pelo outro, no momento seguinte.

mas é capaz de ser, mesmo, puro alarme. afinal, as redes das teles e provedores controlam a banda que temos lá. na prática, não existe acesso ilimitado, nem em velocidade nem em quantidade de bytes transferidos. e os rumores sobre o colapso da rede não são de hoje, afinal. se não for boato, que tal fazer um PAC mundial pra internet? o brasil poderia ser o ponto de partida…

 

inovação [6]: sincronização

Thursday, November 22nd, 2007

[este texto é parte de uma série; para ver o anterior, clique aqui].

inovar, nos ensina peter drucker, é mudar comportamentos. de pessoas, tanto como provedoras de serviços, processos e produtos quanto como consumidoras dos mesmos. não é porque eu [possivelmente dentro da minha empresa, como todos meus colaboradores apoiando] resolvo que alguma coisa deve mudar, e desta vez para este modo genial que nós criamos, que o mundo inteiro vai acreditar e fazer o mesmo. aliás, na maioria das vezes, nem mesmo uma pequena parte do mundo vai cair na nossa rede.

porque inovar é sincronizar. é compartilhar expectativas. é mudar o “meu” modo à medida em que, ao mesmo tempo [ou logo depois] meu cliente muda o “seu” modo. sincronizar, por sua vez, é entender que o sucesso está no mercado e por ele é definido e medido. o mercado é regido por uma lei fundamental, a da oferta e da procura, que tem o mesmo status, na vida real das compras e trocas, que as leis de newton e darwin para o universo e as coisas vivas. ignorar o mercado e suas leis é o mesmo que suicidar sua incipiente tentativa de inovação.

o que nos leva a refletir sobre as muitas coisas supostamente inovadoras que ficam “nas prateleiras”, só “esperando” que alguma empresa as produza [e o público, lá no distante e inescrutável mercado, compre]. no brasil, esta é uma síndrome que afeta principalmente o meio acadêmico, onde está mais de ¾ de toda a força trabalho de conhecimento do país. uma boa parte deste público vive na ilusão de que inovação são resultados técnicos, talvez protótipos de laboratório que, uma vez realizados e validados em artigos e experimentos na academia, estão prontos para o mercado. pense num descompasso… taí um.

pra começar, quando se olha a partir de um laboratório acadêmico, a empresa que “iria” levar sua inovação para o mercado tem que ser tratada como… mercado. da mesma forma que, pensando sobre inovação numa empresa, todo o resto dela [que eventualmente irá se envolver com nossa “idéia no mercado”] é parte do mercado, pelo menos no estágio inicial do processo. daí, o primeiro passo para se tentar alguma inovação, tanto a partir dos laboratórios da academia quanto dos “skunk works” de uma empresa qualquer, é sincronizar, no mesmo entendimento, todas as partes envolvidas no processo.

e isso gasta tempo e energia. você poderia até dizer “mas isso gasta tempo e energia!” será que não dá pra curto-circuitar todas as conversas e convencimentos e partir direto pra ação, pelo menos se eu já estou numa empresa? pode até ser que sim… mas deve ser levado em conta que o seu risco pessoal e o do projeto aumentarão significativamente se não houver um desenho –de negócio, no mercado- entendido por todos à sua volta. ou pelo menos por todos os que podem ajudar ou destruir sua iniciativa.

numa empresa, a maior parte das inovações vem de fora, lá do tal [e onipotente, para inovação] mercado. uma parte de seu time está [ou deveria estar] lá o tempo quase todo: são seus, digamos, vendedores. na maioria das empresas, os vendedores são uma galera assustada e neurótica, perseguida [e demitida] por metas [ou por não atingi-las], sem nenhum tempo “livre” para entender o mercado e os clientes, sem condições apropriadas para desenhar novos produtos, processos, experiências e serviços. inovação é design, e design é desenho, em bom português.  que deveria ser a razão de viver de todo bom vendedor. ainda por cima porque, para inovar, toda sua empresa deveria estar centrada em vendas e todos seus colaboradores, da moça do cafezinho ao dono, deveriam estar vendendo o tempo todo.

vender é desenhar. vender é criar mercados. se seu time for mesmo de vendedores [e não de “tiradores de pedidos”, que são outra categoria] , entre eles haverá designers, desenhistas, gente capaz de apreender uma nova possibilidade, casá-la ao conhecimento existente no negócio [ou que pode ser criado ou trazido a ele], conceber um modelo de negócios [ou uma variação do existente] e, quando isso estiver minimamente “pronto”, tentar a parte mais difícil da sincronização: redesenhar o negócio [pelo menos em parte] para fazer com que o mercado e sua empresa se encontrem no novo produto ou serviço que é objeto da inovação.

aí é onde veremos, afinal, se seu negócio é inovador ou não. sei de muita discussão [e demissões] de excelentes vendedores [de verdade] porque… eles, digamos, criavam muito caso, insistindo em mudanças e se rebelando com o status quo, quando tudo estava bem, às mil maravilhas,  segundo a opinião vigente no lugar. e mudar pra que, se tudo está bem? vender inovação não é um negócio trivial. ainda por cima, acreditem, é arriscado.

segundo a religião vigente em algumas empresas, vendedor tem mais é que ir pra rua e “tirar pedido”, não importa como. ótimo, isso paga as contas do fim do mês. mas cega a instituição: não perceber as novas oportunidades, as demandas implícitas nas relações com clientes atuais e prospectivos, as micro-mudanças de mercado que levarão à derrocada do nosso negócio é o primeiro e mais grave sinal de que não estamos conseguindo nos sincronizar com o mercado e suas oportunidades, e que nosso negócio, enfim, tem pouca chance de sobreviver.

mas –diria o gentil leitor, será que nesta história de inovação só se fala de mercado? sim. mercados são conversações. e vice-versa. inovação é conversação sincronizada. até mesmo porque as idéias só existem –quando sobrevivem, em mercados de entendimento e propagação. algumas delas, por muito tempo [e inclusive aqui] conseguiram, com algum sucesso, no mercado, convencer um grande número de pessoas da… inexistência do mercado!

felizmente para todos nós, o mercado –regido pela lei universal da oferta e procura, continua lá, vivinho da silva, prontinho e esperando que alguns, mais atentos e preparados do que outros, sincronizem o dentro e o fora de suas empresas [e laboratórios] para… inovar.

[pra entender {no mercado, sempre} o que é, na prática, sincronização, você ainda pode ler este texto aqui, sobre a nintendo de nossos dias.]

trip: transformadores

Tuesday, November 20th, 2007

a revista trip fez de 2007 o ano da transformação, dedicando as edições a temas quentes do nosso dia-a-dia e às mudanças que precisamos operar sobre nossas atitudes em relação aos mesmos. como parte do processo, a cada edição foram indicados três nomes para concorrer ao prêmio trip transformadores… e o autor do blog é um dos indicados na categoria TRABALHO. vá ver quem concorre.
tem muita gente boa na lista e você pode ajudar a eleger os indicados… a entrega é na quinta à noite e o blog estará lá.

[ps {quinta, 23h}: jorge gerdau, muito merecidamente, foi o ganhador do prêmio trip na categoria trabalho. parabéns a gerdau e a trip, pelos 21 anos de história não-conformista na mídia brasileira.]

wii wins… so far by a LARGE margin

Tuesday, November 20th, 2007

o natal [no mundo civilizado] vem aí e a disputa pelos olhos, neurônios, ouvidos, membros e tempo dos jogadores se aproxima de seu clímax anual. na arena, o nintendo wii, vindo de uma companhia que era dada como morta [logo antes dele], o xbox360 da miscrosoft [que dispensa apresentações] e o sony ps3, que ia arrasar a competição com a máquina de jogar mais poderosa de todos os tempos, baseada em um processador que deixaria qualquer coisa feita pela intel e amd na poeira dos tempos.

segundo gamasutraAs it currently stands, theSimExchange market is predicting 912,000 units sold for November, a strong lead over the Xbox 360’s 636,000 and the PS3’s 438,000. For the month of December, though, the market is calling for more than double that — 2.37 million units sold compared to 1.56 million for the Xbox 360 and 695,000 for the PS3.

ou seja: para cada ps3 vendido, a nintendo vende 2 wii, hoje. em dezembro, serão três wii para cada ps3, com a msft ensanduichada entre os dois [e ainda perdendo dinheiro na divisão de entretenimento, assim como a sony]. no momento, o parque total de consoles é de 5M pra sony, 13.2M xbox360 e 13.4M wii. e a nintendo só não bende mais wii porque, simplesmente, não consegue atender a demanda.

mas isso não é uma batalha, é uma grande guerra e as posições estão mudando, por exemplo, no japão.só que as coisas estão dando tão certo para a inintendo que, se eu tivesse dinheiro, estaria apostando nela agora, enquanto a mágica do wii ainda está no alto e a companhia não vê um competidor muito perto [e os lucros dobraram do ano passado pra cá]. daqui a dois, três anos, pode ser outra conversa, completamente diferente.

moral da história [do ponto de vista de inovação}:

a nintendo tinha tudo a perder [pois estava perto de fechar] e, ao mesmo tempo, nada a perder. podia apostar em algo revolucionário, mas tinha que estar no passo do mercado, sincronizada com o público potencial de jogadores de todas as idades e competências. não podia entrar em conflito direto com os dois grandes, pois nem recursos tinha para tal. resolveu apostar em um console onde todo mundo [os jogadores casuais] pode jogar, mas que ainda assim tem um forte apelo para os jogadores "hardcore". poderia não ter acertado na equação, mas ouviu muita gente, ralou muito [veja esta entrevista com dois dos designers, feita há um ano], num esforço que envolveu até as famílias dos funcionários e fez o que tinha que ser feito, num modelo de negócios que dá retorno, considerando o pacote hardware e software. deu certo.

a sony e a microsoft estão se recuperando da explosão que as atingiu e indo atrás da nintendo. já foi assim no passado, vai ser assim de novo, por um tempo. o maior problema da nintendo, agora, é não se deixar prender pela plataforma de sucesso que ela própria criou e, repetindo o passado, ser devorada por… ela própria, como quase foi o caso há meia década. se a história servir de algum alerta, ela [e quem estiver olhando a guerra] pode usar sua própria história, os erros da sony e microsoft nos últimos três anos e, certamente, o exemplo da sega. pros mais novos, a sega foi um dos grandes no negócio de consoles e hoje [muito menor] desenvolve jogos, inclusive pra nintendo. sem falar que a tectoy está lançando, no brasil, um de seus consoles portáteis do século passado. se você pensa que é pouca coisa, não é não: tá atraindo a atenção do mundo. todo. vá entender…

bootstrappers: o manifesto

Monday, November 19th, 2007

começar de baixo, começar com pouco, contra tudo e contra todos. inclusive a incredulidade da concorrência, a seu favor. este é o tema do manifesto do bootstrapper [aqueles que começam do nada…] escrito por seth godin [um dos caras que eu leio freqüentemente…]. trecho do texto…

I am a bootstrapper. I have initiative and insight and guts, but not much money. I will succeed because my efforts and my focus will defeat bigger and better-funded competitors. I am fearless. I keep my focus on growing the business—not on politics, career advancement, or other wasteful distractions.

se você está pensando em começar um negócio do tamanho de google, inclusive pra bater google, vale a pena ler.

o uso do cachimbo…

Monday, November 19th, 2007

o uso do cachimbo costuma entortar a boca. nathan myrvhold, que em vidas passadas era o cto [comandante da tecnologia] da microsoft… agora resolveu montar um negócio de comprar patentes e depois tentar "negociá-las", tendo como alvo companhias que fazem coisas parecidas com as patentes que sua iniciativa detém. um número de universidades americanas está se recusando a "negociar" sua propriedade intelectual com myrvhold, pois quer seu conhecimento explorado no mercado e não servindo como ameaça ou entrave para quem já está no mercado.

pra ter uma idéia de onde a iniciativa de myrvhold [entre outras iguais, pilotadas por gente com as mesmas e litigiosas intenções] pode nos levar, uma patente emitida pelo uspto [o inpi dos eua] há um mês acaba de gerar um processo contra 131 companhias pelo mundo afora, acusadas de "enviar sms entre países" usando um conceito incluido numa patente "de continuação", ou seja, uma extensão de uma patente já existente. esta história de patentes, definitivamente, vai acabar mal. é preciso fazer uma revisão URGENTE do sistema mundial de patentes, antes que seja tarde. demais, pois tarde já parece ser…

ninguém cuida de tudo… por nada

Sunday, November 18th, 2007

Umas poucas companhias vão fornecer toda a infra-estrutura, informação, software e serviços que você precisa. Será mais um mercado a ser regulado?… este é o tema de meu artigo desta semana no G1. vá ver.

cacau santos e o serpentário

Sunday, November 18th, 2007

domingo fim de feriado e, na livraria cultura, aqui no recife, um pequeno trailer do que vai ser o festival de jazz do recife: cacau santos apresentanto um show de bolso acompanhado só de cobras, entre eles fabio costa no trompete. o fjr 2007 rola na rua, na praça do arsenal e torre malakoff, de 23 a 25/11. o programa está aqui. imperdível. e grátis.

tv digital: a batalha da década

Tuesday, November 13th, 2007

o G1 aprontou um especial sobre tv digital com opiniões de todos os lados do problema [e da oportunidade], dos diretores até a técnica. o trabalho de juliana carpanez e ricardo bueno merece ser lido e usado como referência para a discussão do tema, que vai ser quente nos próximos meses.

minha contribuição ao debate começa dizendo queDois de dezembro é dia de TV digital. De alta definição. E sem interação. Para competir com a internet. De um lado, espectadores; do outro, usuários. É a batalha da década. é o que eu acho mesmo. vai ser a batalha da década. vá lá ver.