essa eu não sabia: tatuagens & copyright

a batalha entre tattoo masters, tatuados, donos de copyright de fotos e arte em geral está começando a pegar onde detentores de propriedade intelectual têm à sua disposição um arsenal de advogados interessados em transformar qualquer coisa em processo legal. num caso recente, um atleta está sendo processado por um tatuador porque a imagem de seu braço está aparecendo em primeiro plano em uma cena de propaganda na TV. coisa de louco.

o próximo passo talvez  envolva os cirurgiões plásticos cobrando royalties por peitos, narizes e outras partes do corpo, no cinema e na televisão… depois, certamente pagaremos por cada aparição pública de cada roupa que compramos, no mais puro roupa-como-serviço non-sense. depois, talvez, nossos nomes serão registrados por algum aproveitador e cada assinatura precisará de sua autorização e um depósito de alguns centavos em suas contas.

em última análise, talvez os professores, ao fazerem a chamada na sala de aula, tenham que pagar pelo "uso", literalmente, da palavra. claro que não chegaremos nem perto disso. SE tomarmos MUITO cuidado. o mundo, lá fora, está ficando ao mesmo tempo estranho, protegido e litigioso. todo cuidado -na presevação de nossas liberdades e sanidades essenciais- é pouco.

3 Responses to “essa eu não sabia: tatuagens & copyright”

  1. Carlos Hills Says:

    Não precisa ir muito longe. Aqui em São Paulo a nova lei da cidade limpa é tão exagerada que até adesivo s de faculdade no carro pode ser encarado como propaganda e sujeito a pesada multa…, então além de pagar para usar uma reoupa com etiqueta externa, vc ainda poderá ser multado… nem Orwell previu essa.

  2. Lauro Says:

    Acho que o quadrinho abaixo dá um exemplo de uma situação extrema dessas:

    http://www.explosm.net/comics/1064/

  3. Claudia Miguel Says:

    Basta ter empatia, mas falando em tatuagens…
    O desejo de ter essas marcas são na verdade uma questão de tempo, vemos pessoas constantemente com idade acima de 40 anos totalmente arrependidas por não ter pensado antes de realizar essa vontade de fazer parte de um grupo tão separado. As pessoas vivem em família, mudam de segmento profissional, casam, tem filhos e fazem parte de algum grupo social, devido a essa constante busca que vivemos, o melhor mesmo antes de decidir marcar-se definitivamente e estar em primeiro lugar bem resolvido, caso contrário, encontra-se algumas barreiras, como emprego, relacionamento ou até mesmo de ser aceito. E normalmente as pessoas passam a ser bem resolvidas a partir de 35 anos, nesse caso vem a derradeira decepção por estarem tatuadas. Nós gestores de uma multinacional, jamais contratamos pessoas com tatuagens que estejam expostas ou se soubermos que existem, ainda é preconceito de aceitar esse grupo, não é cultural e será anormal enquanto não nascermos com isso. O número de pessoas que precisam retirar tatuagens tem crescido bastante, busquei uma fonte de informações e encontrei o Dr. Carlos José Cardoso, caso queiram se informar podem enviar email´s carlos.cardoso@uol.com.br.

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