in rainbows: radiohead pelo *seu* preço

a indústria de música está por aí, viva e muito bem… sem os antigos industriais da música. veja neste artigo aqui como radiohead resolveu o problema. no primeiro milhão de downloads de um novo álbum que está na web para você copiar e pagar o preço que quiser, alguma coisa entre US$5 e US$10 foi arrecadado [mesmo?], por pessoa que pegou in rainbows no site do mesmo nome. você pode pegar o disco grátis. e pagar depois, se gostar [isto é, trate como uma demo e, se gostar, pague quanto quiser].

se a moda pega, e pra pegar de vez talvez gigantes como radiohead tenham mesmo que fazer o que estão fazendo, sua banda é um portal, cada "disco" é um site, cada visitante um consumidor ou, se não pagar, um copiador. pirataria deixa de existir e, se ninguém que gostar da música pagar, talvez a banda se acabe também. a combinação de "preço opcional" [depois a gente volta ao assunto] com a remuneração por performance [sim, porque pode ser que uma parte do "público" seja remota e jamais tenha a oportunidade de pagar por um show] pode ser o caminho para as carreiras musicais de futuro. sem as gravadoras. ainda bem.

5 Responses to “in rainbows: radiohead pelo *seu* preço”

  1. Jairson Says:

    O problema é que os arquivos mp3 são de qualidade bem inferior a média (160kbps ao invés de 320kbps) e o CD de verdade sai em janeiro nas lojas e no onipresente Itunes. O povo já está meio de orelha em pé, por exemplo aqui: http://www.slate.com/id/2175882/fr/rss/ e aqui http://borjas.typepad.com/the_borjas_blog/2007/10/radiohead-goes-.html.

    Falando sobre indústria da música parece que quem se deu bem foi a Live Nation que acabou de assinar com Madonna por US$ 120 milhoes e 10 anos. A Live Nation é uma produtora de eventos na sua essência. Hmmm… parece que alguém entendeu que o negócio agora é perfomance+digital music+open distribution+merchandising…

  2. Kuja Says:

    Jigsaw falling into place!

  3. quilombra dos palmares Says:

    jairson se equivocou ao falar em qualidade “bem inferior”, visto que não conseguimos identificar a diferença entre essas qualidades(http://sound.media.mit.edu/mpeg4/audio/public/w2006.pdf).

    importante falar que o primeiro milhão de downloads - sem contar com os que pegaram o áudio através de terceiros - do in raibows aconteceu no segundo dia após a liberação do disco pra download.

    O melhor de tudo é que os que os consumidores desse disco são exatamente os filhos do industriais da música, esses que você falou no texto, e que estão com a corda no pescoço. Ainda bem que no futuro serão esses mesmos filhos de industriais pé-na-cova que estarão fazendo leis, música, cinema, ou simplesmente downloads.

    pirata de c… é r… ! :D

    abraços!

  4. d meira Says:

    eu achei a idéia fuderosa, ia até comentar contigo, mas sabia também que tu ia acabar lendo por aí. sobre as questões de qualidade dos arquivos que jairson falou, acho que é uma questão de tempo essas coisas se ajeitarem, já que é uma “primeira” experiência desse mercado.

    espero que tenha bons resultados esse projeto.

    d.

  5. pauloso Says:

    O site é uma doideira colorida que nao funciona no meu Firefox Fedora…
    mas fui atras e baixei os “cds” (se eh que podemos chamar assim) do LimeWire.

    Resumo da historia…. novamente salvo pela comunidade free (que funciona)

    :)

    ps. Eh porque tem o lance do cartao caso contrario nem precisava de site.
    Ja’ pensou ? “LANCAMENTO no emule mais proximo de vc”.

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