tv no celular? na europa, não tá rolando não…

estudo da gartner research mostra que os europeus têm um interesse por tv digital no celular tão pequeno quanto as telas nas quais veriam tv no telemóvel. só 5% dos europeus demonstraram interesse em ter tv no telefone, contra 20% dos usuários asiáticos. a esperança das operadoras européias era de incluir, no curto prazo, 5 a 10 euros adicionais por mês na renda por usuário, mas o faturamento vindo de tv móvel e download de vídeos está no fundo do poço das celulares da europa.

segundo os analistas, lack of consensus on business models, variety of different technologies and shortage of airwaves has been hampering takeup of mobile TV. no brasil, TVD móvel vai ser diferente da europa. aliás, este foi o principal ponto da disputa; aqui, o sinal de TVD móvel não passa pela operadora, indo direto da TV pro celular. resta saber quem vai subsidiar a oferta de celulares que podem receber TVD, coisa que, fora do circuito, as operadoras móveis certamente não vão fazer. este, aliás, é o mesmo problema do japão, onde vigora um modelo de negócios e tecnológico similar ao que vai ser tentado no brasil. e que não está dando muito certo, por sinal. ou por falta de sinal.

aqui, é ver no que vai dar. meu chute: se os celulares com TV móvel forem mais caros do que os "normais", bye, bye, brazil.

6 Responses to “tv no celular? na europa, não tá rolando não…”

  1. Fernando Says:

    Devemos discutir qual a % de penetração decide se está “rolando” ou não.. Eu acho o modelo Japones e Brasileiro melhor do que o Europeu.. os custos da transmissão que passa pelas teles e a excessiva utilização de frequencias (ao meu ver se sentido no caso da TV) deve levar a TV vía teles ao fracasso.. já o outro modelo é mais simples e barato.. e acho que na competição dos fabricantes de telefones vão acabar oferecendo boas opções com sintonizadores de TV a um preço razoável (nunca igual ao de um celular sem essa função)..
    O iPhone esta mostrando que o fabricante pode sim vender equipamento com serviços que não passam pela empresa de telecom (talvez diretamente como o iTunes) ou serviços gratuitos pela web (ou outros softwares que poderão ser instalados no telefone -espero logo uma versão com JavaME no iPhone)..
    Acho que as teles terão menos poder no futuro (isso devería ser uma preocupação das agencias reguladoras também), já que hoje estão abusando com tarifas absurdas e tentando barrar toda tecnología que permita a utilização de funções que não são taxados pela operadora.. esse pelo menos sería o futuro ideal..! as teles não deixarão barato e continuarão a lutar pelo espaço e poder que detém hoje.. a força de padrões abertos, mais fabricantes de telefones entrando ao mercado, a ubicuidade das conexões mais rapidas devem tirar o poder delas, mas se elas continuarem a forçar a barra, as agencias devem intervir..
    É a minha humilde opinião.. um abraço

    Fernando

  2. Marcos Says:

    Mas esse serviço já não está disponibilizado no Brasil?

    http://www.midiativa.org.br/index.php/midiativa/content/view/full/1270

  3. Eduardo Favaretto Says:

    A Coréia do Sul já possui cerca de 7,5 milhões de usuário de TV móvel – o governo de lá optou por um serviço misto de transmissão de sinais: terrestre (gratuito, já conta com 6,3 milhões de usuários) e satélite (US$ 11 por mês, com 1,2 milhões de usuários) em detrimento ao envio de feixe de dados individuais. A previsão é chegar a pelo menos 13,6 milhões de usuários até o fim de 2008 – dados do The Economist, de Seul (18/09/2007). Pois bem, não se sabe ao certo o que ocorrerá no Brasil, e sequer se tenhamos “boas conexões” com relativa aceitação de forma padronizada nos diferentes aparelhos móveis. Uma coisa é fato: as operadoras terão que repensar seu modelo de negócios, atentas a portabilidade numérica e principalmente ao “momento 2.0″ que vivenciamos, ninguém mais aceitará aparelhos bloqueados ou serviços “amarrados” a fidelização. O usuário apenas quer o óbvio: pagar um preço justo, ter liberdade em suas escolhas e ser bem atendido comercial e tecnicamente.

    Eduardo Favaretto

  4. André Ursulino Says:

    na europa, por conta do padrão de tv digital usado, os usuários precisam pagar às operadoras assinatura do serviço de tv e mais taxa de transferêncai de dados, além de ficar sujeito ao conteúdo que a operadora disponibilizar. Isso já existe em algumas operadoras no Brasile a penetração é ridícula.

    Na ásia, existe a possibilidade de acesso gratuito ao conteúdo da tv em dispositivos móveis, pois o sinal de tv não passa pela rede da operadora de cel. Na Brasil vai ser assim.

    Os celulares, estima-se, chegam ao mercado por uns R$ 2.000, mas em menos de ano já evem estar custando R$ 500 e sendo oferecidos pelas operadoras.

  5. Yellow Says:

    Fora a exploração das teles, culturalmente o europeu assiste menos TV, não é? No Brasil as pessoas são viciadas, as casas pobres têm TV antes de ter geladeira. Acho que existe uma grande chance de TV no celular dar certo aqui. (todo pedreiro hoje em dia escuta mp3 e rádio no celular)

  6. Pompeu Says:

    Olha, depende do país. Em Portugal e na Espanha o povo é viciado tanto em celulares como em conteúdo: filmes e soap operas. Talvez as operadoras tenham interesse maior nos big guys, mercados como a Alemanha, França e Inglaterra, e até Itália (que eh viciada tb). É preciso checar de que Europeans eles estão pesquisando. Acho que na penísula a coisa pega assim como no Brasil. Aqui o povo realmente vive em função da TV aberta ou não.
    Pompeu

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