celular [parece que] não dá câncer
o estudo mais longo já realizado sobre efeitos maléficos dos celulares em seres humanos conclui: The six year research programme has found no association between short term mobile phone use and brain cancer. Studies on volunteers also showed no evidence that brain function was affected by mobile phone signals… ou seja: no curto prazo, celular não derrete seu cérebro. MAS o número de pessoas com mais de dez anos de uso de celular avaliados na pesquisa foi muito pequeno e NADA pode ser dito, ainda, sobre os efeitos de longo prazo do uso de telemóveis.
o trabalho foi realizado pelo Mobile Telecommunications and Health Research (MTHR) Programme e o responsável, professor Lawrie Challis, anunciou, ainda mais, que: “This is a very substantial report from a large research programme. The work reported today has all been published in respected peer-reviewed scientific or medical journals. The results are so far re-assuring but there is still a need for more research, especially to check that no effects emerge from longer-term phone use from adults and from use by children.” em resumo: a comunidade científica não tem nenhuma evidência de que celulares causem câncer em adultos ou crianças. o texto completo do estudo está [em pdf] neste link.
da minha parte, pedro, que vai completar seis anos este mês, vai continuar longe dos celulares por mais alguns anos. outros estudos mostram que a blood brain barrier [ou bbb], sistema que protege o cérebro de ameaças que porventura possam estar circulando no sangue, é afetada, em alguns casos seriamente, por radiações de telefones celulares. veja, por exemplo, o resumo deste artigo. outras evidências, menos radicais, apontam para genotoxicidade do mesmo tipo de radiação, o que pode ser ainda mais complicado. o crânio dos muito jovens é bem mais permeável à radiação dos celulares do que dos adultos e os efeitos de cruto e médio prazo podem ser muito maiores em crianças.
há que ser dito que nenhuma conclusão é definitiva em humanos, até agora. temos que esperar. mais cedo ou mais tarde, saberemos. boa sorte, humanidade: há dois bilhões de ceuluares por aí e as filas nas lojas não param de crescer.