feriando na web: william gibson no washington post

"When I wrote ‘Neuromancer’ " almost 25 years ago, he [W. Gibson] says, "cyberspace was there, and we were here. In 2007, what we no longer bother to call cyberspace is here, and those increasingly rare moments of nonconnectivity are there. And that’s the difference. There’s no scarlet-tinged dawn on which we rise and look out the window and go, ‘Oh my God, it’s all cyberspace now.’ "

este é um dos parágrafos da entrevista [de 6/set] de william gibson ao washington post. segundo bruce sterling, é uma das melhores entrevistas de gibson em todos os tempos. cory doctorow concorda. humildemente, assino embaixo. vá ler. pode ser que tenha que assinar o WP, mas é grátis. e se você não sabe quem é gibson e porque ele é muito importante para a literatura mundial [moderna, de e sobre o mundo virtual], tá na hora de ler neuromancer, o livro que ajudou a criar um gênero e  influenciou toda uma geração de leitores e autores. ou idoru, que é uma viagem que pode acontecer a qualquer hora. ou já está acontecendo agora, aqui, com nossos "ídolos", fabricados, da e na tv. ou na rede.

gibson tem uma bola de cristal de verdade. duvido que alguém ainda chame, a sério, o espaço de ciber-espaço. é simplesmente o espaço, plano, interligado, com pedaços do mundo de cada um em todo lugar.  hoje, muita gente poderia escrever neuromancer. um quarto de século atrás, uns poucos. e ele era um dos melhores, entre estes.

se você não quiser ler, pode ouvir. há uma coleção de coisas cyberpunk por aí. vale a pena. bom feriado a todos. volto segunda, ou a qualquer momento, em edição extraordinária.

One Response to “feriando na web: william gibson no washington post”

  1. mdediana Says:

    Vale lembrar que os dois últimos livros de Gibson (Reconhecimento de Padrões e o recém-lançado Spook Country) não se passam no futuro, o que tem até gerado discussões sobre o que é ficção científica já que o autor não está mais especulando sobre os aspectos fantásticos do amanhã, mas sim sobre o que espanta hoje, agora. Como ele diz: “Não temos futuro porque nosso presente é volátil demais”.

    Com isso, há gente do porte de Fredric Jameson tentando entender melhor o mundo contemporâneo a partir de análises de obras de William Gibson.

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