eua: mobilidade confusa, iPhone limitado
o lançamento do iPhone expõe a fragilidade da infra-estrutura de mobilidade dos eua. segundo reportagem bem recente da business week [iPhone's Network Hang-Up]…
Given the muddled state of 3G networks in the U.S., Apple’s decision to go with slower technology in the first edition of the iPhone was understandable. But right now we are stuck having to choose between the iPhone, with a good browser and a painful network, and rivals such as the Palm Treo 700p from Verizon or the HTC Mogul from Sprint, with fast networks and lousy browsers. Apple and AT&T have their work cut out for them.
rodando em uma só operadora, e em 2G, talvez o iPhone não vá ser este sucesso todo nos eua. e há quem ache que o iPhone não vai pegar na europa, por um monte de boas razões. a mais complexa delas é a diversidade das redes e o estilo de uso de celulares na europa versus os eua. a mais simples é que muita gente já está descobrindo [nos eua...] que um celular não é um produto [como um iPod quase é] mas um serviço… e que a operadora é mais importante do que o fornecedor de telefones.
a apple, especialista em experiência do usuário, está fornecendo a pontinha de cá da cadeia de valor. se o meio não se ajustar e não entregar o serviço que vai ser exigido pelos usuários, pode ser que a coisa não dê tão certo quanto steve jobs espera. e os usuários [e não proprietários] do iPhone vão exigir muito. e da apple. e talvez acabem vendo seus iPhone funcionando sobre software [e serviços] dos fabricantes "tradicionais" [ver post logo abaixo...].
July 27th, 2007 at 9:24 am
Seria o iphone serviço com cara de produto ou produto com jeitão de serviço. Se optarmos pelo primeiro estereótipo, que penso que foi e ainda é a expectativa de Jobs, o caminho é uma ladeira abaixo. A questão é que esta ladeira fica no Everest e a base dela à uma altura de 2000 metros. Já optando pela segunda hipótese, vemos um produto muito bem vendido e com poder de agregação de valor nunca dantes visto na história da telefonia-mobilidade-entretenimento, mesmo com os limites técnicos impostos pela contemporaneidade. Se eu fosse um iphone eu diria: “calma gente, eu sou apenas um”. Mas também diria: “falem mal, mas falem de mim”.
O “problema” criado pela apple-at&t será muito bom de resolver.
July 27th, 2007 at 2:03 pm
Dear Master,
“que um celular não é um produto [como um iPod quase é] mas um serviço… e que a operadora é mais importante do que o fornecedor de telefones.” é uma frase muito perigosa e claustrofóbica, na parte que versa que a OPERADORA é mais importante que os FABRICANTES…
Eu diria, que NEM a operadora NEM os fabricantes são importantes, mas o ESTILO DE VIDA e SERVIÇOS associados ao celular. Usuários de tecnologia são tribos multi-comportamentais, ou seja, uma mesma pessoa tem vários comportamentos tecnoantropológicos diferentes, dependendo do que está usando.
Eu, por exemplo, durante anos privilegiei a escolha da operadora,enquanto qualidade de rede e serviço de voz foi minha prioridade. Até o dia que mudei o meu perfil, e ai o aparelho passou a ser muito mais importante e isso ditou inclusive a escolha da OPERADORA que me fornecesse não só o aparelho mas a linha de seviços vinculados a ele.
Outro ponto é que até hoje, toda a estratégia de lançamento de coleções de aparelhos se baseia na exclusividade (é só olhar os anúncios de aparelhos “fashion” com a frase “exclusivo da operadora x até tal data”.
Por hora é só…
p.s. oiPhone não é SÓ um celular GSM de 2g… Ele representa uma série de costumes digitais (música, vídeos e personal style)… Só por acaso é que agora ele é também um telefone… E como telefone, ele vem usando o q Clayton Christensen já falava há muito tempo, o usuário médio não quer over qualities, ele quer high quality em algo q ele valorize mais que tudo. E quem compra i-Products só valoriza ESTILO
July 27th, 2007 at 9:09 pm
Você disse tudo. Jobs por mais visionário que seja, parece que esqueceu que celular é um serviço. Mas fica um impasse, se libera geral vira commodyt, se fecha é visto com maus olhos.
Eu ficaria com um N95 da Nokia mesmo, é mais nerd, mas também é sexy.