apagão aéreo mata. de novo.
foi uma tragédia anunciada. com muito tempo de antecedência. tanta informação e conhecimento sobre a impossibilidade da infra-estrutura aérea nacional lidar com o atual estágio da demanda por assentos e o número de vôos e absolutamente nada de concreto sendo feito. o resultado aí está. inocentes mortos. assassinados, na verdade, pela incompetência de quem deveria estar trabalhando justamente para garantir nossa segurança. o país está de luto. de novo. pela segunda vez em dez meses.
lúcia hippólito, hoje pela manha, na cbn, definiu muito bem o atual governo: segundo ela, trata-se de um presidencialismo de animação, onde o mais alto mandatário age como se discursos, opiniões e desejos, desacoplados da realidade nua e crua [às vezes cruel, como agora], fossem resolver problemas. minha impressão é que o presidente, como muita gente de todas as matizes em qualquer tipo de governo, acha que os problemas de um país do tamanho do brasil são simples, e basta um "entendimento" para que eles se resolvam. pois não são. e entendê-los, que seja, é muito mais complexo do que parece.
o número de mortos no acidente do 3054 [que eu costumava pegar de porto alegre a são paulo, quando estou por lá] pode passar de 200, depois de computados os mortos em terra. muita coisa vai ser discutida e -talvez- feita por causa do acidente. mas quer ver uma tragédia do mesmo tamanho, ou maior, porque cotidiana, que já parece "entendida", e que sofre o mesmo tipo de apagão da ação governamental? a cada mês, só em pernambuco [população: cerca de 8 milhões], mata-se mais gente do que no acidente do 3054 [entre 01/05 e ontem, foram mortas 877 pessoas]. só em junho foram 361 assassinatos. em média, 12 por dia.
como chegamos neste ponto, tanto na violência genérica quanto na específica, que derruba aviões? acho que fomos "deixando pra lá". nas ruas, era, no começo, os pobres se matando "e ninguém tinha nada a ver com isso". da mesma forma, a violência aérea matava nos garimpos do amazonas e, de novo, "ninguém tinha nada a ver com isso". acaba que tudo chegou às nossas portas e vidas e vôos e passeios de automóvel e à pé, no parque. o apagão brasileiro não é aéreo, apenas. é geral, genérico, pode matar qualquer um, qualquer dia, no aeroporto, no posto de gasolina, hospital, escola e estrada. mais do que em qualquer outro lugar, pra morrer, aqui, basta estar vivo.
e não vamos resolver isso com o tal presidencialismo de animação [que já começa a procurar culpados fora do governo…] muito pelo contrário, precisamos de muita ação, capacidade de decisão e de pessoas competentes e responsáveis onde elas são necessárias. este não é um país de idiotas. temos muita gente boa em todo canto e faceta da sociedade. mas precisamos, de uma vez, levar o brasil muito mais a sério do que estamos levando. ou então, de vez, botar marta "relaxa e goza" e guido "preço do sucesso" à frente das investigações do acidente do 3054. e depois, destacá-los para tratar para resolver o imenso, dantesco, problema da criminalidade no brasil. e deixar pra lá de vez, também, o futuro da nação.
acorda, brasil!

July 18th, 2007 at 3:17 pm
Silvio,
Uma opinião minha…
Falei sobre assuntos desses com umas pessoas fora do país. Principalmente sobre o aumento da violencia, que me pre-ocupa muito. Também sobre como alguns políticos com reputações questionaveis conseguem ser re-eleito de novo.
Chegamos a conclusão que, o que falta no Brasil, não é inteligência ou “querer”, mas “accountability” (não sei a tradução para o conceito “accountability” em português). MAIS importante ainda, a camada com mais poder deve ser “accountable” para o grupo que eles servem, e por isso tem que existir uma organização que monitora o uso desse poder.
Cadê os “watchdog organizations” no Brasil? Organizações 100% independentes que não só alertam a imprensa, mas também tem o poder de derrubar pessoas até gerências em total, chamar empresas ou instituições em frente da justiça ou ministro publico, para caçar aqueles sujeitos que agem fora das normas da sociedade, civilazão (e cultura)? Além o resultado melhor disso, a imprensa em geral pode ter acesso aos resultados das investigações feitas e vai relatar sobre fatos em vez de especulações. Isso gera transparência no país também, que exige mais responsabilidade.
Eu acho uma desgraça quando um ministro diga “relaxe e goza” quando os aeroportos são uma zona. A resposta deveria ser: “Estamos trabalhando muito para analisar e resolver o problema. Infelizmente toma tempo, mas o problema fica muito claro e já estamos preparando uma proposta para governo para segurar verba…. e tal…”. Só para mostrar o compromisso com o trabalho, vamos dizer…
O ministro não tem interesse nenhum para resolver o problema, acha que os viajantes estão só reclamando demais, não precisa trabalhar tanto ou se preocupar, por que o “lugar” não está em nenhum perigo. Não precisa mostrar responsabilidade ( accountability ), por que não vai ter ninguém para chamar em frente de uma commissão ou organização para explicar a falta da ação, ou eficiencia das ações…
G>
July 18th, 2007 at 6:13 pm
A “solução” do (des)governo brasileiro para esses e todos os demais problemas brasileiros é subornar a maior parte da população (sem escolaridade e sem consciência política) com bolsa-família.
Lastimável.
July 18th, 2007 at 7:06 pm
certamente, o faltante e’ resposta… mas antes de perguntar e’ preciso criar contexto e estruturada interface [sociedade/estado] para possibilitar resposta.
“”"Cadê os “watchdog organizations” no Brasil? Organizações 100% independentes que não só alertam a imprensa, mas também tem o poder de derrubar pessoas até gerências em total, (…)”"”
estao por ai. e na verdade existem varios: dos criticos de midia, academicos, e “bloggeiros”, em suas varias camadas de facete opinativo, aqueles estilo “organizacao independente” mesmo (exemplo: www.transparencia.org.br).
“”"A resposta deveria ser: “Estamos trabalhando muito para analisar e resolver o problema. Infelizmente toma tempo, mas o problema fica muito claro e já estamos preparando uma proposta para governo para segurar verba…. e tal…”. Só para mostrar o compromisso com o trabalho, vamos dizer…”"”
e’ exatamente isso que silvio, via lucia hipolito, aponta como “presidencialismo de animacao”.
a resposta DEVERIA mesmo e’ ir ALEM da INTERPRETACAO de palco publico.
“”"O ministro não tem interesse nenhum para resolver o problema, acha que os viajantes estão só reclamando demais, não precisa trabalhar tanto ou se preocupar, por que o “lugar” não está em nenhum perigo. Não precisa mostrar responsabilidade ( accountability ), por que não vai ter ninguém para chamar em frente de uma commissão ou organização para explicar a falta da ação, ou eficiencia das ações…”"”
obvio. e entao?
como diz um amigo: “o problema do Estado Nacional brasileiro esta’ na idade dele. nao tem vinte anos que vivemos sob a constituicao atual.”
exigir “accountability” desta forma, bem como a resposta de nosso estado, nao transcende o ideologico.
meta-consciencia: estamos fadadados a sofrer em nossa lentissima “revolucao”. [clamar… reclamar?]
o brasil agora vive nova enfermidade: a histeria.
emocao, ignorando carater estetico, so’ serve como combustivel de re-acao.
[re,…]-clamacao popular (como esta, e aquela que vemos todo dia na tv.) DEVERIA ser substituida por discussoes pragmaticas, focadas naquilo que uns e outros PODEM FAZER, e o abuso do choramingo DEVERIA dar espaco a “todo-lists” individuais e/ou comunitarias.
o que voce FEZ hoje?, DEVERIA-se perguntar.
cansado disso e daquilo outro, estou eu de tanto “blabbering” — “acorda, brasil!”.
–tiago
July 18th, 2007 at 7:17 pm
[nota]
ganhei um “basset hound” (aquele cachorro orelhudo e fofo) ha uns dois pra tres meses.
desde entao, ele insiste em fazer xixi onde nao deve.
eu grito, esperneio, xingo… mas ele insiste. [precisam ver sua cara de santo!]
–t
July 18th, 2007 at 7:27 pm
Macaco gosta de banana e já fica completamente satisfeito ganhando uma.
O povo brasileiro se satisfaz com o bolsa familia e PONTO.
O Brasil tem o nível de repetência escolar mais elevado que o do Camboja - haja incopetência governamental!
Com certeza, e o pior de tudo, teremos Lula reeleito. O povo brasileiro que decide quem fica no poder está “cego” de pobreza, de insensibilidade, de pouca educação: moral, ética, social e cultural
…BOM melhor para a corrupção e para o PODER: INFELIZMENTE!!!
Temos que fazer alguma coisa, não tapar os olhos. O que acontece com os outros pode e vai acontecer um dia conosco, se não agirmos.
É triste pensar que o FUTURO de nossos filhos exista somente fora do NOSSO PAÍS. Temos que mudar esta visão e este NOSSO PAÍS.
July 19th, 2007 at 12:04 am
Meira,
Como vemos, mais um voo, mais mortes… a mulher de um dos passageiros pedindo atencao do governo, responsabilidade… chegou num momento que nao, gorverno mais nao, e sim o POVO. Ir pra cima, ir no planalto, ir no estado, onde tiver de ir, mas ir, e fazer barulho, encarar olho a olho um governante diretamente relacionado com isso tudo e ver o que ele tem de falar.
O povo tem que ir, pra cima, desses inconsequentes que coordenam este pais, vergonha. Como ouvi hoje, pena que só um politico estava la, quem sabe o planalto inteiro devia estar neste voo. Sem misturar politica, mas do jeito que esta, nao da.
Acordar e pedir reacao, eh do povo, politicos ja eram… guerra civil?! nao… mas quem esta la, tem que se responsabilizar, e assumir, e nao correr, relaxar e gozar, reclamar que só ganha tanto como ministro… tem que estar no governo por ALMA, ESPIRITO, VONTADE! coisa que nao temos, temos um governo de fantoches, de culpados, de boia, de gozadas, e quem tem a culpa na realidade? nenhum dali, somos nós, que temos que ir pra cima, antes que um conflito interno de maiores proporcoes apareca!
July 19th, 2007 at 12:06 am
Anyway… o presidente Lula foi vaiado por 73 mil pessoas no maracanã por 6 vezes! Já é um leve sinal de mudança. Não osbtante as teorias de “orquestração” que os bajuladores do presidente inventam para minimizar o ato.
July 19th, 2007 at 7:45 am
Falta de planejamento também mata*
“A falta de planejamento estratégico também mata.
Mata o desenvolvimento e mata gente, muita gente” Bruno Bezerra
Durante os primeiros dias dos Jogos Pan-Americanos na cidade do Rio de Janeiro, além das competições, apenas três assuntos renderam muitos comentários Brasil afora. O primeiro deles, a vaia endereçada ao presidente Lula, durante a cerimônia de abertura do Pan no maracanã. O outro, a saborosa vitória do Brasil sobre a Argentina na final da Copa América. E por fim, a grande (e anunciada) tragédia aérea em Congonhas com o avião da TAM.
A vaia antologia no Pan me fez lembrar uma outra vaia. Uma vaia de oito minutos seguidos, falo da vaia endereçada ao então governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos(PMDB), na solenidade de lançamento da pedra fundamental da refinaria General Abreu e Lima(16/12/2005), em Ipojuca-PE. Jarbas estava ao lado dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez.
Assim como a vaia na refinaria pernambucana em 2005 (do PSB e PT para PMDB), a vaia do Pan no Rio de Janeiro em 2007 (do DEM/PFL para PT), também era enlatada. Porém, o que mais me chamou a atenção nesses dois episódios constrangedores foi o uso de uma ferramenta por demais desprezada nos diversos setores da administração pública brasileira, seja ela na esfera municipal, estadual ou federal. O planejamento.
Não quero aqui entrar no mérito do merecimento ou não das vaias, nem do governador Jarbas, tampouco do presidente Lula. Seria uma atitude improdutiva demais pro meu gosto. Quero sim, chamar a atenção para pontos em comum dos estados de Pernambuco e do Rio de Janeiro, e entrelaça-los com o caos do setor aéreo brasileiro.
Pernambuco e Rio de Janeiro são dois dos estados mais violentos do Brasil. São estados onde a violência impera, amedrontando a população, fazendo reféns, torturando, ferindo e matando. Matando muito. São estados em que a violência marginal atinge proporções absurdas, em função do descaso e da falta de planejamento estratégico nas ações de combate e prevenção. E só para relembrar, são estados onde alguns políticos planejam vaias para outros políticos.
Combater a violência nesses dois estados requer cada dia mais trabalho de inteligência, e não se trabalha com inteligência sem planejamento. A ausência de planejamento estratégico em setores como o da segurança pública nos estados de Pernambuco e Rio de Janeiro tem custado milhares de vidas. Tem sido assim também com o setor aéreo brasileiro.
Enquanto isso, políticos desperdiçam tempo (tempo pago com o dinheiro do contribuinte) para montar suas claques e planejar vaias. Planejam minuciosamente obscuros conchavos políticos para eleições futuras. Ao passo que, por falta de planejamento, crianças são mortas, e uma delas é arrastada pelas ruas do Rio; enquanto isso, um avião com 154 ocupantes cai no meio da selva no coração do Brasil; enquanto isso, pessoas são assaltadas e executadas à luz do dia nos sinais de trânsito no Recife; e enquanto isso, o tráfico de drogas domina o Rio; enquanto isso, aeroportos no país são reformados para parecer shopping centers, desprezando o quesito segurança; enquanto isso, Pernambuco bate recorde de homicídios; e enquanto isso, um ministro diz que não existe caos aéreo no Brasil e uma ministra aconselha os passageiros a relaxar e gozar. E enquanto tudo isso acontece, mais um avião cai, no maior acidente aéreo da aviação brasileira, dilacerando várias famílias, dessa vez, no coração da maior cidade brasileira.
A falta de planejamento estratégico também mata. Mata o desenvolvimento e mata gente, muita gente. Tem sido a falta de planejamento estratégico, o alicerce das milhares de mortes da violência marginal e do caos aéreo brasileiro. É revoltante a atual situação. É desmando, descaso, omissão, impunidade e insegurança no céu e na terra. Do Governo Federal, fica a impressão de que a única preocupação é: o caos aéreo vai ou não atingir a popularidade do presidente? E tem gente que diz: está tudo bem, pois quem recebe bolsa-família não anda de avião!
Até parece que a nossa classe política quer deixar o grande Brasil cada dia mais parecido com a pequena Sucupira, de O Bem-Amado, cidade criada pelo dramaturgo Dias Gomes, administrada pelo prefeito Odorico Paraguaçu, um político corrupto e ardiloso que se utiliza de artimanhas para conseguir tudo o que deseja. Quando não consegue, manobra a situação de forma que ele sempre se saia bem.
Para melhor entender a situação, de tudo, tiro três singelas lições: LER Dias Gomes é preciso, PLANEJAR é sempre preciso, e vaiar apenas… É desperdício!
*artigo publicado no blog Atitude Empreendedora Æ (www.brunobezerra.blogspot.com) e no blog da Folha.
Forte abraço Silvio.
July 19th, 2007 at 9:24 am
É Silvio, infelizmente nós vivemos num país onde reclamações surgem aos montes mas, em seguida, ficamos sujeitos à passividade. É um problema cultural mesmo que precisamos mudar.
O grande problema, em minha opinião, é que a grande massa é muito mais passiva ainda. As pessoas esquecem seus princípios e valores rapidamente quando recebem alguma coisa em troca. Imagine um cidadão que sofre durante 4 anos mas em épocas de colheita de votos, esse cidadão esquece os 4 anos de miséria e vende seu voto por qualquer coisa. O pior de tudo é a forma como nossos ‘políticos’ nos tratam (vide relaxa e goze), ainda mais, o fim dessas tragédias agente já sabe qual é o fim, é muito mais fácil por a culpa em quem já n pode mais se defender, é muito mais simples. E o desrespeito conosco continua. A tarifa de telefone fixo passou a ser por minutos porém, a partir da próxima semana as assinaturas ficarão mais caras. Pagamos caro por um serviço que nos oferece pouquíssima qualidade.
Precisamos repensar, fortemente, nosso país porque coisas tão significantes como o caso do acidente da tam estão sendo tratadas como coisas muito simples e sem a atenção esperada. Precisamos repensar sim, mas também temos que juntar forças para isso e não aceitarmos esse tipo de coisa por mais tempo.
July 19th, 2007 at 12:45 pm
Cada povo tem o governo que merece. Eh impressionante, todo dia tem uma desgraca no Brasil. Eh acidente aereo, eh denuncia de corrupcao, eh invasao de favela, violencia, pobreza, etc, etc, etc. Todo mundo tem o rabo preso e tudo acaba em pizza. Eh por isso que nao tenho vontade de voltar. Perfiro Londres. Abraco, Silvio.
July 19th, 2007 at 1:01 pm
Hoje cedo os comentaristas de GloboNews estavam se perguntando a razão pela qual o presidente ainda não se pronunciou sobre o acidente, enviado tão somente aquela nota insignificante pelo porta-voz.
No mínimo está com medo de levar uma outra vaia, e desta vez do Brasil inteiro.
Todos os políticos brasileiros deveriam receber uma vaia durante esta semana. Aliás, o episódio é tão significativo justamente por tocar naquilo que os políticos brasileiro têm de sobra: um baita de um “Ego”!
Já perdi a conta de quantas vezes eu escutei da boca do Sr. Lula que “pela primeira vez na história desse país…”, ao falar dos grandes(?) feitos de seu governo. É Ego que não acaba mais.
É justamente por isso que não temos planejamento nesta república das bananas, porque os macacos que colocamos no poder só querem governar o país com o ego e não com responsabilidade e compromisso.
Tomara que o Bin Laden logo descubra que lá em Brasília nós temos duas torres que merecem ser bombardeadas já!
July 19th, 2007 at 4:51 pm
This issue is obviously getting some international press coverage:
http://www.freakonomics.com/blog/2007/07/19/flying-to-brazil/
E também um argumento absurdo do Infraero, tomando em conta que dois aviões estavam com problemas na segunda feira, dia anterior, e a avião no dia seguinte. 3 incidentos em dois dias… E o raciocinio dele é assim?
http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/6907053.stm
“But Jose Carlos Pereira, the head of the nation’s airport authority Infraero, told AP that closing the airport - one of Brazil’s busiest - was unjustified. “
“It’s not a matter of shutting down the airport or opening indiscriminately. We have operated thousands of times under heavy rain and nothing has happened,” Mr Pereira said.