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	<title>Comments on: blade runner: para[normal]</title>
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	<description>informaticidade, mais hora, menos hora</description>
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		<title>By: Andre Mendonca</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/07/15/blade-runner-paranormal/comment-page-1/#comment-16802</link>
		<dc:creator>Andre Mendonca</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 20:26:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.meira.com/2007/07/15/blade-runner-paranormal/#comment-16802</guid>
		<description>Verdade, Silvio. O dificil sera definir o limite entre o que eh normal e o que nao eh. Um coracao artificial the bombeia sangue mais eficientemente seria permitido, por exemplo?

Pensando a respeito do assunto, me lembrei de um trecho do livro &quot;The Age of Spiritual Machines&quot;, Ray Kurzweil, 1999:


Our DNA-based cells depend on protein synthesis, and while protein is a marvelously diverse substance, it suffers from severe limitations. Hans Moravec, one of the first serious thinkers to realize the potential of twenty-first-century machines, points out that &quot;protein is not an ideal material. It is stable only in a narrow temperature and pressure range, is very sensitive to radiation, and rules out many construction techniques and components...A genetically engineered superhuman would be just a second-rate kind of robot, designed under the handicap that its construction can only be DNA-guided protein synthesis. Only in the eyes of human chauvinists would it have an advantage&quot;.

One of evolution&#039;s ideas that is worth keeping, however, is building our bodies from cells. This approach would retain many of our bodies&#039; beneficial qualities: redundancy, which provides a high degree of reliability; the ability to regenerate and repair itself; and softness and warmth. But just as we will eventually relinquish the extremely slow speed of our neurons, we will ultimately be forced to abandon the other restrictions of our protein-based chemistry. To reinvent our cells, we look to one of the twenty-first century&#039;s primary technologies: nanotechnology.


and the book goes on...

O assunto eh extremamente interessante e da muito o que falar. Como ex-atleta, minha tendencia eh ser contra qualquer tipo de ajuda artificial (ja pensou um judoca com dois bracos bionicos?). Mas este eh um caminho talvez sem volta.

Abraco de Londres,
Andre Mendonca</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Verdade, Silvio. O dificil sera definir o limite entre o que eh normal e o que nao eh. Um coracao artificial the bombeia sangue mais eficientemente seria permitido, por exemplo?</p>
<p>Pensando a respeito do assunto, me lembrei de um trecho do livro &#8220;The Age of Spiritual Machines&#8221;, Ray Kurzweil, 1999:</p>
<p>Our DNA-based cells depend on protein synthesis, and while protein is a marvelously diverse substance, it suffers from severe limitations. Hans Moravec, one of the first serious thinkers to realize the potential of twenty-first-century machines, points out that &#8220;protein is not an ideal material. It is stable only in a narrow temperature and pressure range, is very sensitive to radiation, and rules out many construction techniques and components&#8230;A genetically engineered superhuman would be just a second-rate kind of robot, designed under the handicap that its construction can only be DNA-guided protein synthesis. Only in the eyes of human chauvinists would it have an advantage&#8221;.</p>
<p>One of evolution&#8217;s ideas that is worth keeping, however, is building our bodies from cells. This approach would retain many of our bodies&#8217; beneficial qualities: redundancy, which provides a high degree of reliability; the ability to regenerate and repair itself; and softness and warmth. But just as we will eventually relinquish the extremely slow speed of our neurons, we will ultimately be forced to abandon the other restrictions of our protein-based chemistry. To reinvent our cells, we look to one of the twenty-first century&#8217;s primary technologies: nanotechnology.</p>
<p>and the book goes on&#8230;</p>
<p>O assunto eh extremamente interessante e da muito o que falar. Como ex-atleta, minha tendencia eh ser contra qualquer tipo de ajuda artificial (ja pensou um judoca com dois bracos bionicos?). Mas este eh um caminho talvez sem volta.</p>
<p>Abraco de Londres,<br />
Andre Mendonca</p>
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		<title>By: silvio m.</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/07/15/blade-runner-paranormal/comment-page-1/#comment-16695</link>
		<dc:creator>silvio m.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 12:12:41 +0000</pubDate>
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		<description>igor, andre, este e o debate mesmo. andre, tambem corri 400m quando estava na graduacao. e pau. a ideia por tras deste meu texto e um outro, bem anterior, neste blog, onde eu dizia que corpos sao plataformas programaveis em todos os sentidos. pistorius e UM dos exemplos. a confusao aumenta, no longo prazo, quando os atletas turbinados estiverem comecando a passar os atletas nao modificados. ainda vamos ver muito disso. e eu acho que simplesmente separar quem tem protese de quem nao tem nao vai resolver nada. o que esta em discussao e a propria nocao de humano... e todas as suas implicacoes.

s</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>igor, andre, este e o debate mesmo. andre, tambem corri 400m quando estava na graduacao. e pau. a ideia por tras deste meu texto e um outro, bem anterior, neste blog, onde eu dizia que corpos sao plataformas programaveis em todos os sentidos. pistorius e UM dos exemplos. a confusao aumenta, no longo prazo, quando os atletas turbinados estiverem comecando a passar os atletas nao modificados. ainda vamos ver muito disso. e eu acho que simplesmente separar quem tem protese de quem nao tem nao vai resolver nada. o que esta em discussao e a propria nocao de humano&#8230; e todas as suas implicacoes.</p>
<p>s</p>
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		<title>By: Andre Mendonca</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/07/15/blade-runner-paranormal/comment-page-1/#comment-16687</link>
		<dc:creator>Andre Mendonca</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 11:32:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.meira.com/2007/07/15/blade-runner-paranormal/#comment-16687</guid>
		<description>Caro Silvio,

Acho que o buraco eh mais embaixo. Durante muitos anos pratiquei atletismo ai em Recife, fui varias vezes campeao Pernambucano, cheguei em segundo no Campeonato Brasileiro de Menores (ate 16 anos) e representei o estado em inumeras outras competicoes. Me aposentei quando entrei no curso de Ciencia da Computacao (no CIn).

Pessoalmente, acho que o atleta sul africano ao qual voce se refere eh um exemplo a ser seguido. O cara eh bom pra caramba! 400m rasos em 46 segundos *definitivamente* nao eh pra qualquer um.

Porem, em minha opiniao, a IAAF deve *sim* estudar o caso com cuidado e procurar saber que tipo de vantagem aquela perna mecanica traz para ele. Acho que o erro eh pensar o que aconteceria se eu, amanha, tivesse que correr com uma protese daquelas. Eh claro que eu nunca chegaria ao nivel que ele chegou. Mas o cara simplesmente nao sabe o que eh ter uma perna. Para ele, *aquilo* eh a perna dele. Ou seja, a desvantagem que ele tem, a principio, nao eh tao grande assim.

Por outro lado, e eu falo isto por experiencia propria, correr 400m rasos nao eh moleza. Na reta final parece que voce esta carregando um elefante nas costas. A perna queima e a cabeca doi. E uma perna artificial, nos ultimos 100 metros, podem sim trazer uma vantagem que eu nao posso ter. Em outras palavras, a batata da perna do cara nao cansa. E minhas caimbras no final das provas de 400m que corri sao provas que a famosa panturrilha nao esta ali de figurante.

Ha ainda a questao da resistencia do ar. Li que um estudo ja mostrou que a perna mecanica oferece menor resistencia do que, por exemplo, minha perna cabeluda.

http://www.usatoday.com/sports/olympics/2007-07-16-1373757997_x.htm

Ate onde eu sei, entretanto, a controversia foi criada porque nao ha um consenso a respeito das possiveis vantagens que a protese pode trazer.

Enfim, eu torco para que esta situacao se resolva. Eu vi a ultima corrida dele na televisao (passou ao vivo aqui onde eu moro) e na entrevista depois da prova ele me pareceu ser um cara &quot;com os pes no chao&quot; (no pun intended).

Porem, devemos ser justos com os outros atletas tambem.

Grande abraco,
Andre</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Silvio,</p>
<p>Acho que o buraco eh mais embaixo. Durante muitos anos pratiquei atletismo ai em Recife, fui varias vezes campeao Pernambucano, cheguei em segundo no Campeonato Brasileiro de Menores (ate 16 anos) e representei o estado em inumeras outras competicoes. Me aposentei quando entrei no curso de Ciencia da Computacao (no CIn).</p>
<p>Pessoalmente, acho que o atleta sul africano ao qual voce se refere eh um exemplo a ser seguido. O cara eh bom pra caramba! 400m rasos em 46 segundos *definitivamente* nao eh pra qualquer um.</p>
<p>Porem, em minha opiniao, a IAAF deve *sim* estudar o caso com cuidado e procurar saber que tipo de vantagem aquela perna mecanica traz para ele. Acho que o erro eh pensar o que aconteceria se eu, amanha, tivesse que correr com uma protese daquelas. Eh claro que eu nunca chegaria ao nivel que ele chegou. Mas o cara simplesmente nao sabe o que eh ter uma perna. Para ele, *aquilo* eh a perna dele. Ou seja, a desvantagem que ele tem, a principio, nao eh tao grande assim.</p>
<p>Por outro lado, e eu falo isto por experiencia propria, correr 400m rasos nao eh moleza. Na reta final parece que voce esta carregando um elefante nas costas. A perna queima e a cabeca doi. E uma perna artificial, nos ultimos 100 metros, podem sim trazer uma vantagem que eu nao posso ter. Em outras palavras, a batata da perna do cara nao cansa. E minhas caimbras no final das provas de 400m que corri sao provas que a famosa panturrilha nao esta ali de figurante.</p>
<p>Ha ainda a questao da resistencia do ar. Li que um estudo ja mostrou que a perna mecanica oferece menor resistencia do que, por exemplo, minha perna cabeluda.</p>
<p><a href="http://www.usatoday.com/sports/olympics/2007-07-16-1373757997_x.htm" rel="nofollow">http://www.usatoday.com/sports/olympics/2007-07-16-1373757997_x.htm</a></p>
<p>Ate onde eu sei, entretanto, a controversia foi criada porque nao ha um consenso a respeito das possiveis vantagens que a protese pode trazer.</p>
<p>Enfim, eu torco para que esta situacao se resolva. Eu vi a ultima corrida dele na televisao (passou ao vivo aqui onde eu moro) e na entrevista depois da prova ele me pareceu ser um cara &#8220;com os pes no chao&#8221; (no pun intended).</p>
<p>Porem, devemos ser justos com os outros atletas tambem.</p>
<p>Grande abraco,<br />
Andre</p>
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		<title>By: Igor Pucci</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/07/15/blade-runner-paranormal/comment-page-1/#comment-16265</link>
		<dc:creator>Igor Pucci</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jul 2007 07:18:09 +0000</pubDate>
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		<description>OlÃ¡ Silvio,

Comecei a me interessar por esta questÃ£o quando vi sua entrevista ao jornalista Juca Kfouri. Quando li este post fui correndo no youtube para ver este atleta e realmente Ã© algo impressionante.

Sobre a questÃ£o da possibilidade de desclassificaÃ§Ã£o do atleta, acredito que a IAAF precisa tomar alguma providÃªncia, no sentido de estabelecer padrÃµes e tipos de prÃ³teses que serÃ£o permitidas ou nÃ£o.

No salto em altura por exemplo, uma prÃ³tese em que o atleta poderia vir correndo pulando e adquirindo altura e ultrapasse tranquilamente o atual recorde mundial de 2,45m.

Esta prÃ³tese suposta acima nÃ£o difere em nada da prÃ³tese de Pistorius, ambas funcionam diferentemente de uma articulaÃ§Ã£o, de um orgÃ£o humano, se funciona melhor ou nÃ£o, nÃ£o sabemos ao certo e com o passar do tempo com certeza pessoas com prÃ³teses iguais a de Pistorius irÃ£o superar atletas &quot;normais&quot;.

Gostaria de saber qual sua opiniÃ£o a respeito, uma vez que neste post vocÃª Ã© totalmente a favor de Pistorius, vocÃª Ã© a favor da tecnologia sem barreiras em prÃ³teses no esporte?

Sei que o assunto que tratei acima principalmente no exemplo que citei Ã© muito superficial e que um assunto deste envolve muitos detalhes tÃ©cnicos e outras questÃµes. Mas acredito que seja vÃ¡lido para uma discussÃ£o de um leigo como eu no assunto :)

AbraÃ§os
Igor Pucci</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>OlÃ¡ Silvio,</p>
<p>Comecei a me interessar por esta questÃ£o quando vi sua entrevista ao jornalista Juca Kfouri. Quando li este post fui correndo no youtube para ver este atleta e realmente Ã© algo impressionante.</p>
<p>Sobre a questÃ£o da possibilidade de desclassificaÃ§Ã£o do atleta, acredito que a IAAF precisa tomar alguma providÃªncia, no sentido de estabelecer padrÃµes e tipos de prÃ³teses que serÃ£o permitidas ou nÃ£o.</p>
<p>No salto em altura por exemplo, uma prÃ³tese em que o atleta poderia vir correndo pulando e adquirindo altura e ultrapasse tranquilamente o atual recorde mundial de 2,45m.</p>
<p>Esta prÃ³tese suposta acima nÃ£o difere em nada da prÃ³tese de Pistorius, ambas funcionam diferentemente de uma articulaÃ§Ã£o, de um orgÃ£o humano, se funciona melhor ou nÃ£o, nÃ£o sabemos ao certo e com o passar do tempo com certeza pessoas com prÃ³teses iguais a de Pistorius irÃ£o superar atletas &#8220;normais&#8221;.</p>
<p>Gostaria de saber qual sua opiniÃ£o a respeito, uma vez que neste post vocÃª Ã© totalmente a favor de Pistorius, vocÃª Ã© a favor da tecnologia sem barreiras em prÃ³teses no esporte?</p>
<p>Sei que o assunto que tratei acima principalmente no exemplo que citei Ã© muito superficial e que um assunto deste envolve muitos detalhes tÃ©cnicos e outras questÃµes. Mas acredito que seja vÃ¡lido para uma discussÃ£o de um leigo como eu no assunto <img src='http://blog.meira.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>AbraÃ§os<br />
Igor Pucci</p>
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