jogos móveis: mercado cresce 50% em 2007

notícia de um relatório do gartner publicado ontem: As consumer awareness grows and publishers release more content, worldwide mobile gaming end-user revenue will grow from $2.9 billion in 2006 to $9.6 billion in 2011, according to Gartner, Inc. Worldwide mobile gaming revenue is on pace to total $4.3 billion in 2007, a 49.9 percent increase from 2006.

as diferenças regionais importam: quase a metade do mercado, em 2007, é na ásia-pacífico e japão, cerca de US$1.8B. conseqüentemente, é de lá que mais provavelmente virão as inovaçoes e é para lá que os produtores de jogos móveis, do mundo inteiro, terão que continuar olhando. outra novidade é que os operadores estão começando a colaborar, vitimados pela virtual parada no crescimento de suas bases de celulares: More operators have opened up their billing systems during the past couple of years, giving content providers the opportunity to sell products off-deck (selling directly to the consumer). While this process has been gradual, even traditionally reluctant operators are starting to participate and provide more off-deck content as they recognize the growing benefits.

resta ver quando tais mudanças de comportamento atingirão mercados periféricos como o brasil. a julgar pelos dados de evolução da base nacional de assinantes móveis, será em breve. o gráfico ao lado [da consultoria teleco] mostra claramente a desaceleração do crescimento dos telefones móveis no país, aliás uma das boas razões pelas quais os fabricantes de infra-estrutura e dispositivos querem que façamos a transição para terceira geração o mais rápido possível…

8 Responses to “jogos móveis: mercado cresce 50% em 2007”

  1. Pedrinho Says:

    Silvio,

    Não acredito muito nessas previsões. Robert Tercek deu uma palestra da GDC esse ano cobrindo 10 anos dos jogos mobile que fala um pouco sobre isso. Veja aqui e aqui.

  2. Silvio Meira Says:

    pedrinho, concordo com vc em nao acreditar DEMAIS em previsoes. no entanto, o gartner e bem mais conservador do que a OVUM, por exemplo. e sao, em parte, as previsoes e nossa crenca nelas que constreom o futuro. se nao se acreditasse que seria possivel vender jogos pra celulares, quem teria investido nisso?…

    dando uma mostra de que e impossivel fugir disso, o segundo conjunto de slides de terceck, em sua penultima pagina, tem UMA previsao… de grande porte:

    Today’s mobile content markets are Japan, South Korea, North
    America and Europe. But these markets are also saturated with
    console game machines and abundant substitutes for mobile
    games. Unsurprisingly, penetration hovers below 10% of the
    mobile population in the industrialized nations.
    China and India will be the growth engine for the next phase of
    mobile games. The reason is simple: household penetration of
    gaming consoles is insignificant in these countries. In the emerging
    markets, one’s first computer is likely to be a mobile phone.
    The next three years will see an additional billion new mobile
    subscribers.
    Those who can afford a PC and a PS3 and a mobile phone have
    already purchased them. The next wave of mobile subscribers will
    be those who cannot afford all three, or even two: they will choose
    the device that offers the most versatility and utility in addition to
    gaming capabilities. That device will be a mobile phone.
    Timeline: 5 years
    Likelihood: 90%

    e pegar ou largar.

  3. André Araújo Says:

    Silvio,

    Acho que esse é um excelente indicador, e acredito fielmente que nesses mercados a inserção no mundo digital vem via Celulares e Dispositivos Móveis. Isso com certeza pode ser um drive para um crescimento desse porte por um certo período de anos. Enquanto entendo o que Pedrinho falou, o cenário leva a uma curva interessante, mesmo que num patamar mais modesto em comparação com os cinquenta por cento.

    No entanto, a constatação de um mercado existente não significa que as oportunidades serão fáceis, muito pelo contrário. O merge de mobile gaming com a indústria gaming como um todo está em curso avançado. A cadeia de valor de mobile gaming está terminando de lidar com o corpo estranho do distribuidor “carrier”, e os players dominantes já são e serão mais ainda essencialmente os mesmos grandes que controlam o mercado de entretenimento como um todo – EA e afins.

    Com isso posto, aí a estratégia para aproveitar a tendência pode se desenhar: encaixar-se na cadeia de valor enquanto há tempo para depois ser “integrado” por um dos ‘majors’. Legal, mas ainda é muito superficial – aonde, exatamente? Produzindo, distribuindo, representando? Todas as anteriores? Onde agregar mais valor ao seu negócio e ganhar com isso?

  4. Samuel Grolli Says:

    O lulinha que o diga, triplicou sua fortuna em apenas 5 anos com uma empresa de jogos para celular.. e algo mais.

  5. Fernando Trinta Says:

    Eu não sei se as previsões vão se concretizar, mas ainda ainda vejo um mercado gigante pra se trabalhar… ainda mais quando como jogos que utilizem features como acelerometros de um IPHONE, dentre outras coisas… Mas Silvio, tu acha mesmo que uma transição para um rede 3G no Brasil acontece em menos de 4 anos?

  6. coelho Says:

    concordo,
    essa busca cada vez maior por formas engenhosas de produzir conteúdo inovador para dispositivos limitados também me parece uma tendência inevitável. Cabe a quem quiser – e puder – a busca por extrair as potencialidades dos celulares até o bagaço.

    ótimos links, pedrinho!

  7. Scylla Costa Says:

    O impressionante é como alguns publishers estão errando a mira achando que 3D + Licenca famosa vai servir para aumentar o mercado. Na verdade, vão brigar pelo mesmo usuário do console e PC que não vai preferir ficas duas ou três horas consecutivas na frente de uma telinha QVGA. Melhor passar este tempo na frente de um HDTV de 37″ com gráficos de última geracão.

    Ironicamente, quem apostar no CTOM (Center of the market) vai se dar bem porque o CTOM tende a virar um imenso oceano azul com a diminuicão do papel (desnecessário) das operadoras, aumento dos portais off-line e grande crescimento de uma gigantesca massa de jogadores casuais.

    Eu aposto em jogos com interacão social, gratuitos com receita baseada em micropagamentos (antes que alguém reclame que isto não funciona, a In-Fusio já fatura mais de 50% somente com este modelo de negócio na China), com temas bem aceitos pelo CTOM (licencas não são necessárias) e com jogabilidade simples, facilidade de aprendizado de poucos segundos e sessões curtas para você se divertir antes de descer na próxima parada de ônibus ou de metrô.

    Também é bom lembrar que muitas fusões ainda vão rolar para que os publishers possam acelerar o dominío de novas tecnologias, mercado e capacidade produtiva.

  8. Geber Ramalho Says:

    nao vou discutir os números… o que de mais importante a noticia tras é ma coisa que andamos (meantime e eu, em particular) dizendo por aí: temso de apostar na venda fora das operadoras. o basico é o seguinte: ainda não sabemos vender jogos moveis. é complicado, obscuro. por exemplo, ainda nao entemos nada do que está acontecendo na venda de outros conteudos (musica, filme, livros,…), etc. como bem discute Chris Anderson no seu livro “The long tail”(que recomendo fortemente, alias). a mudanca para venda off-portal vai permitir testar outros modelos de venda que certamente serao mais didaticos e mais efetivos.

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