open source: livros para o primeiro e segundo graus
a califórnia gasta, por ano, US$400M em livros para o chamado K-12 [jardim ao décimo segundo ano da escola]. e as reclamações sobre qualidade e disponibilidade dos livros continuam, ano após ano. acontece que uma galera resolveu tentar uma solução diferente: o California Open Source Textbook Project [COSTP], cuja promessa é, simplesmente…
COSTP will employ the advantages of open sourced content and innovative licensing tools to significantly reduce California’s K-12 textbook costs — eventually turning K-12 curriculum and textbook construction from a cost into a revenue generator for the State of California.
Three - amongst many — COSTP benefits will be 1) the complete elimination of the current $400M+ line item for California’s K-12 textbooks; 2) a significant increase in the range of content afforded to California’s K-12 textbooks; 3) a permanent end to California’s textbook shortages; and 4) creation of fully portable content holdings database that scales with classroom technologies as they are introduced.
It is important to note that COSTP’s mandate does not replace printed textbooks; it simply makes them less expensive to produce; and, in doing so creates many additional benefits, economies, and efficiencies that will fully leverage California’s activities in the K-12 textbook publishing domain.
faltou dizer que, quanto mais mais professores [e pais, talvez alunos!] se envolverem na iniciativa, mais gente estará participando do debate sobre o conteúdo, a qualidade e a forma de ensinar o texto, levando a níveis bem mais sofisticados de entendimento do material a ser tratado em sala. quem participa do processo de construção do texto, nem que seja como revisor, acaba tendo que estudar mais, a priori, e refletir sobre o que, ao final, terá que "ensinar" na escola. capaz de vir a ser mais uma vitória da baixa contra a ALTA cultura.
deveríamos considerar seriamente a adoção de processos como este no brasil, principalmente nas regiões onde as deficiências da infra-estrutura de ensino, especialmente no lado humano, são mais graves. envolver os professores no desenvolvimento do material didático, de forma aberta, pode ser uma das maneiras mais interessantes e eficazes de [re]educar docentes e instrutores em geral. afinal de contas, um dos principais papéis das comunidades abertas clássicas [de desenvolvimento de software] é educacional: elas preparam os mais jovens para um mercado altamente competitivo, onde o diploma não vale nada. em software, o código e a infra-estrutura do presente e do futuro, competência, demonstrada na prática, é o passaporte para o trabalho. outra "vitória" da baixa contra a tal alta cultura…
June 13th, 2007 at 9:50 pm
Olá, Meira,
Impossível não visitar seu blog depois de te ouvir no mediaon hoje. Gostei muito, do seminário e daqui. Até me animei a escrever mais no meu. Espero participar de mais coisas desse tipo, ainda mais se for com pessoas como você e o Pedro. Valeu!
Abraço,
Vlad
June 14th, 2007 at 12:32 pm
Silvio,
No texto você menciona a importância de ações como a californiana, em regiões do Brasil com deficiências da infra-estrutura de ensino, especialmente do lado humano. Grande parte do interior do nordeste brasileiro é extremamente carente no tocante a infra-estrutura de ensino. PERGUNTA: Como estruturas como as Universidades, o próprio CESAR, Porto Digital entre outras… podem contribuir para uma real evolução dessas estruturas interioranas (com incremento da inclusão digital sobretudo)?
Parabéns por abordar tema tão relevante.
Grande abraço,
Bruno Bezerra
Santa Cruz do Capibaribe - PE
www.brunobezerra.blogspot.com
June 17th, 2007 at 11:20 pm
bruno,
estruturas como o porto digital [OS criada para tratar da evolucao de um espaco de negocios no bairro do recife, tentando criar ali um AMBIENTE de performance, marca e reputacao de classe mundial] ja tem um trabalho IMENSO pra fazer em seu proprio, digamos, territorio e contexto. as dificuldades de um porto digital fazer o que faz, no brasil, e no nordeste do brasil, sao tantas que, se nao fosse pela doacao de muitas PESSOAS, que transformam o projeto tambem em seus objetivos pessoais, de longo prazo, e se doam a causa… ele nao existiria.
temos conversado sobre iniciativas como o PD e o c.e.s.a.r com muita gente do brasil inteiro, da america latina e da europa e asia. uma das coisas que concluimos, ate mesmo pela tentativa de comecar projetos semelhantes em outros espacos, aponta para a necessidade de existencia, e em um certo nivel, ELEVADO, de EMPREENDEDORISMO SOCIAL LOCAL, na forma de pessoas do lugar, determinadas a romper barreiras de todos os tipos que impedem o desenvolvimento do lugar numa ou noutra direcao.
sem isso, parece, nao rola. a nao ser nos lugares onde ha POLITICAS e PROJETOS de muito longo prazo no ESTADO [na instituicao, nao na organizacao]… na coreia, na inglaterra, franca, suecia, o governo resolve o problema, criando espaco pra iniciativa privada e instituicoes outras. em lugares como o brasil, a sociedade organizada precisa, literalmente, intervir e trazer o governo para dentro do problema. da uma olhada nas coisas que vc ja viu funcionar -toritama inclusive- e reflete sobre elas e este meu peqeuno comentario.
June 18th, 2007 at 12:32 am
Caro Silvio,
Quero agradecer a atenção dispensada ao questionamento. Era justamente esse depoimento que eu precisava para exemplificar o pensamento e a atitude empreendedora, como agentes transformadores de realidades do litoral ao sertão, estejam elas baseadas na atividade tecnológica, têxtil, turística, pecuária etc.
O CESAR, estrutura tecnológica de alma empreendedora. Assim como o pólo de confecções do agreste, estrutura têxtil de alma empreendedora. Dois exemplos do poder do pensamento e da atitude empreendedora. Poder que deve ser moldado para toda e qualquer realidade adversa, com necessidade de transformação. Até mesmo na busca de um incremento da base de informação e conhecimento de regiões periféricas.
Entendo o empreendedorismo como sendo a ciência do fazer acontecer, e o empreender como o pensamento e a atitude de fazer acontecer.
Mais uma vez grato pela atenção, e parabéns por ser esse grande pensador de atitude empreendedora que você é.
Grande abraço,
Bruno
www.brunobezerra.blogspot.com