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	<title>Comments on: adorno para idiotas&#8230;</title>
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	<description>informaticidade, mais hora, menos hora</description>
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		<title>By: Rodrigo</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/06/05/adorno-para-idiotas/comment-page-1/#comment-13655</link>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2007 02:39:31 +0000</pubDate>
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		<description>Acho que o problema Ã© o google. Ã‰ muito difÃ­cil usar o google.
Por exemplo, para encontrar as obras completas de Machado de Assis vocÃª tem que digitar numa caixa de texto Machado de Assis (e apertar enter...). 

Silvio, isto me faz pensar numa frase escrita no centro da Universidade de SÃ£o Paulo: &quot;No Universo da cultura, o centro estÃ¡ em toda parte&quot;... Pensando assim, todas as &quot;pÃ¡ginas&quot; sÃ£o centrÃ³ides. Cada pÃ¡gina uma resposta para uma pergunta. O que faz dos programas de busca os recursos mais valiosos do ciberespaÃ§o. O tamanho da internet polui! Ao mesmo tempo que as pÃ¡ginas sÃ£o respostas relevantes a algumas perguntas, elas sÃ£o irrelevantes para um conjunto incontÃ¡vel de outras (perguntas).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que o problema Ã© o google. Ã‰ muito difÃ­cil usar o google.<br />
Por exemplo, para encontrar as obras completas de Machado de Assis vocÃª tem que digitar numa caixa de texto Machado de Assis (e apertar enter&#8230;). </p>
<p>Silvio, isto me faz pensar numa frase escrita no centro da Universidade de SÃ£o Paulo: &#8220;No Universo da cultura, o centro estÃ¡ em toda parte&#8221;&#8230; Pensando assim, todas as &#8220;pÃ¡ginas&#8221; sÃ£o centrÃ³ides. Cada pÃ¡gina uma resposta para uma pergunta. O que faz dos programas de busca os recursos mais valiosos do ciberespaÃ§o. O tamanho da internet polui! Ao mesmo tempo que as pÃ¡ginas sÃ£o respostas relevantes a algumas perguntas, elas sÃ£o irrelevantes para um conjunto incontÃ¡vel de outras (perguntas).</p>
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		<title>By: Silvio Meira</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/06/05/adorno-para-idiotas/comment-page-1/#comment-13585</link>
		<dc:creator>Silvio Meira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 04:40:58 +0000</pubDate>
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		<description>rivalter, bem-vindo ao futuro. leia o texto de keen, releia o meu, releia o fim do meu. da mesma forma que gutenberg desorganizou antes [e criou editores e literatos, como voce] a internet desorganiza agora. a industria cultural esta para sempre mudada e, agora mesmo, esta sendo recriada. ha, a caminho, uma nova industria cultural... pode ser ate melhor do que a que havia antes. uma coisa e certa: nao sera igual, pois provavelmente mais igualitaria sera... tomara que voce faca parte dela. 

grato por se dar ao trabalho de ler gente de formacao duvidosa como o locutor que vos fala. como se ve, ouve e le, e a nova cultura, na rede, fazendo sua parte, atraindo atencao, sendo debatida. axe&#039;.

s</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>rivalter, bem-vindo ao futuro. leia o texto de keen, releia o meu, releia o fim do meu. da mesma forma que gutenberg desorganizou antes [e criou editores e literatos, como voce] a internet desorganiza agora. a industria cultural esta para sempre mudada e, agora mesmo, esta sendo recriada. ha, a caminho, uma nova industria cultural&#8230; pode ser ate melhor do que a que havia antes. uma coisa e certa: nao sera igual, pois provavelmente mais igualitaria sera&#8230; tomara que voce faca parte dela. </p>
<p>grato por se dar ao trabalho de ler gente de formacao duvidosa como o locutor que vos fala. como se ve, ouve e le, e a nova cultura, na rede, fazendo sua parte, atraindo atencao, sendo debatida. axe&#8217;.</p>
<p>s</p>
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		<title>By: Rivalter Pereira</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/06/05/adorno-para-idiotas/comment-page-1/#comment-13577</link>
		<dc:creator>Rivalter Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 00:55:57 +0000</pubDate>
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		<description>O VELHO EMBATE: ALTA CULTURA CONTRA CULTURA DE MASSAS




          Ã‰ realmente espantosa a facilidade com que certas pessoas chamam as outras de idiotas. PressupÃµe-se que, para fazÃª-lo com tanta desenvoltura, no texto denominado â€œAdorno para idiotasâ€, Silvio Meira acredita que nÃ£o Ã© idiota.
           Surpreende que um autor que em seu texto arvora-se a condiÃ§Ã£o de defensor da democracia e da diversidade, classifique de idiota um autor que pense de uma maneira diferente da sua.
          Percebe-se qual a democracia e a diversidade que Silvio Meira: Ã© o direito de pessoas de baixa cultura, cujo o Ãºnico referencial intelectual Ã© a subcultura  pop, a difundir, suas superficialidades na internet. Realmente Silvio Meira, a internet nÃ£o estÃ¡ acabando com a nossa cultura, estÃ¡ apenas sedimentando a vitÃ³ria da trivialidade, do infantilismo mental, que sempre caracterizaram a cultura de massas. Afinal, o que Ã© a internet senÃ£o um subproduto da cultura de massas, do pop, do subdesenvolvimento intelectual? As pessoas que comumente a utilizam, realmente tÃªm o que dizer: mas apenas no plano do entretenimento. NÃ£o num patamar mais elevado da alta cultura.
          SÃ­lvio Meira usa a palavra educaÃ§Ã£o quando na verdade as pessoas nÃ£o se educam com a internet. Elas apenas reforÃ§am as suas prÃ³prias superficialidades, com troca de informaÃ§Ãµes sobre o universo da cultura de massas: filmes, livros, mÃºsica, escolaridade, trabalho, todos de quinta categoria. Paulo Francis jÃ¡ dizia: â€œCultura nÃ£o Ã© acÃºmulo de conhecimento, mas assimilaÃ§Ã£o orgÃ¢nica de conhecimento.â€ Quantos dentre os milhares de internautas vivem este clÃ¡ssico e profundo processo? Creio que muito poucos. A maioria aprende qualquer coisa, de qualquer jeito, por um tempo muito rÃ¡pido. Uma vez mais, cultura de massas: a rapidez do vÃ­deo-clip, rapidez dos que sÃ£o incapazes de ler com atenÃ§Ã£o e paciÃªncia um texto qualificado.
          O fato concreto Ã© que os jovens internautas nÃ£o conhecem cultura de verdade, porque a experiÃªncia da cultura elevada exige tempo e eles nÃ£o tÃªm tempo para isso. Como ler a BÃ­blia, Shakespeare, Cervantes, Joyce ou Pynchon se esses meninos e meninas que SÃ­lvio Meira defende ( por mero interesse econÃ´mico, pois SÃ­lvio Meira vive do lucro de sua empresa de informÃ¡tica ), estÃ£o ocupados em ler Henry Potter, ouvir Eminem e assistir â€œO homem aranha 3â€ ?
           AliÃ¡s, Ã© este tipo de â€œcriaÃ§Ã£o culturalâ€ que SÃ­lvio denomina de â€œum mundo muito mais diverso, sofisticado e complexoâ€. A cultura da internet nÃ£o tem sofisticaÃ§Ã£o nem complexidade alguma. Ã‰ apenas diversa. Diversa porÃ©m inculta, sem alcance intelectual e espiritual de qualidade. Por mais que os teÃ³ricos do pop queiram forÃ§ar a barra, nÃ£o adianta, Andy Warhol nÃ£o Ã© igual a Picasso, U2 nÃ£o Ã© igual a Vivaldi, â€œPiratas do Caribeâ€ nÃ£o Ã© igual a um filme de Tarkovsky. Internet Ã© a prÃ©-histÃ³ria disfarÃ§ada de futurismo. Ou, por outra, Ã© o presente e o futuro da baixa cultura de massas e seus pobres defensores como SÃ­lvio Meira.
             Quem vive a realidade desse universo nÃ£o pode compreender que o material de que Ã© composto e se forja um Mozart, um Michelangelo ou um Shakespeare, Ã© infinitamente mais complexo, rico e verdadeiramente profundo do que o material â€œculturalâ€ difundido pelos internautas.
              AtÃ© que SÃ­lvio Meira nÃ£o Ã© dos piores no domÃ­nio das palavras. Mas ainda Ã© fraco. E jÃ¡ que ele atreveu-se a indicar adorno para idiotas como eu, indico Gilberto Freire, para que aprenda a desenvolver com elegÃ¢ncia seus textos.
              Outra coisa: SÃ­lvio Meira critica os editores, elogiando a internet por publicar todo mundo democraticamente. Me recuso a defender uma democracia que promove o baixo nÃ­vel cultural. Prefiro o elitismo dos editores que selecionam textos. Afinal, Ã© por causa do rigor de suas escolhas que a mais importante revista do paÃ­s, a Veja, publica os textos belÃ­ssimos e cultos de Roberto Pompeu de Toledo. Na democracia da internet temos que ler textos menores como o de SÃ­lvio Meira.
               Ã‰ preciso repetir para esses internautas, a observaÃ§Ã£o do maior crÃ­tico literÃ¡rio americano, Harold Bloom: conhecimento Ã© encontrÃ¡vel em todo canto. Entretanto a sabedoria, sÃ³ Ã© localizÃ¡vel nos grandes livros. O livro Ã© avanÃ§adÃ­ssimo, Ã© nele que reside a vanguarda do pensamento universal significativamente vÃ¡lido. Nada mais retrÃ³grado do que a internet, em que recuamos ao barbarismo do diÃ¡logo e troca de informaÃ§Ãµes, entre pessoas de formaÃ§Ã£o duvidosa. 
           
Rivalter Pereira, 32 anos, Ã© ficcionista e ensaÃ­sta, tendo 5 premiaÃ§Ãµes literÃ¡rias, dentro e fora de Pernambuco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O VELHO EMBATE: ALTA CULTURA CONTRA CULTURA DE MASSAS</p>
<p>          Ã‰ realmente espantosa a facilidade com que certas pessoas chamam as outras de idiotas. PressupÃµe-se que, para fazÃª-lo com tanta desenvoltura, no texto denominado â€œAdorno para idiotasâ€, Silvio Meira acredita que nÃ£o Ã© idiota.<br />
           Surpreende que um autor que em seu texto arvora-se a condiÃ§Ã£o de defensor da democracia e da diversidade, classifique de idiota um autor que pense de uma maneira diferente da sua.<br />
          Percebe-se qual a democracia e a diversidade que Silvio Meira: Ã© o direito de pessoas de baixa cultura, cujo o Ãºnico referencial intelectual Ã© a subcultura  pop, a difundir, suas superficialidades na internet. Realmente Silvio Meira, a internet nÃ£o estÃ¡ acabando com a nossa cultura, estÃ¡ apenas sedimentando a vitÃ³ria da trivialidade, do infantilismo mental, que sempre caracterizaram a cultura de massas. Afinal, o que Ã© a internet senÃ£o um subproduto da cultura de massas, do pop, do subdesenvolvimento intelectual? As pessoas que comumente a utilizam, realmente tÃªm o que dizer: mas apenas no plano do entretenimento. NÃ£o num patamar mais elevado da alta cultura.<br />
          SÃ­lvio Meira usa a palavra educaÃ§Ã£o quando na verdade as pessoas nÃ£o se educam com a internet. Elas apenas reforÃ§am as suas prÃ³prias superficialidades, com troca de informaÃ§Ãµes sobre o universo da cultura de massas: filmes, livros, mÃºsica, escolaridade, trabalho, todos de quinta categoria. Paulo Francis jÃ¡ dizia: â€œCultura nÃ£o Ã© acÃºmulo de conhecimento, mas assimilaÃ§Ã£o orgÃ¢nica de conhecimento.â€ Quantos dentre os milhares de internautas vivem este clÃ¡ssico e profundo processo? Creio que muito poucos. A maioria aprende qualquer coisa, de qualquer jeito, por um tempo muito rÃ¡pido. Uma vez mais, cultura de massas: a rapidez do vÃ­deo-clip, rapidez dos que sÃ£o incapazes de ler com atenÃ§Ã£o e paciÃªncia um texto qualificado.<br />
          O fato concreto Ã© que os jovens internautas nÃ£o conhecem cultura de verdade, porque a experiÃªncia da cultura elevada exige tempo e eles nÃ£o tÃªm tempo para isso. Como ler a BÃ­blia, Shakespeare, Cervantes, Joyce ou Pynchon se esses meninos e meninas que SÃ­lvio Meira defende ( por mero interesse econÃ´mico, pois SÃ­lvio Meira vive do lucro de sua empresa de informÃ¡tica ), estÃ£o ocupados em ler Henry Potter, ouvir Eminem e assistir â€œO homem aranha 3â€ ?<br />
           AliÃ¡s, Ã© este tipo de â€œcriaÃ§Ã£o culturalâ€ que SÃ­lvio denomina de â€œum mundo muito mais diverso, sofisticado e complexoâ€. A cultura da internet nÃ£o tem sofisticaÃ§Ã£o nem complexidade alguma. Ã‰ apenas diversa. Diversa porÃ©m inculta, sem alcance intelectual e espiritual de qualidade. Por mais que os teÃ³ricos do pop queiram forÃ§ar a barra, nÃ£o adianta, Andy Warhol nÃ£o Ã© igual a Picasso, U2 nÃ£o Ã© igual a Vivaldi, â€œPiratas do Caribeâ€ nÃ£o Ã© igual a um filme de Tarkovsky. Internet Ã© a prÃ©-histÃ³ria disfarÃ§ada de futurismo. Ou, por outra, Ã© o presente e o futuro da baixa cultura de massas e seus pobres defensores como SÃ­lvio Meira.<br />
             Quem vive a realidade desse universo nÃ£o pode compreender que o material de que Ã© composto e se forja um Mozart, um Michelangelo ou um Shakespeare, Ã© infinitamente mais complexo, rico e verdadeiramente profundo do que o material â€œculturalâ€ difundido pelos internautas.<br />
              AtÃ© que SÃ­lvio Meira nÃ£o Ã© dos piores no domÃ­nio das palavras. Mas ainda Ã© fraco. E jÃ¡ que ele atreveu-se a indicar adorno para idiotas como eu, indico Gilberto Freire, para que aprenda a desenvolver com elegÃ¢ncia seus textos.<br />
              Outra coisa: SÃ­lvio Meira critica os editores, elogiando a internet por publicar todo mundo democraticamente. Me recuso a defender uma democracia que promove o baixo nÃ­vel cultural. Prefiro o elitismo dos editores que selecionam textos. Afinal, Ã© por causa do rigor de suas escolhas que a mais importante revista do paÃ­s, a Veja, publica os textos belÃ­ssimos e cultos de Roberto Pompeu de Toledo. Na democracia da internet temos que ler textos menores como o de SÃ­lvio Meira.<br />
               Ã‰ preciso repetir para esses internautas, a observaÃ§Ã£o do maior crÃ­tico literÃ¡rio americano, Harold Bloom: conhecimento Ã© encontrÃ¡vel em todo canto. Entretanto a sabedoria, sÃ³ Ã© localizÃ¡vel nos grandes livros. O livro Ã© avanÃ§adÃ­ssimo, Ã© nele que reside a vanguarda do pensamento universal significativamente vÃ¡lido. Nada mais retrÃ³grado do que a internet, em que recuamos ao barbarismo do diÃ¡logo e troca de informaÃ§Ãµes, entre pessoas de formaÃ§Ã£o duvidosa. </p>
<p>Rivalter Pereira, 32 anos, Ã© ficcionista e ensaÃ­sta, tendo 5 premiaÃ§Ãµes literÃ¡rias, dentro e fora de Pernambuco.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: tiago assumpcao</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/06/05/adorno-para-idiotas/comment-page-1/#comment-13267</link>
		<dc:creator>tiago assumpcao</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 19:21:19 +0000</pubDate>
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		<description>uma das maneiras de ajustar o exageiro tecnicista e&#039; fazendo uso dele. simples exemplo: filtragem de informacao. -- se aplica a individuos, bem como a comunidades, com suas particulares necessidades e ideologias.

existe uma estabelecida enfermidade entre os &quot;intelectuais de miolo duro&quot;: medo do Movimento; mesmo que com rigor equivalente ao de outrora.

no passado, as meditacoes cartesianas e seus metodos deram impulso ao que determinaria as redias culturais de ai pra frente: sensacao de irrestritas possibilidades -- definida estritamente por rigor intelectual e tecnico.

no inicio do seculo XX, a impressa-falacia vem a tona; e&#039; refutada por formalismos e outros metodos nao menos &quot;serios&quot;.

passado o tempo, a sensacao que fica e&#039; de certa amargura, 
culminando por uma alergia as complexidades do pensamento no mundo pos seculo XIX. hoje, um academicismo enrigecido, sem criatividade e muitissimo mal-letrado, esperneia contra si proprio -- numa debil atitude de questionar o inquestionavel.

em dizer: &quot;a complexidade social e o exagero tecnicista levam a dissolucao de valores e ao rompimento intelectual. nossa cultura esta fadada a auto-aniquilacao.&quot;

non causa pro causa.

russell, em &quot;history of western philosophy&quot;, p. 9;
&quot;in general, important civilizations start with a rigid and superstitious system, gradually relaxed, and leading, at a certain stage, to a period of brilliant genius, while the good of the old tradition remains and the evil inherent in its dissolution has not yet developed. but as the evil unfolds, it leads to anarchy, thence, inevitably, to a new tyrany, producing a new synthesis secured by a new system of dogma.&quot;

historia, enquanto elemento intelectual, e&#039; transitiva, nao definitiva. a percepcao de padrao historico deve ser utilizada como artefato de critica, buscando manutencao social. entretanto, o que mantem culturas sadias e&#039; a agonia e capacidade inventiva do momento de transicao; negar tendencias *essenciais* e&#039; bizarro e anomalo. (como DRM.)

se esta consumado, basta adequa-lo.
se ideologias e culturas nao serao (tao cedo) homogeneas, que os ismos de cada um e suas hermeneuticas sejam sinceros.
se isto e&#039; &quot;relativista&quot; ou, de outra forma, inadequado, faca-te o teu proprio e junte-se aos seus.
alta, tanto quanto baixa cultura, sao sub-culturas. sempre houve e sempre havera linhas demarcando os pisos culturais. cada macaco escolhe seu galho -- &quot;intelligentsia&quot; ou &quot;pop-cult&quot;.
educacao e&#039;, dadas oportunidades, idiossincrasia. que haja oportunidades.


e como informar e&#039; preciso... leiamos tambem, idiotas, aderidos-de-adorno (ou nao), intelectuais de miolo duro ou mole; todos: &quot;arte e sociedade em marcuse, adorno e benjamin&quot;; de j.g. merquior, ed. tempo brasileiro.


--tiago</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>uma das maneiras de ajustar o exageiro tecnicista e&#8217; fazendo uso dele. simples exemplo: filtragem de informacao. &#8212; se aplica a individuos, bem como a comunidades, com suas particulares necessidades e ideologias.</p>
<p>existe uma estabelecida enfermidade entre os &#8220;intelectuais de miolo duro&#8221;: medo do Movimento; mesmo que com rigor equivalente ao de outrora.</p>
<p>no passado, as meditacoes cartesianas e seus metodos deram impulso ao que determinaria as redias culturais de ai pra frente: sensacao de irrestritas possibilidades &#8212; definida estritamente por rigor intelectual e tecnico.</p>
<p>no inicio do seculo XX, a impressa-falacia vem a tona; e&#8217; refutada por formalismos e outros metodos nao menos &#8220;serios&#8221;.</p>
<p>passado o tempo, a sensacao que fica e&#8217; de certa amargura,<br />
culminando por uma alergia as complexidades do pensamento no mundo pos seculo XIX. hoje, um academicismo enrigecido, sem criatividade e muitissimo mal-letrado, esperneia contra si proprio &#8212; numa debil atitude de questionar o inquestionavel.</p>
<p>em dizer: &#8220;a complexidade social e o exagero tecnicista levam a dissolucao de valores e ao rompimento intelectual. nossa cultura esta fadada a auto-aniquilacao.&#8221;</p>
<p>non causa pro causa.</p>
<p>russell, em &#8220;history of western philosophy&#8221;, p. 9;<br />
&#8220;in general, important civilizations start with a rigid and superstitious system, gradually relaxed, and leading, at a certain stage, to a period of brilliant genius, while the good of the old tradition remains and the evil inherent in its dissolution has not yet developed. but as the evil unfolds, it leads to anarchy, thence, inevitably, to a new tyrany, producing a new synthesis secured by a new system of dogma.&#8221;</p>
<p>historia, enquanto elemento intelectual, e&#8217; transitiva, nao definitiva. a percepcao de padrao historico deve ser utilizada como artefato de critica, buscando manutencao social. entretanto, o que mantem culturas sadias e&#8217; a agonia e capacidade inventiva do momento de transicao; negar tendencias *essenciais* e&#8217; bizarro e anomalo. (como DRM.)</p>
<p>se esta consumado, basta adequa-lo.<br />
se ideologias e culturas nao serao (tao cedo) homogeneas, que os ismos de cada um e suas hermeneuticas sejam sinceros.<br />
se isto e&#8217; &#8220;relativista&#8221; ou, de outra forma, inadequado, faca-te o teu proprio e junte-se aos seus.<br />
alta, tanto quanto baixa cultura, sao sub-culturas. sempre houve e sempre havera linhas demarcando os pisos culturais. cada macaco escolhe seu galho &#8212; &#8220;intelligentsia&#8221; ou &#8220;pop-cult&#8221;.<br />
educacao e&#8217;, dadas oportunidades, idiossincrasia. que haja oportunidades.</p>
<p>e como informar e&#8217; preciso&#8230; leiamos tambem, idiotas, aderidos-de-adorno (ou nao), intelectuais de miolo duro ou mole; todos: &#8220;arte e sociedade em marcuse, adorno e benjamin&#8221;; de j.g. merquior, ed. tempo brasileiro.</p>
<p>&#8211;tiago</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Jairson</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/06/05/adorno-para-idiotas/comment-page-1/#comment-13195</link>
		<dc:creator>Jairson</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 09:13:23 +0000</pubDate>
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		<description>E tem mais, esse negÃ³cio jÃ¡ rola faz 40 anos. Desde que a Xerox Ã© Xerox e o mimeÃ³grafo Ã© mimeÃ³grafo. Era em escala menor, mas era mÃ­dia gerada pela comunidade. Em particular, um exemplo bonito no Brasil dos anos 70: Escrevendo e fotocopiando (caminhando e cantando) contra a famigerada ditadura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E tem mais, esse negÃ³cio jÃ¡ rola faz 40 anos. Desde que a Xerox Ã© Xerox e o mimeÃ³grafo Ã© mimeÃ³grafo. Era em escala menor, mas era mÃ­dia gerada pela comunidade. Em particular, um exemplo bonito no Brasil dos anos 70: Escrevendo e fotocopiando (caminhando e cantando) contra a famigerada ditadura.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Fernando</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/06/05/adorno-para-idiotas/comment-page-1/#comment-13188</link>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 02:15:19 +0000</pubDate>
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		<description>Ã‰ isso aÃ­ Silvio.. o seu Ãºltimo parÃ¡grafo explica muito bem.. quem escreve sobre esse tipo de coisas (acho que nem vale a pena ler!) ainda nÃ£o estÃ¡ entendendo esse processo todo.. mas Ã© sÃ³ comparar o que aconteceu com a invenÃ§Ã£o da prensa de Gutemberg.. mais pessoas tiveram acesso a publicar,.. e graÃ§as a esse fenomeno estou lendo sempre as suas opiniÃµes! :)
E vc tambÃ©m estÃ¡ recebendo feedback constantemente, num processo totalmente saudÃ¡vel e de crescimento! Ã© o futuro comeÃ§ando!! atÃ© onde ele vai Ã© a pergunta!
[]s</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ã‰ isso aÃ­ Silvio.. o seu Ãºltimo parÃ¡grafo explica muito bem.. quem escreve sobre esse tipo de coisas (acho que nem vale a pena ler!) ainda nÃ£o estÃ¡ entendendo esse processo todo.. mas Ã© sÃ³ comparar o que aconteceu com a invenÃ§Ã£o da prensa de Gutemberg.. mais pessoas tiveram acesso a publicar,.. e graÃ§as a esse fenomeno estou lendo sempre as suas opiniÃµes! <img src='http://blog.meira.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
E vc tambÃ©m estÃ¡ recebendo feedback constantemente, num processo totalmente saudÃ¡vel e de crescimento! Ã© o futuro comeÃ§ando!! atÃ© onde ele vai Ã© a pergunta!<br />
[]s</p>
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