Archive for May, 2007

no ar: bites lançada em são paulo

Wednesday, May 23rd, 2007

manoel fernandes, jornalista e empreendedor com experiência na veja, forbes, istoé e rnt, lançou na noite da terça, no espaço ONNE UNIGOLF, em são paulo, a nova face do bites, informativo sobre negócios digitais que circula há mais de 450 edições em PDF para uma lista restrita de assinantes. BITES, a revista, será mensal e seus 20.000 exemplares vêm acompanhados de um site cheio de novidades e atualização constante. segundo manoel, a revista tem um lado, o de seu público e clientes, o lado de sua comunidade, que se propõe a defender literalmente com tintas e dentes. a revista é multimídia, articulada desde o dia a dia virtual até a revista mensal, real, seguida de eventos derivados das capas de cada edição. o autor deste blog assinará mensalmente a coluna meira.com e se tornou membro do conselho editorial. aos que fazem bites, longa vida, boa sorte, bom trabalho, boas batalhas. o brasil precisa de jornalismo sério e engajado em todas as frentes. inclusive na de negócios digitais. é isso o que eu acho que bites vai ser. por isso que estou lá.

central de boatos: google + salesforce = ?

Monday, May 21st, 2007

segundo a reuters, google e salesforce.com estão conversando sobre uma aliança para a segunda ter melhores condições de enfrentar a microsoft. as ações da salesforce subiram 5% com o boato. semanas atrás, rolou um rumor sobre uma possível aquisição de yahoo pela msft. não deu em nada, mas as ações de yahoo subiram 18%. vamos ver o que acontece desta vez.

você voaria em um avião…

Monday, May 21st, 2007

…cujos componentes e subsistemas tivessem acabado de sair dos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento do fabricante? não, claro que não. ainda mais porque aviões são certificados, cada modelo ou modificação tem que passar por um longo processo de validação pelas autoridades aeronáuticas, sem o que não sai um certificado de "air worthiness", sem o que as companhias aéreas não podem botar o bicho no ar…

eduardo "bart" cruz circulou o texto abaixo na lista do grupo RiSE [reuse in software engineering] do C.E.S.A.R. o exemplo, que tem dez anos…

Would you be the first passenger on an airliner whose parts have just come out of the R&D shop? Or would you prefer to board knowing the aircraft was designed and constructed with parts that have successfully kept planes airborne for years? Practicing engineers, whether they specialize in civil, mechanical, electrical or aerospace engineering, select from components whose characteristics have been tested and proven for safety and efficiency. Reusability is a fundamental principle of engineering."

e cuja url original no site cio.com desapareceu, trata de reusabilidade, algo absolutamente fundamental no desempenho das atividades humanas e não só da engenharia. aprendemos pra repetir processos que deram certo no passado -quando eles podem ser usados no contexto atual. pra não começar do zero toda vez. mas é muito difícil reusar software, algo absolutamente fundamental na atividade humana mas reescrito o tempo todo, vez após vez, às vezes com os mesmos erros do passado, às vezes com mais erros [ou outros erros] do que no passado. esta é uma preocupação estudada num livro [open source, com licença creative commons] que o RiSE acabou de lançar, C.R.U.I.S.E – Component Reuse in Software Engineering, que deveria ser uma leitura padrão para quem estiver escrevendo ou lendo software. boa leitura. depois a gente volta ao assunto… em mais detalhe, aqui.


Del.icio.us :

o fim de… powerpoint?

Monday, May 21st, 2007

não, não se trata de mais uma app web2.0 que vai matar o software da microsoft. a nota vem de uma reportagem do sydney morning herald, estrelada pelo professor john sweller, da university of new south wales, que entra pesado contra um certo estilo de apresentar informação, usando powerpoint, para uma audiência:

“The use of the PowerPoint presentation has been a disaster. It should be ditched. It is effective to speak to a diagram, because it presents information in a different form. But it is not effective to speak the same words that are written, because it is putting too much load on the mind and decreases your ability to understand what is being presented.”

isso foi no quatro de abril. os alarmistas logo saíram a decretar a “morte” do ppt, sem o qual, parece, as pessoas desaprenderam a arte de falar em público. professor sweller estava falando do estilo “bullet” e/ou “palavras aos montes” de ppt, que contamina apresentadores no mundo inteiro. eu tenho visto coisas absolutamente patéticas, por sinal. transparências cheias de bullets, com bullets cheios de palavras, e palavras em font 12, 14, pra gente ver bem de longe. o pior é quando o apresentador faz nada mais do que ler os slides, como se todos nós, do lado de cá, fôssemos analfabetos. ou às vezes deixando claro que o ppt é sua memória virtual… que os slides estão ali porque, sem eles, ele não teria uma história para contar. normalmente, quase sempre, é um desastre total. pior é que os alunos aprendem com os professores, e a maioria só sabe, mesmo, apresentar bullets. ou pior, ler bullets.

mas nem tudo está perdido: veja aqui, neste texto de presentation zen, a crítica ao artigo do smh; é de lá que vem a imagem deste texto. é lá tambem que há um link para um pequeno sketch de don mcmillan sobre as tragédias mais comuns de apresentações em powerpoint. vale a pena ver. até porque, se suas apresentações estiverem passando no crivo de presentation zen, valha a pena compartilhá-las em slideshare, uma comunidade de “apresentações” que está muito arrumada…

inovação, em 1998, segundo steve jobs

Sunday, May 20th, 2007

de nem todo passado se aprende algo para o futuro. porque o futuro, se você não sabia, quase nada tem a ver com o passado e, normalmente, com o presente. mas a gente sempre, se quiser, pode tentar aprender. olhando, por exemplo, para steve jobs em 1998, falando sobre inovação, macs, ibm e apple…

basta ler e pensar. e não é difícil concluir porque seu negócio [ou emprego] inova ou não…

  1. "Innovation has nothing to do with how many R&D dollars you have. When Apple came up with the Mac, IBM was spending at least 100 times more on R&D. It’s not about money. It’s about the people you have, how you’re led, and how much you get it."
    Fortune, Nov. 9, 1998

  2. "It’s really hard to design products by focus groups. A lot of times, people don’t know what they want until you show it to them."
    BusinessWeek, May 25 1998

got it?…

serviços.br: indo pra trás?

Sunday, May 20th, 2007

estudo do economista márcio pochmann, da unicamp, publicado semana passada em O GLOBO, usando dados do "novo PIB" calculado pelo IBGE, mostra um lado preocupante do crescimento nacional. enquanto o PIB aumentou, entre 2000 e 2005, 14,4%, a produtividade total da economia decresceu 1,5%. e o responsável pela queda é o setor de serviços [veja tabela], onde os números foram 9,8% de aumento de tamanho e 7,2% de queda de produtividade. isso significa mais gente para fazer a mesma coisa, ou muito mais gente para fazer mais ou, pior, muito mas trabalho de cada um para fazer a mesma coisa. peter drucker constumava dizer que a única fonte real de aumento de produtividade [ou de competitividade], na sociedade, é inovação…

inovação se faz com a mudança do comportamento dos atores econômicos, tanto fornecedores como consumidores, às vezes [na maior parte das vezes] mediada pela introdução de novas tecnologias para sustentar novos processos. pochmann descobriu, nos dados do ibge, o que nós já sabemos na prática: este país não anda inovando como deveria, inclusive no setor mais dinâmico e importante de todas as economias modernas, o de serviços. falta investimento, falta educação, faltam políticas, estratégias, projetos e planos… e o que não vai faltar serão, no futuro, as conseqüências de sermos pouco competitivos. aliás, considerando índices independentes de competitividade [veja comentário de regis maciel sobre minha nota anterior] como o da imd [escola de negócios apontada pelo financial times como a segunda melhor do mundo pelo terceiro ano consecutivo], o brasil vai de mal a pior. depois de um minguado 44o. lugar ano passado, caímos quatro posições para o 49o. entre 55 países. estamos reprovados com nota 4,5. na nossa vizinhança estão os de sempre: áfrica do sul, argentina, venezuela…

lei mercadante dá mais um passo

Wednesday, May 16th, 2007

ontem foi dia digital no senado: o projeto de lei do senador aloizio mercadante que prevê o uso de 75% dos recursos do fust para inclusão digital das escolas foi aprovado na comissão de educação. segundo a proposta, qualquer empresa de telecom poderá usar os recursos, além das concessionárias. a legislação, que anda rápido na casa, prevê um computador com acesso à internet para cada 10 alunos por turno da escola e recursos para treinar os professores. próxima parada: câmara dos deputados, onde se espera passagem tranqüila. estimado em R$6 bilhões até 2010, será o maior projeto de inclusão digital de toda a américa latina. se sair do papel.

por outro lado, o senado também aprovou ontem o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para a TV Digital (PATVD), que zera um monte de impostos para fomentar a indústria de semicon e TVD. este vai direto a sanção presidencial.

web2.0: 100 usuários grátis valem…

Tuesday, May 15th, 2007

…3 pagantes. esta é a realidade dos negócios web 2.0 que usam o modelo "freemium" [algum uso relevante gratuito; mais que isso, o usuário paga], segundo don dodge [que está no dealmaker forum, hoje]. faz sentido? faz. veja a conclusão:

Do the math. 100,000 free users convert to 3,000 paid users. They pay between $10 to $50 per user per month. Lets use $25 as an average. That is $75K a month or $900K per year. That is an excellent revenue stream for companies that typically have 3 to 5 employees. And, it is an annuity stream that continues to grow every year. By the 3rd or 4th year these small companies can be generating $3M to $5M a year, still with less than 10 employees. Most of these small companies don’t take Venture Capital so they own the whole company. pretty good cash flow business.

ou seja: se você encontrar seu público [procure também fora do brasil!], não precisa nem reclamar da inexistência de capital de risco no brasil…

o número é 235

Tuesday, May 15th, 2007

a microsoft começou a abrir o que pode vir a ser uma caixa de pandora na disputa com o mundo open source. segundo seu chief counsel Brad Smith o kernel de linux infringe 42 patentes da companhia e outros sistemas abertos, como open office, outras 193 patentes.  segundo Horacio Gutierrez,  VP for intellectual property and licensing, "It’s important for everyone to understand that there is a real problem with Linux patents and that there is a need for a solution". ninguém falou em processar ninguém, mas sabe-se que a msft já recolhe direitos de usuários de software livre, principalmente grandes empresas que entendem ser muito alto o risco de litígio futuro. próximos passos? ninguém comentou. parte de uma campanha de FUD [fear, uncertainty & doubt]? talvez sim, talvez não. começo de uma discussão para limpar a área? quem sabe?… tomara.

previsões, cem anos depois

Tuesday, May 15th, 2007

um tema recorrente do presente, principalmente quando ele está mudando muito como agora [ou como sempre] é o futuro. que tal ver como as previsões falham? veja esta lista de 29 previsões para 2000, feitas em… 1900! algumas, apesar de errarem a tecnologia, acertam o resultado. por exemplo…

Prediction #9Photographs will be telegraphed from any distance. If there be a battle in China a hundred years hence snapshots of its most striking events will be published in the newspapers an hour later. Even to-day photographs are being telegraphed over short distances.  Photographs will reproduce all of Nature’s colors.

claro, deu internet ao invés de jornais e web ao invés de jornais. fora isso, a previsão é quase exata. e esta, sobre telefones [móveis]?…

Prediction #18: Telephones Around the World. Wireless telephone and telegraph circuits will span the world. A husband in the middle of the Atlantic will be able to converse with his wife sitting in her boudoir in Chicago. We will be able to telephone to China quite as readily as we now talk from New York to Brooklyn. By an automatic signal they will connect with any circuit in their locality without the intervention of a “hello girl”.

quase lá no fim, há uma cujo começo, infelizmente, tá se tornando verdade…

Prediction #28: There will be no wild animals except in menageries. Rats and mice will have been exterminated. The horse will have become practically extinct. A few of high breed will be kept by the rich for racing, hunting and exercise. The automobile will have driven out the horse. Cattle and sheep will have no horns. They will be unable to run faster than the fattened hog of today. A century ago the wild hog could outrun a horse. Food animals will be bred to expend practically all of their life energy in producing meat, milk, wool and other by-products. Horns, bones, muscles and lungs will have been neglected.

faça seu teste: deixe de herança, para sua família, suas previsões para 2107. se forem tão precisas como as duas primeiras, vão achar que você era um nostradamus do seu tempo.

second life pode ficar em segundo. ou mais…

Saturday, May 12th, 2007

second life não é a única opção...

muita gente parece achar que second life é o único mundo virtual out there. jornalistas de todas as mídias me ligam para falar sobre mundos virtuais e ninguém ouviu falar em there, por exemplo. parece que a mídia gosta mesmo de um, porque simples de explicar. o fato é que second life tem vantagens, defeitos e problemas. e cada vez mais parece que outros mundos vão entrar no negócio de virtualização de realidade e criar opções para pessoas, negócios e empresas que querem prover estilos de interação, na rede, que não a "velha e básica" web.

a ibm andou brincando com SL por algum tempo. desistiu, pois os problemas de segurança, por lá, atrapalham o que ela quer fazer. big blue resolveu criar seu próprio mundo virtual, usando a plataforma Garage Games Torque engine, que permite à empresa um controle muito maior do "seu" mundo virtual. aliás, a tendência parece ser cada grande negócio criar um mundo virtual "seu", ao invés de gerar negócios para a linden labs, dona e operadora do SL. wells fargo e MTV, para citar dois, já foram atrás de alternativas. e não há uma ou duas: multiverse deixa você criar o mundo que você quiser, inclusive coisas muito grandes… activeworlds diz que é, simplesmente, o mais poderoso de todos… e cada companhia pode criar não um, mas muitos "universos", como é o plano da MTV. enfim, o que parecia a muitos uma corrida de um cavalo só… não é.

isso sem falar que companhias como a blizzard, de WoW, o maior sucesso mundial de jogos massivos em rede, podem entrar no negócio mudando muito pouco as suas bases de software e entendimento de negócios. até porque as brechas deixadas por SL, onde o maior número de pessoas que pode se comunicar sem problemas maiores é 50 [sim, cinqüenta, veja neste link...] abrem espaço para todo tipo de competição.

pra terminar, porque, apesar de tudo, SL pode dominar o mercado? esta é a "velha" discussão entre os melhores e os mais adaptáveis as circunstâncias: SL está no brasil e o resto, não. não que o brasil seja especialmente importante em qualquer estratégia de internet, agora. mas ser capaz de fazer alianças e parcerias, inclusive em periferias como a nossa, pode ser fundamental para quem quer ser o VHS, na eterna batalha entre vhs e betamax. quem viver, verá.

américa latina: os idiotas, de volta?

Friday, May 11th, 2007

esta nota é uma contribuição à categoria custo brasil deste blog; na verdade, nela se põe no mesmo saco o brasil e a américa latina. david s. landes, em seu aclamado história da riqueza e pobreza das nações [por que alguns são tão ricos e outros tão pobres?], nos junta -inequivocamente- à américa latina a que pertencemos [e da qual às vezes parecemos querer escapar...]. j. bradford delong sabiamente resume o livro neste link e o parágrafo…

If there is a single key to success–relative wealth–in Landes’s narrative, it is what science fiction writer David Brin calls the dogma of openness. First, openness is a willingness to borrow whatever is useful from abroad whatever the price in terms of injured elite pride or harm to influential interests. One thinks of Francis Bacon writing around 1600 of how three inventions–the compass, gunpowder, and the printing press–had totally transformed everything, and that all three of these came to Europe from China. Second, openness is a willingness to trust your own eyes and the results of your own experiments, rather than relying primarily on old books or the pronouncements of powerful and established authorities.

quase serve como sumário do livro como um todo. pois bem: álvaro vargas llosa, do Center on Global Prosperity, acaba de publicar um texto muito interessante em Foreign Policy sobre a volta do idiota latino-americano, uma espécie de post scriptum ao seu livro Guide to the Perfect Latin American Idiot, escrito com co-autores há uma década. a abertura do artigo diz que…

Ten years ago, Colombian writer Plinio Apuleyo Mendoza, Cuban writer Carlos Alberto Montaner, and I wrote Guide to the Perfect Latin American Idiot, a book criticizing opinion and political leaders who clung to ill-conceived political myths despite evidence to the contrary. The “Idiot” species, we suggested, bore responsibility for Latin America’s underdevelopment. Its beliefs—revolution, economic nationalism, hatred of the United States, faith in the government as an agent of social justice, a passion for strongman rule over the rule of law—derived, in our opinion, from an inferiority complex. In the late 1990s, it seemed as if the Idiot were finally retreating. But the retreat was short lived. Today, the species is back in force in the form of populist heads of state who are reenacting the failed policies of the past, opinion leaders from around the world who are lending new credence to them, and supporters who are giving new life to ideas that seemed extinct.

em uma análise do livro original, feita em 2001, anthony daniels detonava o marasmo intelectual latino-americano:

Man is born rich, but almost everywhere is poor. It is to the elucidation of this paradox that many of the finest minds of Latin America have been devoted for nearly a century. And the best answer they have been able to give is that most men are poor because a few men are rich. And, by the same token, those few men are rich because most men are poor. On this view, wealth is a form of institutionalized plunder. Nothing had to be —or remains to be—discovered, invented, or developed. The wealth of the world has been the same since the beginning of time and will remain the same until the end of time. Hence your slice of the economic cake, both personal and international, necessarily decreases the size of mine, and thus poverty is always someone else’s fault. This means that the wealth of Europe and America was erected on a foundation of cheap bananas.

nem toda a inteligência da américa latina, felizmente, está morta ou perdida. mas álvaro vargas llosa tem razões para estar assustado: nós estamos certamente vivendo o retorno de um grande número de idiotas, e não se trata, claro, de indivíduos sem educação ou poder. e parece, como sempre, que levaremos muito tempo para nos livrarmos deles. na américa latina, como dantes, muito pode ser nunca. uma pena. para ler o artigo original sobre os novos idiotas latino-americanos, é só clicar aqui. boa leitura. e não desespere… a esperança, mesmo na américa latina, é a última que morre. quer saber o fim do texto? t´aqui o penúltimo parágrafo…

Does it really matter that the American and European intelligentsia quench their thirst for the exotic by promoting Latin American Idiots? The unequivocal answer is yes. A cultural struggle is under way in Latin Americabetween those who want to place the region in the global firmament and see it emerge as a major contributor to the Western culture to which its destiny has been attached for five centuries, and those who cannot reconcile themselves to the idea and resist it. Despite some progress in recent years, this tension is holding back Latin America’s development in comparison to other regions of the world—such as East Asia, the Iberian Peninsula, or Central Europe—that not long ago were examples of backwardness. Latin America’s annual GDP growth has averaged 2.8 percent in the past three decades—against Southeast Asia’s 5.5 percent, or the world average of 3.6 percent.