serviços.br: indo pra trás?

estudo do economista márcio pochmann, da unicamp, publicado semana passada em O GLOBO, usando dados do "novo PIB" calculado pelo IBGE, mostra um lado preocupante do crescimento nacional. enquanto o PIB aumentou, entre 2000 e 2005, 14,4%, a produtividade total da economia decresceu 1,5%. e o responsável pela queda é o setor de serviços [veja tabela], onde os números foram 9,8% de aumento de tamanho e 7,2% de queda de produtividade. isso significa mais gente para fazer a mesma coisa, ou muito mais gente para fazer mais ou, pior, muito mas trabalho de cada um para fazer a mesma coisa. peter drucker constumava dizer que a única fonte real de aumento de produtividade [ou de competitividade], na sociedade, é inovação…

inovação se faz com a mudança do comportamento dos atores econômicos, tanto fornecedores como consumidores, às vezes [na maior parte das vezes] mediada pela introdução de novas tecnologias para sustentar novos processos. pochmann descobriu, nos dados do ibge, o que nós já sabemos na prática: este país não anda inovando como deveria, inclusive no setor mais dinâmico e importante de todas as economias modernas, o de serviços. falta investimento, falta educação, faltam políticas, estratégias, projetos e planos… e o que não vai faltar serão, no futuro, as conseqüências de sermos pouco competitivos. aliás, considerando índices independentes de competitividade [veja comentário de regis maciel sobre minha nota anterior] como o da imd [escola de negócios apontada pelo financial times como a segunda melhor do mundo pelo terceiro ano consecutivo], o brasil vai de mal a pior. depois de um minguado 44o. lugar ano passado, caímos quatro posições para o 49o. entre 55 países. estamos reprovados com nota 4,5. na nossa vizinhança estão os de sempre: áfrica do sul, argentina, venezuela…

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

Subscribe without commenting