second life pode ficar em segundo. ou mais…

muita gente parece achar que second life é o único mundo virtual out there. jornalistas de todas as mídias me ligam para falar sobre mundos virtuais e ninguém ouviu falar em there, por exemplo. parece que a mídia gosta mesmo de um, porque simples de explicar. o fato é que second life tem vantagens, defeitos e problemas. e cada vez mais parece que outros mundos vão entrar no negócio de virtualização de realidade e criar opções para pessoas, negócios e empresas que querem prover estilos de interação, na rede, que não a "velha e básica" web.
a ibm andou brincando com SL por algum tempo. desistiu, pois os problemas de segurança, por lá, atrapalham o que ela quer fazer. big blue resolveu criar seu próprio mundo virtual, usando a plataforma Garage Games Torque engine, que permite à empresa um controle muito maior do "seu" mundo virtual. aliás, a tendência parece ser cada grande negócio criar um mundo virtual "seu", ao invés de gerar negócios para a linden labs, dona e operadora do SL. wells fargo e MTV, para citar dois, já foram atrás de alternativas. e não há uma ou duas: multiverse deixa você criar o mundo que você quiser, inclusive coisas muito grandes… activeworlds diz que é, simplesmente, o mais poderoso de todos… e cada companhia pode criar não um, mas muitos "universos", como é o plano da MTV. enfim, o que parecia a muitos uma corrida de um cavalo só… não é.
isso sem falar que companhias como a blizzard, de WoW, o maior sucesso mundial de jogos massivos em rede, podem entrar no negócio mudando muito pouco as suas bases de software e entendimento de negócios. até porque as brechas deixadas por SL, onde o maior número de pessoas que pode se comunicar sem problemas maiores é 50 [sim, cinqüenta, veja neste link...] abrem espaço para todo tipo de competição.
pra terminar, porque, apesar de tudo, SL pode dominar o mercado? esta é a "velha" discussão entre os melhores e os mais adaptáveis as circunstâncias: SL está no brasil e o resto, não. não que o brasil seja especialmente importante em qualquer estratégia de internet, agora. mas ser capaz de fazer alianças e parcerias, inclusive em periferias como a nossa, pode ser fundamental para quem quer ser o VHS, na eterna batalha entre vhs e betamax. quem viver, verá.
May 12th, 2007 at 10:33 am
Estive na sua palestra no I Encontro de Empreendedorismo em Boa Viagem na semana passada e gostei muito.
Conheço e frequento o Second Life já algum tempo, inclusive já trabalho com alguns projetos comerciais lá dentro, mas não conhecia os “concorrentes” citados por você. Muito interessante, além do que, o multiverse ainda vai mais além, porque possibilita a criação do seu próprio jogo profissional dentro da plataforma, um conceito que eu também desconhecia.
Obrigado pela informação.
May 12th, 2007 at 10:10 pm
Pois é, Silvio. Há tantos. E não são de hoje. Se contarmos os MOOs textuais, então nem se fala… Vamos fazer um auê de SL na exposição “Memória do Futuro”. Uma visão crítica.
May 13th, 2007 at 10:59 pm
Silvio,
Gostaria que você me explicasse como eu faço para gravar um vídeo enquanto jogo Second Life. É que eu necessito disso para trabalhos de faculdade. Se vc puder enviar para o meu e-mail essa dica, valeu!
Danilo
May 15th, 2007 at 1:46 pm
Lembro que já em 1999/2000 existiam uns programinhas de mensagens instataneas, tipo msn, que permitiam que duas pessoas conversassem online usando avatares em 3d. Um dos mais criativos permitia que vc digitasse uma frase e, em seguida, o seu avatar lia o texto para o interlocutor lá do outro.
Eu achava que eram programinhas bobos que nunca “pegariam”. Curiosamente, eram uma espécie de prelúdio da atual fase “secondlifeana” pela qual passa o entretenimento web. As pessoas não adotaram avatares nos mensageiros mais disseminados, mas adotaram avatares em mundos 3d que permitem muito mais que uma conversa online.
A partir de agora eu vou ficar atenta aos sinais da atualidade, para identificar o que eles anunciam para o futuro do entretenimento na web.
Curiosamente, no mundo da educação nada mudou muito com a era digital. Surgiram lousas eletrônicas, plataformas para EAD, multimídia didatica, softwares educativos, mas tudo é ainda muito tradicional, uma espécie de digitalização da educação que já existia. Nada de verdadeiramente novo foi criado. Nada que potencializasse de fato o poder da prática pedagógica.
Por um lado, eu acho que isso ainda não aconteceu pq os países ricos têm excelentes sistemas de ensino, e não têm interesse (nem necessidade) em mexer muito em time que está ganhando. Educação não é problema para eles.
Já os países de educação sofrível, como o Brasil, que deveriam investir na busca de novas soluções, não o fazem pelo descaso histórico (e que ainda persiste) com o seu próprio sistema de ensino e pela mais absoluta falta de competência em fazer qualquer coisa que preste nessa área.
Amanda Costa
Estudante de Pedagogia (UFPE)
September 14th, 2007 at 2:39 pm
Oi como o colega Silvio acima, eu tambem gostaria de saber,
como gravar videos lah nu SL.
bom oq eu sei eh qi eu preciso de um programa,
já me sugerirão, um
se chama ”fraps” e ele tem limite de 30 segundos… alguma coisa assim,
mais não serve,
gostaria muito de um programa que pudesse gravar por volta de 10 ou
quinze minutos,
free
obrigado pela atenção