hardware como serviço: RIM virtualiza blackberry

o blackberry é um “celular” da research in motion [rim] cuja principal funcionalidade é acesso a emeio no modo push, onde o “celular” recebe informação da rede sem que usuário tenha que ficar verificando se há emeio no servidor [veja aqui como funciona]. este modo de comunicação e computação pode ser usado para uma infinidade de coisas. a agenda do “fone”, por exemplo, é outra funcionalidade que pode ser sincronizada sempre que alguém mexa nos seus dados no servidor. e você fica sabendo das mudanças quase na hora.

o conceito é antigo, mas as implementações competentes são poucas e a melhor é a da rim, que começou em 1999 com 25 mil clientes e tem, agora, mais de três milhões e meio de usuários, mais de 70% dos quais nos eua. a coisa é séria a ponto de uma falha no back office [onde se processa as informações dos clientes], semana passada, ter acabado nas manchetes de toda a imprensa americana. no caso do blackberry, a tele opera a rede de comunicações mas toda a computação é feita pela rim e, como a coisa é software como serviço, a introdução de código novo [e defeituoso] no sistema deixou os usuários, literalmente, sem nada na mão.

pois bem: mostrando a dinâmica de seu modelo de negócios, a rim acaba de anunciar a virtualização de seu hardware, transformando a maior parte da funcionalidade do blackberry [que já era boa parte software, de qualquer jeito] em software que vai rodar sobre a plataforma windows mobile da microsoft. assim, qualquer usuário de pda-fone windows poderá assinar os serviços que hoje são privativos de quem tem os tijolinhos da própria rim. mais um pequeno grande sinal de que informaticidade e software [e hardware] como serviço, um de seus principais habilitadores estão aqui para ficar.

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