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	<title>Comments on: iptv wars: apple, microsoft, sony, netflix, google&#8230;</title>
	<link>http://blog.meira.com/2007/03/06/iptv-wars-apple-microsoft-sony-netflix-google/</link>
	<description>informaticidade, mais hora, menos hora</description>
	<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 15:17:38 +0000</pubDate>
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		<title>By: Mario</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/03/06/iptv-wars-apple-microsoft-sony-netflix-google/#comment-10264</link>
		<author>Mario</author>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2007 18:30:17 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.meira.com/2007/03/06/iptv-wars-apple-microsoft-sony-netflix-google/#comment-10264</guid>
		<description>De fato, a abordagem P2P do Joost para as limitações de banda para distribuição de vídeo é interessante sob mais de um ponto de vista: além de ajudar a reduzir os custos de banda do serviço, que podem ser altíssimos no caso de distribuição de vídeo, ela também viabiliza a distribuição de vídeos mais longos e em alta definição (do tipo que se pode ver em tela cheia).

Compare isso com os custos do modelo cliente/servidor e com a qualidade da imagem dos (curtos) clipes em flash do YouTube.

Outra coisa interessante a respeito do Joost é que ele não permite o envio de conteúdo por parte dos usuários. O que, no curto prazo, não só vai lhes evitar problemas com conteúdo protegido por copyright, como, de fato, já tem atraído a simpatia de grandes proprietários de conteúdo como a MTV, da Viacom.

Nada mal, considerando todo o trabalho (e o gasto!) que o Google tem tido desde a aquisição do YouTube em lidar com os proprietários de conteúdo que têm seu material enviado ao serviço por seus usuários.

Também não custa lembrar que o Joost é obra da mesma dupla que, no passado, criou o Kazaa e o Skype (sempre serviços P2P).

Mais sobre o Joost em:
http://www.wired.com/wired/archive/15.02/trouble.html

Quanto à Apple, há quem especule que os Apple TV's devem ser parte de um plano para a criação de uma rede P2P de distribuição de conteúdo no mesmo estilo do Joost:
http://www.pbs.org/cringely/pulpit/2007/pulpit_20070216_001673.html

Se pensarmos bem, isso faz muito sentido na medida em que vincula o uso dessa rede de distribuição ao uso de um aparelho eletrônico. Na cabeça do consumidor final leigo, esse modelo de uso deve ser muito mais "lógico" que o do Joost.

Seria interessante ver o pessoal do Joost fazendo alguma coisa com o MythTV portanto (http://www.mythtv.org). Aliás, seria muito interessante ver qualquer abordagem comercial mais bem estruturada usando o MythTV.

Aliás, na minha opinião, a Apple representa hoje, no mundo dos eletrônicos de consumo, o que a Sony foi há coisa de anos atrás (não foi à toa que o nome da empresa, "Apple Computer", foi mudado há pouco para apenas "Apple Inc.")

Quanto à MS, nunca foi muito o forte deles fazer coisas que sejam simples e fáceis de usar, voltadas ao consumidor final. Uma coisa é fazer videogames para usuários avançados (quase todos entusiastas de videogames são) e outra é fazer sistemas que até a minha mãe usaria com facilidade (quando foi a última vez que anúncio de um produto da MS teve a mesma repercussão do anúncio do iPhone?).

Além disso, não vejo os donos de material protegido por direito autoral confiando na Microsoft. Eles já estão tendo problemas em confiar no Google, que ainda não tem uma reputação tão negativa enquanto parceiro como a da Microsoft.

Quanto ao Brasil... bom, mesmo que criássemos algum serviço de distribuição P2P como o Joost, ainda teríamos problemas, pois, tão logo esse tipo de tráfego começasse a "pesar" nas redes dos ISP's, eles poriam em prática as cotas mensais de downloads que seus contratos de serviço com seus assinantes prevêem (isso para aqueles que ainda já não fazem isso).

Pior ainda, eles pegariam ainda mais pesado do que já fazem no traffic shaping, identificando e tratando de formas distintas, diferentes tipos de tráfego.

Aliás, é justamente disso que trata a discussão sobre Net Neutrality nos EUA. 

Mas aqui, um país em que uma modelo/apresentadora-de-TV/ex-mulher-de-jogador-de-futebol ainda consegue barrar legalmente o acesso ao YouTube, mesmo que temporariamente, seria esperar demais que uma discussão comparável à que acontece agora nos EUA também acontecesse.

Abraços.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De fato, a abordagem P2P do Joost para as limitações de banda para distribuição de vídeo é interessante sob mais de um ponto de vista: além de ajudar a reduzir os custos de banda do serviço, que podem ser altíssimos no caso de distribuição de vídeo, ela também viabiliza a distribuição de vídeos mais longos e em alta definição (do tipo que se pode ver em tela cheia).</p>
<p>Compare isso com os custos do modelo cliente/servidor e com a qualidade da imagem dos (curtos) clipes em flash do YouTube.</p>
<p>Outra coisa interessante a respeito do Joost é que ele não permite o envio de conteúdo por parte dos usuários. O que, no curto prazo, não só vai lhes evitar problemas com conteúdo protegido por copyright, como, de fato, já tem atraído a simpatia de grandes proprietários de conteúdo como a MTV, da Viacom.</p>
<p>Nada mal, considerando todo o trabalho (e o gasto!) que o Google tem tido desde a aquisição do YouTube em lidar com os proprietários de conteúdo que têm seu material enviado ao serviço por seus usuários.</p>
<p>Também não custa lembrar que o Joost é obra da mesma dupla que, no passado, criou o Kazaa e o Skype (sempre serviços P2P).</p>
<p>Mais sobre o Joost em:<br />
<a href="http://www.wired.com/wired/archive/15.02/trouble.html" rel="nofollow">http://www.wired.com/wired/archive/15.02/trouble.html</a></p>
<p>Quanto à Apple, há quem especule que os Apple TV&#8217;s devem ser parte de um plano para a criação de uma rede P2P de distribuição de conteúdo no mesmo estilo do Joost:<br />
<a href="http://www.pbs.org/cringely/pulpit/2007/pulpit_20070216_001673.html" rel="nofollow">http://www.pbs.org/cringely/pulpit/2007/pulpit_20070216_001673.html</a></p>
<p>Se pensarmos bem, isso faz muito sentido na medida em que vincula o uso dessa rede de distribuição ao uso de um aparelho eletrônico. Na cabeça do consumidor final leigo, esse modelo de uso deve ser muito mais &#8220;lógico&#8221; que o do Joost.</p>
<p>Seria interessante ver o pessoal do Joost fazendo alguma coisa com o MythTV portanto (http://www.mythtv.org). Aliás, seria muito interessante ver qualquer abordagem comercial mais bem estruturada usando o MythTV.</p>
<p>Aliás, na minha opinião, a Apple representa hoje, no mundo dos eletrônicos de consumo, o que a Sony foi há coisa de anos atrás (não foi à toa que o nome da empresa, &#8220;Apple Computer&#8221;, foi mudado há pouco para apenas &#8220;Apple Inc.&#8221;)</p>
<p>Quanto à MS, nunca foi muito o forte deles fazer coisas que sejam simples e fáceis de usar, voltadas ao consumidor final. Uma coisa é fazer videogames para usuários avançados (quase todos entusiastas de videogames são) e outra é fazer sistemas que até a minha mãe usaria com facilidade (quando foi a última vez que anúncio de um produto da MS teve a mesma repercussão do anúncio do iPhone?).</p>
<p>Além disso, não vejo os donos de material protegido por direito autoral confiando na Microsoft. Eles já estão tendo problemas em confiar no Google, que ainda não tem uma reputação tão negativa enquanto parceiro como a da Microsoft.</p>
<p>Quanto ao Brasil&#8230; bom, mesmo que criássemos algum serviço de distribuição P2P como o Joost, ainda teríamos problemas, pois, tão logo esse tipo de tráfego começasse a &#8220;pesar&#8221; nas redes dos ISP&#8217;s, eles poriam em prática as cotas mensais de downloads que seus contratos de serviço com seus assinantes prevêem (isso para aqueles que ainda já não fazem isso).</p>
<p>Pior ainda, eles pegariam ainda mais pesado do que já fazem no traffic shaping, identificando e tratando de formas distintas, diferentes tipos de tráfego.</p>
<p>Aliás, é justamente disso que trata a discussão sobre Net Neutrality nos EUA. </p>
<p>Mas aqui, um país em que uma modelo/apresentadora-de-TV/ex-mulher-de-jogador-de-futebol ainda consegue barrar legalmente o acesso ao YouTube, mesmo que temporariamente, seria esperar demais que uma discussão comparável à que acontece agora nos EUA também acontecesse.</p>
<p>Abraços.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Pedrinho</title>
		<link>http://blog.meira.com/2007/03/06/iptv-wars-apple-microsoft-sony-netflix-google/#comment-10101</link>
		<author>Pedrinho</author>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2007 13:04:56 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.meira.com/2007/03/06/iptv-wars-apple-microsoft-sony-netflix-google/#comment-10101</guid>
		<description>Uma idéia interessante para o problema de largura de banda está sendo implementada pelo pessoal do Joost. Joost adota uma forma diferente, mais eficiente em termos de gastos de banda, dividindo entre seus usuários esta carga. Como? Vem aí a “mágica” do P2P. Ao mesmo tempo que um telespectador do Joost recebe e consome megabytes de vídeo, está enviando outros tantos megabytes para os demais usuários. É mais ou menos o mesmo princípio de funcionamento do torrent. Para se ter uma idéia, uma hora de Joost consome entre 220 e 425 MB de banda, contando download e upload, dependendo da qualidade do vídeo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma idéia interessante para o problema de largura de banda está sendo implementada pelo pessoal do Joost. Joost adota uma forma diferente, mais eficiente em termos de gastos de banda, dividindo entre seus usuários esta carga. Como? Vem aí a “mágica” do P2P. Ao mesmo tempo que um telespectador do Joost recebe e consome megabytes de vídeo, está enviando outros tantos megabytes para os demais usuários. É mais ou menos o mesmo princípio de funcionamento do torrent. Para se ter uma idéia, uma hora de Joost consome entre 220 e 425 MB de banda, contando download e upload, dependendo da qualidade do vídeo</p>
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