o fim da simplicidade?
don norman, um dos gurus mundiais do design digital minimalista [autor do famoso Invisible computer, onde advoga... "user-centered, human-centered, humane technology of appliances where the technology of the computer disappears behind the scenes into task-specific devices that maintain all the power without the difficulties"], acaba de publicar um artigo sobre o fim do minimalismo no design [digital, também]…
depois de visitar a coréia e ouvir, dos vendedores de eletrodomésticos [e artigos digitais] de lá, que os consumidores coreanos querem funcionalidade a qualquer custo, norman pergunta: Why do we deliberately build things that confuse the people who use them? e responde, logo a seguir: Because the people want the features. Because simplicity is a myth whose time has past, if it ever existed. pra matar o assunto de vez, a última frase do artigo é… Yes, we want simplicity, but we don’t want to give up any of those cool features. Simplicity is highly overrated.
a discussão sobre interfaces, desde o principio, usou o mito do vídeo-cassete e seu relógio digital [verde!] piscando por que nós, seus donos, não sabíamos ajustar a hora [quanto mais gravar a novela das oito] para justificar a simplificação de quase tudo ao redor da funcionalidade. mas isso só acontece, de fato, com os velhos usuários das novas tecnologias e suas interfaces. nós. nossos filhos não têm este problema. minhas filhas e meu filho nunca tiveram problemas com tecnologias e suas interfaces, simplesmente porque eles [filhoes e filhas] nasceram com elas [tecnologias] e nós não. eles querem funcionalidade e norman, aqui, está certíssimo, como deveria ser absolutamente óbvio.
o problema que resta [para todo o sempre] é como embutir toda a funcionalidade do mundo em interfaces que, se não forem simples, sejam pelo menos usáveis. por quase qualquer um. ou pelo menos por aqueles que estão nascendo com as tecnologias da vez.