o santo de casa
o professor eduardo morgado e seu time, da unesp de bauru, desenharam e produziram um “laptop de 100 dólares”, cujo protótipo custou uns 250 dólares pra montar [o que é muito bom, pois o preço de produção em volume seria muito mais baixo...] e que atende pelo apelido de “cowboy“. a história está contada no bites de hoje [link para o .pdf].
na descrição do projeto, o time de morgado anuncia um… dispositivo computacional de uso genérico capaz de rodar quaisquer softwares compatíveis, e que possua baixo custo de produção e comercialização para o usuário final e seja capaz de oferecer acesso a internet, leitura de arquivos em formatos de mercado bem como permitir a comunicação em rede entre outros computadores… para, entre outros fins… favorecer as camadas da população com acesso restrito à Tecnologia da Informação.
o grupo do professor morgado está de parabéns pela iniciativa, uma das muitas que poderia estar em curso, no país, como parte de programas nacionais de inclusão digital e política industrial, coisas que andam elementarmente juntas em qualquer civilização minimamente organizada. aqui, parece que a carruagem está passando em outra trilha e que o país, parecendo acreditar que possa vender tecnologia ao estrangeiro, não tem tanta fé em seus próprios aviões, hardware, software, técnicos, criadores, inventores, cientistas e engenheiros. e muito menos em uma indústria nacional -ou mesmo baseada no brasil- de tecnologia.
[acabou de sair: O governo brasileiro deverá definir, até o fim de fevereiro de 2007, como será a estratégia de compra de um milhão de laptops educacionais de cem dólares (OLPC) destinados às escolas brasileiras. santo de casa não faz milagre mesmo, por aqui...]
December 6th, 2006 at 10:29 pm
Caro, prof Meira, transcrevo minha opinião, abaixo…
Citação da fonte:
“[...]A diferença básica está no sistema operacional. O professor Morgado e seus auxiliares escolheram a versão mais simples do Windows por um simples motivo: o mundo é Windows.”
__Sim, mas Telecentros com Linux deram certo, existem muitos projetos que deram certo. Celulares com Linux vendem bem, gadgets vendem bem. O Linux não vende porque não tem destaque, nem suporte fácil como o Windows…O pior do texto é ouvir um professor defender um monopólio, ao invés de combatê-lo…Pior ainda, é quando dizem que o projeto é “prata da casa”, com um sistema operacional importado (que deve custar pouco menos que 50% do custo total),e componentes importados em massa…Ruim também é ouvir o tal Prof. Morgado, afirmar que o projeto do Negroponte nasceu olhando para trás, quando ele copia em peso o princípio básico do projeto: Um Laptop barato e acessível! Isso, por acaso, não é ser hipócrita?
__Pior, como o sistema Linux será homologado, será muito fácil dá suporte, assim como a Apple faz com o MAC…Outra coisa é que não é um desktop, é uma ferramenta educacional onde o S.O fica transparente e funciona para o que foi projetado, tendo, inclusive, um design de interface…Pra mim é FUD, discrimina o uruário de Linux (pois se o mundo é WIndows, você está fora do “jogo” se usar Mac ou Linux), compara o sistema com o fiasco PC para todos, que não tem nada haver com “One Laptop Per Child”, inclusive nem os usuários do Linux mantém a tranqueira…
__Isso porque não falei dos problemas do Windows CE, até parece que, podendo, os usuários não formatariam o sistema para instalação do Windows XP pirata ou original, que seja…Windows CE não é desktop, assim como o Linux para esse projeto não poderia ser removido.Windows Ce não é para instalar mil programas e fazer mil coisas, como o XP, ele simplesmente não tem 1/10 dos softwares para Linux. Nesse aspecto, não vejo como comparar o projeto do Prof. Morgado com o PC Conectado…Um é desktop, o outro uma ferramenta monofuncional voltada para educação…E nesses casos o Linux se mostra muito bom.
__Pena que o projeto da UNESP nasceu de um FUD.