Archive for December, 2006

feliz 2007!

Saturday, December 30th, 2006

liquid fireworks

a todos, um 2007 muito, mas muito mais simples do que 2006!

este blog estará mais ou menos de férias quase o mês inteiro, pulando um dia ou outro, até dois de fevereiro, dia de iemanjá. são as minhas primeiras férias em quase cinco anos de trabalho muito intenso e não é nem que eu mereço (e sei que mereço!)… é que se eu não parar por um tempo vou morrer de cansado.

então, inté. se cuidem. a gente vai se vendo quando eu voltar. pra quem quiser continuar lendo alguma coisa que não aparece aqui, minha coluna no G1 continua no ar, com previsões para 2007. apareçam lá, sai aos sábados… feliz 2007 mesmo!

chumby: você ainda vai ter um…

Friday, December 29th, 2006

clique aqui e descubra o que é um chumby. na verdade, é uma destas coisas que nós nunca dissemos que queríamos ter, mas alguém -um inovador radical- decidiu que, se fosse feito, nós iríamos querer ter… ou dar de presente de natal. aliás, assim que estiver à venda, e inclusive porque é aberto e “hackable” por quem quer que seja, vou ter um. meu chute para 2007 e depois é que você também vai ter um deles… ou algo bem parecido.

natal, dia de cavalo, chamado de boi…

Tuesday, December 26th, 2006

grimario boi pintado 

ontem foi um dia especial de natal, como sempre, em cidade tabajara. natal [em partes do nordeste] é tempo de cavalo marinho e mestres como grimário [na foto, com o cavalo marinho boi pintado de aliança] e mariano de chã de camará, gente que quase chegou a pertencer a um passado distante da cultura brasileira e que hoje experimenta uma nova vida e atenções. uma apresentação de cavalo marinho pode durar horas, muitas horas: o boi pintado tem 76 personagens e a dança completa mais de 60 partes. pra quem perdeu, é botar na agenda: dia de natal, sempre as 19h, na casa da rabeca de mestre salu, cidade tabajara, pernambuco.

o fim do mundo está próximo[?]

Saturday, December 23rd, 2006

eu já me prometi muitas vezes que nunca mais iria a um shopping center na véspera do natal. tudo bem que hoje não é véspera, mas vale como se fosse, pois amanhã é domingo… mas, do mesmo jeito -ou muito pior do que amanhã, os shoppings do brasil devem estar um caos. exatamente como os aeroportos. bem que os controladores de vôo avisaram. e bem que o governo não ouviu e não fez nada. mas é natal, a causa é nobre, presentes pra mães, pais e parentes e amigos queridos, então deixa o caos pra lá [por enquanto].

um pequeno resumo do shopping, hoje, é o seguinte: as loterias estavam fora do ar, por problemas na rede [segundo a moça do caixa, “da caixa”]; pelo menos um cartão de crédito entre os meus não respondia; a embratel estava fora do ar e todas as lojas de sua rede fora do ar… presenciei uma loooonga discussão entre um caixa e um call center sobre o assunto… sim, e os números de sapatos mais procurados já não existem mais, como é o caso de quase tudo que todo mundo quer. por que não vim muito antes?… e o shopping começou a atingir massa crítica [aquele tempo em que você olha pro corredor e não quer estar mais lá de jeito nenhum] às 12:30h.  dava vontade de sair pelo ar, mas este não é o tempo de nada estar no ar, pois nem os aviões de carreira estão…

aliás, um passarinho me telefonou e soprou o boato de que as loooongas filas nos check-ins da TAM são resultado de uma desastrada troca no software que deveria cuidar exatamente disso, feita há mais ou menos uma semana, que -entre muitas outras coisas- trocou impressoras de cartões de embarque, desativou totens de check-in, o escambau. coisa pra ser conferida, pois se verdade, deve ser o maior caos da história recente do brasil cuja causa pode ser debitada diretamente a um programa de computador…

cecilia colara TAM, por sinal, conseguiu um feito que merece o prêmio darwin de suicídio empresarial do ano de 2006: no meio de um caos aéreo que [pelo menos olhando de fora] não tinha nada a ver com ela e sim com a incompetência do governo no trato da greve branca dos controladores de vôo, passou a ser a maior, quase única culpada da confusão. é muito pouco que as ações estejam caindo. os passageiros exigem explicações [eu também, sou cartão vermelho de tanto voar] e os acionistas, cabeças. principalmente se alguém tiver aproveitado o caos aéreo para “testar”, às vésperas do natal, algum novo software…

mas vamos falar disso só no ano que vem. é natal, hora de tentarmos entrar num acordo com o mundo ao nosso redor, nem que seja por uns poucos dias. façam isso. façamos todos. desejemos boa sorte, paz e amor até pros causadores do caos aéreo… e lutemos, todos, por mundo melhor em 2007. o fim, afinal, não está próximo. feliz natal!…

e, se você tiver a felicidade de estar -ou estar vindo- para recife neste natal, há UMA festa, na véspera, que você não pode perder: o natal da carvalheira [81-3081.8130], onde a principal banda da noite é a SENHORITA MEIRA, à frente cecília, que está na foto e é minha [com muito orgulho] filha. não perca. pode ser o começo de um grande fim de ano!

o fim da simplicidade?

Friday, December 22nd, 2006

don norman, um dos gurus mundiais do design digital minimalista [autor do famoso Invisible computer, onde advoga“user-centered, human-centered, humane technology of appliances where the technology of the computer disappears behind the scenes into task-specific devices that maintain all the power without the difficulties”], acaba de publicar um artigo sobre o fim do minimalismo no design [digital, também]…

depois de visitar a coréia e ouvir, dos vendedores de eletrodomésticos [e artigos digitais] de lá, que os consumidores coreanos querem funcionalidade a qualquer custo, norman pergunta: Why do we deliberately build things that confuse the people who use them? e responde, logo a seguir: Because the people want the features. Because simplicity is a myth whose time has past, if it ever existed. pra matar o assunto de vez, a última frase do artigo é… Yes, we want simplicity, but we don’t want to give up any of those cool features. Simplicity is highly overrated.

a discussão sobre interfaces, desde o principio, usou o mito do vídeo-cassete e seu relógio digital [verde!] piscando por que nós, seus donos, não sabíamos ajustar a hora [quanto mais gravar a novela das oito] para justificar a simplificação de quase tudo ao redor da funcionalidade. mas isso só acontece, de fato, com os velhos usuários das novas tecnologias e suas interfaces. nós. nossos filhos não têm este problema. minhas filhas e meu filho nunca tiveram problemas com tecnologias e suas interfaces, simplesmente porque eles [filhoes e filhas] nasceram com elas [tecnologias] e nós não. eles querem funcionalidade e norman, aqui, está certíssimo, como deveria ser absolutamente óbvio.

o problema que resta [para todo o sempre] é  como embutir toda a funcionalidade do mundo em interfaces que, se não forem simples, sejam pelo menos usáveis. por quase qualquer um. ou pelo menos por aqueles que estão nascendo com as tecnologias da vez.

computadores, crianças e índia

Monday, December 18th, 2006

o economic times, o “financial times” da índia, diz que uma companhia de bangalore está prontinha da silva pra pegar a encomenda brasileira de computadores para educação dos muito jovens. o artigo é em tom de torcida pra que a ENCORE leve mesmo o contrato para seu “desktop móvel” MOBILIS [veja ao lado…], que pode resultar em muitas centenas de milhões de dólares de faturamento e vai gerar trabalho, renda e riqueza seja lá onde for.

a empresa indiana (no vermelho…) está investindo tudo o que tem [e o que não tem] na iniciativa que, dando certo, vai levá-la ao nirvana. enquanto isso, por aqui, não sabemos ao certo se o governo está levando em conta alguma solução nacional em seu difuso processo de aquisição de “alguma coisa” e, muito menos, temos tido notícia de que algum jornal da importância do economic times lá da índia esteja fazendo alguma campanha [quase…] para que algum hardware brasileiro [mesmo que feito fora daqui] esteja na disputa. ninguém tampouco ouviu falar [nem pensar!] que brasília esteja para fazer alguma encomenda estratégica capaz de criar as competências nacionais que poderiam nos fazer exportar algo que, a darmos ouvidos aos sabidos de plantão, só temos condição de usar e não de fazer.

muito estranho, este país. muito estranho…

você e seu vc: evite os erros básicos

Sunday, December 17th, 2006

susan wu, que trabalha no charles river partners de menlo park [e que, segundo ela, vê mais de 30 apresentações de planos de negócios por semana] também tem uma daquelas listas do que fazer [ou como se lascar] na sua próxima apresentação pra um possível investidor. coisas simples, básicas… que quase todo mundo esquece. primeira, fale de você e do seu time logo de cara. o analista precisa descobrir se você é a pessoa certa para o negócio. se você for e não conseguir dizer que é, e porque, logo de cara, provavelmente não é… segundo, se você tem um protótipo, demonstre; uma demonstração [de algo interessante, que funciona e resolve algum problema] vale por um milhão de palavras. se você está pensando em começar um negócio, vá lá ver.

dueto no céu…

Friday, December 15th, 2006

sivuca, um dos maiores sanfoneiros que o planeta já conheceu, faleceu em joão pessoa hoje, ao 76.

apesar de parecer um clichê, é uma perda irreparável pra música brasileira e, em especial, pra música de sanfona do nordeste.

pelo menos ele deve estar no maior samba, na latada do céu, com mestre luiz gonzaga, outro santo do pé-de-serra. pra sacar o que eles podem estar tocando, vejam o ensaio aqui.

chegando, chegando…

Thursday, December 14th, 2006

breve, numa mão perto de você, mais capacidade computacional e de comunicação do que havia em alguns pequenos países na década de 80 e no brasil nos anos 60… um dos últimos celulares da motorola [razr v3xx] tem vídeo GEForce da Nvidia, o que dá pra 256 mil cores no display, além de HSDPA [3.6mbit/s], mpeg4, mp3, câmera de 1.3 mpixel, memória em cartão sd [gigabytes] e por aí vai.

o preço sem subsídio da operadora, lá fora, vai ser entre 500 e 600 dólares. aqui, nada se sabe. tomara que não seja muito caro. até porque roubo de celular, na pátria amada, não dá mais nem B.O. na delegacia mais próxima. exatamente por causa disso e outras considerações de uso, volume e bateria… a pergunta é: se a banda é tão larga [mais de 3mbps, e vai ser maior] será que não seria melhor manter um monte de funcionalidades no lado da operadora ou em servidores independentes?

aí o celular seria apenas um browser dos serviços disponíveis na rede. e não precisaria ter tanta coisa nem ser tão caro… e nós poderíamos trocá-lo mais amiúde. ou perdê-lo sem chorar muito. ou sermos roubados, aí sim, sem nem pensar em ir à delegacia. aliás, se fosse muito barato mesmo, não seria nem roubado, o que é muito melhor… para todos.

mudança de hábito [na TV]

Tuesday, December 12th, 2006

pesquisa da nielsen media research sobre hábitos televisivos em casas que têm DVRs: in sample homes with digital video recorders, 40% of broadcast viewing occurs using those time-shifting devices… e a TV, nos eua, ganha somente pelos anúncios que são vistos em tempo real. só que as redes de TV entendem que a metade das pessoas que vê a programação “depois dela passar” também vê os anúncios [até porque certos programas são piores do que os anúncios…]. e quer seu taco adicional de renda por causa destes espectadores.

resultado: enquanto uma boa parte da TV tenta controlar a vida da audiência [e manter seu modelo de negócios] outra já está lá na frente e sabe que certas tendências são irreversíveis. tanto quanto todas as casas têm TV hoje, todas terão algum tipo de DVR no futuro [como uma funcionalidade dos set-top boxes de TV digital, por exemplo]. simplesmente porque nem todo mundo vive sincronizado com a TV… ou porque não pode ou porque não quer… e, dada alguma tecnologia que os deixe controlar a programação, vai ser exatamente isso que irá acontecer.

second life é tão caro, per capita, quanto o brasil…

Monday, December 11th, 2006

second life é tão caro, per capita, quanto o brasil… se a conta for feita em energia elétrica. nicholas carr começa a responder uma pergunta de tony walsh sobre a sustentabilidade de second life como modelo de negócios e do ponto de vista ecológico. na linha negócios, há prós e contras, pensados e escritos por muita gente boa. na vertente ecológica, carr faz uma contabilidade energética básica para descobrir que o consumo anual de energia de um avatar do second life [1.752kWh, se ficar no ar o ano inteiro] é mais ou menos o mesmo de um brasileiro médio [1.884kWh]!… são 4.000 [já] servidores, mais as máquinas dos usuários. o consumo equivalente em CO2 é 1.170kg/ano.

o número é surpreendente, porque grande. se for por aí mesmo, os mundos virtuais [e não só second life] terão alguma dificuldade para se sustentar no mundo real. até porque sua conta de energia pode torná-los simplesmente inviáveis. ecologicamente e, por conseqüência, como modelo de negócios.

sinais do futuro

Sunday, December 10th, 2006

alguém está se dando ao trabalho de criar um monte de sinais que vamos usar no futuro [alguns no presente, como o mostrado ao lado] e colocá-los no flickr. já são 19, sobre internet, cognição, nanodispositivos, motivação, tempo… tudo bem pensado e bem feito. no brasil, podemos usar -infelizmente, ainda- o sinal ao lado em quase todo lugar, de lobbies de hotéis [chiques…] a escolas, aeroportos, cidades do interior… restaurantes, bares, praias e a maior parte dos lugares onde vamos querer ter rede em breve.

tomara que o sinal desapareça, por aqui, com o tempo. mas parece que isso vai levar muito tempo…