Archive for November, 2006

cinema e tv no xbox: 22 de novembro

Monday, November 13th, 2006

como este blog discutiu pouco tempo atrás, coisas muito interessantes estão pra acontecer ao redor do xbox. a microsoft avisa, por exemplo, que a partir de 22 de novembro vai disponibilizar cinema e tv direto nos consoles: Microsoft struck deals with six entertainment companies to rent downloads of 1,000 hours worth of TV shows and movies to its Xbox 360 video-game console. Starting Nov. 22, Xbox customers will be able to download and watch programming from CBS, MTV Networks, Paramount Pictures, Turner Broadcasting System, Ultimate Fighting Championship and Warner Bros. Home Entertainment.

o anúncio tem TUDO a ver com o lançamento do PS3, pela sony, dia 17 de novembro. terra de gigantes é isso aí. nenhum dos dois consoles estará oficialmente disponível no brasil, muito menos em suas versões on-line, enquanto as regras de mercado, no país, praticamente proibirem a venda dos mesmos, aqui, por um preço decente.

crianças conectadas e política [como jogo]

Thursday, November 9th, 2006

jonmundur gudmarsson é prefeito [reeleito] de saljarnarnes, na islândia, talvez a primeira cidade do planeta a ter 100% de suas casas conectadas à internet por fibra ótica [comunicação bidirecional na mesma velocidade, potencialmente muitos gigabit/segundo], resultado de visão de futuro com habilidade política e articulação com o mercado. cidade e moradores não gastaram um só centavo para realizar o feito: conseguiram 4 propostas sérias, de empresas de infra-estrutura, para instalar redes de acesso local, abertas, na comunidade e, enfim, a empresa de energia fez o trabalho como parte de sua própria infra.

após a eleição, gudmarsson anuncia, em casa, que está reeleito. seu filho de cinco anos, com o ar genial que só os inocentes têm, pergunta: pai, agora que você ganhou, você vai “mudar de nível”?… pois é. a vida é mesmo um game.

redes locais públicas, abertas: o fim das teles?

Wednesday, November 8th, 2006

talvez não. mas uma mudança potencialmente radical nos modelos de negócio até aqui praticados pela “velha” economia das telecomunicações. malcom matson, da OPLAN Foundation, deu uma magnífica palestra sobre o tema na broadband cities 2006, em estocolmo, onde estou [nada calmo, no momento: dois graus abaixo de zero] agora. na página da oplan, malcom abre o assunto explicando: “…an open public local access network - OPLAN - is precisely what it says it is. That simple proposition scarcely does justice to what this digital infrastructure can achieve, or the scope of the potential economic, social and creative benefit that OPLANs can unleash. Quite simply, they can make all old-style notions of “telecoms” redundant”.

redes locais públicas, abertas, deveriam e poderiam “pegar” em todo canto; poderiam ser parte da infra-estrutura essencial das comunidades, tanto quanto água, esgoto e energia. o que falta? falta entendimento público e [talvez só quando ele vier…] determinação política. enquanto isso, um número de cidades, mundo afora, como estocolmo e amsterdam, para citar duas das grandes, está investindo em infra-estrutura pública e aberta de acesso local à comunicação como mecanismo de diferenciação e competitividade perante seus pares no mercado internacional de localização de negócios e habilitação dos cidadãos para uma vida mais produtiva.

no mundo em desenvolvimento, esta certamente será mais uma tendência que só entenderemos daqui a 10, 20 anos, deixando-nos mais uma vez muito atrás de quem já saiu fazendo. como a coisa pode ser feita nas cidades, nas comunidades, e independe da vontade e investimento de governos centrais, algumas localidades e grupos podem até escapar da maldição geral. tomara que a minha seja uma delas…

bill gates na rússia: falta gente em TI

Tuesday, November 7th, 2006

gates diz, em moscou, que falta gente de TI no ocidente. falta gente, na verdade, em todo lugar. o insumo fundamental da sociedade da informação é cérebros, educados, preparados para pensar em problemas complexos e entregar soluções de boa qualidade e performance na lata, sem piscar. quem tiver mais e melhor deste povo, leva a copa do mundo da economia do conhecimento pra casa e, com ela, os grandes prêmios de trabalho e emprego, geração de renda e riqueza, criação de novos negócios… em suma, daí é que vão sair os verdadeiros países do futuro. os outros serão produtores de commodities, ao sabor da intempéries e dos mercados. e da incompetência de não haverem se preparado para o futuro.

infosfera: somos todos parte dela

Tuesday, November 7th, 2006

O mundo está ficando mais complexo e mais rápido. Informação, cada vez mais, é parte essencial de nossas vidas. Inclusive para voar… esta é a abertura de meu artigo de hoje no g1.globo.com.

software: o que vem por aí

Monday, November 6th, 2006

a kanbay, uma fábrica de software indiana [umas 7.000 pessoas] especializada em serviços para o setor financeiro, quase que completamente desconhecida no mundo mais amplo de informática e certamente no brasil, acaba de ser adquirida pela CapGemini, um dos gigantes do setor [em 2005, quase 70.000 pessoas e faturamento de 7 bilhões de euros]. a transação foi totalmente em dinheiro e os acionistas da kanbay botaram US$1.25 bilhões de dólares [três vezes o faturamento corrente] no bolso.

as grandes companhias indianas já estão todas no brasil e devem ocupar o que que se chama o primeiro nível de contratos e serviços, se tornando fornecedores preferenciais ou exclusivos, mesmo, das grandes companhias globais e nacionais em território brasileiro. um monte de companhias indianas de médio porte também está fazendo seu desembarque por aqui e suas plataformas de serviço global, na índia, devem torná-las fornecedores de peso para o segundo nível de contratos da economia de software, empurrando as empresas brasileiras de serviços de software para os mercados de médio e pequeno porte [o terceiro e quarto níveis], onde as demandas [e as margens de lucro e a competição] são muito mais baixas e não sustentam companhias de classe e impacto [e valor] mundial

é preciso reagir de várias formas, antes que o mercado nacional, literalmente, vá pra índia. mas pra isso é preciso engenheiros, programadores, empreendedores, investidores, visão e política industrial de país grande, como a deles. a continuarmos pensando na escala “brasileira” [onde só nós pensamos que somos grandes…], não iremos muito longe. e nem perto, pelo visto.

o “ciberespaço” vai à guerra.

Monday, November 6th, 2006

ou a guerra vem pra internet. a força aérea americana mudou sua definição de missão, no fim do ano passado, para incluir como áreas operacionais, além do espaço e do ar, o “ciberespaço”. mês passado, o estado maior de lá, o U.S. Joint Chiefs of Staff definiu [e olha que isso pega!] o ciberespaço como “characterized by the use of electronics and the electromagnetic spectrum to store, modify, and exchange data via networked systems and associated physical infrastructures”, o que cobre muito mais do que a rede… pois envolve tirar do ar satélites e partes do espectro eletromagnético, inclusive. coisa de louco.

o air force cyberspace command vai ser pilotado, literalmente, por um tenente-general, o que é bastante alto na hierarquia e, segundo o secretário da força aérea, michael wynne“…war is data-dependent. We need to protect our data while detecting adversary data and then deny, disrupt, dissuade or destroy the source of that data or transmission as appropriate.” breve, numa máquina perto de você, uma águia nada amigável…

china parte pra nomes “reais” em blogs

Friday, November 3rd, 2006

a “internet society” da china, associada ao ministério da indústria da informação de lá, acaba de recomendar ao governo que adote um sistema de “nomes reais” [seu blog é seu blog e você tem que provar que você é você e o blog é seu… e arcar com todas as conseqüências disso!] para a autoria de informação na rede. um representante da sociedade disse à xinhua, a radiobrás de lá, que… “A real name system will be an unavoidable choice if China wants to standardize and develop its blog industry”.

padronizar, organizar, desenvolver, danem-se as liberdades individuais e garantias constitucionais. o governo chinês acha que ninguém precisa delas. pelo menos é claro sobre isso, ao contrário de países onde as garantias existem mas são violadas a cada minuto e, aos culpados óbvios, nada acontece. deve ser um inferno -como diria ancelmo góis- viver em países onde tal tipo de violência é comum…