start-ups: the start and… the end?

se você estiver começando um negócio e pensando em apresentar suas mal traçadas idéias pra alguém que você acha que vai lhe ajudar, t’aqui uma boa regra: a 10/20/30 de guy kawasaki. pelamordedeus, não apareça numa apresentação sobre seu negócio usando 50 transparências; a regra é sobre isso. você não precisa segui-la à risca, mas ao fugir dela, seja preciso e criativo, sem ser chato ou detalhado demais.

a segunda coisa que você deveria saber é… porque seu start-up vai dar errado? paul graham tem uma lista muito boa, explicando direitinho porque você vai falir [e eu concordo com quase toda a lista de 18 pontos dele]. verifique cada ponto e tenha pelo menos uma desculpa muito convincente se você cair em um caso que seja. antes de sair falando que seu negócio é realmente radical, olhe ao redor e considere o que os outros estão fazendo [ou pensando em fazer] e, principalmente, se não há ninguém tentando algo parecido com o seu em outra situação geográfica, de mercado e investimento muito mais favorável….

se você conseguiu apresentar seu caso com sucesso e [acha que] não vai falir, é bom pensar em marketing: ter tecnologia é apenas a condição necessária -mas não suficiente- para se começar um negócio e quem vai trazer os cobres pra casa são as vendas. john dodds tem uma lista de 10 pontos chamada geek marketing 101 que certamente vai lhe ajudar muito. na minha experiência de dez anos com start-ups, quase nenhum nerd com idéias geniais faz a menor idéia de como vender nada: acha que os usuários teriam que ficar naturalmente loucos por sua tecnologia, de tão boa que é.

mas isso não é tudo: a kleiner perkins [um dos maiores movimentos de capital empreendedor no silicon valley] tem outra lista, de 7 regras mágicas que seus start-ups têm que seguir [no caso deles, você tem que passar por 5 delas]. vá lá ver quais são… a primeira é crie valor instantâneo para o usuário: resolva alguma coisa ou crie valor no primeiro uso!

criar um novo negócio vai demandar muito de qualquer um que seja tentado a tal aventura; o caos na vida pessoal é invevitável e torna-se essencial ter algumas regras básicas de como viver no mundo conectado, talvez reprogramando sua vida. cada um cria suas regras, claro, mas o economist tem umas idéias pra você ser mais produtivo on-line, como decretar “dias verticais”: desligue-se da web, emeio, telefone e todos os meios de comunicaçao e dedique-se, por um dia inteiro, a um projeto importante.

taí: você passou pela apresentação, arranjou investidores, não vai falir, sabe fazer marketing e vender e, como se não bastasse, seu produto, processo, serviço ou negócio ainda serve pra alguma coisa e você não vai se auto destruir no processo! agora, é só preparar a primeira oferta pública de ações… e se tudo correr bem, ficar rico. e, depois, passar pro outro lado da mesa e ver se os criadores potenciais de empresas de tecnologia passam pelos crivos que você passou e outros, mais radicais, que farão parte do repertório do futuro. a vida, como se sabe, sempre fica um pouquinho mais complexa a cada dia…

2 Responses to “start-ups: the start and… the end?”

  1. Edu Lima Says:

    Oi Silvio, entrei no caminho deste link. http://presentationzen.blogs.com/presentationzen/

    Acredito que você vai gostar e que vale a pena indicar, antes de chegar a home, tinha encontrado com o Google um deeplink a respeito do GK, gostei do que li e resolvi dar uma olhada na home, grata surpresa, um post grande sobre a capacidade e qualidade de apresentação do Ex-presidente Bill Clinton, o permalink é este aqui.

    http://www.presentationzen.com/presentationzen/2006/10/bill_clinton_an.html

    Abs

    Edu Lima

  2. Cristiano Lincoln Says:

    Reforço a chamada pro blog Presentation Zen, do Garr Reynolds. Tenho acompanhado-o a alguns meses, e é realmente muito bom…. mudou totalmente a forma com que estruturo, projeto e faço palestras e apresentações… menos texto, mais visual, menos informação desnecessária, mais esforço pra identificar o que é realmente necessário. O blog tem muito conteúdo acumulado, e vale a pena navegar por ele.

    Além disso, em relação ao comentário do Guy Kawasaki, é uma boa dica, mas não precisa ser necessariamente levada ao pé da letra a limitação de no máximo 10 slides. No próprio Presentation Zen, ele defende (e mostra vários ótimos exemplos) de como o número de slides não é o que mais importa… principalmente se você utiliza bem recursos visuais, e sincroniza corretamente o conteúdo com o tempo: dá pra fazer apresentações que respeitem os 20 minutos de tempo com 5, 10, 15, 30 slides…. depende da forma como você apresenta.

    Antigamente, eu “aprendi” que a média adequada era de 3 minutos por slide. Besteira. O “tempo” é o tempo necessário do slide, dentro do contexo da apresentação: pode ser 30 segundos ou 5 minutos.

    Case in point: Seth Godin: http://video.google.com/videoplay?docid=-6909078385965257294

    []s
    Lincoln

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