números da índia: 1, 2, 3,… 4!

nos itens lá embaixo, histórias de performance financeira do noticiário internacional, combinadas pelo blog; no mundo de onde elas vêm, companhias de tecnologias de informação, de software, no caso, estão crescendo a taxas que ameaçam vaporizar companhias [das grandes, inclusive] localizadas em países que não conseguem, por várias razões, trilhar o mesmo caminho, na mesma velocidade.

vale lembrar que o trimestre financeiro na índia termina em 30 de setembro e que as notícias são fresquinhas, dos últimos dias:…

  1. India’s software giant Infosys reported a 52 percent jump in second quarter profit from a year ago. The company’s net profit for the July to September period was more than $203 million, beating analysts’ forecasts. The Bangalore company is India’s second largest software exporter by revenue… Infosys has outperformed the other leading companies with a year on year revenue growth of 50.44 per cent
  2. India’s third-biggest software exporter, Wipro, reported yesterday second-quarter net profit jumped by a better-than-forecast 48 per cent as it drew new clients in an outsourcing boom. Wipro Ltd, 84 percent owned by Indian tycoon Azim Premji, said net profit for the three months ended September totalled Rs7bn ($154.8m) on revenues that climbed 41 per cent to Rs35.5bn
  3. Riding on strong international orders, Tata Consulting Services today reported a year-over-year increase in net profit of 43.37 per cent to Rs 1,019 crore for its second quarter of the financial year ended September 30, 2006. The revenues stood at Rs 4,495 crore, up 42.43 per cent from the revenues reported for the year-ago period, according to a release posted on the company website.
  4. Satyam Computer Services, India’s fourth largest software exporter, said its second-quarter to September net profit rose 34.7 pct year-on-year to 3.2 bln rupees, beating market forecasts, as it won more clients on the back of an outsourcing boom. Analysts had forecast net profit for the company of 3.0 bln rupees for the period. Revenues climbed 38.7 pct from a year earlier to 16 bln rupees, the company said.

ou seja: entre as quatro maiores fábricas de software da índia, a que cresceu menos o fez a mais de 38% por ano; a mais rápida, mais de 50% no ano. e os lucros vão na mesma marcha: a mais lerda melhorou sua performance em 34% e a mais esperta aumentou sua lucratividade em 52%. alguma coisa de muito bem feito eles estão fazendo, não acham?…

3 Responses to “números da índia: 1, 2, 3,… 4!”

  1. Gerard Toonstra Says:

    Oi Silvio,

    Fiquei impressionante como eles tem uma mente focado no negócio. Também, pode ver que o governo ajuda bastante e não atrapalhe este desenvolvimento não. Até 1991, o modelo que o governo usou para negócio e “government rule” foi baseado no modelo russo. Aí, as empresas privadas foram penalizadas. Mas agora, depois 1991, mudou completamente este caminho e ve o resultado aí. Isto não é simplesmente IT, também em saúde, também em tourismo (Taj Hotel Chain por exemplo).

    O Mumbai agora tem dinheiro, muito dinheiro. Pode ver carros caros (Mercedes, Jaguar) em todo canto, não vejo carros velhos tão muito como no Brasil nas cidades. E a violência aqui quase não existe, então da para realmente andar seguro com estes carros. Antigamente, importar um carro levou uma taxa de 300%, mas agora baixou para 100%.

    No outro lado, deve ser dito que este tipo de “sinal” não significa muito no desenvolvimento do país em total, vendo a imagem total. São só uns casos do sucesso neste contexto. Ainda tem aqueles 700 milhoes de pessoas nas vilas da India que basicamente não tem nada.

    (Também, o transito aqui e totalmente louco. Quase não existe sinal, pedestres não tem direitos nenhum e tem que correr pela vida para atravessar a rua.)

    Então, negócio aqui na India tem um grande foco, mas ainda o manufacturing (produção) e infraestrutura dá pra melhorar, MUITO. India, vendo o poder que tem, basicamente não tem manufacturing, só serviço. Isso cria problemas por eles. Por exemplo, fiquei em uma casas aonde a terra da electricidade foi conectado com o live. Qualquer aparelho deu um choque total que pode ser muito perigoso. Electricidade no Delhi as vezes caia por 6 horas. Durante os ultimos dias, electricidade faltou todo dia por uns 5 minutos, depois voltou. No Brasil, isso ainda não aconteceu. A unica razão para isso acontecer e a corrupção. Tem que pagar um monte de pessoas daqui e la para começar uma nova planta da electricidade, que, no final, todo dinheiro já foi gasto e não da para comecar de verdade.

    Alguém aqui me assustou. Ele disse:”Se a India continua com o foco no negócio e China a produção, se eles se juntam com contratos e um sistema economica… ” …. Imagina, India + China, 2 bilhões de pessoas, 1/3 da população do mundo, trabalhando junto com sucesso.

  2. silvio meira: dia a dia, bit a bit Says:

    […] duas das maiores empresas de software do país, a CPM e a BRAXIS, anunciaram [como fato relevante à comissão de valores mobiliários, CVM] que celebraram “…acordos visando à integração de seus negócios”. coisa de gente grande e muito bom sinal para o futuro. porque sem empresas de porte bilionário, dificilmente o brasil conseguiria competir no cenário internacional de serviços de software. agora, é esperar que outras empresas façam o mesmo e criem infra-estruturas realmente competitivas. porque os indianos e outros, mais novos no jogo, não estão brincando. veja porque, aqui… […]

  3. cristiano Says:

    “7.818 empresas são dedicadas ao desenvolvimento, produção e distribuição de software e prestação de serviços no Brasil, sendo que 94% das desenvolvedoras são incluídas no segmento de PEQUENAS EMPRESAS” - informação publicada pela ABES em seu último relatório sobre o perfil do setor de TI no Brasil.

    Ou seja, um número como este comprova seu argumento, Silvio.

    Realmente ainda estamos anos-luz, em termos de tamanho, se comparado com as empresas indianas.

    Neste cenário global, será dificil se não tivermos empresas brasileiras com “musculatura suficiente” para encarar tal nível de competitividade.

    Assim esperamos que a BRAXIS/CPM seja a primeira entre muitas a surgir.

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