grandes negócios na rede: chegou a hora, de novo?…
começo do meu artigo publicado ainda agora no g1.globo.com, sobre porque [e como] google comprou youtube:
Estamos vivendo o terceiro ciclo da internet. O primeiro foi o da tecnologia, quase como demonstração das possibilidades, e durou de 1990/91 até o advento da internet comercial nos EUA, em torno de 1995, quando só havia cinco milhões de computadores ligados à rede, mais da metade dos quais lá mesmo nos EUA. O segundo tempo da internet foi o das “primeiras companhias” e “grandes e ousados planos de negócios”, muitos dos quais eram também ingênuos, inexeqüíveis e, vistos com a sabedoria que a experiência nos dá, hoje, inverossímeis. Aí estão -entre 1995 e 2001- a Amazon.com, Yahoo!, eBay, PayPal, AOL, Netscape, um monte de coisas que a Microsoft fez e, é claro, Google [criado em 7 de setembro de 1998].
Entre as muitas coisas que deram errado para idéias boas e factíveis da segunda onda da internet, estava o simples fato da rede estar se formando naquela época: muitos planos de negócio dependiam de crescimento exponencial de usuários nos sites e não havia usuários porque, na rede, não havia usuários o suficiente…
leia o resto lá e, se for o caso, comente aqui…
October 11th, 2006 at 8:42 am
tudo muito bem, tudo muito bão. eu só não fico aqui babando de inveja de quem tá ganhando dinheiro com GRANDES negócios porque o meu problema é mais embaixo: como fazer o meu pequeno negócio continuar rendendo se parte substancial dos rendimentos da empresa tem que ser investido em informática, e da pior maneira possível: a empresa não é de informática, é de varejo, eletro-domésticos e móveis, mas eu tenho que ter servidores (e toda a parafernália que vem atrás), analistas, programadores, dbas, técnicos de hardware. isto porque em pindorama o conceito de “informática como serviço” é somente isto, um mero conceito, pois as poucas empresas que dizem tornar real o conceito me deixaram de cabelo em pé quando vi como realmente funcionam, ainda naquele velho sistema de tomar seu relógio emprestado para lhe dizer quantas horas são… e cobrar pelo serviço. assim como nosso governo não vê que deve atender à necessidade das pessoas simples, nossas empresas prestadoras de serviço ainda estão também fora de foco. o negócio aqui é mais embaixo. o que falta aqui é uma “massa crítica”, uma parte substancial da sociedade empenhada em realmente melhorar sua própria vida, e a dos outros também. nada explode sem massa crítica, e é por isto que tudo explode nos eua: porque a massa crítica já foi atingida lá desde antes da guerra civil. aqui os “grandes empreendedores” são os que ficam matutando em como ganhar dinheiro com ambulâncias, empreitadas, dólares nas cuecas, e todo esse desfile que estamos vendo em todos os governos. epa, tá virando panfleto, vamos parar.