Archive for October, 2006

pequena receita para um brasil digital…

Tuesday, October 31st, 2006

[Nos próximos anos, quem não tiver banda larga não terá internet. Como chegaremos lá se estamos, ainda, com apenas 10% dos brasileiros na rede?... Pode ser mais fácil do que parece, se conseguirmos seguir uma receita bem simples.]  minha idéia do que ela seria está no artigo do G1 de hoje.

algo a menos no ar… aviões de carreira

Tuesday, October 31st, 2006

quando do desastre da gol, escrevi no G1 que “aviões não saem por aí, no espaço, como bem entendem“… a prova cabal disso é que os controladores de vôo resolveram, agora, trabalhar dentro regras de proteção ao vôo, dentro dos limites operacionais e humanos a que estão sujeitos…

donde se depreende que, antes, eles estavam fora das regras. o resultado é que o tráfego aéreo máximo que pode ser tocado pelo que existe de infra-estrutura de controle no país está levando o caos aos principais aeroportos do país. ou seja, os aviões não podem sair do chão enquanto a distância regulamentar entre eles não atingir o tempo em que o vôo é seguro.

talvez isso explique porque o ministério da defesa, no dia do acidente, foi tão rápido ao culpar pilotos e dizer que, no chão, tudo estava às mil maravilhas. não estava. e não está.

localização, a próxima fronteira de telecom?

Tuesday, October 31st, 2006

a nokia acaba de anunciar o n330, um sistema de navegação GPS com tela colorida de 3.5 polegadas, mapa da europa pré-instalado [pra lá, claro], mp3, vídeo divX [provavelmente], 2GB de memória e conexão bluetooth [pra tratar o celular em viva voz].

sinal de que novos mercados estão sendo procurados, urgente, pelos fabricantes de celulares [face à parálise do mercado "normal"de telecom, que cresce apenas 2.5% este ano na europa] e que a competição com garmin, tomtom e outros, que andavam sozinhos no negócio de localização, vai ser braba.

melhor pros usuários, para quem os sistemas de localização andam caros demais. o da nokia, aliás, não sai barato… US$450 [sem impostos]. outros sistemas, como o telenav, aplicação GPS que roda direto no celular, sem precisar de um dispositivo adicional que custa 500 dólares, estão no mercado americano a US$10 por mês e parecem funcionar muito bem [om malik usou e aprovou].

eu sempre prefiro serviço a produto: está na hora de alguém lançar localização nos celulares, com mapas decentes, no brasil, como serviço de valor adicionado às contas de comunicação. em lugares complexos, como as grandes capitais e cidades, vão fazer o maior sucesso, se tiverem qualidade e preço. to pagando até R$25, por mês, pra ver…

arquivo noponto: 1001 noites na rede

Tuesday, October 31st, 2006

dos meus arquivos na extinta revista eletrônica noponto, um artigo sobre a rede e o tempo -e nele, os nossos tempos e os tempos para fazer, ou não, as coisas- publicado em 18 de agosto de 2000, chamado 1001 noites na rede [se você andou lendo este blog recentemente, este texto está relacionado com este outro, sobre vida e morte de start-ups de tecnologia]:

Eu era menino em Arcoverde, em 1966, e os tempos, tirante a gente ter perdido a copa da Inglaterra, eram muito bons. O ano era dividido em três partes: férias, escola e férias, com os dias de escola compostos por aulas (pela manhã) e futebol (todo o resto do dia, incluindo parte da manhã). Eu não lembro, mas deveria ser um fenômeno futebolístico inusitado pois, dono do campo e da bola, mal conseguia jogar no gol, onde, no sertão do Nordeste, não nasce nada mesmo.

O tempo foi se acelerando e acabamos na era do conhecimento, onde os economistas estão nos convencendo que o recurso escasso é a atenção -não devem estar levando em conta a atenção que dezenas de milhões dedicam aos programas de domingo à tarde na TV. Ou então entendem que o entretenimento do povo brasileiro é dar um reset na vida depois da macarronada com galeto-de-tonel. Sem paciência para a TV e sem tempo para mais nada, resolvi por meu tempo em ordem e tomei um bocado de decisões, que incluem situar o infinito temporal daqui a 1000 dias – até porque são as 1001 noites que tornam poético o título deste artigo.

Minha escala começa em segundos, passa para horas e acaba em dias, sempre em potências de dez, e define quanto tempo se gasta – e eu gasto – com coisas da internet e da nova economia. 1 segundo é tempo máximo para uma página começar a carregar no browser e também o tempo gasto varrendo seu conteúdo, na diagonal, para ver se merece 10 segundos de atenção. 10 segundos é o tempo, também, dedicado a cada email que aparece: a trezentos deles por dia, no meu caso, me deixa uma hora no PowerBook, clicando delete e ganhando uma lesão de esforço repetitivo.

(more…)

liberdade de imprensa: brasil continua caindo

Saturday, October 28th, 2006

imprensa livre é isso aí. a seguir, excertos do índice de liberdade de imprensa dos reporters sans frontières, onde o brasil aparece abaixo da bolívia, república centro-africana, burkina faso e congo: 1: Finland; 2: Iceland; 3: Ireland; 4: Netherlands; 5: Czech Republic;… 12: Portugal;… 17: Bolivia;… 28: United Kingdom;… 34: Ghana;… 44: South Africa;… 50: Israel; 51: Japan; 52: Dominican Republic; 53: Botswana; 56:United States of America;… 62: Central African Republic;…69: Nicaragua; 70: Burkina Faso;… 73: Congo; 74: Kuwait; 75: Brasil ;… 78: Senegal… 115: Venezuela;… 160: Ethiopia; 161: Saudi Arabia; 162: Iran; 163: China; 164: Burma; 165: Cuba; 166: Eritrea; 167: Turkmenistan; 168: North Korea.

de 2002 [quando o índice começou a ser compilado] para cá o brasil perdeu 21 posições e a bolívia avançou 31 lugares. vai ser muito interessante ouvir as explicações da propaganda governamental, que está tomando ares cada vez mais parecidos com a década de setenta. o que talvez seja uma das razões para estarmos em queda livre no índice da rsf;… capaz de se tentar explicar, também, que a disneylândia de uma certa intelectualidade brasileira [além das perseguições usuais, 24 jornalistas são presos políticos na ilha] está no rabo-da-gata porque o rsf é uma conspiração elitista, de direita, contra o progresso dos povos.

start-ups: the start and… the end?

Friday, October 27th, 2006

se você estiver começando um negócio e pensando em apresentar suas mal traçadas idéias pra alguém que você acha que vai lhe ajudar, t’aqui uma boa regra: a 10/20/30 de guy kawasaki. pelamordedeus, não apareça numa apresentação sobre seu negócio usando 50 transparências; a regra é sobre isso. você não precisa segui-la à risca, mas ao fugir dela, seja preciso e criativo, sem ser chato ou detalhado demais.

a segunda coisa que você deveria saber é… porque seu start-up vai dar errado? paul graham tem uma lista muito boa, explicando direitinho porque você vai falir [e eu concordo com quase toda a lista de 18 pontos dele]. verifique cada ponto e tenha pelo menos uma desculpa muito convincente se você cair em um caso que seja. antes de sair falando que seu negócio é realmente radical, olhe ao redor e considere o que os outros estão fazendo [ou pensando em fazer] e, principalmente, se não há ninguém tentando algo parecido com o seu em outra situação geográfica, de mercado e investimento muito mais favorável….

se você conseguiu apresentar seu caso com sucesso e [acha que] não vai falir, é bom pensar em marketing: ter tecnologia é apenas a condição necessária -mas não suficiente- para se começar um negócio e quem vai trazer os cobres pra casa são as vendas. john dodds tem uma lista de 10 pontos chamada geek marketing 101 que certamente vai lhe ajudar muito. na minha experiência de dez anos com start-ups, quase nenhum nerd com idéias geniais faz a menor idéia de como vender nada: acha que os usuários teriam que ficar naturalmente loucos por sua tecnologia, de tão boa que é.

mas isso não é tudo: a kleiner perkins [um dos maiores movimentos de capital empreendedor no silicon valley] tem outra lista, de 7 regras mágicas que seus start-ups têm que seguir [no caso deles, você tem que passar por 5 delas]. vá lá ver quais são… a primeira é crie valor instantâneo para o usuário: resolva alguma coisa ou crie valor no primeiro uso!

criar um novo negócio vai demandar muito de qualquer um que seja tentado a tal aventura; o caos na vida pessoal é invevitável e torna-se essencial ter algumas regras básicas de como viver no mundo conectado, talvez reprogramando sua vida. cada um cria suas regras, claro, mas o economist tem umas idéias pra você ser mais produtivo on-line, como decretar “dias verticais”: desligue-se da web, emeio, telefone e todos os meios de comunicaçao e dedique-se, por um dia inteiro, a um projeto importante.

taí: você passou pela apresentação, arranjou investidores, não vai falir, sabe fazer marketing e vender e, como se não bastasse, seu produto, processo, serviço ou negócio ainda serve pra alguma coisa e você não vai se auto destruir no processo! agora, é só preparar a primeira oferta pública de ações… e se tudo correr bem, ficar rico. e, depois, passar pro outro lado da mesa e ver se os criadores potenciais de empresas de tecnologia passam pelos crivos que você passou e outros, mais radicais, que farão parte do repertório do futuro. a vida, como se sabe, sempre fica um pouquinho mais complexa a cada dia…

aos poucos, lá vai o fust…

Thursday, October 26th, 2006

desde o final de 2005, as operadoras de telefonia fixa já recolhem a contribuição do fust [fundo de universalização dos serviços de telecomunicações] em juízo, o que se conseguiu com liminar na justiça federal “…até que o governo defina a utilização dos recursos”, que teoricamente formam uma montanha de mais de R$5 bilhões de reais em algum cofre em brasília. o fust é aquele fundo que deveria, como o nome diz, universalizar os serviços de telecom no brasil mas que, por motivos vários, nunca saiu do lugar, apesar da montanha de dinheiro ter sido recolhida das nossas contas telefônicas [1% de tudo o que você usa e paga, de telefonia, vai para lá].

agora, a net [tv paga] e suas afiliadas também conseguiram uma liminar para depositar o fust em juízo, enquanto se discute a propriedade ou não do pagamento, cuja legalidade, para o caso das tvs, é questionado em seus fundamentos pela empresa. enquanto isso, o ministro hélio costa diz que serão gastos uns 700 milhões de reais do fundo até 2010. nem parece que só temos 10% da população na internet, enquanto a malásia e o chile têm 40% ou mais.

qual o problema? não se consegue usar o fust nem para aumentar o acesso da população aos serviços de telecomunicações. e internet, legalmente [aqui no brasil], não é serviço de telecomunicações e sim de de valor agregado às telecomunicações. que diferença isso faz? já fez toda a diferença do mundo, no começo dos tempos da rede, quando a embratel [ainda estatal] queria ser “o” provedor de rede do brasil, a “internetbrás”… e a internet, ficando fora da alçada das teles, criou toda uma indústria de provimento de acesso no brasil. na verdade, criou a internet no brasil, coisa que uma estatal ineficiente e centrada nela mesma jamais teria feito, no tempo e escopo em que foi.

o problema real, agora, é que voz, dados, imagem, som… estão todos na mesma plataforma, e tal infra-estrutura é IP, o protocolo internet, rodando dentro das teles, entre as teles e quem tem banda larga, ou sobre linhas discadas, sem intermediação [na prática] de provedores de qualquer tipo. e mais, isso rola também nas redes de tv a cabo, que têm telefonia e internet em todo canto… o que as torna muito pouco diferentes de uma tele [se eu fosse o juiz... eu diria que a net "é" uma tele...].

eu ainda tenho duas contas de “conexão” digital com o mundo: tv via satélite [minha região da cidade não tem cabo] e uma conta quase convergente de telefone fixo, móvel e internet. esta última poderia ter tv também, o que me faria ter uma conta só [internet de verdade é inviável via satélite... é a alternativa onde não há nenhum outro meio].

o resultado é que, se nada mudar, teles e tvs [e quem mais está pagando o 1%] acabarão derrubando o fust na justiça, de vez, talvez usando aquele argumento básico que, de tão brasileiro, parece brincadeira: o fust não pegou. a lei de telecomunicações, tão boa para sua época e de resultados revolucionários para a infra-estrutura nacional, caducou. não representa mais o cenário atual e muito menos o desejado para as comunicações no brasil. é preciso ter a coragem cívica, logo no começo do próximo governo, de enfrentar uma ampla e irrestrita revisão do marco legal das telecomunicações. antes que seja muito tarde e percamos tudo o que conseguimos até agora… pela simples obsolescência das relaçõesvde mercado e negócios impostas na lei.

microsoft: deitada em berço esplêndido?

Wednesday, October 25th, 2006

minha coluna desta semana no G1, e porque eu acho que quem pensa que a microsoft está nas cordas não está vendo, e/ou entendendo, o ringue todo…

idgNow! podcast com silvio meira

Tuesday, October 24th, 2006

guilherme felitti e daniela braun me fizeram um monte de boas perguntas na semana passada para o podcast desta semana do idgNow!; falamos de muitas coisas, desde a nova [?] bolha da internet, universalidade da computação e universalização de acesso. a chamada que eles escolheram para o podcast de 15 minutos foi… “Laptop para criança não resolve exclusão: Silvio Meira, cientista-chefe do C.E.S.A.R., questiona projetos de inclusão digital no Brasil como Computador Para Todos e One Laptop per Child”. não é só isso não e falo de muito contexto pra isso. clique na imagem acima pra ouvir o mp3…

stallman na capa da forbes: e a razão não é boa

Monday, October 23rd, 2006

em 10 de agosto passado, comentou-se aqui sobre a confusão por trás da reescritura da gpl, a general public license, que rege a distribuição, evolução e uso de linux e mais um monte de software aberto mundo afora. a forbes de 30 de outubro tem uma reportagem de capa sobre o assunto, que continua esquentando e parece, agora, tomar rumos muito mais complicados para a comunidade de software livre. de um lado, os razoáveis, torvalds [parece que meio sem querer] à frente; de outro, a fsf, free software foundation de richard stallman, através [segundo a forbes] de seus representantes “radicais”.

mau sinal: até agora, open source software vinha crescendo em parte por causa do acordo de cavalheiros do lado de cá das licenças; estabilidade jurídica, por sinal, é algo essencial num mundo onde aplicações e sistemas de suporte às mesmas são usados por décadas a fio [vm/cms, um dos sistemas operacionais para mainframes ibm, está por aí desde 1966!]… e, por enquanto, ninguém nem sabe se código licenciado sob v2 [a licença atual de linux] vai poder coexistir com outro, sob v3 [a proposta da fsf]… pra ver os detalhes, leia o artigo original deste blog ou vá na forbes… e boa sorte pra nós todos, pois parece que o céu deste futuro não vai ser de brigadeiro.

números da índia: 1, 2, 3,… 4!

Sunday, October 22nd, 2006

nos itens lá embaixo, histórias de performance financeira do noticiário internacional, combinadas pelo blog; no mundo de onde elas vêm, companhias de tecnologias de informação, de software, no caso, estão crescendo a taxas que ameaçam vaporizar companhias [das grandes, inclusive] localizadas em países que não conseguem, por várias razões, trilhar o mesmo caminho, na mesma velocidade.

vale lembrar que o trimestre financeiro na índia termina em 30 de setembro e que as notícias são fresquinhas, dos últimos dias:…

  1. India’s software giant Infosys reported a 52 percent jump in second quarter profit from a year ago. The company’s net profit for the July to September period was more than $203 million, beating analysts’ forecasts. The Bangalore company is India’s second largest software exporter by revenue… Infosys has outperformed the other leading companies with a year on year revenue growth of 50.44 per cent
  2. India’s third-biggest software exporter, Wipro, reported yesterday second-quarter net profit jumped by a better-than-forecast 48 per cent as it drew new clients in an outsourcing boom. Wipro Ltd, 84 percent owned by Indian tycoon Azim Premji, said net profit for the three months ended September totalled Rs7bn ($154.8m) on revenues that climbed 41 per cent to Rs35.5bn
  3. Riding on strong international orders, Tata Consulting Services today reported a year-over-year increase in net profit of 43.37 per cent to Rs 1,019 crore for its second quarter of the financial year ended September 30, 2006. The revenues stood at Rs 4,495 crore, up 42.43 per cent from the revenues reported for the year-ago period, according to a release posted on the company website.
  4. Satyam Computer Services, India’s fourth largest software exporter, said its second-quarter to September net profit rose 34.7 pct year-on-year to 3.2 bln rupees, beating market forecasts, as it won more clients on the back of an outsourcing boom. Analysts had forecast net profit for the company of 3.0 bln rupees for the period. Revenues climbed 38.7 pct from a year earlier to 16 bln rupees, the company said.

ou seja: entre as quatro maiores fábricas de software da índia, a que cresceu menos o fez a mais de 38% por ano; a mais rápida, mais de 50% no ano. e os lucros vão na mesma marcha: a mais lerda melhorou sua performance em 34% e a mais esperta aumentou sua lucratividade em 52%. alguma coisa de muito bem feito eles estão fazendo, não acham?…

europa: telecom de pernas bambas?

Sunday, October 22nd, 2006

o mercado europeu de tecnologias da informação e comunicação (TICs) vai crescer 3.1% em 2006, chegando a 644 bilhões de euros. legal. mas a notícia não é tão boa assim para o “C”: o mercado de comunicações vai crescer 2.5%, indo para 339 bilhões de euros, enquanto o de “I” cresce 3.8%. no ano que vem, segundo o EITO, European Information Technology Observatory, vai ser ainda pior: “C”cresce apenas 1.7% enquanto “I” aumenta 4.2%. na europa, o setor de software cresce, em 2006, 6.3%, em razão da maior demanda por aplicações de todos os tipos e sistemas de segurança para web.

lição? o mercado de comunicações está comoditizado e, durante muito tempo, é provável que a mudança de “voz” para VOIP, uma instância da mudança de “comunicações” [espalhadas em vários "meios"] para convergência digital, usando a atual infra-estrutura de comunicaçoes, deixe mais ou menos parado o mercado de telecom. isso pode durar daqui para o fim da década, quando novos níveis de qualidade e velocidade de comunicaçoes exigirão novos investimentos em infra-estrutura e um conseqüente crescimento do mercado, na europa e no mundo fora da ásia-de-banda-larga [korea, hong-kong...], onde o fenômeno de 3-4G já está instalado.

na europa, em larga escala, isso vai começar na inglaterra o ano que vem, com o plano 21CN [21st century network] da BT [british telecom], que vai investir dez bilhões de libras [uns dezenove bilhões de dólares] pra transformar a inglaterra inteira em um país banda larga. os efeitos na europa, como um todo, demorarão mais a acontecer.

por outro lado, o mundo está virando software, inclusive porque a disponibilidade de redes banda larga [por menos larga que sejam] possibilitam os negócios existentes a usarem a web o tempo todo, para tudo, inclusive coisas que não estavam disponíveis na rede discada [como seu gerente de banco na webcam...] e a criação de novos negócios, de tipos que não seriam possíveis sem rede ou com rede lenta ou parcialmente conectada. e, mesmo em lugares onde não é preciso rede para haver software, como carros, motos, liquidificadores, microprocessadores de muito baixo custo estão transformando quase tudo em software, também. breve, parte de nós [sim, leitor, você também...] vai virar software!