tecnologia é…

tecnologia, quando muito bem resolvida, é uma excelente oportunidade de você [e sua turma] tentarem vencer uma corrida de 10.000 metros, com barreiras, de marketing! a vasta maioria dos empreendedores [tecnológicos, principalmente] bate com a cara na parede, aliás, barreira, na primeira oportunidade, simplesmente porque acha óbvio a tecnologia que desenvolveu. não é. nunca foi, nunca será.

marketing puro, por outro lado, não é nada. esqueça. mas se você acha que resolveu algum problema [usando um monte, às vezes, de tecnologia], veja esta apresentação de seth godin, em google, sobre porque ele acha que google acertou. genial, ponto final.

como foi que eu achei? innovation zen apontou pras dez melhores apresentações de todos os tempos [segundo] know more hr… e gidin está lá. não perca. mostre pros seus amigos. especialmente aqueles que acham que “todo mundo vai querer usar isso aqui”… você vai salvar-lhes muito tempo. a vida inteira, talvez…

2 Responses to “tecnologia é…”

  1. Gerard Toonstra Says:

    Silvio,

    O outro video do Guy Kawasaki também no Know More HR é maravilhoso. Ele falou sobre empreendedorismo e explica quais tipos das pessoas ele encontra (pedindo dinheiro) e por que eles (vão) falha(r)m.

    http://video.google.com/videoplay?docid=-3755718939216161559&q=guy+kawasaki

    Quem quer saber mais sobre empreendedorismo e como fazer um startup, vale a pena ver lá!

    G.

  2. Mario Says:

    Quando li a primeira frase do post, a primeira coisa que me veio à cabeça foi justamente o vídeo do Seth Godin, no Google Video, que é citado logo a seguir.

    No meu caso, eu já havia descoberto o vídeo por acompanhar os Google Tech Talks (série de palestras realizadas freqüentemente no Google e disponibilizadas no Google Vídeo).

    http://video.google.com/googleplex.html

    Outro vídeo muito bom no sentido de enfatizar a relação entre tecnologia e marketing num negócio de TI, é a entrevista de cerca de uma hora com Max Levchin, criador do PayPal, negócio que ele vendeu ao eBay por US$1,6bi quando ainda tinha 27 anos, feita pelo jornalista Bob Cringely.

    http://www.pbs.org/cringely/nerdtv/shows/ (é a entrevista de número 2)

    Aliás, esse vídeo faz parte da primeira temporada de uma série de vídeos de entrevistas muito apropriadamente chamada “NerdTV”. A segunda temporada está a caminho. Material altamente recomendado.

    Entre outras, há ainda entrevistas com Bill Joy (co-fundador da Sun Microsystems e criador da versão FreeBSD do Unix, responsável pela popularização dos protocolos TCP/IP) e com Andy Hertzfeld (membro da equipe original que criou o Macintosh).

    Voltando ao tema do post, estudo engenharia na faculdade (Poli-USP), mas não me vejo como um “engenheiro praticante” e sim como alguém interessado no desenvolvimento de negócios baseados em tecnologia (mais especificamente, em TI) e que (espero) conhece engenharia o bastante pra se comunicar efetivamente com os tais “engenheiros praticantes”.

    Acho que é isso que os americanos querem dizer quando dizem que alguém é um “technologist”.

    Muito cedo na faculdade, eu notei que havia muitos bons engenheiros entre os alunos, de graduação ou de pós, e entre os docentes, mas quase ninguém procurava entender o que eu chamo de “last mile no processo que vai da descoberta científica até a sua inserção social” (eu sei, é um nome péssimo).

    Procurei fazer algumas disciplinas na faculdade de economia e administração como ouvinte pra ver se encontrava alguma luz, mas foi até pior, hehe.

    Na minha visão, essa inserção social só se dá na forma de produtos e serviços inovadores, oferecidos por empresa privadas (quase nunca por inicitaiva governamental). E sem essa última etapa, os eventuais benefícios da ciência e da tecnologia nunca alcançam as pesssoas.

    Por isso, resolvi focar meus estudos nesse “last mile” (quero dizer, meu programa pessoal de estudos e não o programa de disciplinas da faculdade, que é inflexível). Isso já foi há uns poucos anos e agora me vejo repetidamente tentando fazer meus colegas (engenheiros da maior competência, melhores do que me tornei) perceberem essa relação entre tecnologia e marketing em novos negócios baseados em tecnologia, mas não tenho tido muito sucesso.

    Talvez isso tenha a ver com o fato de, por ter focado meus estudos tal como disse que fiz acima, não ser um “engenheiro praticante” tão bom quanto eles. Entre programadores, é muito difiícil ser ouvido sem ser também um programador no mínimo tão bom quanto a sua audiência.

    Por isso, fico muito satisfeito de ver um prifssional do calibre e com a visibilidade do Sílvio Meira trazendo esse tópico à tona.

    Afinal, o que teria sido da Apple sem Steve Jobs ou da Microsoft sem o Bill Gates? Apesar de certamente entenderem muito bem de tecnologia, ṇo foi exatamente por suas habilidades t̩cnicas que eles se destacaram (Steven Wozniack, o g̻nio t̩cnico da dupla fundadora da Apple afirma que Jobs nunca concebeu nada em termos de engenharia Рhttp://www.woz.org/letters/general/08.html), mas principalmente por suas habilidades de mercado.

    Acho que me alonguei no meu comentário, mas esse é um assunto que me é muito caro e que infelizmente não consigo fazer mais colegas da faculdade entenderem.

    Mario.

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