condições de trabalho…
“Any time you isolate people, bind them together and work them like dogs, it’s very powerful. You can get an enormous amount done when you create a place of such total focus and collective delusion.”
em português, fica mais ou menos assim: sempre que você isola pessoas, estabelece conexões entre elas e as faz trabalhar como burros de carga, cria-se algo muito poderoso. pode-se fazer uma quantidade enorme de coisas quando se cria um lugar de tamanho foco e ilusão coletiva.
a frase é de Robert Sutton, psicólogo organizacional da Stanford School of Engineering, e está em um texto do sfgate sobre a “onda” de startups onde as pessoas [poucas] vivem e trabalham juntas na partida de um negócio. lá no fim do artigo tem um trecho sobre box.net, um serviço de compartilhamento de arquivos que tem mais de 300 mil usuários e é tocado neste novo modo “garagem” por uma pequena tropa de quatro ex-colegas de colégio, o mais velho de 21 anos [que vem a ser o ceo!…]. vale a pena ler.
são empreendedores como eles que rompem as barreiras usuais de fazer negócios e, fora do esquema natural das coisas, criam empresas e produtos que ninguém esperava, até serem absorvidos pelo mundo corporativo, porque seu negócio não decolou ou porque foram adquiridos por alguém [e poderiam se aposentar aos 25]. o sonho nem sempre dá certo, claro. aliás, na maioria das vezes dá errado, mas aí se aprende muito e cada um se torna muito mais capaz para enfrentar as próximas rodadas da vida.
meu sentimento particular é que não estamos aprendendo esta garra nas nossas escolas e na nossa sociedade aqui em pindorama. vejo muito pouca gente ao mesmo tempo capaz e disposta a enfrentar as agruras de alguns anos de ralação pura pra ver um novo produto ou negócio sendo criado; ouço muito mais reclamações sobre o que não dá pra ser feito porque estamos aqui do que propostas aparentemente factíveis -apesar de meio doidas- de coisas realmente inovadoras. é uma pena.
espera-se -pelo menos eu espero- que pelo menos uma parte da juventude, algum dia, se revolte e tome às suas mãos as mudanças que precisamos fazer… inclusive neste duro processo de aprender a fazer. quando? sempre é tempo. antes tarde do que nunca. mas tomara que muito mais gente acorde muito mais cedo do que está acontecendo nos dias de hoje…
August 23rd, 2006 at 8:51 am
realmente muito boa matéria. eu penso, que um dos maiores entraves hoje em dia para a criação de startups seja um conjunto de 3 fatores: a maturação da idéia inicial + uma busca imediata por dinheiro + a falta de experiência para tocar o negócio depois de estabelecido. talvez se as coisas fossem menos burocráticas, pelo menos aqui no Brasil, e tendo em vista que a competência técnica nem sempre anda casada com a competência para negócios, poderíamos ter mais casos como esse. O interessante de tudo é que em quase todos os casos de sucesso parte-se sempre de um horizonte caótico e sem muita infra-estrutura, ou seja, é preciso ter a “irresponsabilidade” de começar. depois as coisas vão se organizando mais…