descobrindo a pólvora…
um painel da linuxworld, quarta passada, lotado de luminares da comunidade open source, acaba de descobrir a pólvora: linux precisa tratar multimídia e brinquedos como iPod transparentemente [para o cidadão comum de forma simples como windows e OSX [eric raymond]; a janela de oportunidade pra ganhar mercado desktop daqui até o começo de 2008, quando vista deve começar seu lock-in no mercado de sistemas operacionais [raymond, de novo]; linux não vai chegar a 10% nas economias ricas e vai ficar por uns 15% nos países em desenvolvimento [linux é muito importante, no terceiro mundo, porque é grátis: dirk hohndel]; nós estamos pregando para os convertidos e precisamos nos abrir pro mundo [ninguém menos do que john maddog hall]…
legal: antes tarde do que nunca. esta história de que venceremos porque somos melhores é conversa pra boi dormir. nenhum software [complexo e útil] que eu conheça ou tenha trabalhado com ele, desde 1973, tem vida simples. o ciclo de vida, partindo das expectativas dos [potenciais] usuários até o pessoal do suporte lá no frio dos data centers, é cheio de problemas, versões, bugs, configurações, falhas de segurança, o diabo a quatro. ter uma frente [ou melhor, uma retaguarda] única, como windows tem, simplifica umas coisas [há um número muito pequeno de windows xp…] e complica outras [como a influência que as políticas da microsoft podem ter sobre o mercado]. ter muitas frentes tem vantagens [como o número de soluções alternativas e específicas] e desvantagens [que tal escolher entre -e compatibilizar- mais de trezentas distribuições?]…
em suma: linux está debutando, aos 15 aninhos, no mundo real. e o mundo real é feito de escolhas reais, feitas por gente real, em instituições reais, para resolver problemas bem reais [de todos os tipos, inclusive um monte que nada tem a ver com o software] e não por burocratas isolados em gabinetes, pensando que detêm algum tipo de poder real. entender isso, pra quem está de verdade aqui no lado open source do mundo, é fundamental pra tratar o problema com a energia e objetividade que deve ser tratado e com tempo e recursos para tal. antes que seja tarde. demais.
August 22nd, 2006 at 11:22 am
Bom dia Professor,
Particularmente, como admirador seu, e de suas políticas de fomento de tecnologia e desenvolvimento do Estado, espero um maior posicionamento seu a respeito da adoção de Software Livre - em especial na Universidade Federal de Pernambuco.
Precisamos do apoio de pessoas como o senhor, atuantes e formadoras de opinião. Não sou prepotente em afirmar que SW livre é melhor em tudo, mas ouso dizer que existem excelentes soluções de SW livre em uso no mercado (o Apache e o PostgreSQL são exemplos) e o SW livre permite a democratização do conhecimento ou seja, a possibilidade de empresas e jovens talentos se desenvolverem e terem acesso a tecnologias que, com certeza, não lhes serão disponibilizadas com o uso do código fechado.
Pense nisso e ajude-nos a fazer a diferença !!!!
Atenciosamente,
Marcelo Júnior
PS: Tomo a liberdade de copiar essa nota para as listas de SW livre que participo.