chaves do futuro: padrões abertos
ainda há quem acredite que padrões fechados podem ser um item essencial para competitividade de seu software. principalmente em mercados [quase-]comoditizados. há quem ache que a combinação de software fechado com padrões fechados [inclusive da informação produzida pelo software] é um tiro certo. ou quase sempre. mas há quem não. como o estado americano de massachussetts e países como bélgica e dinamarca. neles, vai começar a valer a determinação de que documentos de escritório têm que ser armazenados usando o padrão [ISO] ODF [este blog já discutiu o assunto]. aparentemente, a microsoft estava atrelada a um dogma fundamental do office, que era usar padrões próprios.
mas a microsoft [agora] tem bill hilf e ray ozzie. e não há quem ache que estes dois passaram ao largo da decisão [muito recente] de prover ODF como um dos padrões de representação de informação na suíte office inteira, como um add-in ao software e, ainda mais, construído de forma aberta, suportado por uma licença BSD e depositado no sourceforge. bem alto e bom som,tá lá na página do projeto odf-converter…: Microsoft (Funding, Architectural & Technical Guidance and Project co-coordination). qualquer um [claro!] poderia sentar e escrever este plug-in. e há grupos que prometeram fazê-lo. a surpresa [ou não…] é que a própria msft resolveu coordenar e financiar um projeto pra fazê-lo, o que dá ao odf-converter lá do sourceforge um ar tão oficial como se queira.
ray ozzie, ao contrário dos que o antecederam [como intermediários de gates nas tomadas de decisão] não parece ser muito de “transformar padrões”, técnica usada na msft desde o começo dos tempos [=pegue um padrão e trate de melhorá-lo, para seu uso, de tal forma que ele deixe de ser -quando usado pelos seus usuários- um padrão… e seja uma propriedade da companhia]. bill hilf, por seu lado, veio direto da comunidade oss pra msft e vez por outra diz que é “um cara não-msft trabahando na msft”. os dois, juntos, devem estar abrindo os olhos de redmond não só para padrões abertos mas para software idem.
e a comunidade de software aberto pode acabar vencendo a microsoft, não pela destruição, mas pela transformação… senão na maior empresa de software livre do mundo, pelo menos em uma empresa que não será hostil ao software livre [até porque parece estar aprendendo a usá-lo em seu modelo de negócios].
quem viver, verá.