Archive for June, 2006

como garantir uma vida saudável?…

Thursday, June 15th, 2006

pra começar, não se aposente de jeito nenhum. um trabalho muito interessante e recente [The Effects of Retirement on Physical and Mental Health Outcomes] mostra as conseqüências da aposentadoria na saúde dos recém-libertados do trabalho, olhando pra gente que se aposentou entre 1992 e 2003 nos eua: 23 a 29% de aumento nas dificuldades relacionadas à mobilidade e atividades diárias básicas, 8% de aumento de doenças várias, e 11% de declínio da saúde mental. quer dizer, sair to trabalho, de uma vez por todas, diminui mobilidade e aumenta doenças e a demência, o que faz com que o dinheiro da aposentadoria seja gasto com remédios, médicos e hospitais… e estas porcentagens são para pessoas que não experimentavam nenhuma das condições antes da aposentadoria… para as quais 11% de problemas mentais -por exemplo- não é pouca coisa. pense em, de repente, ter o dia inteiro para fazer nada, dia após dia, deixando para trás quase todos seus conhecidos e conhecimento… daí pra problemas mentais…

no passado, quando o mundo era muito mais manual, aposentadoria poderia até significar o fim do sofrimento físico impingido pelo dia-a-dia das fábricas e oficinas, e começo de uma nova vida, de lazer e aprendizado. hoje, quando o que fazemos, mais e mais, é manipular informação [e criar conhecimento, num trabalho de permanente aprendizado] aposentar-se completamente faz pouco [ou nenhum] sentido.

o que não deixa de me surpreender é, aqui e acolá ver alunos e ex-alunos entrando no “serviço público” porque “o trabalho é leve”, “o emprego é estável” e a “aposentadoria é mais cedo e integral”!… o que até compensa baixos salários, quando é o caso, porque vez por outra estamos falando de salários mais altos. que entrassem no serviço público para fazer o que o nome diz, servir ao público, transformar as “repartições” em verdadeiras instituições públicas, a serviço principalmente dos excluídos… mas porque querem, alguns, de fato, se aposentar, filosoficamente, já hoje, quando ainda são crianças!… há algo profundamente errado num mundo onde pessoas de 25 anos estão pensando em empregos estáveis, e não em trabalho arriscado, quando o país é o brasil… se nem a frança vai subsistir aos seus jovens querendo tudo a troco de nada [e lá há o que dar], imagine-se aqui, onde falta tudo e, a muitos, ânimo para mudar o país!… sei não…

por outro lado, nada de trabalhar até morrer; todos os que desejassem e tivessem contribuído para tal deveriam ter direito a uma terceira idade de acordo com sua contribuição, pelo tempo que seus planos os sustentassem. o que significa que está na hora de pensarmos em duas coisas: qual vai ser o nosso trabalho quando nos aposentarmos do nosso trabalho atual? este seria um seguro de saúde e um plano anti-demência. a segunda é… como vamos pagar as contas, quando pararmos de trabalhar? segundo o paper que relata o estudo em causa, a previdência americana vai falir completamente em 2042 e já em 2018 recolherá menos contribuições do que pagará em benefícios. nós já estamos neste estado agora: em 2005, houve R$108B de entradas contra R$146B de benefícios… quase R$38B de déficit, 17,5% a mais do que 2004.

se você tem 25 anos no brasil, hoje, sua aposentadoria vai ser aí por 2055, muito depois, portanto, da nossa previdência falir completamente. aquela aposentadoria integral “do governo” não está garantida, e muito menos qualquer outra de quem, hoje, contribui para uma previdência oficial. precisamos ter a coragem nacional de revisar o sistema inteiro. cada dia a mais, no rumo que vai, o desastre só aumenta um pouco mais. teremos?…

[ps: o que faz um post sobre aposentadoria e previdência num blog sobre economia e sociedade da informação e informaticidade? tudo. o futuro de tudo isso é baseado em peopleware. se a equação das pessoas não for resolvida, dificilmente algo mais será…]

…você não vai ver a copa neste 42″

Thursday, June 15th, 2006

os “velhos” monitores crt, ainda usados no mundo real, em todo canto [e nos estúdios para ver vídeo de alta qualidade], acabam de receber mais um ping mortal, de um lcd fabricado pela insuspeita eCinema: um monitor 1080p [p de progressivo, ao invés de i de entrelaçado {interlaced, em inglês}, como os plasmas que estão sendo vendidos por aí], de mais de dois megapixel [formato de tela 1920×1080], contraste 30.000:1 [seu novo tv de plasma de 42″ deve ter 10.000:1, no máximo…], resposta rápida, feito para mostrar gradação “real” de cores e vídeo digital em velocidade precisa de até três casas decimais [como 26,125 quadros por segundo]… o DCM40HDR 40″ será lançado para o natal, provavelmente por uma pequena fortuna. quem quiser mostrar [ou pedir] algo absurdamente diferente às visitas tem que ter um destes. [além dos componentes que hão de gerar sinais pra coisa, já que não haverá nada parecido no ar por muito tempo…]

há mais gente na jogada: a brightside, canadense, tem um monitor de referência de 37 polegadas com especificações parecidas; se você quiser um, prepare o bolso, pois custa quase 50 mil dólares. nenhuma destas duas maravilhas é pra ninguém ver esta copa. mas a maioria [das especificações] dos equipamentos de áudio e vídeo de referência de hoje vai estar em nossas casas dentro de uma década, se seu processo de fabricação atingir escala industrial, o que nem sempre é o caso. resumo, por enquanto: os monitores de lcd vão dominar o mercado de displays de alta resolução, de qualquer tamanho, pra computadores e todas as outras coisas. é só uma questão de tempo. e se você comprar, agora, um destes, poderá ter [se conservá-lo bem], daqui a dez anos, uma peça de museu, um dos primeiros lcd realmente “massa” do mercado. algo como ter um portátil da osborne hoje, e que lhe terá dado dez anos de muita imagem boa… antes de todo mundo.

numa parede qualquer da república…

Tuesday, June 13th, 2006

nos mil cantos do país, a pátria, inteira, está de chuteiras. pedro meira-betmann, 4, foi pra escolinha, ainda agora, vestido pra defender nossas cores contra quem vier, dentro de uma camisa-mirim de ronaldinho gaúcho… bem que poderíamos nos unir, com a mesma garra e alegria, pra mudar, também, o país. iríamos dar certo muito antes do que daremos, uns cem anos antes…


PRIMEIRA APLICAÇÃO de TV DIGITAL rodando no BRASIL

Monday, June 12th, 2006

saiu no vox news [link abaixo…] a notícia que copio aqui, na íntegra, abaixo. a sportv acaba de lançar o sportv interativo no canal 138… e esta é a primeira aplicação de tv digital interativa rodando em um canal real, em solo brasileiro, para usuários reais. ainda por cima, está associada evento das dimensões da copa do mundo e preparada par dar conta de um grande número de usuários interagindo simultaneamente.

a aplicação do c.e.s.a.r no sportv interativo é uma pequena janela para o que serão as aplicações de tv digital no mundo; tv digital não é só alta definição, é muito mais a capacidade de criar comunidades ao redor de programas e aplicações, com o público interferindo no correr dos acontecimentos da tela, o que muda para sempre a noção do que é televisão, desde a experiência de uso até o processo de concepção, produção e “operação” de emissoras e “canais”. além do sinal de vídeo, as emissoras passam a “emitir” software e têm que reagir à interação dos usuários com o mesmo, na maioria das vezes em tempo real.

o grupo de tv digital do c.e.s.a.r está na estrada há três anos, participando de projetos e experiências de tv digital no brasil e na europa, em conjunto com alguns dos mais competentes institutos e empresas do país e do mundo. nenhuma surpresa neles terem sido os primeiros a desenvolver uma aplicação real de tvd interativa no brasil. parabéns, galera!…

[[[Globosat lança canal interativo para Copa do Mundo
VOX NEWS - 6/6/2006

A Globosat lançará, nos próximos dias, seu quarto canal para a Copa do Mundo. Trata-se do SporTV Interativo, canal que reunirá as funcionalidades da televisão e da Internet. Funcionará como um portal de notícias em tempo real. Estará disponível nas plataformas da NET Digital e da SKY, no canal 138.

O telespectador poderá navegar, por meio do seu controle remoto, pelo canal interativo em busca de uma informações e serviços como as tabelas dos jogos, a relação dos grupos e seleções, a história das 32 seleções que participarão da Copa, entre outros.

A plataforma do SporTV Interativo foi desenvolvida pelo C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) em parceria com as engenharias da TV Globo e Globosat para funcionar unicamente durante a Copa.]]]

sony ps3: não é um console…

Monday, June 12th, 2006

phil harrison, o desenhista-chefe de jogos da sony, deu uma longa entrevista ao spiegel, onde afirma, sem meias palavras, que o ps3 não é um console e sim um computador. e dos que “toca” discos blu-ray, tem 60 GB de disco, browser e, claro, está na rede. sem falar que seu coração é feito dos novos chips cell, do consórcio sony-toshiba-ibm, que estão custando algo entre US$400 milhões e US$1 bilhão pra projetar. aí é onde o ps3 vira um super-computador: em média, segundo estudos recentes, o chip é oito vezes mais mais rápido e oito vezes mais eficiente [na relação consumo/velocidade] do que as atuais ofertas de 64 bits da intel [itanium] e amd [opteron]. e avanços na arquitetura e densidade dos circuitos integrados poderão multiplicar sua capacidade atual por 10, nos próximos anos. o preço do chip vai ser competitivo porque será fabricado, espera-se, em grande volume, para alimentar os ps3.

daí, pode ser que nosso próximo desktop não seja um mac ou pc [hoje, aliás, a mesma coisa], mas um console. console não: como harrison diz, o ps3 é um computador. o xbox360 que se cuide. a intel e a amd também: a ibm vai lançar “blades” feitos com o chip, o que possibilitará a criação de “pcs” muito envenenados. o que deixa no ar a pergunta… porque a apple trocou os powerpc que estavam no coração dos mac [o cell é um membro hard core da família powerpc] pelos intel? mercado e comoditização da plataforma de hardware da atual geração de pcs é certamente uma das respostas. mas, olhando pra frente, hoje, a hora é de projetar um computador [ou console] sobre o cell, rodando um sistema operacional multimídia, de tempo real, que bem poderia ser a plataforma de computação, comunicação e controle do futuro próximo. de onde ela virá?… beos, haiku e cosmoe estão mortos ou quase. nada do que as empresas de software oferecem hoje parece ser o sistema operacional do futuro… e pouco do que se vê na academia mundial aponta nesta direção.

taí, certamente, uma grande oportunidade pra [em tv digital interativa, banda larga?…] lançar esforços de software e tentar leapfrog o estado da arte internacional. poderia acontecer no brasil, inclusive. mas algo me diz que não; segundo a lógica [!] do desenvolvimento [científico, tecnológico, de inovação] nacional, continuaremos seguindo de longe, e com muito menos recursos, os que aparentemente estão na frente. isso nos dá um ponto por cento, ou pouco mais, das publicações científicas na área e, claro, face ao dinheiro que investimos [comparado com o resto do mundo] é um grande sucesso. pena… porque é bem capaz da próxima geração dos consoles ser tv, dvd, pc, internet appliance, home control center, tudo junto. e isso é igual a muitas dezenas, provavelmente centenas, de bilhões de dólares… por ano. muito mais do que o harware de tv digital ou de consoles vai representar. conseqüência? daqui a 15 anos, é só olhar a balança comercial…

tempo é [muito mais que] dinheiro

Saturday, June 10th, 2006

a primeira empresa de venture capital americana a abrir um escritório próprio na índia, a canaan partners [de deepak kamra, indiano de new delhi], acaba de começar a operar no sub-continente. outros grupos investidores americanos têm dinheiro em muitas empresas de TICs na índia, mas alok mittal, o empreendedor indiano que vai ser o cabeça da operação da canaan em new delhi ,diz que até agora os investidores americanos botaram dinheiro, mas não tempo -que é realmente precioso em um start-up- na índia. o projeto da canaan é investir tempo na índia.

aqui em pindorama, quantos empreendedores de risco têm tempo, verdadeiro, pra montar parcerias que levem a novos negócios… ao invés de perder boa parte do que deveria ser seu melhor tempo filtrando propostas que variam entre o impossível, inexeqüível e inviável? precisamos criar, urgentemente, mais oportunidades de encontros semânticos, de troca de significados, e não sintáticos de olá-boa.tarde-foi.bom.te.ver-té.mais, que nos levem a criar mais companhias de classe mundial. o brasil é grande. a índia também; o sucesso deles é que eles pensam [há muito tempo] no mundo. e nós, incluindo boa parte do nosso capital empreendedor, pensamos no nosso quintal.

chega de pensar em dinheiro. alok mittal está correto. dinheiro vem, sempre e suficiente, se dedicarmos tempo, precioso, para criar as parceria que criam as oportunidades. a partir daí, o resto é conseqüência…

tv digital móvel: R$70B/ano em 2015…

Friday, June 9th, 2006

na europa!… segundo a mckinsey [artigo gratuito, mas sujeito a inscrição no site], o mercado de tvd-m europeu, em 2015, pode alcançar 190 milhões de almas [70% do mercado total de telemóveis], dispostas a transferir de suas carteiras a astronômica soma de setenta bilhões de reais por ano [quase igual ao prejuízo da vodafone no ano passado!…] para quem quer que esteja operando a coisa. estamos falando de sinal passando por dentro da operadora e não em broadcast.

o mercado terá tal tamanho SE a oferta for desenhada para as massas, o que significa [na simulação da mckinsey] uma taxa única de cinco euros pra ver todos os canais [assume-se 50] e SE não houver custo adicional para o terminal. o pior caso seria uma tarifa mensal de 15 euros, o custo adicional do terminal seria de 100 euros, não haveria canais gratuitos incluídos no pacote [cada um teria um custo adicional]… o que levaria à adoção de tvd-m por apenas 5% dos usuários totais de celulares e a um mercado de “apenas” cinco bilhões de euros por ano…

no último caso, a renda média por usuário é muito maior do que no primeiro; basta fazer uma regra de três. mas muitos negócios não existiriam ou só estariam disponíveis para os usuários “premium”. curiosamente, esta opção é quase sempre o que ocorre por um bom tempo: alguns escolhidos têm tudo, porque pode pagar qualquer preço e todo o resto da população é excluído do mercado, porque não está disposto a, ou não vê valor em, pagar o preço pedido pelos provedores. a este grupo, como não poderia deixar de ser, dá-se o nome de “excluídos”.

tv digital móvel não é uma necessidade vital das pessoas; no começo, celular também não era. a coisa pegou mesmo quando as teles descobriram que quanto mais gente tinha celular, mais ligações entre eles. universalização é um grande negócio [é só descobrir como]. os celulares pré-pagos, subsidiados, fazem sentido [até agora] porque recebem muitas ligações de outros, pós-pagos. se o modelo de tvd-m na europa [e no brasil] passar por dentro do celular [o que as TVs não querem de jeito nenhum e o que as teles querem de qualquer jeito] o problema, logo na partida, é descobrir quanta gente vai estar disposto a pagar que conta e o que vai, a partir daí, ser o negócio.

as operações nacionais deveriam tomar nota da simulação européia; a renda per capita, lá, deixa a nossa no chinelo e, se a conta for R$45/mes, mais custo adicional por canal, com o cel custando R$300 a mais pra ver TVD, o mercado é 1/14 do que poderia ser se a conta fosse só R$15/mes. no brasil, paritariamente, uns R$5, no máximo. façam a conta, senhores, façam a conta. e pensem em universalizar TVD-M no brasil. ela pode ser um elemento essencial para inclusão digital. e um grande negócio.

componentes molhados [e abertos!]

Thursday, June 8th, 2006

a BioBricks Foundation (BBF) fundada por gente do MIT, Harvard e UCSF, está no ar promovendo BioBricks, trechos padrão de DNA que codificam funções biológicas básicas [componentes biológicos reutilizáveis!], e seu uso para construção de funcionalidades biológicas a partir de tijolos de DNA já devidamente entendidos e depositados em um repositório público. vem aí, em breve, a fusão silício-carbono. ave, admirável mundo novo… morituri te salutant!

revenda seu contrato de celular!

Thursday, June 8th, 2006

pense numa idéia simples e genial. foi exatamente o que estes caras do resellular.com tiveram e estão pondo em prática nos eua [e que alguém precisaria fazer rápido, aqui]. pegue um destes contratos que as operadores querem fazer você pagar até morrer e… venda pra alguém que quer comprar seis meses de seu contrato [com ou sem fone], porque você agora tá usando um cel da companhia ou resolveu, como quase todo mundo, passar pra um pré-pago.

vantagem do negócio/site: é muito simples e fácil de entender. desvantagem: você não pode fazer o negócio diretamente, lá; depois de escolher um contrato, vai um emeio pro cara que [talvez ainda esteja] está vendendo.. e vocês se acertam. o negócio ganha dinheiro cobrando US$14.99 pro vendedor anunciar que quer cair fora de um contrato que tem.

se eu fosse uma tele: iria montar uma coisa destas dentro da minha própria operação de vendas e relacionamento com os usuários, o que certamente diminuiria o atrito com meus atuais clientes e atrairia gente de outras operadoras a custo muito baixo, cobrando uma taxa fixa e mínima [como R$14.99] para negociar “resto” de contratos e telefones “velhos”. e faria tudo pela web, pra quem já tivesse uma conta minha de qualquer tipo. como parece que as operadoras móveis, por aqui, bateram no teto e começam a pensar em deixar de subsidiar telefones, qualquer nesga de negócio é, como diria seu inácio, meu pai… um bom negócio, desde que haja nesgas em quantidade.

alguma tele -daqui- vai fazer? não. por que? perguntem a alguém de lá…

a guerra dos web servers: apache vs. iis

Thursday, June 8th, 2006

não só a microsoft não desistiu da disputa pelo mercado de servidores web, mas os dados de junho do netcraft survey mostram uma tendência preocupante para apache: nos últimos três meses, IIS encurtou em 16.7% a distância que o separa de apache, de 48.2% para 31.5%. vitória no longo prazo? ninguém sabe. mas basta olhar a inclinação da curva vermelha, acima, e ver que a guerra só está começando…

música por megabyte: discos a dois reais

Wednesday, June 7th, 2006

baseado na rússia, allofmp3.com vende, óbvio, músicas mp3, e tem uma seleção, digamos, da rússia, incluindo 32 discos de roberto carlos. o de 1966, inteiro, custa US$0.99 [@192kbps]. namoradinha de um amigo meu, se você quiser uma cópia “legal”, sai por R$0.20 [isso, vinte centavos!]. a parte problemática é exatamente o “legal”. o rolo compressor das associações de direitos autorais [na inglaterra] está denunciando o site, responsável por 14% de todo o download de música no reino unido, que vende música por megabyte [quanto mais qualidade você quiser, mais você paga…].

um artigo do new york times, citado e discutido em slashdot, diz que o departamento de comércio dos eua pode vir a impor, como condição para a rússia entrar na organização mundial de comércio, o fechamento do site… o que não é pouca pedra no meio do caminho do negócio de músicapor megabyte. o pessoal de allofmp3.com, claro, diz que opera dentro da legalidade [russa] e que não vai mudar seu negócio um milímetro sequer. pode ser, pode ser… mas, como não é possível pagar usando pay-pal, este é um dos sites que não vai ver a cor do meu cartão de crédito…

por outro lado, esta história de música por megabyte nos deveria levar a pensar… por que não [num mundo todo conectado, de informaticidade real] pagar uma assinatura mensal pra ouvir a música que quiser, sem fazer download? a gente não quer ser “dono” do arquivo, quer ouvir a música. claro, numa praia distante pode nunca haver cobertura ou banda pros megabytes chegarem… pra isso que serviria memória cache, não?… e até um drm que fizesse sentido [veja como funciona last.fm] pro usuário. eu seria capaz de topar.

na rússia, enquanto isso, allofmp3.com saiu do silêncio […we regularly transfer substantial amounts of royalties to the Russian organizations for collective management of rights such as ROMS and FAIR, which have granted the site licenses to legally deliver music through the Internet], desafiando qualquer um a provar sua ilegalidade, dizendo obedecer a todas as leis vigentes e do seu propósito de se adequar ao novo sistema de propriedade intelectual do país, que entra em vigor no princípio de setembro.

tomara que seja verdade mesmo: música por megabyte é algo muito interessante, pois bytes, ao invés de cds, passariam a ser tratados como suporte [agora virtual] à propriedade intelectual e seu preço passaria a refletir, no caso, seus custos, muito abaixo dos suportes físicos do passado. e uma nova plataforma de compatibilidade estaria no ar.

gooooool da meantime!

Wednesday, June 7th, 2006

a meantime, incubada do c.e.s.a.r, começou a divulgar seu jogo Ronaldinho Total Control há três dias… e não é que o brinquedo virtual já está na lista dos dez mais vendidos do the mob? bola pra frente, galera! parabéns!