video POR todos
você nunca esteve em youtube.com nem nunca viu um vídeo pela web. talvez você tenha estado em vênus até ontem ou, como a maior parte dos brasileiros [90+% de todos nós] não tem banda larga. no mundo civilizado, lá fora, as taxas de penetração de banda larga estão acima de 3/4 da população. breve, não será mais possível comprar acesso “discado”… com banda larga pra todos, blogs [de texto] viram vlogs [de vídeo], porque todos querem ter mais do que seus cinco segundos regulamentares de fama na tv [normal]… e o resultado é youtube servindo mais de 40 milhões de vídeos por dia… é muito? pelas contas do cnn/money, youtube poderia embutir anúncios nos vídeos que serve, cobrando aí por US$1 para cada 1.000 “views”, o que daria uns 15 milhões de dólares por ano, hoje. ruim demais para um negócio que tem o perfil de youtube, que nos estados unidos, onde banda é de graça comparada ao brasil, poderia estar gastando cinco milhões de dólares só pra servir vídeos. sem falar nos outros custos do negócio, como hosting, software, etc. o problema adicional, pra youtube, é que há setenta e três negócios como eles hoje, no mercado. menos de dez estarão vivos em um ano. quem há de sobrar?
enquanto isso, nós -aqui no brasil- estamos fora do jogo, não porque não temos idéias ou competências para implementá-las, mas porque não temos banda, e sem ela, usuários para os novos modelos de serviços e negócios que exigem altas taxas de transmissão de informação, com usuários sempre “no ar”. é mais uma janela de oportunidade que passa, na web, e nos dá, sem prestar muita atenção, um leve adeus… no fust, aquele fundo que deveria universalizar, agora, banda larga, pois a definição atual de acesso é acesso em banda larga, repousam, impávidos, mais de cinco bilhões de reais… temos a responsabilidade patriótica de descobrir como fazer com que tais recursos, nos próximos meses, ao invés de anos, conectem o país de verdade. em banda larga. senão estaremos fora do jogo. e por muito tempo… mesmo.
June 21st, 2006 at 3:36 pm
dados sobre social networking nos EUA e eis youtube com 12.6 milhões de visitas em maio (o dobro em relação a abril). O desafio de negócios como o de youtube é de fato explorar todo o potencial que este tipo de serviço tem. Os dados e análise dos principais serviços do gênero nos EUA podem ser visto em:
http://www.marketwatch.com/News/Story/Story.aspx?guid=%7BB885520C-A957-49B9-940E-683937C60EBC%7D&siteid=mktw&dist=nbk&symb=
June 21st, 2006 at 5:11 pm
Mas nossos usuários não precisam ser brasileiros…
June 22nd, 2006 at 1:10 am
de jeito nenhum, filipe; mas o mesmo vale para uma empresa, daqui, botar um site pra usuários de fora; o custo de banda empresarial no brasil e infinitamente superior ao dos eua. alias, uma boa ideia e botar a empresa aqui e o site [mesmo que seja praqui] nos eua…
June 26th, 2006 at 5:51 pm
Um exemplo muito bem sucedido de modelo de negócio aplicado a social networking é o Cyworld (http://en.wikipedia.org/wiki/Cyworld). Segundo o the register (http://www.theregister.co.uk/2006/06/23/cyworld_comes_to_germany/) o site gera em torno de £115,000/dia basicamente vendendo “enfeites” para os usários personalisarem suas minihompy. 10% da receita vêm do acesso por telefones celulares… a Meantime olha com muito carinho as redes sociais baseadas em dispositivos móveis.