tempo é [muito mais que] dinheiro

a primeira empresa de venture capital americana a abrir um escritório próprio na índia, a canaan partners [de deepak kamra, indiano de new delhi], acaba de começar a operar no sub-continente. outros grupos investidores americanos têm dinheiro em muitas empresas de TICs na índia, mas alok mittal, o empreendedor indiano que vai ser o cabeça da operação da canaan em new delhi ,diz que até agora os investidores americanos botaram dinheiro, mas não tempo -que é realmente precioso em um start-up- na índia. o projeto da canaan é investir tempo na índia.

aqui em pindorama, quantos empreendedores de risco têm tempo, verdadeiro, pra montar parcerias que levem a novos negócios… ao invés de perder boa parte do que deveria ser seu melhor tempo filtrando propostas que variam entre o impossível, inexeqüível e inviável? precisamos criar, urgentemente, mais oportunidades de encontros semânticos, de troca de significados, e não sintáticos de olá-boa.tarde-foi.bom.te.ver-té.mais, que nos levem a criar mais companhias de classe mundial. o brasil é grande. a índia também; o sucesso deles é que eles pensam [há muito tempo] no mundo. e nós, incluindo boa parte do nosso capital empreendedor, pensamos no nosso quintal.

chega de pensar em dinheiro. alok mittal está correto. dinheiro vem, sempre e suficiente, se dedicarmos tempo, precioso, para criar as parceria que criam as oportunidades. a partir daí, o resto é conseqüência…

One Response to “tempo é [muito mais que] dinheiro”

  1. Ceila Santos Says:

    bárbaro como sempre, parabéns, meira! percebo muito isso quando entrevisto executivos extremamente globais, pensantes, líderes por natureza que ainda não têm respostas para perguntas relacionadas à sua própria equipe. é engraçado porque mesmo aqueles executivos, que têm a missão de fazer parte do mundo global em que suas empresas estão inseridas, ainda olha para fora sem saber o que tem dentro de casa. Por outro lado, é raro entrevistar um executivo de TI que conhece sua turma, que troca idéias com sua equipe e relaciona isso ao novo mundo global. Se esses executivos trocassem mais experiências entre eles e aprendessem esse know how isolado, talvez tempo dedicado a pessoas, a cultura e atitude tornasse um ativo mais comum entre os processos automatizados do mundo dos negócios…

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