tv digital móvel: R$70B/ano em 2015…
na europa!… segundo a mckinsey [artigo gratuito, mas sujeito a inscrição no site], o mercado de tvd-m europeu, em 2015, pode alcançar 190 milhões de almas [70% do mercado total de telemóveis], dispostas a transferir de suas carteiras a astronômica soma de setenta bilhões de reais por ano [quase igual ao prejuízo da vodafone no ano passado!…] para quem quer que esteja operando a coisa. estamos falando de sinal passando por dentro da operadora e não em broadcast.
o mercado terá tal tamanho SE a oferta for desenhada para as massas, o que significa [na simulação da mckinsey] uma taxa única de cinco euros pra ver todos os canais [assume-se 50] e SE não houver custo adicional para o terminal. o pior caso seria uma tarifa mensal de 15 euros, o custo adicional do terminal seria de 100 euros, não haveria canais gratuitos incluídos no pacote [cada um teria um custo adicional]… o que levaria à adoção de tvd-m por apenas 5% dos usuários totais de celulares e a um mercado de “apenas” cinco bilhões de euros por ano…
no último caso, a renda média por usuário é muito maior do que no primeiro; basta fazer uma regra de três. mas muitos negócios não existiriam ou só estariam disponíveis para os usuários “premium”. curiosamente, esta opção é quase sempre o que ocorre por um bom tempo: alguns escolhidos têm tudo, porque pode pagar qualquer preço e todo o resto da população é excluído do mercado, porque não está disposto a, ou não vê valor em, pagar o preço pedido pelos provedores. a este grupo, como não poderia deixar de ser, dá-se o nome de “excluídos”.
tv digital móvel não é uma necessidade vital das pessoas; no começo, celular também não era. a coisa pegou mesmo quando as teles descobriram que quanto mais gente tinha celular, mais ligações entre eles. universalização é um grande negócio [é só descobrir como]. os celulares pré-pagos, subsidiados, fazem sentido [até agora] porque recebem muitas ligações de outros, pós-pagos. se o modelo de tvd-m na europa [e no brasil] passar por dentro do celular [o que as TVs não querem de jeito nenhum e o que as teles querem de qualquer jeito] o problema, logo na partida, é descobrir quanta gente vai estar disposto a pagar que conta e o que vai, a partir daí, ser o negócio.
as operações nacionais deveriam tomar nota da simulação européia; a renda per capita, lá, deixa a nossa no chinelo e, se a conta for R$45/mes, mais custo adicional por canal, com o cel custando R$300 a mais pra ver TVD, o mercado é 1/14 do que poderia ser se a conta fosse só R$15/mes. no brasil, paritariamente, uns R$5, no máximo. façam a conta, senhores, façam a conta. e pensem em universalizar TVD-M no brasil. ela pode ser um elemento essencial para inclusão digital. e um grande negócio.
