estamos perto de um ponto de inflexão. estamos?
fim de semana em bagdá: trinta mortos. em são paulo, pelo menos cinqüenta. em stanford, um debate sobre o fim da hegemonia humana na face da terra, pilotado por ninguém menos do que ray kurzweil. o debate sobre singularidade [veja aqui o verbete na wikipedia], tema do mais novo livro de rk, teve de tudo. e está muito bem relatado aqui.
enquanto uma parte do mundo discute se [e como] hardware e software estão provavelmente criando uma nova sociedade, outras, como aqui, tentam escapar da barbárie mais pura e simples. são paulo teve um fim de semana de bagdá, tanto quanto todos os anos do brasil são parecidos com o vietnã, o vietnã da guerra. lá, pelo menos, morria-se por um ideal, pelo menos do lado “mais fraco”. aqui, tentamos nos salvar da combinação de banditismo e cleptocracia, e os mortos não fazem nenhum sentido. é provável que seu fim em nada melhore os prospectos de sobrevivência da sociedade que os cercava.
ao correr do tiroteio, o mundo muda, o tempo passa e, em pindorama, as palavras voam de um lado para outro, sem que nenhuma mudança nacional, fundamental, pareça estar em andamento. acorda, povo!…
May 15th, 2006 at 1:02 pm
o difícil é acordar quem acha mais cômodo dormir.