estamos perto de um ponto de inflexão. estamos?

fim de semana em bagdá: trinta mortos. em são paulo, pelo menos cinqüenta. em stanford, um debate sobre o fim da hegemonia humana na face da terra, pilotado por ninguém menos do que ray kurzweil. o debate sobre singularidade [veja aqui o verbete na wikipedia], tema do mais novo livro de rk, teve de tudo. e está muito bem relatado aqui.

enquanto uma parte do mundo discute se [e como] hardware e software estão provavelmente criando uma nova sociedade, outras, como aqui, tentam escapar da barbárie mais pura e simples. são paulo teve um fim de semana de bagdá, tanto quanto todos os anos do brasil são parecidos com o vietnã, o vietnã da guerra. lá, pelo menos, morria-se por um ideal, pelo menos do lado “mais fraco”. aqui, tentamos nos salvar da combinação de banditismo e cleptocracia, e os mortos não fazem nenhum sentido. é provável que seu fim em nada melhore os prospectos de sobrevivência da sociedade que os cercava.

ao correr do tiroteio, o mundo muda, o tempo passa e, em pindorama, as palavras voam de um lado para outro, sem que nenhuma mudança nacional, fundamental, pareça estar em andamento. acorda, povo!…

One Response to “estamos perto de um ponto de inflexão. estamos?”

  1. d meira Says:

    o difícil é acordar quem acha mais cômodo dormir.

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